quinta-feira, 31 de julho de 2014

Exposição colectiva de fotografia inaugurada amanhã em Évora

Pátria por Usucapião



Israel limita-se a seguir os ensinamentos do Deus sanguinário do Antigo Testamento.
Desde Moisés que eles chegaram, ocuparam a terra prometida, expulsaram os que lá viviam e massacraram os renitentes.
Foi assim nessa época e é assim desde 1947, só que, no século XX, o seu Deus tinha-se modernizado e falava inglês.
Este é o plano de há milhares de anos. E há milhares de anos as vítimas do braço armado do Deus dos Exércitos são os Palestinos (Filisteus).
Na verdade, pouca moral tem para falar em fundamentalismo e reclamar-se democrata ou anti racista, quem denodadamente através de milénios se auto intitula de povo eleito pelo desígnio de Deus. Que pelos vistos é só um e muito parcial na escolha dos crentes.
De notar que existem judeus e judeus sionistas, como existem islamitas e muçulmanos fundamentalistas, para quem o Corão deve ser levado há letra. O mesmo se passa com os católicos, com os hindus, com quase todos os praticantes de quase todas as religiões. O ódio e a tolerância são dois pratos da mesma balança, mas quase sempre esta pende para o lado do ódio.
E como pende! Se tirarmos Deus da história, tudo se resumirá, como sempre, ao dinheiro, ao poder e à necessidade que existe em alguns de nós, de imporem pela força o que não conseguem congregar pela razão.
Matam-se assim inocentes em nome de interesses disfarçados sob a capa de ideais. Aniquilam-se comunidades, arrasam-se países inteiros em função de mitos expressamente criados para justificar o massacre.
Só que os mortos são gente! Homens, mulheres, crianças que poderiam ser os nossos filhos, caso tivéssemos nascido no local errado à hora errada.
Há muita hipocrisia nestes facínoras.
Escrevo isto depois do Nobel da Paz o senhor Obama que tão insistentemente proclama a violação de direitos na Rússia, ou no Irão, na Síria e noutros lugares, que apela ao boicote aos oligarcas russos e aos perigosos revolucionários venezuelanos... ter vendido cinco mil mísseis ao Iraque.
Para quem não sabe, o sr Obama é o mesmo que condenou um ataque israelita a uma escola das Nações Unidas, para de seguida responder afirmativamente ao pedido feito por Israel de mais material bélico. Deve ter uma relação muito próxima com o tal Deus dos Exércitos, ou então com os fabricantes de armas...


Évora, os passarinhos e a felicidade


Vocelência deve ser reaccionário. Agora desde que temos uma câmara CDU a nossa cidade é um mimo. Cheira a flores, os passarinhos cantam nas árvores e toda a gente anda feliz. Você sente um cheiro nauseabundo? Deve ser o seu nariz que está a funcionar mal.

Anónimo

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Uma outra visão para a cultura e para a animação em Évora


Tenho uma visão diferente da cultura e diversão que devíamos ter, para animar a cidade que tão visitada é.
Primeiro que tudo a cidade de Évora tem que estar limpa, tanto por dentro como por fora: falo dos bairros e das entradas da cidade. 
Uma cidade tem que ter pessoas à frente que sejam sensíveis a coisas tão simples como estas. 
Quanto à diversão e à cultura, se sairmos daqui e formos até Espanha, país aqui tão perto, a animação da cidade é feita pelas próprias pessoas que nela vivem e por aqueles que a visitam. 
A diferença, é que Espanha tem um povo que gosta de vir para a rua conviver, beber uns copos, dar umas voltas com os amigos. Ao fazê-lo tem uma animação de cafés, restaurantes que oferecem praticamente tudo o que se quer, até quando não está na carta, e nós pedimos, eles conseguem arranjar. 
A animação das cidades espanholas, não parte das Câmaras, parte dos comerciantes, que arranjam cada uns à sua maneira formas de entreter e convidar a entrar ou a estar nas suas esplanadas, que são muitas, quem por ali passa. Como? Através de espetáculos de animação, simples mas muito convidativos. Ainda há poucos dias percorri algumas cidades de Espanha e tive oportunidade de verificar isso. Os preços são os mesmos que em Portugal, outros mais baratos. 
Aqui nem o café arcada tem uma esplanada para oferecer. Se entrar no café vou para uma fila buscar o que quero e pago ainda mais caro. Ás 22h 30min já as mesas estão a ser levantadas tudo a correr...
Mas que animação e que cultura deve a Câmara proporcionar?...
E porquê a Câmara?... 
A Câmara deveria isso sim, era obrigar a quem tem determinados espaços, fazer com que os mesmos estivesse abertos pelo menos até à meia noite. Quem não quisesse assim, não poderia abrir o estabelecimento.
O ambiente é criado também pelas pessoas, que devem sair de casa e vir até à cidade. Mas aqui em Évora as pessoas por razões culturais, acima de tudo, ficam nas suas casinhas, nos seus quintalinhos com os maridos, mulheres e família. Não saem de casa. Por todas as razões aqui apontadas e por outras tais como a prática de preços mais elevados. 
Então será justo que a Câmara abra os cordões à bolsa para pagar a génios musicais/artísticos uma pipa de massa, quando pode partir dos próprios comerciantes esta mesma animação?...
A Câmara deve eleger como prioridade isso sim, tirar as ervas e o lixo que assombram a cidade, com alguma imaginação arranjar uns vasos grandes para colocar flores nas rotundas, malvas, que são flores que aguentam o sol, pintar nem que seja com cal ou tinta da mais barata os muros ou paredes que estejam ao abandono e que estejam em locais estratégicos de imagem para a cidade.
Apesar do dinheiro ser pouco, há muita coisa que se pode fazer para melhorar e tratar do embelezamento da cidade que não fica assim tão caro...
E já agora: quando é que o estacionamento ao fundo da Rua de Avis é limpo de ervas e de lixo? Para quando mudar este estado de coisas?
O dinheiro do IMI serve para quê?...

Anónimo

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Évora: O Bairro a Bombar


O Bairro a Bombar é um projecto de animação artística e cultural em torno da prática das percussões tradicionais portuguesas, dirigido à população jovem, residente nos bairros periféricos da cidade de Évora.
É um projecto multidisciplinar de divulgação e contacto com as tradições musicais portuguesas relacionadas com celebrações festivas e suas particularidades sonoras e plásticas.
Esta iniciativa pretende levar os jovens à descoberta das raízes culturais e artísticas populares, convidando-os a praticar colectivamente um exercício pedagógico e auto-disciplinador.
Esta actividade será realizada nos meses de Julho, Agosto e Setembro com o apoio da União das Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras e da União das Freguesias de Bacêlo e Sr.ª da Saúde. 

30 de Julho - Bairro da Horta das Figueiras - 18h30
3 de Agosto – Bairro do Granito – 18h
3 de Setembro - Bairro da Malagueira - 18h30 
10 de Setembro - Bairro de São José da Ponte - 18H30
17 de Setembro - Bairro António Sérgio - 18h30

GigaBOMBOS do Imaginário/projecto de percussão

domingo, 27 de julho de 2014

Viagens de recreio e "coltura" na Praça do Giraldo



(...)          Todos os anos em Agosto, Portugal é invadido por “eventos” cantantes, gritantes, teatrais e outras artes gerais. Não se consegue descobrir porquê nem para quê, além do gesto generoso de autarquias e poder central em pagarem uns míseros dinheiros aos infelizes artistas (ajudando-os a sobreviver) que, assim, elevam vilas e cidades à fama das nuvens. Évora não escapa a este ambiente festivo de difusão cultural junto dos habitantes e forasteiros que, se não fosse esta urbe a patrocinar tais habilidades, não se sabe se alguma vez uns e outros abandonariam a sua paralisia intelectual no decorrer do Verão, derretendo e bocejando à sombra… quase a 40º!

            A cidade ensaia, portanto, todos os estios um can-can sazonal com os seus pés tardos, que tantos formigueiros esmagam no ano inteiro e, com um sorriso amante, dispõe-se a adormecer tarde, bem como a sofrer a força propulsora de bares e esplanadas em ruas mais estreitas que cinturas de bailarinas, caindo nos braços dos decibéis acima do tolerável, ralada de desejos fora de prazo, esgotada mas, quem sabe, talvez feliz por ver tanta alegria e… “coltura”, no País do défice permanente e da dívida externa galopante

            E os “eventos” interessantes sucedem-se, em palcos diversificados, coloridos, colocando a cidade de Évora no epicentro da “coltura” na Península Ibérica!… Passeando o seu talento cultural sob as arcadas da Praça de Giraldo, a urbe zanga-se se a não tomam a sério, partindo amuada, quando a brisa é tépida e a discussão demasiado maçadora, a fazer praia no Degebe, perdão… no Alqueva!

            Enfim, em cada Verão que passa proporcionamos viagens de recreio e “coltura” através da nossa miséria e, por preços de saldo, facilitamos aos aparatosos turistas que assistam à nossa intimidade cultural, com a barba por fazer e em chinelas de quarto! – Que vergonha, meus senhores e senhoras! 


Joaquim Palminha Silva (aqui)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Banqueiro Ricardo Salgado detido esta manhã, noticia o CM



O antigo presidente executivo do BES, Ricardo Salgado, foi esta manhã detido na casa onde reside, no Estoril. Ao que o CM apurou, a detenção foi levada a cabo no âmbito do envolvimento do ex-banqueiro na chamada Operação Monte Branco, que investiga a maior rede de branqueamento de capitais alguma vez detetada em Portugal. A operação foi desencadeada pelo Ministério Público com o apoio de inspetores tributários e liderada pelo juiz Carlos Alexandre e surge no seguimento de buscas efetuadas ontem, quarta-feira, a várias entidades do Grupo Espírito Santo. Ricardo Salgado vai esta manhã ser ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Provérbio do Dia



Com a dívida a 132% do PIB...

"Muda-se de moleiro, não se muda de ladrão."

segunda-feira, 21 de julho de 2014

The End



"O Banqueiro" poema de Craig-James Moncur, dito por Mike Daviot.

domingo, 20 de julho de 2014

Os Mortos Têm todos a Mesma Pele


Não existem palavras que definam o horror.
O horror não tem cores, não tem raças, não tem história. Tem o cheiro do sangue e das mortes e o sabor do sal.
Do sal que interdita a vida, que seca, que transforma em pó qualquer semente esquecida de humanidade.
Não me falem por favor de religiões, nem de terras prometidas em que o mel escorre das árvores, não me digam nunca que há mortes inevitáveis, necessárias para preservar um qualquer bem maior.
Há mortes simplesmente! E destruição! E dor! E uma raiva surda que cresce nos corações dos homens que se julgam impotentes!
Mas nós não somos impotentes! Somos cúmplices! O nosso silêncio é cúmplice e por isso criminoso! Não é em Gaza que temos de lutar! É cá! Porque com o nosso abandono admitimos como lideres os parceiros criminosos dos criminosos que matam em Gaza.
Ninguém nesta Europa dos “Direitos” se ergue e diz Não? Nenhum dos nossos “eleitos” se atreve a recusar este infame genocídio? Será que nos esquecemos já das guerras que sofremos, dos milhões de mortos? Da fome? Do horror suástico que por inventar uma qualquer precedência na cadeia alimentar, sufocou com sangue o mundo inteiro?
Vistos do espaço, à distância, somos todos muito parecidos, a diferença consiste talvez, e apenas num olhar atento, no facto de uns se alimentarem dos outros...
Há mães que morrem abraçadas aos seus filhos nestes tempos de barbárie.

Em volta um vento que geme e gemendo jura que os mortos têm todos a mesma pele.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Elvas:"Rondão de Almeida e Elsa Grilo montaram uma segunda Câmara"


O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, sublinhou, em comunicado, que "foi montada uma segunda Câmara", revelando "uma crescente falta de respeito pelo cargo" desde que foi eleito.
No comunicado, enviado aos órgãos de comunicação social, pode ler-se que "os Elvenses têm sido informados, sobretudo por jornais e rádios, da situação na Câmara Municipal de Elvas. Mas, nos últimos dias, têm sido ditas muitas coisas que não estão de acordo com o que se tem passado e pode vir a passar.
Para todos, faço um pequeno resumo da situação.
Desde que fui eleito, em Setembro do ano passado, e tomei posse de Presidente da Câmara, em 12 de Outubro de 2013, senti uma crescente falta de respeito pelo meu cargo, em especial por parte dos Vereadores dra. Elsa Grilo e comendador Rondão Almeida.
Foi montada uma segunda câmara, com funcionários e colaboradores ao serviço dos seus objectivos, e tomadas decisões internas e públicas, algumas de grande importância, sem que eu tenha tido sequer conhecimento delas.
Uma situação que tem vindo a piorar, como a população tem notado, e atingiu o momento decisivo na reunião de 9 de Julho passado.
Nessa data, fui surpreendido, em plena reunião da Câmara Municipal de Elvas, por uma série de propostas apresentadas pelo senhor comendador Rondão Almeida, sem que uma palavra sobre o assunto me fosse dita antes.
Não podia tolerar mais esta falta de respeito para comigo, enquanto Presidente da Câmara!
Tinha de tomar uma decisão. Sabia que a decisão era difícil, mas não poderia continuar como se nada se tivesse passado. Ou me demitia, ou retirava os pelouros aos dois Vereadores.
Sabia que eu tinha sido eleito Presidente e havia quem não respeitasse a vontade popular. Mas também sabia que havia quem tivesse sido eleito Vereador e quisesse continuar a ser Presidente.
Decidi em consciência e, na passada terça-feira dia 15, comuniquei a minha decisão à Câmara Municipal: retirei os pelouros por mim confiados aos Vereadores dra. Elsa Grilo e comendador Rondão Almeida.
Quero deixar claro que esta posição não é nada de pessoal, pois eu considero o trabalho liderado pelo comendador Rondão Almeida durante 20 anos, para o qual também contribuí. Como a maioria dos Elvenses, estou reconhecido e grato a esse trabalho.
Esta posição é política, porque o que está em causa é a maneira como dois Vereadores se têm comportado para com o Presidente da Câmara, durante quase um ano.
Devo esclarecer que a Câmara de Elvas continua a funcionar, com a garantia de vencimentos aos seus funcionários e retribuições aos colaboradores, com a garantia do apoio em todos os programas sociais, com a continuidade das obras em curso e a concretização dos eventos já programados.
Eu continuo a ser Presidente da Câmara e a contar com os autarcas que queiram prosseguir em funções. Se houver alguém que abandone, será o responsável pelo ato e suas consequências.
Mantenho-me fiel ao compromisso assumido com os Elvenses de ser Presidente da Câmara. Mas também tenho um compromisso com a minha consciência, de exercer este cargo com dignidade e de o levar de pé até ao final".

Festival Músicas dos Mundo começa hoje em Porto Côvo

O Festival Músicas do Mundo inicia hoje a volta ao globo, com Cláudio Castelo e uma fanfarra do Rajastão, propondo meia centena de concertos, de várias geografias, e outras atividades culturais, que vão prolongar-se até 27 de julho.
O primeiro dia de concertos tem início nas ruas de Porto Covo, que, após quatro anos de interrupção, volta a acolher o primeiro fim de semana do Festival Músicas do Mundo (FMM).
Cabe à Jaipur Maharaja Brass Band, originária do Rajastão indiano, inaugurar a cena musical, às 17:30 (bisando no sábado, às 18:00). Na tradição ancestral das fanfarras que animam nascimentos, casamentos e outras festas, os sete músicos, todos homens, vão tocar metais e percussões, acompanhados por uma bailarina acrobata e contorcionista.
Os espetáculos no largo Marquês de Pombal, no centro histórico da localidade alentejana, começam em português, com o guitarrista Custódio Castelo e a jovem fadista luso-francesa Shina, às 19:00.
São mais seis os nomes de artistas portugueses convidados para o FMM: Ai! (dia 21), Zé Perdigão “Sons Ibéricos” (dia 22), Galandum Galundaina (24), Júlio Pereira (25), Gisela João (25) e The Soaked Lamb (a 26).
Hoje, a seguir a Custódio Castelo&Shina, vão atuar os franceses KrisMenn e AleM, com uma abordagem contemporânea à música tradicional da Bretanha, e Bachu Khan, outro indiano do Rajastão, com canções de amor em língua marwari.
No sábado, Israel, Irão e Turquia vão suceder-se em palco, mostrando que a música é alheia a conflitos geopolíticos. Istiklal Trio (Israel) e Kayhan Kalhor& rdal Erzincan (Irão/Turquia) preenchem, juntamente com Teta (Madagáscar), as propostas do segundo dia de festival.
Karolina Cicha&Bart Palyga (Polónia) e Cimarrón (Colômbia) são duas das sugestões para domingo, a que se junta a moçambicana Selma Uamusse, que vive em Portugal.
Ao longo do festival, a lusofonia far-se-á ainda ouvir com os são-tomenses Conjunto África Negra (dia 23, 19:00), o angolano Nástio Mosquito (dia 24, 23:15) e a cabo-verdiana Mó Kalamity (dia 25, 02:30).
Durante nove dias, o FMM propõe uma oferta cultural variada, além dos concertos. As ruas serão palco de outros momentos musicais, com o Coro da Achada, do Centro Mário Dionísio, no sábado, às 17:00, em Porto Covo, e o projeto de fusão Yemadas, nos dias 24 e 25, às 18:00, na avenida da Praia, em Sines. Os professores e alunos de música dos vários concelhos do Alentejo Litoral vão poder mostrar a sua arte em doze atuações.
Especificamente dirigidas a músicos são as três conversas previstas para a Escola das Artes do Alentejo Litoral, com Mulatu Astatke (23), Tigran (25) e Muhammad Reza Mortazavi (26).
A literatura e o cinema também fazem parte do programa, que propõe duas conversas com escritores (Afonso Cruz, dia 24, e Alexandra Lucas Coelho, dia 26, ambos às 17h00, no Centro de Artes de Sines) e cinco documentários (“Timnadine Songs”, de Caitlin M. Roger, “Kora”, de Jorge Correia Carvalho, “Hereros Angola”, de Sérgio Guerra, “Dona Tututa”, de João Alves da Veiga, e “Soundbreaker”, de Kimmo Koskela).
Ateliês para crianças, com alguns dos artistas convidados, sessões de contos e até uma aula de biodanza são outras das iniciativas paralelas.
Hoje, às 15:00, no Salão do Clube Desportivo de Porto Covo, o investigador italiano Alessandro Portelli vai estar à conversa com o coletivo lisboeta Unipop, sobre o projeto “Roma Forestiera”, destinado a recolher música feita por migrantes. (lusa)

programa aqui: http://fmm.com.pt/

Ovibeja 2015 já tem cartaz


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Hoje em Évora


Évora: espectáculos da semana dos palhaços começam hoje

(clique para ver)

Depois de ter sido cancelado o espectáculo de abertura no domingo passado e na segunda e terça-feira, a Semana dos Palhaços ter consistido, sobretudo, em cursos de formação intensiva, os espectáculos vão estar a partir de hoje na rua sempre com lugar marcado (até sexta-feira) na Praça do Giraldo às 18h e na Praça do Sertório, às 21,30h.

http://www.pimteatro.pt/

terça-feira, 15 de julho de 2014

Na Malagueira estão a surgir dezenas de acampamentos no espaço publico

 Avenida das Fontanas

 Largo Poço da Moura

Rua das 2 árvores

vista alegre

Na Malagueira estão a surgir dezenas de acampamentos no espaço publico desde a chegada da cdu, algo está a falhar,se não houver medidas de emergência isto vai ficar bem complicado de resolver,o presidente da junta que é da cdu srº Russo está farto de escrever ofícios e ninguém lhe liga,os moradores estão em brasa!
Cumprimentos. 

antónio (via email)

Fazer nada e votos de boas férias

«Não fazer absolutamente nada é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil e a mais intelectual.» Quem o disse foi Oscar Wilde e pareceu-me uma boa citação, em absoluto, e bem propositada para encerrarmos este ano de crónicas e irmos de férias.
Se as férias para a maioria são, pelo menos durante alguns momentos do dia, tempo de ócio, certo é que não fazer nada, acordado, é todo um desafio para nós mortais. Claro que a ironia da frase de Wilde está bem explícita no facto de se equiparar o pensar ao não-fazer, equívoco que é mais epidémico do que seria desejável à espécie humana que se distingue precisamente das outras espécies animais por pensar.
Também me parece verdade que pensar e fazer apenas uma outra coisa ao mesmo tempo é a habilitação mínima de um ser humano com todas as capacidades básicas ativas, muito embora um eurodeputado comunista tenha desconfiado dessa capacidade no novo presidente da comissão europeia, num episódio, vá fait-divers, de uma arrogância constrangedora. Mas adiante.
Às mulheres, diz-se, cabe o dom de fazerem mais destes malabarismos do que aos homens. Tendo a acreditar no que considero um elogio ao meu género, mas faço-o porque me parece mais provável na latitude e longitude onde vivo e não porque ache que seja um facto assim tão universal. Fazerem, mulheres e homens, várias coisas ao mesmo tempo em que uma delas é pensar, deixa-me equacionar duas hipóteses: ou se fazem coisas que exigem pouca reflexão e continuamos, por isso, a fazer o que é do pensar com toda a intensidade; ou aplicamos o pensar ao que estamos a fazer. Se na primeira hipótese separamos os dois mundos mas desconcentramo-nos forçosamente de um deles, na segunda aplicamos o pensamento ao que estamos a fazer e, como tal, o resultado será sempre se não pelo menos melhor mais justificado e assente numa determinada lógica seguida. Mas a sociedade encara muito mal quem não faz nada. Se calhar, e com toda a pertinência, porque os que fazem são taxados por isso. E por isso, com a evolução civilizacional, se terá equiparado o pensamento à ação numa coisa legal que se chama “propriedade intelectual”…
É que a atividade em si de pensar e não usar o que resulta do pensamento é muito parecida, a olho nu, do pensar e contribuir com esse pensamento para um bem maior do que nós e comum aos que nos rodeiam. E quando isso acontece, mesmo continuando a incompreensão por parte de muitos, é um trabalho muitíssimo importante.
E é por isso que a frase de Oscar Wilde é uma espécie de exercício que proponho que experimentem, sem com isto desejar que durante as férias não deixem de fazer, como todos merecem e alguns às vezes conseguem, o que chamamos “descansar a cabeça”. E às vezes isto, só se consegue se cansarmos o corpo.
Desejo-vos, quando for caso disso, uma boas e ativas férias, em que o fazer nada possa ser um desafio ao pensar muito, ou pelo contrário, o fazer muito signifique pensar pouco. Até setembro.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

Elvas: Rondão Almeida e Elsa Grilo ficam sem pelouros


O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, acaba de retirar os pelouros aos vereadores Rondão Almeida e Elsa Grilo.
A decisão foi tomada na reunião extraordinária que está a decorrer nos Paços do Concelho, revela o "Linhas de Elvas"

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Manifestamente Prematuras




Descobri há uns tempos o significado de “esquerda caviar”. Trata-se de uma esquerda cosmopolita, que partilha espaço sem contudo partilhar o que na realidade conta, experiências, simbiose, multiculturalismo, convergência... tudo isso é descartado, posto de lado. Na esquerda caviar está-se! Apenas isso.
Há território demarcado em que os outros são profanos! Há poder que se não partilha e múltiplas narrativas de poder que servem para embelezar a imagem propagandeada. Há em suma, na esquerda caviar, um vazio bacoco que só serve as aparências e assim se vai, aos trancos e barrancos, até a realidade cair de outra dimensão e esmagar os oráculos e os penduricalhos que enfeitam o oráculos e os genuinamente crentes que não sabem sequer o que é caviar...
Por isso me confundem as notícias de que alguém saiu do BE... ninguém sai do BE! O BE sai das pessoas, evapora-se, retorna à sua existência ficcionada. Na verdade o BE já há muito não existe. É caviar que alguns têm na mesa e é sonho para a maioria que ainda acredita poder existir um espaço de entendimento, de prática cidadã, de aposta nas diferenças como factores de crescimento, como mais valias para uma acção concertada, que introduza de vez uma prática republicana, valores republicanos, uma cidadania responsável!
Existe muita gente à esquerda do PS, que entende ser a convergência resultado de um esforço de entendimento, consequência de ir ao encontro de, em vez de ficar à espera que os outros aceitem condições impostas para que haja sequer hipótese de diálogo. Não creio que quem assim pense, constitua a minoria da esquerda neste país, mas mesmo que assim fosse, é de minorias somadas que as maiorias se constroem. Foi essa a lição que aprendemos com a criação do BE. Três correntes fundadoras que juntaram esforços e passaram por cima de receios infundados, para criarem um partido que foi, durante uns tempos, uma pedrada no charco da nossa democracia.
As coisas mudaram. Deixaram de estar institucionalizadas as correntes fundadoras, organizaram-se tendências, reformulou-se dentro do Partido a correlação de forças e, o que seria positivo, acabou por trazer á tona antigas divergências e "modus operandii" que supostamente estariam erradicados.
As querelas pelo poder chegaram ao ponto de assistirmos aos responsáveis pelo apoio, conjuntamente com o PS, à candidatura presidencial de Manuel Alegre, clamarem agora contra um putativo entendimento com os socialistas para derrubar o governo de direita. Curiosamente, são os mesmos que avançaram com a Moção de Censura que abriu as portas do poder a essa mesma direita, os mesmos que inviabilizaram entendimentos à esquerda para as eleições europeias, os mesmos que agora censuram o abandono do partido por parte de muitos, que cansados de não serem escutados, de não terem voz, de verem as suas propostas recusadas e depois recicladas por quem as descartou, chegaram à conclusão que o BE não é o único espaço, o exclusivo instrumento, para que possam prosseguir empenhadamente a sua luta.
Há uma diretiva que sempre deu mau resultado, como a própria história não se cansa de ensinar, e que reza assim: “ quem não está conosco, está contra nós”. 

Quanto à Manifesto... desvinculou-se, sem dúvida, mas... a militância no BE é individual, no partido é suposto não haver carneiros, por isso... afirmar que quem é da Manifesto, já não tem lugar no BE, é tal como afirmou Mark Twain dizer que as notícias da minha morte são “manifestamente” prematuras. Até parece que ele adivinhava.

Quercus contesta judicialmente Exploração Mineira da Boa Fé, na Serra do Monfurado, em Évora


A Quercus interpôs uma Ação Popular para impugnar a Declaração de Impacte Ambiental do projeto de exploração mineira da Boa Fé, o qual abrange uma área de quase 100 hectares, perto da localidade de Boa Fé, concelho de Évora. O objetivo desta ação judicial é impedir o avanço da mineração em habitats protegidos do Sítio de Importância Comunitária “Serra do Monfurado”, da Rede Natura 2000, onde se incluem importantes povoamentos de sobreiros.

O Estudo de Impacte Ambiental esteve em consulta pública até 16 de Abril de 2013, tendo na altura a Quercus, em conjunto com outras organizações, manifestado a sua oposição à instalação deste complexo de exploração de depósitos mineralizados auríferos por este apresentar elevados riscos ambientais para a região e por não existirem garantias suficientes de solução para o gigantesco passivo ambiental que vai ser criado na área intervencionada e sua envolvente
Este projecto é promovido pela “Aurmont Resources, Unipessoal, Lda” e prevê a instalação de uma indústria de exploração mineira, com duas cortas de exploração a céu aberto – Casas Novas e Chaminé –, a laborar 24 horas por dia, e ocupando no total 99,56 hectares, dos quais uma escombreira de estéreis com 37 hectares, para acondicionar 10 851 000 toneladas de estéreis. O projeto inclui ainda uma barragem de rejeitados com 32 hectares, utilizada para reter 10 000 toneladas de metais pesados, nomeadamente arsénio, chumbo, cobre, mercúrio inorgânico, níquel, prata e zinco, resultantes dos 5 anos previstos para a laboração.
A Quercus considera que este é um processo que desde o seu início tem uma agenda de contornos duvidosos, em que os Municípios de Évora e de Montemor-o-Novo e o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas facilitaram as aspirações do proponente, alterando para o efeito os Planos Diretores Municipais e o Plano de Intervenção no Espaço Rural do Sítio de Monfurado, com o único objectivo de favorecer a concessão da atividade mineira numa área em que a mesma estava interdita legalmente.
Relativamente aos riscos ambientais associados ao projeto:
• não existem garantias de que o paredão impeça a passagem de águas contaminadas para jusante, como tem demonstrado o histórico de acidentes graves com minas a céu aberto, e qualquer intervenção de remediação após acidente, mesmo com recursos às mais recentes tecnologias, proporcionará resultados de duvidosa eficácia;
• o projeto afetará direta e negativamente o Sítio de Importância Comunitária “Serra de Monfurado”, da Rede Natura 2000, junto da localidade de Casas Novas;
• o projeto prevê a detonação de 340 toneladas de explosivos/ano, com ruído acentuado e a emissão constante de poeiras que causarão elevados impactes sobre a qualidade de vida das populações nas imediações e também sobre a Herdade dos Almendres, para onde está prevista a implantação de um projeto turístico;
• serão destruídas áreas de montado de sobreiros e azinheiras, estando previsto o abate de 6952 árvores adultas, situação que também consideramos inaceitável.
Localmente, o projeto levanta também cada vez mais apreensão junto dos habitantes, na medida em que associados aos riscos ambientais acima enumerados, juntam-se uma série de riscos de ordem social e económica que passam pela destruição de sectores que irão ser seriamente afetados com este projeto, tais como a agricultura, a pastorícia, a apicultura, o turismo e a exploração florestal. Todos estes receios levaram a que vários populares se tenham manifestado, em sede de consulta pública, contra o avanço projeto. Também na última reunião da Assembleia Municipal de Évora, a 5 de Julho, vários populares contestaram o projeto e em face de todos os esclarecimentos ainda necessários, o tema terá de voltar a ser debatido na próxima reunião desta Assembleia Municipal, durante o mês de Setembro.
A Quercus reitera que as incertezas nas flutuações da cotação do ouro nos mercados internacionais e a falta de garantia da assunção dos riscos e custos associados à implementação de todas as medidas previstas para a futura requalificação da área, bem como para a prevenção, monitorização e controlo de eventuais situações de acidentes futuros, demonstram que se trata de uma iniciativa arriscada que só poderá vir a trazer, como o histórico da atividade mineira em Portugal tem comprovado, mais custos para os contribuintes num futuro próximo.
A crise económica que o país atravessa não deve ser motivo para desatenções e deixarmos de ser exigentes com a preservação do Ambiente e para apostarmos em atividades económicas compatíveis com a conservação dos recursos naturais renováveis, o que certamente não é o caso deste tipo de projetos com grandes riscos e impactes muito consideráveis no património natural do País.

Lisboa, 14 de julho de 2014

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

aqui

Reestruturações

Porque não gosto de assobiar para o lado, nem enterrar a cabeça na areia, aproveitarei esta minha última crónica antes do período de férias para vos falar um pouco sobre a notícia mediática dos últimos dias, em torno do Bloco de Esquerda.
Soubemos este fim-de-semana que o Fórum Manifesto, na qual se inclui a Ana Drago, se afastou do Bloco de Esquerda. Há muito que este conjunto de pessoas pressionava para uma aproximação do Bloco de Esquerda ao Partido Socialista. Apesar da actual maioria rejeitar esta política de aliança, teria sido mais claro levar esta posição à Convenção que se realizará em Novembro. Não foi o caso, e este fórum de discussão organizar-se-á na forma que considerar mais eficaz para prosseguir aquilo que entendem ser melhor para o país.
Ainda assim, este afastamento em nada altera a posição aberta para juntar mais forças à esquerda para enfrentar a política austeritária. As divisões à esquerda nunca são uma boa notícia, mas a definição do que é uma política de esquerda no actual momento político e social é crucial. E sejamos francos, só tem ilusões com o Partido Socialista quem não tem a mínima noção do que a sua máquina representa, e de quais os reais interesses que o sustentam.
Esta semana um conjunto de economistas - Francisco Louçã, Ricardo Cabral, Eugénia Pires e Pedro Nuno Santos - definiram um roteiro concreto para a reestruturação da dívida, que implica a redução de 149 mil milhões da dívida pública e de 100,7 mil milhões de redução do passivo dos bancos, através de um processo de resolução bancária sistémica, com o objetivo de garantir o autofinanciamento futuro da economia nacional. Este roteiro detalhado é claro e pode ser consultado na íntegra na internet.
António Costa e António José Seguro apressaram-se a desvincular-se deste roteiro detalhado para uma reestruturação séria da dívida. Mas alguém ainda tem dúvidas de qual a política que vai ser seguida por qualquer um dos dois?
De facto, a urgência de romper com um governo de direita não pode levar a soluções menos más, nem a ilusões. Portugal está numa situação de emergência. E à emergência só se responde com coragem, com cabeça fria e com respostas claras e objectivas.
As pontes e as portas deverão estar abertas à formação de um governo de esquerda, plural e abrangente, mas este não pode abdicar nem da reestruturação da dívida nem da rejeição do tratado orçamental.
Esta é a linha que separa. A vida, a política e os partidos não são feitos do que gostaríamos que fossem, mas da dura realidade.
Desejo a todos os ouvintes um bom período de férias. Estarei de volta em Setembro.

Bruno Martins (crónica na rádio diana)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Hoje há greve no Grupo Controlinveste


A direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) apela a uma forte adesão de todos os jornalistas do Grupo Controlinveste à greve convocada para hoje, dia 11 de Julho.
Em comunicado divulgado esta tarde, o SJ sublinha que o despedimento colectivo de 140 trabalhadores, 66 dos quais jornalistas, assume uma “violência e uma dimensão de que não há memória nas quatro décadas da democracia portuguesa”, pelo que uma forte adesão à greve é essencial para repudiar o despedimento colectivo e a descaracterização dos títulos detidos pela Controlinveste.

É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ: 

Greve no Grupo Controlinveste: Trabalhadores lutam em defesa dos postos de trabalho
A intenção da Administração do Grupo Controlinveste de proceder ao despedimento colectivo de 140 trabalhadores (66 jornalistas) merece destes uma firme e determinada resposta. Em causa está a defesa dos postos de trabalho, assim como da qualidade da informação produzida pelo “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, “O Jogo”, “Notícias Magazine”, TSF e Global Imagens. Uma forte adesão à greve decidida nos plenários de jornalistas e convocada pelas estruturas representativas destes é essencial para repudiar o despedimento colectivo e a descaracterização dos títulos detidos pela Controlinveste.
O despedimento colectivo de 140 trabalhadores assume uma violência e uma dimensão de que não há memória nas quatro décadas da democracia portuguesa. A concretizar-se, colocaria em causa a qualidade informação e mesmo a continuidade dos órgãos de informação atingidos, que já têm redacções extremamente depauperadas. 
Representaria ainda um rude golpe na liberdade e na democracia dado que um dos seus pilares fundamentais é o direito dos cidadãos a uma informação livre e plural, o que ficará irremediavelmente posto em causa com a redução de efectivos nos títulos do Grupo Controlinveste.
Sem jornalistas não há jornalismo sério e responsável. O comentário, a opinião não substituem a notícia, a reportagem, a investigação. À precariedade laboral corresponde a perda do direito à informação de qualidade.
A direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) apela assim a uma forte adesão de todos os jornalistas do Grupo Controlinveste à greve convocada para hoje, dia 11 de Julho de 2014.
O SJ apela também aos jornalistas e aos restantes trabalhadores – também abrangidos por pré-avisos de greve apresentados pelos restantes sindicatos – para que se juntem aos piquetes de greve junto das instalações do “Jornal de Notícias”, do “Diário de Notícias” e da TSF.

* Contra o despedimento colectivo/selectivo no “Jornal de Notícias”!
* Contra o despedimento colectivo/selectivo no “Diário de Notícias”!
* Contra o despedimento colectivo/selectivo na revista “Notícias Magazine”!
* Contra o despedimento colectivo/selectivo na Global Imagens!
* Contra o despedimento colectivo/selectivo em “O Jogo”!
* Contra o despedimento colectivo/selectivo na rádio TSF!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cenas ao Sul começam amanhã em Évora e vão até ao meio de Setembro


São mais de 100 as CENAS que ao SUL são encontros com luz, sons, formas e afetos. Convidam-se todos os que habitam Évora, ou nos visitam entre 11 de Julho a 13 de Setembro para verem, ouvirem, conhecerem e sentirem as CENAS dos criadores e produtores culturais que em Évora acrescentam património ao património já reconhecido.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Nota de Imprensa: Assembleia Municipal de Évora reuniu na Freguesia de Boa-Fé


A Assembleia Municipal de Évora realizou uma sessão extraordinária no dia 5 de julho sobre o projeto de exploração da mina na Boa-Fé para audição de instituições e personalidades convidadas, seguida de debate, onde interveio também a população. Uma área, parte da qual é paisagem protegida, pertencente à Rede Natura 2000, e que, a avançar o projeto, implicará a transformação radical da paisagem, incluindo o abate de vários milhares de sobreiros e azinheiras e, inclusive, o desvio do leito de uma ribeira onde existem galerias ripícolas que importa preservar. 
A poluição com substâncias químicas em elevada concentração, as poeiras contaminadas e a secagem de veios de água são outros dos fatores negativos apontados pela população, além da abertura de barragens cuja água não poderá ser utilizada. À exceção de um ou outro habitante que encontra ali um meio laboral, a maioria mostrou-se desfavorável, solicitando que as autoridades invistam noutras áreas que tragam emprego de longo prazo, de forma sustentável, sem riscos consideráveis para as populações.
Os membros da Assembleia procuraram ao longo do dia perceber quais as reais vantagens e desvantagens deste projeto, o qual prevê a criação de emprego temporário (135 postos diretos e 675 indiretos) durante um período de cinco anos. O responsável máximo da empresa afirmou no decurso da sessão que se a população for contra o projeto este não avançará.
Durante a manhã, os membros da Assembleia Municipal e da CME, acompanhados pelo Presidente da União de Freguesias de São Sebastião da Giesteira e Nossa Senhora da Boa-Fé, António Maduro, do responsável da empresa, Jorge Valente, e respetivos técnicos, alguns populares e personalidades convidadas visitaram o local onde têm decorrido as prospeções e se prevê o início da exploração do ouro, numa área total praticamente equivalente a todo o Centro Histórico de Évora, mas que no futuro se avalia que avance também para os concelhos de Montemor e de Vendas Novas.
A sessão, que decorreu durante toda a tarde no Salão Social e Paroquial de Nossa Senhora da Boa-Fé, foi precedida pela saudação de boas vindas do Padre Salvador dos Santos, responsável pelo espaço onde decorreu a sessão, mostrando disponibilidade para ceder o Salão Social e Paroquial para futuras reuniões.
O Presidente da Assembleia Municipal, António Paiva Jara, abriu a sessão e deu a palavra ao Diretor e Presidente da Eurocolt Resources (e também responsável pela Auremont Ressources, concessionária da Colt Resources em Portugal), Jorge Valente, a empresa canadiana que pretende efetuar a exploração do ouro. Este explicou em traços gerais o objetivo da empresa, como decorrerão os trabalhos de exploração da mina, os estudos solicitados, as medidas previstas de minimização de impactos ambientais e as condicionantes que lhe foram impostas pelo Estado. Finalizou sublinhando estarem empenhados em desenvolver o trabalho respeitando o ambiente e a população e disponibilizando-se para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Luís Castro Henriques, Administrador da Aicep Portugal Global, E.P.E., Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, leu uma intervenção em que falou do trabalho deste organismo na área da extração do minério e da importância e vantagens que concede a este investimento, ao qual foi atribuído o estatuto de PIN (Projeto de Interesse Nacional).
A Direcção-Geral de Energia e Geologia, representada pelo Diretor dos Serviços de Minas e Pedreiras, José Silva Pereira, falou também da importância do projeto e das exigências pedidas à empresa para que esta labore em conformidade com a lei.
Foi também convidada para esta sessão a Agência Portuguesa do Ambiente que não se fez representar.
O Professor do Departamento de Geociências da Universidade de Évora, José Paulo Mirão, foi outro dos intervenientes convidados, tendo falado dos prós e contras das explorações mineiras e dos pontos importantes a ponderar para avançar, ou não, com um projeto.
Como orador seguinte, interveio o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, que salientou a atenção que tem sido novamente dada ao sector mineiro, considerando que deveria existir uma reflexão sobre a matéria para que esta área possa contribuir para o desenvolvimento do país e das regiões e não como atualmente acontece. Relembrou o historial do pedido de exploração de minério na zona e o papel tido pelos municípios de Montemor e Évora na elaboração do primeiro Plano de Salvaguarda do Sítio de Monfurado, ainda em vigor, afirmando que todo o processo de licenciamento da exploração é da competência do Estado, não tendo os municípios uma competência restrita de se poder opor a ele.
Quanto à Declaração de Interesse Municipal solicitada pela empresa à Câmara, explicou que esta não é de caracter obrigatório, não é uma licença, trata-se apenas de saber se o Município e a população estão interessados em acolher amigavelmente ou não tal projeto. A questão económica (criação de postos de trabalho) e o impacto ambiental para a região são duas situações contraditórias, segundo o autarca, que levam o Município a abordar com cuidado o projeto, considerando que os dados fornecidos não têm sido suficientes para fazerem já um balanço.
Defendeu também que os royalties deste projeto, recebidos pelo Estado português, deveriam ser investidos na região e que deveria ser feito, além do Estudo de Impacto Ambiental, um Estudo Social para saber o impacto que terá para as populações no futuro, em particular, quando ficarem de novo desempregadas.
Reconhecendo ser um processo extremamente complexo, nomeadamente por incluir questões técnicas de significativa complexidade, o autarca considerou que estas têm de ser estudadas a fundo e só depois a Câmara de Évora se pronunciará em definitivo, de acordo com o que for mais vantajoso para a região e populações.
Intervieram no debate vários membros das diversas forças políticas com representação na Assembleia Municipal (CDU, PS, BE e PSD), pronunciando-se uns contra o projeto e outros tendo muitas dúvidas sobre este, às quais os técnicos da empresa e personalidades convidadas procuraram responder.
Do lado da assistência, a população - que incluía também vários técnicos formados nas áreas do ambiente e outros que estudaram já a fundo o projeto - a opinião generalizada foi de que este não deve avançar, uma vez que os riscos são mais elevados do que os ganhos para o futuro daquela região.
Ficou acordado, entre os membros da Assembleia, que será ainda realizada uma audição, em que seja novamente convidado o representante da Agência Portuguesa do Ambiente e outros especialistas. A Assembleia ficou também encarregue de receber todos os contributos e questões por escrito, que a população queira enviar. Após esta audição, a Assembleia pronunciar-se-á na reunião ordinária de Setembro. (informação da AME)

Nova exposição de António Carrapato é inaugurada amanhã, quinta feira

(clique na imagem para ver)

terça-feira, 8 de julho de 2014

Cultura do engodo

Imbuída do espírito da cultura popular com as festas da cidade e da época, meti-me a falar de outras culturas, considerando várias aceções sobre crenças, costumes e hábitos humanos. Há uma tão enraizada com que nos cruzamos tanto e a toda a hora que, até como que hipnotizados, nos esquecemos da sua gravidade.
E aqueles que por um determinado modo de vida que levam se conseguem manter afastados desta pressão impercetível, não estarão menos sujeitos a ver-se enredados nos assuntos que acham impermeáveis a este tipo de procedimento, que vive sobretudo na linguagem e no discurso e que se está a tornar numa prática cultural cada vez mais universal.
Refiro-me à cultura da mentira, nos seus diferentes graus de intensidade e com consequências várias ainda que todas inevitavelmente lamentáveis, muitas altamente nefastas nem que seja pontualmente algures na cadeia que vai desde o momento em que é arquitetada e depois lançada, ou quando produz os seus efeitos por vezes ao lado ou mais além do seu projeto inicial. É que a mentira, esta mentira que não é erro ou engano, que não deriva de uma ingenuidade infantil desejosa de um mundo mágico, ou que é mesmo sintoma de patologia, esta mentira é uma mentira que engana de propósito, atraindo os mais distraídos para um determinado alvo com um certo isco, levando-nos a “morder o anzol”. Porque “morder o anzol” é uma das opções que temos, numa vida felizmente cada vez mais cheia delas, mas onde por vezes as alternativas não estão menos engodadas.
Desenganem-se os que já estão a pensar que estou a falar dos políticos, um alargado grupo de pessoas responsáveis por gerirem os destinos de um coletivo ou de fiscalizarem essa governação, e sim estou a referir-me a políticos em democracia, e que tantos ofendem classificando-os liminarmente como “todos iguais”. Desenganem-se porque este não é um texto confessional, e muito menos um pedido de indulgência de quem gosta da política e a pratica com convicção. É tão só e apenas uma reflexão de alguém que, como tantos outros, está sujeita a constantes doses de notícias e apelos lançados às massas e que um dia resolve dar-se ao trabalho de ouvir com atenção esses discursos em vários tons, suportes e propósitos, e perceber como tudo isto parece estar a tomar proporções inquietantes.
O grego antigo Heródoto terá dito que “é mais fácil enganar uma multidão do que um só homem” o que na nossa era continua a ser tão ou mais inquietante, e até porque as multidões são somas de indivíduos que são chamados como cidadãos a participar cada vez mais na vida pública. Certo é que as técnicas usadas para arrastar multidões são as mesmas para impingir o bom e o mau, e que muitas vezes só nos damos conta do mau, ou este se revela, depois de o termos escolhido como bom. Mas pior mesmo é irmos percebendo que toda esta prática propagandística, disfarçada de informação disponibilizada ao cidadão e às massas para que possam escolher isto ou aquilo, ou este ou aquela (porque as pessoas também estão disponíveis para ser escolhidas), tudo isto parece estar a viciar-nos ao ponto de deixarmos de acreditar em quem não a utilize. Uma cultura que tende a extremar as pessoas entre fervorosamente crédulos e constantemente desconfiados e que urge combater não só com a denúncia, mas muito fazendo por se assumirem as culpas quando assim for o caso.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Estamos de Boa ou Má Fé?

Decorreu, este Sábado, na Boa Fé uma Assembleia Municipal Extraordinária para que a população e os eleitos recolhessem mais informações sobre o projecto de exploração mineira a céu aberto previsto para a zona.
Intervieram na reunião a Entidade Promotora, o AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), a Direção Geral de Energia e Geologia, um Professor da Universidade de Évora e o Presidente da Câmara Municipal de Évora.
Uma reunião que durou mais de cinco horas, que contou com uma exposição dos convidados e várias perguntas e comentários dos eleitos e da população que marcou presença. Ainda assim, ficaram muitas perguntas por responder: por habilidade retórica das entidades públicas governamentais e da empresa, pela ausência injustificável da Agência Portuguesa do Ambiente e pela inexistência de convidados que pudessem fornecer dados concretos e científicos a diferentes níveis (impacto económico, ambiental, saúde pública, etc.) que pudessem contestar aqueles que defendem este projecto.
Ainda assim, destaco três aspectos que ficaram claros:
1. Uma cumplicidade absoluta entre as entidades governamentais e a empresa. Aliás, qualquer espectador menos atento não conseguiria distinguir pelos discursos quem pertencia à empresa e quem pertencia à entidade pública.
2. Que um voto contra da Declaração de Interesse Municipal do Projecto em questão levará a empresa a recuar e a não investir. Apesar desta Declaração não ter um carácter licenciador, foi claramente expresso pela empresa que um voto contra levará à queda do projecto. Espero bem que o período de recolha de informações por parte dos órgãos executivo e deliberativo municipais seja breve para que esta Declaração possa ir a votação o mais depressa possível.
3. Que grande parte da população e uma parte importante dos eleitos estão neste momento claramente inclinados para a oposição à concretização deste projecto. E permitam-me que diga que esta é, na minha opinião, uma excelente notícia.
Mas ficaram, de facto, muitas questões por responder, umas de carácter mais amplo e outras de carácter mais específico. Atrevo-me a realçar algumas questões que importam esclarecer cabalmente:
1. Porque é que o Governo decidiu considerar este Projecto de Interesse Nacional sem contabilizar claramente os custos ambientais e económicos?
2. Como é que o Governo se precaveu face à possibilidade de abandono por parte desta pequena empresa que é filial de uma empresa com sede no Canadá e como poderá actuar judicialmente em relação a esta caso a sua filial abra falência, tendo em conta a impossibilidade de o fazer contra uma empresa com sede num paraíso jurídico?
3. Porque é que ninguém fez o cálculo económico exacto das perdas para a economia local caso este projecto avance? Sabe-se que a economia dos sobreiros perderá mais de um milhão de euros, mas falta acrescentar o impacto no turismo local, na fauna e flora, na agricultura biológica, etc.
4. Que tipo de emprego é gerado pela exploração mineira? Governo e empresa enchem a boca a falar sobre a importância deste aspecto, mas ninguém esclarece que tipo de contratos serão estabelecidos, por quanto tempo e em que condições, qual a repartição salarial por qualificações, quais as diferenças entre pessoal dirigente e de execução e quem pagará os custos sociais após o encerramento da mina.
5. A nível ambiental e de impacto na saúde pública, as interrogações são imensas, passando pelo impacto do arsénio e outros produtos considerados altamente perigosos, poluição nos aquíferos e no ar, qualidade e níveis do empoeiramento, níveis de ruído e de vibração provocados pelas explosões, etc, etc, etc.
Muitas questões ficaram por responder, mas é urgente que quem ainda tenha dúvidas que as esclareça rapidamente para que o município possa tomar uma posição clara sobre este projecto.
Da minha parte, tudo farei para que este assunto não seja arrumado numa gaveta e para que não acordemos um dia com um desastre ambiental e económico em mãos.
Até para a semana.

Bruno Martins (crónica aqui)

domingo, 6 de julho de 2014

O Buraco da minha Rua


Há cerca de 3 semanas, ia eu caminhando na minha rua em Évora quando verifiquei que o calor sufocante desse dia tinha feito derreter o alcatrão num ponto no meio da via e que surpreendentemente por baixo do buraco visível estava uma razoável cratera resultante certamente da deficiente preparação do terreno quando a rua foi arranjada.
Face ao risco implícito avisei a polícia e trinta minutos depois o lugar estava devidamente sinalizado e isolado. Deixei então uma reflexão nas redes sociais, ilustrando com aquele singelo caso as várias dimensões da nossa intervenção cívica. Um dia podemos ter que debater o buraco do ozono ou até os buracos negros do universo, mas no outro dia temos que estar preparados para agir se aparecer um pequeno buraco na nossa rua que pode provocar um acidente se não for tapado.
Acontece que o dito buraco que tão depressa foi isolado e sinalizado, continua a atrapalhar o trânsito e nunca mais foi reparado. Usando de novo as redes sociais fui contando a sua história e foi-se gerando um debate curioso.
Alguns transformaram a metáfora numa imagem potente. Falou-se de um buraco património da humanidade, dum novo tipo de mobiliário urbano, dum cinzeiro embebido na rua. Duma “central” de recolha de lixo. Chamando-se a rua, Rua do Viveiro, houve mesmo quem sugerisse a inovação de se plantar uma árvore no meio da via aproveitando o buraco aberto. Enfim, a nossa imaginação é rica e muito criativa, e brincar dentro dos limites só faz bem ao espírito e ao corpo.
Mas houve outros que levaram a coisa para outro campo e me criticaram por estar a dar relevo ao buraco da minha rua, quando o País e o Mundo estão mergulhados em buracos de outro teor, como o buraco financeiro, o buraco da desigualdade e da pobreza, o buraco dos conflitos armados e do terrorismo ou buraco da erosão dos valores.
Compreendo o seu ponto de vista. Até por isso o debate que o buraco da minha rua gerou foi útil. Mas por mim tenho uma convicção que quero partilhar convosco em jeito de metáfora obviamente. Quem não se preocupa com “o buraco da sua rua” dificilmente terá a sensibilidade a atitude para se preocupar com os “buracos” do seu bairro, da sua cidade, da sua região, do seu continente e do mundo em que vive. 
O buraco da minha rua, continua no seu posto no momento em que escrevo este texto. Espero que seja rapidamente resolvido, mas ao menos, enquanto não for, que vá proporcionando um interessante debate de cidadania.

Carlos Zorrinho (aqui)

sábado, 5 de julho de 2014

Consciência Cidadã

(Telmo Rocha)
O que de mais positivo têm as democracias é a prática da cidadania. É através dela que se afere a consistência dos valores democráticos.
De muito pouco servirão as instituições, se a montante não existir a exigência cidadã que as faça, de facto, funcionar.
Em essência, de pouco servirão os direitos se não soubermos que existem, e de pouco valerão os deveres se deles não tivermos noção.
Nisso apostam os modernos totalitarismos. Como disse Eça de Queiroz , “sobre a nudez crua da verdade, o manto diáfano da fantasia”. Temos partidos políticos, Parlamento, Tribunais, mas na verdade, quantos de nós conhecem o seu funcionamento? Como recorrer a eles? Quantos de nós por desconhecimento dos direitos que temos, somos esmagados pelo peso de um sistema convenientemente burocratizado? E quantos de nós deixamos passar em claro situações de injustiça que deveríamos denunciar?
No entanto, salta à vista uma solução para reforçar a consciência cidadã. A aposta firme na Educação!
Não na educação para o emprego, nem na educação soma de conhecimentos desgarrados. A aposta tem de ser na valorização das potencialidades, no prazer da descoberta, na formação do Homem/Mulher independente, capaz de crescer, integrando as suas valências no mais vasto conjunto do contributo social.
Não podemos por isso mesmo, associar a ideia de despesa à Educação, os gastos que com ela temos, representam o melhor investimento que podemos fazer no nosso futuro e no futuro dos nossos filhos.
Não é à toa, que se fecham Escolas, não é à toa, que se reduzem ofertas curriculares, não é à toa que se movem crianças de um lado para o outro como se de trouxas de roupa se tratassem. É porque procedendo assim se criam iniquidades, se produzem dóceis analfabetos funcionais, se põem nas mãos dos mesmos de sempre, os mesmos privilégios de sempre.
Tenhamos nós a orientação política que tivermos, se prezarmos a democracia, e acima de tudo, se amarmos os nossos filhos, temos de nos bater pela sua EDUCAÇÃO!!! Esta é a mais básica lição de cidadania: Não faças aos outros o que não queres que façam a ti!
Escrevo este post por causa desta notícia aterradora. Que raio de governo é este que estimula monetariamente o corte injustificado de professores nas escolas deste país?

Não podemos continuar assim!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Amanhã, sábado, na "é neste país": contos e Gonçalves Correia



5 de Julho de 2014, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?
Margarida Junça 

Encerramos esta IV temporada de contos com a nossa contadora de sempre Margarida Junça. 

Este ano após aprofundada análise da situação adiámos a maratona de contos 
(grande parte dos nossos contadores estão de férias e não queremos que percam nada...) para Setembro, promete ser um grande evento e com muitas novidades. 
Enviaremos notícias em breve!



5 de Julho de 2014, pelas 18,30H

Conferência/Debate sobre “vida e obra do anarquista alentejano Gonçalves Correia”


Realiza-se este sábado, dia 5 de Julho, no pátio da Associação “É Neste País”, em Évora, pelas 18,30H, uma conferência/debate sobre a vida e o pensamento do anarquista alentejano Gonçalves Correia, fundador do jornal “A Questão Social”, em Cuba, e um dos impulsionadores da “Comuna da Luz”, em Vale de Santiago, Odemira, (uma das primeiras experiências comunitárias de vivência e trabalho em comum, brutalmente reprimida pelas forças do Estado), com a participação da investigadora Francisca Bicho,
À conferência seguir-se-á um gaspacho e outros petiscos.
A entrada é livre.