segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rescaldo das Europeias

Por motivos pessoais foi-me impossível fazer a crónica semanal na passada semana. Não quero, pois, deixar de comentar as eleições europeias e seus resultados. Farei a análise por pontos.
Porque é o meu partido, e porque quero deixar bem claro de início: O Bloco de Esquerda teve uma grande derrota eleitoral. Não conseguiu eleger mais do que uma deputada e não se conseguiu afirmar como uma força forte à esquerda. O resultado abrirá, naturalmente, um processo de reflexão. Mas convém vincar que os processos de reflexão são constantes no Bloco de Esquerda, algo que muito me satisfaz. Para esta reflexão serão chamados todos os aderentes, mas também todos os independentes que têm connosco feito tantas e tantas lutas.
Não será este o espaço para detalhar qual a minha opinião. Ainda assim, adianto o seguinte:
Tenho muito orgulho de todas as lutas travadas pelo Bloco e pela sua linha programática. Porque tivemos eleições europeias, e sintetizando as propostas a este nível, convém não esquecer que o Bloco foi o único a exigir um referendo ao Tratado Orçamental Europeu, e que sempre afirmou que este representa a continuação da política austeritária – uma política que despreza o trabalho em favor da grande finança. O Bloco afirma-se a favor da União Europeia, mas a favor de uma refundação de todas as suas instituições, e enquanto partido claramente de esquerda não entrou no populismo bacoco anti Euro, sabendo que o problema não reside na moeda única, mas sim na política económica comum. E sabendo, ainda, que com o Euro é possível haver uma reestruturação da dívida portuguesa, algo pelo qual sempre lutou, contra tudo e contra todos. Lembram-se do que nos acusaram na altura e como agora esta reestruturação é quase unânime? Defendemos e defenderemos uma Europa dos Povos, lutando activamente contra todas as desigualdades.
Apesar de uma linha programática clara e que deve orgulhar qualquer cidadão que se situe claramente à esquerda no espectro político, o Bloco não soube encontrar as melhores formas de comunicação destas ideias, e na tentativa de encontrar pontes à esquerda, esqueceu-se, muitas vezes, da sua matriz revolucionária, a qual deve afirmar claramente.
Recuso determinantemente que um partido de esquerda possa querer fazer rolar cabeças perante adversidades. Deixo claro que o debate em torno dos coordenadores do Bloco de Esquerda deverá ser mais um tema para reflexão, mas não o centro do debate. Num movimento de esquerda a responsabilidade é sempre colectiva. Apenas em partidos ideologicamente débeis se abre um debate em torno de caras, desvalorizando o debate político e ideológico.
Dizer que o PS ganhou as eleições é hoje claramente um contrassenso. Teve, de facto, mais votos do que qualquer outro partido ou coligação, mas demonstrou, claramente as suas dificuldades. Rapidamente iniciou um processo de cisão em torno de caras. Apenas demonstra aquilo que tem sido ao longo dos últimos anos: um partido com sede de poder mas sem linha ideológica clara e com disputas internas em torno de protagonismo. António Costa sempre quis a liderança do PS, deixou Seguro queimar-se e agora quer surgir qual D. Sebastião. Pelo meio, desrespeita todos os lisboetas, desprezando o lugar para o qual foi democraticamente eleito e demonstra no dia-a-dia que nada de real o separa de Seguro, sem ser o facto de ser mais simpático e atraente para o comum dos cidadãos. Há quem diga que a abstenção é um péssimo sinal para a democracia, eu diria que um mau serviço à democracia é o que PS / PSD e CDS têm prestado ao longo de décadas.
Vencedores das eleições, de forma muito sumária, porque o tempo não me permite uma análise exaustiva:
CDU – apresentou um discurso Anti-Europa, não sai afectado pela abstenção. Não posso deixar de felicitar alguns amigos que se envolveram nesta campanha, mas temo, porque a experiência assim o tem demonstrado, que este resultado reforce o lema "orgulhosamente sós" que tantas vezes tem sido seguido.
Aliança Portugal - Depois de destruírem ativamente e brutalmente o país. não ficarem reduzidos a nada só pode ser encarado como vitória
E claro, o MPT – recolheu os votos de protesto de todos aqueles que consideram útil votar, mas que não tem qualquer linha ideológica definida. Infelizmente, venceu a homofobia, a xenofobia, o populismo, e as manhãs da TVI, e não nos esqueçamos... Teremos no Parlamento Europeu um deputado que defendeu o líder dos skinheads português.
A abstenção é um péssimo sinal. Muito havia a dizer. Ainda assim, mais do que me preocupar com a quantidade de cruzes feitas, preocupa-me a falta de intervenção cívica e pensamento comunitário da maioria dos portugueses dentro e fora dos períodos eleitorais. Não posso deixar de compreender aqueles que não acreditam no sistema político-partidário. Todos os dias são bombardeados por notícias dos partidos do centrão, que demonstram o que a política tem de pior. Naturalmente, o fenómeno da generalização abusiva, leva a pensamentos do tipo “os partidos e os políticos são todos iguais”. É também contra esta generalização que a esquerda se deve levantar e demonstrar diariamente que há quem faça da política uma missão para o bem comum.
Para finalizar. Para mim, a Marisa Matias foi, sem qualquer sombra de dúvida, a melhor eleita da noite. Tenho um orgulho imenso de ter contribuído para a sua eleição. Uma mulher que já deu provas e continuará a demonstrar a força de uma esquerda socialista, combativa, rebelde, incisiva, preocupada e solidária.
A campanha terminou, mas o trabalho está todo pela frente. Uns quantos decidiram opor-se de pé! E tanto que gozaram com o "de pé"... Mas sabem que mais? Amanhã não estaremos de joelhos, não estaremos de cabeça baixa... Amanhã continuaremos de pé... E desobedeceremos...
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na Rádio Diana)

23 comentários:

  1. Aliança Portugal - Depois de destruírem ativamente e brutalmente o país,por estes slogans e outros da mesma familia é que o bloco esse sim esta desaparecer por completo,ou muda a fita ou então adeus.

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  2. Vandalismo em dias de Queima...........................

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  3. Senhora Vice-Reitora os alunos da Universidade CONSPORCARAM a cidade,palha,copos de plástico,vomito,DANIFICARAM sistema de rega..........

    Quem PAGA ?

    A senhora ?

    Infelizmente vão ser os contribuintes a PAGAREM o VANDALISMO.

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  4. Que autorizou autarquia de Évora agora paguem ou ponham o puto Luciano a limpar.

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  5. Esta crónica é que é um verdadeiro contrassenso, para usar uma expressão do autor. Por um lado reivindica “a matriz revolucionária” do Bloco de Esquerda, mas por outro aceita a integração capitalista europeia, com a defesa da manutenção no euro, como se este fosse apenas uma simples moeda, algo neutro, desligado da política económica.

    Mas alguém lhe explica que uma moeda (fiduciária) baseia-se e tem intrinsecamente associada uma política monetária, financeira, creditícia, cambial e orçamental e que por isso é um monstruoso absurdo dizer que se sabe “que o problema não reside na moeda única, mas sim na política económica comum”. Pelos vistos não se sabe mesmo nada. Não é possível ter uma moeda única sem ter igualmente aspetos fundamentais da política económica estabelecidos (e impostos) de forma única. Não é preciso muito para perceber que, num espaço tão heterogéneo e assimétrico como é a zona euro, uma política económica única não serve da mesma maneira países com economias, produtividades, perfis industriais e capacidade exportadora tão diferenciadas como a Alemanha ou Portugal. Na verdade, serve as necessidades e os interesses do primeiro, em prejuízo dos do segundo. Achar que não é assim não é apenas ignorância, é ingenuidade.

    Pobres “revolucionários”, os tais da “matriz revolucionária”, que querem refundar a União Europeia mantendo o instrumento privilegiado da alta finança europeia que é o euro.

    Claro que com o euro é possível haver uma reestruturação da dívida (pública) portuguesa, aliás inevitável. Resta saber se feita segundo os interesses nacionais ou segundo os interesses dos credores. O que é necessário perceber é que, seja como for feita a reestruturação, com o euro, essa dívida, a pública e já agora também a externa, são e continuarão a ser continuamente alimentadas, condenado o país eternamente à estagnação, ao atraso, ao empobrecimento e ao endividamento.

    O Tratado Orçamental agravou os constrangimentos do euro e certamente que nos devemos livrar dele, mas não haja qualquer ilusão, o nó górdio está no segundo. Aliás, aquele tratado não é mais do que uma peça da arquitetura do euro, da tal política económica exigida pela moeda única e imposta pelos grandes grupos económicos e financeiros europeus através do seu procurador político alemão. É tão inconsequente querer atacar um sem o outro, como achar que se resolviam sustentadamente os problemas do endividamento (e da falta de investimento) do país com reestruturações desacompanhadas do ataque às causas do endividamento (e da restrição ao investimento imposto pelo pacto de estabilidade do euro).

    Ao contrário do que diz o autor, o Bloco, sobre algumas das questões magnas da integração europeia não tinha, de maneira nenhuma, uma “linha programática clara”. Na mais importante delas que esteve em discussão, a permanência no euro, enterrou a cabeça na areia, como as avestruzes. Como se o problema não existisse. Pagou por isso e continuará a pagar, enquanto não clarificar as suas ambiguidades e pôr fim às suas hesitações.

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  6. COMO SE FAZ PROPAGANDA:

    RETIRADO DO "ÉVORA NOTÍCIAS// Gabinete de Informação, Comunicação e Relações Externas da CME

    Évora acolhe Parque Fotovoltaico
    Um parque solar com tecnologia fotovoltaica de concentração inovadora na Europa foi inaugurado, recentemente, na Herdade da Barbarrala, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto Sá, e do Secretário de Estado da Energia, Artur Trindade. Trata-se de um investimento de cerca de cinco milhões de euros da Glintt Energy, que quer captar negócios internacionais através desta nova "montra", localizada onde anteriormente estava o aterro sanitário.

    O presidente da autarquia, que se fez acompanhar pelo restante elenco executivo, nomeadamente da vice-presidente, Elia Mira, e dos vereadores Eduardo Luciano e João Rodrigues, congratulou-se com a entrada em funcionamento deste parque solar fazendo votos que "este projecto possa captar outros de igual valor tecnológico"

    RETIRADO do UELINE DA UN. DE ÉVORA (http://www.ueline.uevora.pt/Canais/regiao/(item)/13379

    Foi hoje inaugurado em Évora um parque solar com tecnologia fotovoltaica inovadora na Europa pela Glintt Energy. A Glintt (Global Intelligent Technologies) é uma empresa associada do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA) desde a primeira hora, do qual a Universidade de Évora (UÉ) é fundadora.

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  7. Caro Bruno:

    O Berloque de Esquerda faleceu.
    Só os próprios é que não vêem ou não querem ver.
    E quando alguém falece e não repara, torna-se um zombie.
    Alguem que avise, por favor, estes zombies de que já não caminham entre os vivos. Que eu já não tenho paciência...

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  8. CRISE no PS ou do Centrão ?

    PS prepara-se para apresentar projeto de lei,para Mudar a lei eleitoral (ganhar na secretaria,quando não se consegue nas urnas).

    Uma CAUSA que deve UNIR várias forças politicas a Lutar contra este projeto.


    PODEMOS todos juntos dizer não ao Centrão.

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  9. Aqui na minha rua não houve cortejo e está imunda. Também os contentores do lixo exalam um cheiro aterrador a dezenas de metros. Há quantos meses não são lavados, julgo que neste mandato ainda não.
    Por acaso sabem-me dizer se ainda há serviço de higiene, hoje telefonei para lá para reclamar e a telefonista disse-me ia tentar passar a chamada mas que nunca atendem o telefone.
    Nunca pensei que ainda iria ter saudades do Ernesto.
    Falta uma limpeza geral.
    Até a praça do Giraldo está cheia de lixo. Passem por lá agora e digam da sua justiça.

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    1. Com a azia que destilas nas entranhas e as bostas que te saem pelas narinas não admira que a tua rua esteja imunda.

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    2. Notável esta resposta.Qualifica quem a emite.

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  10. Aguardei com moderada esperança que da reunião da mesa nacional do Bloco de Esquerda saísse aquele anúncio que na vida democrática de outros partidos se tornou a regra mais natural do mundo após um desaire eleitoral, a demissão da sua cúpula.

    Pelo que me dou conta, e apesar dos desaires eleitorais serem dois e não um, o que saiu foi um conjunto de explicações, algumas delas anedóticas, que nos convidam a concluir que os maus resultados eleitorais nada têm a ver nem com o fracasso da aposta delirante numa liderança bicéfala, nem com a incapacidade de cada um dos seus elementos, cuja demissão tiveram o cuidado de informar que nem sequer foi discutida.

    Se o PS tem proporcionado um espectáculo degradante, o Bloco não oferece melhor.

    E um projecto com tantas condições para se impor como a alternativa capaz de devolver a esperança aos portugueses merecia melhor sorte do que implodir na torrente de descontentamentos vários que vai levando consigo aderentes e simpatizantes que não se revêem minimamente numa dupla da qual ninguém espera vitórias, que afasta em vez de cativar, que desmobiliza em vez de galvanizar. E que se agarra ao lugar.

    Da reunião de ontem saiu a marcação de uma Convenção para daqui a seis meses, a um ano de legislativas. Dificilmente alguém se disponibilizará para avançar para a liderança do Bloco com um prazo tão curto para trabalhar na reversão da imagem de derrota destes últimos tempos.

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  11. Pôrra, que este gajo é mesmo intelectualmente desonesto!
    Como se já não bastasse acusar, como faz o Durão Barroso, o Passos Coelho e o Portas, de ter um discurso "Anti-Europa" os que não aceitam esta União Europeia neoliberal e militarista , como se Europa e esta UE fossem a mesma coisa, ainda tem a desfaçatez de afirmar que o BE defendeu a reestruturação da dívida "contra tudo e contra todos".
    Lê-se e nem se acredita! Será preciso lembrar que, mesmo antes da chegada da troika, e certamente antes do BE, já o PCP, esse sim, de início sozinho entre os partidos, e sem qualquer ambiguidade quanto à anulação parcial do seu volume, já defendia a reestruturação nos "prazos juros e montantes", expressão que tem o seu cunho, que depois se generalizou e que veio, inclusivamente, a ser adoptada pela candidata do Bloco nesta campanha?
    O BE sozinho a defender a reestruturação da dívida contra tudo e contra todos? Haja decência, se não há memória!

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  12. 11 linhas dedicadas ao Partido Socialista e 2 dedicadas à Aliança Portugal. Não restam dúvidas de que para si o inimigo principal é o Partido Socialista. Porquê?
    Porque é ao eleitorado do Partido Socialista que tenciona ir buscar uns votos.
    Além disso, falar em PS/PSD/CDS, é não querer reconhecer a diferença que existe entre PS e PSD/CDS. É branquear a política de direita do atual governo.

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    1. Não existem diferenças estruturais na política governamental do PS e na política governamental do PSD/CDS. O primeiro chamou a troika e os segundos, é claro, juntaram-se ao coro. Na União Europeia, então, são indistinguíveis, em tudo o que é importante votam sempre da mesma maneira.

      Andar à cata de diferenças artificiais entre PS e PSD/CDS é que seria branquear a política de direita, seja do atual governo, seja do anterior. São todos partidos da troika. O resto são guerras de alecrim e manjerona.

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  13. Eu tento explicar melhor:
    Se PS e PSD/CDS são iguais, este governo não tem feito pior do que fizeram todos os outros governos que tivemos nos últimos 34 anos. Creio que a generalidade das pessoas não estão de acordo. Dizer que é tudo igual é branquear a política que o governo chefiado por Passos Coelho tem seguido.

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  14. BLOGUE afeto a candidatura de António Costa,compara SEGURO a HITLER,assim vai o debate na família "socialista".

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  15. "Blogue costista comparou Seguro a Hitler"

    http://expresso.sapo.pt/blogue-costista-comparou-seguro-a-hitler=f873624


    Quero dizer mais um Costa que anda a enganar as pessoas , candidatam-se para as Câmaras e depois quando o terreno está favorável utilizam tudo para se queomarem entre eles , lá dentro !

    Ora , isto só demonstra a sede da política ... melhor que minas de ouro ou ter campos de exploração de petróleo .

    Votem neles , os mesmos de sempre !!!!


    Jorge

    ( ciclista )

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  16. Partido Socialista ao RUBRO,apoiantes de Costa comparam Seguro a Hitler,Vale tudo para o assalto ao Poder.

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  17. Partido Socialista está todo esfrangalhado,coisa nunca vista ...........comparar Seguro a Hitler pelos seus próprios camaradas de partido,o sistema está pôdre e estes partidos estão corrompidos.


    PODEMOS Mudar........depende dos cidadãos........

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  18. tadinho o betinho
    levou na pá em todo o lado
    aqui foi porrada de criar bicho e não se passa nada
    tem vergonha nas trombas
    sabes lá o que é um REVOLUCIONÁRIO

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  19. Acho bem positivo que o Bloco de Esquerda esteja cada vez mais inclinado a defender uma saída do euro, como pode ser lido aqui:

    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3955529&page=-1

    Mas talvez o colunista ache que o Louçã e o Semedo estejam a "entrar no populismo bacoco anti-euro".

    Pelos vistos, a direção do Bloco, ao contrário deste seu representante, começa a perceber que o problema também reside na moeda única e que talvez não seja possível a reestruturação pretendida da dívida pública dentro dela.

    Mais vale tarde que nunca. Mas ao Bruno, já sabemos, é preciso dar mais tempo. Lá chegará, lá chegará.

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    1. Caso para dizer que mais vale tarde do que nunca. Mas, sinceramentem nunca percebi a posição de Louçã e do BE, a respeito do euro.
      Não é preciso ser muito inteligente para perceber que Portugal continuará estagnado e a endividar-se enquanto permancer no euro.

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