sábado, 28 de junho de 2014

Assembleia Municipal de Évora aprova moções contra fecho da delegação da TSF/Alentejo e despedimentos na Controlinveste.


A CDU e o Bloco de Esquerda apresentaram na reunião de ontem à noite da Assembleia Municipal de Évora duas moções, de conteúdo similar, em protesto contra o fecho anunciado da delegação da TSF em Évora e o despedimento colectivo (abrangendo 140 trabalhadores, mais 20 rescisões “amigáveis”) que esta empresa de comunicação social pretende levar a cabo no “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, TSF e "Jogo".
A moção da CDU, apresentada por Duarte Nuno Guerreiro e intitulada “Contra o Processo de Reestruturação da Controlinveste”, refere que (este processo de despedimento) “é um processo intencional, revestido de uma fina capa de um argumentário económico-social ao qual já nos habituámos. A realidade é que foram despedidos profissionais altamente qualificados, com provas dadas, exemplos de um jornalismo de qualidade, reprodutor de uma cidadania activa, isento, imparcial e que não treme ao fazer as perguntas mais incómodas. Com este processo de despedimento é a isso que se pretende colocar um ponto final.”.
E logo a seguir escrevem os eleitos da CDU. “Mais, na nossa região a TSF deixa de ter a sua delegação. Extinguindo os postos de trabalho que lhe são adstritos é muito mais que isso que termina. Acaba-se com a ligação informativa que confere coesão territorial ao espaço nacional, que coloca o Alentejo no mapa informativo e que oferece a Évora o espaço noticiário que é seu por direito e mérito próprios”.
Conclui a moção apresentada pela CDU e aprovada por maioria que: “assim, a Assembleia Municipal de Évora, reunida a 27 de Junho de 2014:
- Manifesta-se contra o apelidado processo de reestruturação da Controlinveste que arrasta para o desemprego mais de centena e meia de trabalhadores;
- Opõe-se ao encerramento da delegação de Évora da TSF;
- Solidariza-se com os trabalhadores lesados por um processo de despedimento que pretende formatar e alinhar a comunicação social aos interesses económicos”.

BE contra “dizimação das delegações locais dos órgãos de comunicação social nacionais”

Uma outra moção do BE, também aprovada por maioria, com os votos do BE, CDU e PS e 2 abstenções do PSD e 1 voto contra do PSD, e intitulada “Pela Liberdade de Informar e Ser Informado”, refere que “Évora tem assistido ao longo dos últimos anos a uma autêntica dizimação das delegações locais dos órgãos de comunicação social nacionais, tendo como implicação a redução drástica da cobertura noticiosa da região que vê, assim, agravar o seu isolamento”.
O BE sublinha que “não há Democracia sem verdadeira liberdade de informar e ser informado.Nesse sentido a informação deve ser vista como um bem público e como tal, não deixa de ser com crescente preocupação que a Assembleia Municipal de Évora tomou conhecimento da intenção do Grupo Controlinveste de proceder ao despedimento colectivo de 140 trabalhadores que, localmente, se traduz no desaparecimento de mais um órgão de comunicação social em Évora.”
E isto porque “este processo de despedimento colectivo levará ao encerramento da delegação da TSF em Évora, com o despedimento, por extinção do posto de trabalho, do seu único colaborador".
“O anunciado encerramento da delegação da TSF foi precedido do encerramento das instalações da LUSA no Alentejo (estando os seus trabalhadores a desempenhar funções a partir de casa), da redução de três para duas equipas na RTP (acompanhada da deslocalização para instalações precárias), do fim da existência de correspondentes regionais dos jornais Público e Expresso e da desvinculação dos jornalistas que trabalhavam para a TVI e SIC. Assistimos, também, nos últimos anos, à venda da Rádio Jovem à TSF, que usa o emissor de Évora apenas como retransmissor, e à compra por parte da IURD da rádio Antena Sul. Ao silenciar-se mais um órgão de comunicação social, em Évora, silencia-se a voz dos eborenses e empobrece-se a região e a Democracia.”, refere o BE nesta moção aprovada pela Assembleia Municipal de Évora.
Para o BE, (sobre o fecho da delegação do Alentejo da TSF) “ao silenciar-se mais um órgão de comunicação social, em Évora, silencia-se a voz dos eborenses e empobrece-se a região e a Democracia”, pelo que “a Assembleia Municipal de Évora, reunida a 27 de Junho de 2014, não pode deixar de se solidarizar com os trabalhadores despedidos e manifestar o mais veemente protesto e repúdio pela decisão do Grupo Controlinveste. Atendendo a que cabe aos poderes públicos apoiar a concretização do direito de informação, pelo exposto, a Assembleia Municipal de Évora insurge-se, ainda, contra a degradação dos serviços de comunicação social no Concelho e apela ao Governo para a criação urgente de um sistema de incentivos à fixação local e regional de órgãos de comunicação social.”

10 comentários:

  1. De que tem medo os jornalistas para não dizerem a verdade! É simples, os jornalistas tal como qualquer outro trabalhador necessita de ter o seu salário no final do mês, e pelo que se sabe o controle investe “ dona” do “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias”, TSF e "Jogo" da TSF, vai dispensar ou seja despedir cerca de 150 jornalistas.
    E depois ainda perguntam por que razão os jornalistas tem medo e não investigam?
    Mas até certo ponto, os jornalistas não deixam de ser também culpados daquilo que lhe está a acontecer, pois em vez de atacarem e denunciarem as vigarices dos homens de mão do sr silva, lançaram (a mando daqueles, é certo) as perseguições aos funcionários públicos e aposentados/reformados deste país. Para não falar, na do maior assassínio politico de que há memória, tudo para colocar determinados senhores com a mão no pote, e agora essa gentalha, esses vigaristas, como já tem o poder na mão e não necessitam mais desses lacais, estão-lhe a dar a devida recompensa, que como se sabe quando se trata deste tipo de gente só pode ser uma RUA que já não preciso de ti.
    E isto é apenas o principio, pois o pior ainda está para vir, pois o controlo dos meios de comunicação social por parte do poder está quase completo. É uma questão de olhar para um pasquim chamado correio da manha (sim manha de manhoso), esse é o tipo de “jornalismo” que este poder pretende, ou seja, cordeirinhos que só digam loas aos chefes, e os grandes vigaristas são poupadas.
    Mas uma coisa é certa, todos temos culpa, pois continuamos a comprar lixo e vez de qualidade e em ver programar televisivos de muito mau gosto.
    MdM

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  2. O interesse desses capangas donos das presentes e alegadas de rádios nacionais , é o de aniquilar o que se passa em Portugal , basta assim e como fazem todos os blocos de noticias , abrem os mesmos com informação oriunda quase lá por trás do Sol posto , onde só lá foram meia dúzia de Portugueses e onde habitam outros tantos .

    Para isso , enchem as administrações de cores políticas ou tipo um lápis azul ... quando iniciei na rádio Jovem , anos 80 ... dava gosto contar o que por cá se passava e hoje , salvo um ou dois jornais onde chega informação passada ... as rádios nacionais , pagas umas por euros do povo , passam o tempo com histórias de orgias e sexo ou a fazer conversas particulares , tipo coutada só onde alguns entram e a percebem .

    Futebol ... da primeira e Ronaldos e misses bumbum ´s ... ou desgraças do tipo o gaiato matou a mãe .

    Nada mais se conta ... Iraques , Ucrânias ... Áfricas ... e Reis de Espanha .
    Jorge

    ( ciclista )

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  3. No fascismo
    os meios de informação são filtros
    para filtrar a realidade que os fascistas
    querem deixar passar.

    No fascismo
    a realidade que deixam passar
    é a propaganda dos monopólios e da banca
    é o futebol, a falsa caridade, a falsa esperança, a novela
    é a droga que mantém o povo amordaçado e acorrentado
    é a alegada virtude dos fascistas que nos entra pela casa dentro
    é a mentira descarada e desumana
    é a falsidade fascista.

    No fascismo
    os meios de informação transformam-se em meios de propaganda
    do próprio fascismo.

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  4. Ao Bloco Central dos interesses não interessa ter Jornalistas nos Media,mas sim funcionários,basta ler o artigo deste fim de semana no DN assinado pelo seu diretoe senhor joão marcelino.

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  5. Acabar com a LIBERDADE e a PLURALIDADE esse é o objetivo para dar confiança aos mercados.

    A proposta de lei eleitoral do PS vai nesse sentido,reduzir o parlamento a duas forças politicas.

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  6. Reduzir a LIBERDADE e a PLURALIDADE de opinião,para não perturbar os mercados,o projeto de lei do PS tem esse objetivo reduzir o Parlamento a duas forças politicas.

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  7. VERGONHOSO um partido dito de Esquerda e afirmando-se como defensor da LIBERDADE,defender a restrição de partidos no Parlamento,este PS com esta este projeto de lei está a TRAIR a DEMOCRACIA.

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  8. Partido Socialista quer transformar Parlamento numa "coutada" do PS e PSD,para assim satisfazer os Negócios daqueles que lhes dão emprego e finaciam o partido.

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  9. Com esta nova lei não vale apena VOTAR,ps e psd estão SEMPRE eleitos.

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