quinta-feira, 8 de maio de 2014

A morte

Esta crónica poderia ser sobre saídas limpas, jogos sujos, mentiras anunciadas, falsas oposições e outras pequenas coisas que não nos surpreenderam nos tempos mais próximos. é um aumento, ou melhor, é um aumento… mas residual.

Poderia ser sobre a linha que o irrevogável ministro jurou não passar, embora agora aceite o aumento da TSU, a tal linha inultrapassável.
Infelizmente, o brutal homicídio de uma advogada no exercício da sua profissão e na defesa dos interesses de uma cliente, obrigou-me a desviar a minha reflexão para algo mais inevitável como o fim da vida.
Morrer pelo simples facto de se exercer uma profissão onde se representam interesses alheios é algo que parece tão improvável como estúpido e sem sentido.
Matar alguém, apenas porque o seu exercício profissional a coloca do outro lado dos interesses em disputa, é algo que não cabe no exercício mental de quem julga viver num tempo diferente do olho por olho dente por dente.
O populismo galopante, que pretende qualificar grupos profissionais através de anátemas e se constrói através de processos comunicacionais que apelam ao mais básico que existe em nós, irá tentar justificar o injustificável e, por outro lado, apelará à justiça exemplar ou á vingança de Estado.
São tempos estranhos em que o valor da vida humana desce de tal forma de cotação que faz com que cenários destes aconteçam.
Quem faz do raciocínio básico método de análise, não compreenderá que quando o homicida for presente a tribunal esteja presente um advogado com a tarefa de garantir que o arguido tenha um julgamento justo e que os seus direitos processuais sejam integralmente respeitados.
Aquilo que, para quem vê a vida a preto e branco, parece ser uma espécie de atitude amoral, representar um homicida de uma colega de profissão, é no essencial uma homenagem a Natália de Sousa e à forma como exerceu a advocacia.
Será uma demonstração de superioridade da civilização sobre a barbárie e que exigirá muito mais do que competência ou brio profissional. Exigirá a convicção de que, se assim não for, nada mais valerá a pena e ficaremos todos ao nível da atitude homicida que agora repudiamos.
Esta coisa de nos entrar pelos olhos dentro que afinal não somos eternos, leva-me a equacionar o sentido das pequenas coisas que fazemos no dia-a-dia e que parecem ter uma importância transcendente.
Até para a semana


Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

5 comentários:

  1. Évora Merece.

    circular Limpa

    ecopista Limpa

    Bairros Limpos

    Jardins Limpos.

    ResponderEliminar
  2. Como é possível que um governo de gente mal formada se tente perpetuar no poder através de leis iníquas só podem merecer o repúdio nomeadamente nas eleições no dia 25 de Maio antes que o fascismo se instale



    GNR Militares na reforma podem ser expulsos e perder parte da pensão se não cumprirem regras.
    Regulamento disciplinar da GNR é debatido e votado para a semana na Assembleia da República. Proposta do governo prevê mão pesada para os militares reformados, que podem perder dois terços da pensão durante quatro anos
    O novo Regulamento de Disciplina da Guarda Nacional Republicana (GNR) vai ser debatido segunda-feira na Assembleia da República e a proposta do governo prevê mão pesada para os militares na reforma. O regulamento em vigor, aprovado há 15 anos, já previa sanções para os guardas reformados, mas as penas são agora agravadas.

    As novas regras prevêem que um militar na reforma que não cumpra a disciplina possa ser castigado com uma pena de separação de serviço - que implica o afastamento definitivo da GNR e a perda da qualidade de militar. Além da extinções de todos os vínculos com a instituição, os reformados passam também a poder ser sancionados com a perda de dois terços da pensão durante quatro anos - quando o actual regulamento previa que este castigo fosse aplicado por apenas três. A proposta do governo, amplamente criticada pelas associações socioprofissionais, é taxativa e refere ainda que quando um militar na reforma usa o uniforme da GNR deverá cumprir "o dever de aprumo". Caso contrário, será alvo de uma repreensão escrita ou de uma repreensão escrita agravada - castigos que actualmente não são aplicados aos guardas reformados.

    Para a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), o reforço dos castigos aos militares na reforma tem um único objectivo: intimidar. O presidente, César Nogueira, acredita que as novas regras foram pensadas para "impedir" os reformados de participarem em manifestações

    ResponderEliminar
  3. Divulgação
    http://www2.cm-evora.pt/retabulosdeevora/

    ResponderEliminar
  4. O que se passa com GNR e PSP na reforma é uma vergonha,muitos estão a entrar na rede do crime ajudando traficantes e deliquentes no crime porque conhecem por dentro o funcionamento,juntam uns trocos a reforma.

    ResponderEliminar
  5. E então o que se passa no nosso sistema da segurança social,na Malagueira numa acção de despejo hoje,uma familia que pedia apoio as assistentes sociais presentes, fazia a recolha de bens num mercedes topo de gama,sera que são cegas ou ignorantes ou isto apodreceu totalmente,fico atento a familia Dorico no chefe de familia Jõao Ramos o grande traficante de heroina que com conhecimento policial num ano e meio movimentou em automoveis perto de 60 mil euros em carros,Toyota carrinha , um BMW carrinha ,e um mercedes tudo gama media sem trabalho.

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.