sexta-feira, 30 de maio de 2014

A vereação CDU na Câmara de Beja em traje da época

Esta noite em Évora






DA de hoje


Funeral de Manuel António Torneiro é esta manhã


O funeral do empresário e político Manuel António Torneiro realiza-se esta manhã, com a celebração de uma missa às 9,30h, sendo o corpo cremado às 10 horas no Complexo Funerário de Elvas..
Empresário agrícola e político, Manuel António Martins Torneiro, nasceu na Orada, no concelho de Borba, mas cedo se radicou em Elvas, onde se candidatou várias vezes à presidência da Câmara Municipal de Elvas nas listas do PPM, ASDI, PRD, da coligação PSD/CDS-PP e como independente, tendo mesmo chegado a ser eleito vereador. Esreve também ligado ao projecto de criação de um partido regional alentejano,o Movimento dos Amigos da Planície, cuja símbolo era uma lebre, sendo na altura denominado como o Partido da Lebre. Foi ainda director do jornal "O Despertador".
O empresário estava internado no Hospital de Santa Luzia, onde morreu na quarta-feira à noite.

Também aqui

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ciclo Buñuel na "Casa da Zorra"


Factos e argumentos

Das eleições para o Parlamento Europeu resultaram um conjunto de factos, todos eles contestáveis por variados argumentos como é hábito.
O PSD e o CDS, coligados, conseguiram o pior resultado percentual de sempre, registando uma derrota histórica.
O PS foi o partido mais votado, elegendo mais um eurodeputado que PSD/CDS, e pelas movimentações e opiniões de alguns militantes, dirigentes e senadores, parece ter obtido a sua pior vitória de sempre que poderá levar à morte política do seu secretário-geral.
A troika interna, PS/PSD/CDS, ficou abaixo dos 60% dos votos obtidos quando em 2004 tinha atingido 77% e em 2009 66% dos votos expressos, o que levou grande parte dos comentadores a alarmarem-se com a situação, imaginando o que seria uma Assembleia da República onde a soma dos deputados da troika não chegasse para rever a Constituição.
A CDU obteve o melhor resultado percentual dos últimos 25 anos, conseguindo 12,68% e 416377 votos, elegendo mais um eurodeputado. De salientar que, apesar da elevada abstenção, os comunistas e seus aliados obtiveram cerca de mais 35000 votos que nas europeias anteriores.
Marinho e Pinto, usando o MPT como barriga de aluguer, conseguiu a sua eleição e a do segundo da lista, obtendo 7,14% dos votos expressos. Resultado admirável se considerarmos a inexistência de um qualquer projecto político que suporte a candidatura, podendo o ilustre jornalista/advogado ser já considerado ao nível do famoso Coelho madeirense.
O BE viu reduzida a sua representação a apenas uma eleita, obtendo menos cerca de 200000 votos em relação às eleições de 2009.
A abstenção atingiu um valor recorde de 66% o que levou a comunicação social a dissertar sobre o assunto distribuindo responsabilidades por todos, colocando-se de fora dessa responsabilização como se não fosse a dita cuja a construir o mito do “arco da governação”, constituído por parecidos, que leva a que os eleitores tenham a percepção de que não vale a pena votar porque apenas existe alternância sem alternativa e que os “partidos são todos iguais”.
Moral da história
A direita foi severamente derrotada e perdeu o apoio político e social que lhe permitiu conquistar o poder em 2011 e a única forma e travar o caminho do desastre é a convocação de eleições antecipadas.
A CDU reforçou-se substancialmente em percentagem, votos e mandatos, como resultado da sua acção coerente na luta contra as políticas impostas pelo governo no percurso de empobrecimento dos trabalhadores, pensionistas e reformados.
O PS ficou prisioneiro da sua contradição insanável, quando pretende fazer oposição às políticas que resultaram do memorando de entendimento e do pacto orçamental quando ambos têm a sua assinatura. Cada vez mais eleitores parecem perceber que a alternativa não pode ser mais do mesmo como aconteceu nos últimos 37 anos.
Esta semana, enquanto os dirigentes do PSD e do CDS tentam convencer-nos que tiverem uma derrota honrosa e os candidatos a candidatos do PS andam a contar espingardas e a conspirar uns contra os outros, a CGTP leva a cabo uma semana de luta pelo aumento do salário mínimo e o PCP prepara a anunciada moção de censura ao governo. Como diz a minha prima Zulmira, cada um é para o que nasce.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

Rádio Cabaret, no Garcia de Resente


Rádio Cabaret
Hoje no Tetaro Garcia de Resende, às 21,30H

Teatro das Beiras, de Karl Valentin
Encenação: Gil Salgueiro Nave | Cenografia: Luís Mouro | Música: Hélder Gonçalves | Desenho de Luz: Jay Collin | Interpretação: Adriana Pais, Marco Ferreira, Pedro Damião e Sónia Botelho
Rádio Cabaret é um espetáculo construído a partir dos textos do comediógrafo alemão Karl Valentin. Num ambiente social de um bairro popular é emitido a partir de um pequeno auditório, um programa de variedades onde desfilam personagens-tipo, criados pelo imaginário daquele que foi um dos autores que no seu exercício de criação teatral, mais influenciou e determinou o chamado teatro de variedades europeu. Através de paródias, jogos de palavras, trava-línguas, enredos linguísticos, a construção deste espetáculo é estruturada tendo como ponto de partida alguns dos elementos mais representativos da sua obra; monólogos, diálogos, cenas, peças e canções, que são o universo da criação artística e teatral de Karl Valentin, organizadas numa linha estética que supõem poder interessar e agradar ao público contemporâneo português. Muita da criação teatral contemporânea está marcada por esta influência, visível no teatro do absurdo (Ionesco, Samuel Beckett, Adamov), surgido no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, cuja atmosfera é marcada por um ambiente de devastação, isolamento e falta de comunicação na sociedade contemporânea, mostrada artisticamente por meio de alguns traços estilísticos e temas que divergem decididamente do teatro de carácter realista.
Duração aproximada: 80min. | Classificação Etária: M/12 | Preço Normal: 4€

Hoje na Bruxa teatro "A linguagem das Flores" (a partir de "D. Rosita, a Solteira", de Garcia Lorca)


Às 21,30h
A partir de 'D. Rosita, a Solteira', de Garcia Lorca
Companhia de Teatro 'Chão de Oliva' (Sintra)

Bilhetes:
5,00 € (2,50€ jovens/estudantes | reformados/idosos | desempregados)

Reservas:
abruxateatro@gmail.com
266 747 047

aqui: https://www.facebook.com/events/226024767606497/

O “BICHO” REGRESSA À BIBLIOTECA PÚBLICA DE ÉVORA (29, 30, 31 de Maio e 1 de Junho)


O “Bicho Papa-Livros” apresenta-se na Biblioteca Pública de Évora dias 29, 30 e 31 de Maio às  21h30 e dia 1 de Junho (domingo) às 17h.
Um espectáculo do Pim-Teatro que nos conduz numa viagem fantástica pelas maravilhas da Biblioteca Publica de Évora; que fala de Bibliotecas, de livros, de memórias.
Uma ferramenta eficaz para a promoção da leitura pois devolve ao livro o seu lugar de objecto interactivo, onde o saber e o prazer jogam lado a lado.
Este espectáculo já viajou de norte a sul, já voou até às ilhas, fascinando crianças e adultos. Quem já viu vai gostar de rever, quem ainda não viu não pode perder.
Foi em 2005 que a equipa do Pim-Teatro entrou na Biblioteca Pública de Évora com o projecto de realizar um espectáculo de teatro que habitasse este magnífico espaço.
Comemoravam-se os 200 anos do nascimento desta biblioteca e foi assim que nasceu a ideia do Bicho Papa-Livros.
Já lá vão 9 anos em cena. O Bicho Papa-Livros continua disponível para itinerância e a realizar espectáculos por todo o país.
Para esta série de apresentações o Pim-Teatro conta com um elenco renovado: Alexandra Espiridião, Diogo Duro, Estrela Espiridião, Ivânia Ribeiro, João Farinha, João Sérgio Palma, Luis Banha e Teresa Cambiais.
O bilhete custa 3 euros e pode fazer a sua reserva para os telefones: 965529610/1 ou 266744403. 
A lotação é limitada a sessenta espectadores, pelo que se aconselha a marcação prévia.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Peneireiro-das-torres anilhado em Castro Verde observado no Senegal!


Ave observada no Senegal mostra como o programa de anilhagem dinamizado pela LPN em Castro Verde permite obter informações imprescindíveis para a conservação desta espécie.
A LPN tem dinamizado ao longo de mais de uma década um programa de anilhagem de Peneireiros-das-torres na região de Castro Verde. Fruto desse trabalho vamos tendo algum retorno de observações de aves que aqui foram anilhadas e que são avistadas noutras paragens.
Como exemplo disso temos a imagem que recebemos por mail de um Peneireiro-das-torres que foi fotografado no Senegal a 16 de Janeiro de 2014. Esta ave foi anilhada na ZPE de Castro Verde, quando ainda era uma pequena cria, no dia 21 de Junho de 2005, no âmbito do Projeto LIFE Peneireiro, o que nos mostra que esta ave, já com 9 anos, sobreviveu e realiza as migrações com sucesso. Apesar de já existirem registos de deslocação dos Peneireiros-das-torres que nidificam na ZPE de Castro Verde por estas paragens (com recurso a data loggers), este foi o primeiro registo de uma observação visual de um Peneireiro-das-torres “português” observado fora da Europa!
Cerca de um mês depois, chegou uma nova informação e nova fotografia, agora de uma fêmea anilhada no âmbito do Projeto LIFE Estepárias e que foi observada em Badajoz no dia 15 de Março de 2014. Trata-se de uma ave que foi recolhida ainda cria, também na ZPE de Castro Verde, no dia 29 de Junho de 2012, por se encontrar no solo, debilitada e desnutrida, e foi recuperada. (aqui)

Há muros e muros



Há dias foi inaugurado o, justamente festejado, “Mural Evocativo dos 40 anos do 25 de Abril”, nos muros do edifício anexo ao Chafariz das Bravas, na freguesia da Malagueira (agora Malagueira e Horta das Figueiras). Foi um esforço colectivo de uma quinzena de artistas plásticos da cidade e de alguns técnicos e trabalhadores da autarquia que - apesar da controvérsia natural que qualquer proposta artística sempre suscita – nunca é demais louvar.
Dá-se, no entanto, o caso de eu todos os dias passar por um outro muro completamente degradado, tal como o espaço que delimita, situado a pouco menos de 100 metros do mural agora inaugurado. É verdade que não fica junto a uma via principal, nem é entrada na cidade de Évora, mas fica ali ao pé, um pouco recuado, já na zona limite entre o Bairro da Malagueira e a Cruz da Picada.
Já foi um Parque Infantil onde os miúdos brincavam e está fechado há cerca de dois anos. Na altura foi fechado pela ASAE, mas desde aí a degradação tem sido contínua. Fechado a cadeado, muros esverdeados, equipamento partido, erva por todo o lado, como as fotos demonstram. Segundo consta o terreno do Parque será da Cooperativa de Habitação, o equipamento resultou do apoio da Junta de Freguesia e da Câmara.
Agora é o território de ninguém num bairro ainda habitado por largas dezenas de miúdos, das mais diversas idades, que não têm onde brincar – nem sequer nas ruas, estreitas, sem passeios e com carros a passarem frequentemente.
Não sei a quem pertence o Parque, mas julgo que não será difícil as entidades locais (Junta de Freguesia a tomar a iniciativa) porem-se de acordo e recuperarem este espaço (um pouco como fizeram com o “lavar de cara” da Praça do Giraldo, que não foi apenas no espaço público, mas também privado, ou no muro junto ao Chafariz das Bravas).
Mais, sugeria, que se tivesse sobrado alguma tinta da pintura colectiva do Chafariz das Bravas ela fosse usada na recuperação dos muros do Parque Infantil (seria ousadia pedir a algum dos artistas que, se ali quisesse deixar também algum sinal da sua capacidade artística, o fizesse) e talvez a Câmara pudesse disponibilizar um carpinteiro ou outros funcionários especializados para recuperarem os equipamentos.
Talvez que a recuperação deste espaço não tivesse a visibilidade que o “Mural das Bravas”, de facto, tem, em plena entrada da cidade, mas não tenho dúvidas que para as crianças desta zona de Évora seria uma verdadeira “prenda”, também, e certamente, evocativa dos “40 anos do 25 de Abril”, de que não se iriam esquecer tão cedo.

Por este andar Ceia da Silva (ERTA) "arrisca-se" a receber medalhas de mérito municipal em todo o Alentejo e Ribatejo


O concelho de Beja assinala amanhã, quinta-feira da Espiga, o seu feriado municipal e, como é costume, atribui as medalhas de mérito municipal. Este ano o universo a distinguir é fortemente heterogéneo. 
A saber. 
Medalha de Mérito Artístico e Cultural: Paulo Monteiro, Dr. Pedro Vasconcelos, Mariana Bicho e Tonicha.
A Medalha de Mérito Económico será atribuída a António Ceia da Silva, e a de Mérito Desportivo a Pedro Caixinha.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja, o Dr. José da Costa Lemos (homenagem a título póstumo), o Dr. Apolino Salveano, o Dr. João Paradela de Oliveira, António Felizardo e a Santa Casa da Misericórdia receberão a Medalha de Mérito Social.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Atos únicos, fenómenos de massas

Votar, para mim, é um ato solene. Faço-o com a mesma comoção com que oiço o hino. É o meu gesto mínimo e fundamental para honrar a liberdade que outros conquistaram, essa em que vivo há 40 anos e que me dá a honra da participação, pelo menos através do voto, ao eleger quem me represente na gestão do país, nem que seja, como nas eleições de domingo passado, num espaço alargado europeu.
Trata-se, intimamente, de um ato institucional muito meu. Quase me apetece estrear uma roupinha nova. Eis se não quando, na minha procura de citações sobre liberdade, respiguei a seguinte frase: "Ser-se livre não é nada fazer, é ser-se o único árbitro daquilo que se faz ou daquilo que se não faz."O autor é um francês (hélas!), filósofo e moralista, do século XVII, Jean de La Bruyère que ficou para a história com apenas uma obra a considerar, mas que acertava aqui em cheio no tema que queria aflorar nesta crónica pós-eleitoral que espelha como o meu dia de reflexão foi muito mais o dia seguinte do que a véspera: poder votar e não o fazer quando já se quis e não se podia.
O número dos que não votam é um fenómeno que começo a considerar de massas. Uma multidão que, a juntar-se aos que nasceram já com a liberdade de voto, não lhe dá o valor que já deram os que sabem o que é não poder votar e que ao fim de 40 anos desistem. Isto em Portugal, que na mais velha democracia do mundo, os EUA a abstenção é há muito um sucesso eleitoral. Um fenómeno que engrossa as massas, pois então… Impossível não o achar, quando a vitória é a abstenção e a população está tão envelhecida. Ora eu que dedico uma parte do meu interesse profissional à literatura e cultura de massas, o que me faz conhecer, no meio do que tem interesse, do piorzinho que por ali anda e que desperta paixões e seguidores aos magotes, até tenho uma visão minimamente compreensiva de quem não vai às urnas, como sói dizer-se. A única coisa que posso fazer é, na minha atividade e nos meus relacionamentos pessoais e sociais, tentar alertar essas pessoas para os benefícios de mudarem essa atitude. Como quando encontro quem sendo um leitor apaixonado de um determinado autor fraquito ou de um tipo de livro insonso, tento, dentro do género e da temática, dar-lhe a experimentar algo melhor, sem que essa experiência lhes destrua nunca o prazer de ler.
É o que parece estar a acontecer com estes não-eleitores. Partindo do princípio que os que são hoje não-eleitores já foram eleitores minimamente convictos, e que o assunto da gestão do bem público por determinadas pessoas em quem a delegamos os desiludiu, deixando-os em casa, é o mesmo que perdermos um bom leitor ainda que de um género de livros que, em termos literários e querendo ser literatura, deixam um bocadito a desejar. Estaria, quem como professor de literatura tem a missão de angariar mais e melhores leitores, a prestar um péssimo serviço à sua profissão e havia que melhorar o estado das coisas para reverter a situação. Felizmente, uma nova geração de excelentes autores (em Portugal mas não só, e alguns dos mais velhos também, não sejamos injustos) vai conseguindo ganhar recém-leitores e inverter esta tendência.
O que parece transparecer deste fenómeno de massas, agora aplicado assim à abstenção, é que ao invés de se pensar em melhorar a imagem, e o conteúdo já agora, da representação que os eleitos significam para os eleitores, o que é função não apenas dos políticos como dos que fazem opinião, haverá uma meia-dúzia a quem interessa que uma imensa maioria fique em casa em dia de eleições. Parece, digo eu.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

Mural das Bravas: 40 anos depois do 25 de Abril ainda é preciso exigir "liberdade para ser quem sou"


(fotos de António Couvinha)

Foi inaugurado esta segunda-feira à tarde, com alguma pompa e muita circunstância, o mural pintado por mais de uma dúzia de artistas de Évora alusivo aos 40 anos do 25 de Abril e da responsabilidade da União das Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras. Na feitura deste mural, no muro do Alçude, contíguo ao Chafariz das Bravas, marcaram presença artistas conhecidos e outros nem tanto, mas todos irmanados no desejo de contribuir para a arte pública e para o espaço colectivo da cidade.
Depois do calor e da chuva, ficou "obra enxuta", apesar da pouca escala do muro onde este conjunto de obras ficou gravado, o que dificulta a sua leitura.
Mas é um bom "ex-libris" para quem entra na cidade, motivador de interrogações, bem mais do que  de certezas, de que é exemplo a frase da pintora Anabela Calatróia, escrita no muro: "liberdade para ser quem sou". Quarenta anos depois do 25 de Abril esta ainda é uma palavra de ordem radical!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Comunicado do PS/Évora




PARTIDO SOCIALISTA VENCEU AS ELEIÇÕES EUROPEIAS
NO DISTRITO DE ÉVORA

O Partido Socialista venceu, no distrito de Évora, de forma expressiva e generalizada (em 8 dos 14 concelhos do distrito de Évora), as eleições para o Parlamento Europeu.
No âmbito distrital, o Partido Socialista foi o único partido que aumentou o número de votantes (passando de 15320 para 17789). Este aumento de votos registou-se em 13 dos 14 concelhos do nosso distrito.
A coligação da direita sofreu, no distrito de Évora, uma derrota histórica, tendo obtido o seu pior resultado eleitoral de sempre, registando apenas 8400 votos. Este resultado mostra, de forma inequívoca, o repúdio dos alentejanos pelas políticas do actual governo PSD/CDS e a afirmação do Partido Socialista como a única alternativa para protagonizar a mudança do rumo do país.
O Partido Socialista lamenta a elevada abstenção registada, facto que não pode passar sem uma profunda reflexão e que nos convoca para um debate em torno da necessidade de promover a participação dos cidadãos na política e no aperfeiçoamento dos processos eleitorais, de forma a permitir um, maior e melhor, exercício do direito e do dever de votar.

Federação Distrital de Évora do PS

Resultados das eleições europeias (Nacional, distrito de Évora e concelho de Évora)




clique nas imagens para ler

domingo, 25 de maio de 2014

A resposta da CME ao Clube de Ciclismo de Évora sobre o fecho do caminho de Monfurado considera que ele é "propriedade privada"


No seguimento da denúncia apresentada à Câmara Municipal de Évora (CME) pelo Clube de Ciclismo de Évora (CCE) sobre 'corte' abruto do caminho do Monfurado entre Santo Antonico e Valverde, que consideramos ser um grave atentado ao turismo na região, aos amantes do BTT e da natureza, o CCE recebeu um esclarecimento do Departamento de Ordenamento do Território e Ambiente desta autarquia que diz "não ser possível manter a utilização pública deste caminho" e que para tal "implicaria um investimento municipal incomportável na atual situação financeira da Câmara Municipal de Évora". 
A resposta na integra da Câmara ao Clube de Ciclismo de Évora (14 de Abril):

Ex.º Sr. 
Assunto: Caminho de S. Antonico a Valverde

Em tempos contactou a Câmara Municipal de Évora alertando para o facto de ser impossível transitar pelo caminho que liga S. Antonico a Valverde. Manifestou ainda a sua insatisfação e pediu a intervenção desta autarquia no sentido de ser reposta a circulação. O caminho, embora fazendo parte dos “Percursos do Monfurado”, é propriedade privada e atravessa quatro propriedades. A par das vossas reclamações e insatisfações também nos foram chegando algumas insatisfações dos proprietários e mesmo algumas preocupações com a segurança dos seus bens mas também com a segurança dos próprios utentes do caminho. Sendo que nestas propriedades se pratica criação de gado bovino, reconhece-se que a coexistência desta actividade com a utilização do caminho é complicada e pode traduzir-se em prejuízos para a actividade económica e especialmente, para a segurança dos utentes.Numa tentativa de manter a utilização pública do caminho salvaguardando os legítimos interesses dos proprietários a Câmara Municipal de Évora reuniu com estes.. Avaliadas todas as razões e justificação e até uma proposta, concluiu-se não ser possível manter a utilização pública deste caminho. Tal implicaria um investimento municipal incomportável na actual situação financeira da Câmara Municipal de Évora.Lamentavelmente, de momento, não nos é possível aceitar a proposta dos proprietários sem prejuízo de virmos a ponderar sobre ela quando for oportuno.


(os sublinhados são do acincotons)

A livre circulação é um direito de todos e não apenas de alguns privilegiados


Aquilo que se está a passar na zona de Évora é vergonhoso, faço BTT há mais de 20 anos, e na altura percorria todos os caminhos rurais que ligavam montes e herdades, sem qualquer constrangimento, isso deu-me uma imagem da minha região que até ai não tinha. Infelizmente, pouco e pouco os caminhos foram sendo “fechados”, chegando ao ridículo de actualmente praticamente não temos nenhum caminho rural por onde se possa transitar, o que na minha opinião até em parte é ilegal, senão vejamos:
1 – O BTTista não é nenhum criminoso, ele apenas gostar de se passear com a sua “máquina” vendo as lindas paisagens alentejanas;
2 – Praticamente todos os caminhos rurais estão assinalados na carta militar de 1:25.000 o que só por si torna o seu fecho ilegal;
3 – O caminho em apreço, faz parte de um circuito devidamente legalizado (o circuito do Monfurado) com início junto ao ÉvoraHotel, passando por Santo Antonico seguindo sempre em frente até Valverde, e dai até à Serra do Monfurado.
4 – Este caminho está devidamente assinalado nos circuitos turísticos e para o efeito recebeu verbas do da União Europeia (Proder??), logo, tenho quase a certeza que se houver uma queixa junto dos Promotores que elaboram os circuitos (mapas), bem como sinaléticas que se encontram por todo o caminho, os mesmos tomarão medidas que irá contra esta irregularidade.
Infelizmente nós alentejanos, aos longos dos séculos sempre fomos despojados dos nossos direitos, (foi assim com os nossos Pais, que foram autênticos escravos dos donos da terra “terra tenentes”), mas nós, geração da democracia do pós 25 de Abril havemos de lhes mostrar que a terra e os caminho não têm dono, e a livre circulação é um direito de todos e não apenas de alguns privilegiados. Querem grandes vacarias, tudo bem, então façam protecção quer para os animais quer para as pessoas.
Finalmente, esta câmara parece que têm medo de enfrentar os senhores da terra. Longe vão os tempos em que era o povo quem mais ordenava.

MdM

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Morte súbita (Lembrando o Prof. Rui Brandão)

Prof. Rui Brandão
Fonte: http://www.ueline.uevora.pt

Lá está o teu carro,
diria que é o teu que está lá parado…

Que raio…,
tu partiste parece que subitamente
possivelmente durante a noite
porque ninguém te ouviu
e ninguém te viu…

Por que te foste assim
a barba por fazer certamente,
por que não te despediste
e logo indo para longe
de nós, dos teus,
dos teus miúdos…,
por que te foste assim
de súbito, assim tão subitamente
sem uma palavra dizer
e tão séria a coisa,
assim?...

Porque a alguém poderias deixar entender
que era um segredo, um segredo grande,
mas pedias para a ninguém se dizer
e as coisas, então,
poder-se-iam precaver,
tu sabes
(ou sabias, eu sei lá do tempo do verbo!...)
como essas coisas são…

Mas parece que não,
só quando pela manhã devias dizer
olá, estou aqui, olá!,
e te chamando não respondias
já tu, inesperadamente,
tinhas partido
sem nada ter dito…

Que raio de partida
subitamente assim de noite e só
e lá tão longe
e o carro deixado,
quem saberá o destino
de um caminho assim traçado…

O destino,
o como, o quando e onde
o súbito segundo de um relâmpago de Maio
ou o gota-a-gota de um-dia-de-cada-vez
de um longo outono...

Partiste…,
descansa em paz!

José Rodrigues Dias, 2014-05-22


aqui:  http://joserodriguesdias.blogspot.com/2014/05/morte-subita-lembrando-o-prof-rui.html#ixzz32a9mZhMA

Ao cuidado do vereador Eduardo Luciano


Brilhante cidade!

Já faltam palavras para descrever o ponto que chegou a PSP de Évora e o trabalho do vereador Eduardo Luciano,na Malagueira, Rua Rochedo ,já é permitido montar tendas no meio da rua como demonstra a foto no fundo da imagem e viver dentro de furgons e vender estupefaciente tipo loja aberta.
Já tivemos EXELENCIA e agora caminhamos para que nome?


antónio (recebido por email)

Reunião sobre fecho de caminho público entre Évora e Valverde foi adiada


A reunião marcada para hoje, com mediação da Cãmara, entre os proprietários do terreno que fecharam o acesso ao caminho público que liga há centenas de anos Évora a Varlverde e os promotores do abaixo assinado contra esta situação, foi adiada para data a anunciar.
O "aconcotons" soube que a reunião marcada para esta tarde às 18,30H, no edíficio da Câmara Municipal, foi adiada pelo facto de "um dos proprietários do terreno não poder estar presente" pelo que foi decidido não realizar a reunião.
"Posteriormente será marcada nova data", disse uma fonte camarária ao "acincotons".

DA de hoje


Hoje no Armazém 8 (Évora)


IVO SOARES & ZE SOARES " jazzin' ", às 22,30H

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Évora: Vem dar Música à SHE com Maria do Céu Ramos


SHE » quinta-feira, 22 de Maio às 22 horas

Este projecto de cidadania, que retomamos na SHE, tem como principal objectivo aproximar personalidades públicas da sociedade civil num ambiente informal, partilhando com os sócios da SHE a sua "playlist” pessoal e as histórias que justificam as suas escolhas.
Na 3.ª sessão da nova série de convidados contamos com Maria do Céu Ramos, Secretária Geral da Fundação Eugénio de Almeida.
Nasceu em Évora, onde estudou até prosseguir os seus estudos universitários em Coimbra e Lisboa. É mãe de um rapaz de 12 anos.
É Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Pós-graduada em Ciências Económicas e Empresariais pela Universidade Católica Portuguesa e em Gestão da Criatividade e do Design para a Inovação Empresarial - Instituto de Arte, Design e Empresa.
Em representação da Fundação Eugénio de Almeida, é Membro da Direção do Centro Português de Fundações, do Conselho Fiscal da Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A. e do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central.
A título pessoal, é Membro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Presidente do Conselho Fiscal da Fundação de Solidariedade Social de S. José Operário e Presidente do Conselho Consultivo do Hospital do Espírito Santo de Évora.

Escolhas

Aproxima-se mais um momento em que todos somos desafiados a escolher entre diversas opções que nos são presentes para eleger representantes num fórum de decisão.
É altura de avaliarmos o que é, de facto diferente, e escolher em alternativa, sob pena de transformarmos um voto que se poderia pretender de mudança num voto inútil para esse fim.
Os dois partidos que têm ganho as eleições para o parlamento europeu, alternando os resultados, são como irmãos siameses que parecem desavindos nas campanhas eleitorais para depois passarem cinco anos a tomarem em conjunto as mesmas posições.
É preciso um grande esforço para descobrir uma qualquer votação ou posição de fundo em que PS, PSD ou CDS tenham estado em posições diferentes no parlamento europeu.
Não negam, aliás, que em matéria de União Europeia estão alinhadinhos como soldados na parada, como ainda há pouco tempo se verificou com a ratificação do tratado orçamental, instrumento de perpetuação das políticas de austeridade.
Nesta campanha eleitoral a palavra mudança tem soado estranha na boca de dirigentes e candidatos do PS pela enorme dificuldade em explicarem aos eleitores as suas diferenças do PSD e CDS em matéria de política europeia.
No próximo domingo a verdadeira escolha não pode ser entre o PS e o PSD/CDS, porque significaria escolher entre dois caminhos no mesmo sentido, porque aquilo que se exige é a mudança de rumo para um destino diferente.
Para quem procura um voto que leve a um caminho diferente para um outro fim é de uma total inutilidade a opção entre um dos dois partidos que têm dominado a representação nacional no parlamento europeu.
A solução tem que ser de ruptura com esta política e essa só pode ser garantida com o voto em quem coerentemente tem defendido os interesses dos trabalhadores e do país, com posições que em nada se comprometem com as assumidas pela maioria do tal arco da governação.
Mesmo os que pensam no voto no PS como forma de castigar o governo, deveriam ponderar se dessa forma estarão mesmo a castigar as políticas seguidas pela direita no poder.
Basta lembrar quem iniciou este caminho dos cortes e de liquidação das funções sociais do Estado, com os PEC’s, com os encerramentos de serviços públicos, com a desvalorização dos trabalhadores da função pública…
O voto para ter uma utilidade deverá ser consequente e quem pretende de facto a mudança deverá reforçar as posições dos que sempre se opuseram ao caminho do desastre e estiveram presentes em todas as lutas contra esta política que, à vez, a troika nacional nos tem imposto.
Vamos lá dar utilidade ao acto de votar para que a mudança possa mesmo acontecer.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na Rádio Diana)

UÉ de luto: Faleceu o Professor Rui Brandão (act.)


Faleceu hoje, dia 22 de maio, vitima de doença súbita (quando acompanhava um grupo de alunos da UE  à Estónia), o Professor Rui Manuel Almeida Brandão, Professor Auxiliar do Departamento de Biologia. Especializado nas áreas da Aerobiologia e nas Tecnologias de Monitorização e Deteção de Bioaerossóis Polínicos, era docente na Universidade de Évora desde o ano de 1983. Não se sabe ainda quando o corpo estará de regresso a Portugal nem quando serão as cerimónias fúnebres do malogrado professor.
À família enlutada o "acincotons" presta as mais sentidas condolências.

Câmara de Évora vai mediar amanhã reunião sobre o caminho público fechado entre Évora e Valverde


Meus amigos, antes de publicar ou “gostar” de qualquer coisita seria bom tentar saber se não contêm mentiras. De há alguns meses a esta parte, por dever de ofício tenho informação privilegiada sobre este assunto e passo a dá-la:

1- É verdade que os proprietário fecharam o caminho e julgo que nalguns troços já o destruiram;

2- Logo que foram recebidas na CME as reclamações dos caminheiros e cicloturistas procurou-se um uma forma de classificar estes caminhos como públicos. Pois… a lei mudou, como muitas outras neste país, a desfavor do interesse público. Dantes as autarquias declaravam públicos os caminhos e depois quem se achasse prejudicado ia para os tribunais fazer prova do seu prejuízo, entretanto (normalmente muitos anos) o caminho continuava público. Agora, mal haja uma contestação da decisão de classificação, o caminho continua fechado e privado até as autarquias fazem prova e o tribunal decidir do contrário (anos).

3 – Entretanto a CME promoveu uma reunião com os proprietários para encontrar uma solução. Foi manifestada alguma disponibilidade para “mudar” o caminho para a estrema das propriedades desde que a CME o vedasse o que custava mais 30000€. Obviamente que ninguém entenderia que a autarquia gastasse esse dinheiro em propriedade privada quando ele não chega para tratar o espaço público.

4 – De seguida realizou-se, por iniciativa da CME uma reunião com quem tinha reclamado e por sugestão destes,amanhã, dia 23 acontecerá, medeada pela CME, uma reunião entre as partes interessadas. Esta é a verdade.

Margarida Fernandes – técnica da CME

"Diário de uma criada de quarto" de Luís Buñuel


Às 22H, na Casa da Zorra

Dead Combo hoje em Évora


Teatro Garcia de Resende, às 21,30H

https://www.facebook.com/events/1425067877744418/

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Companhia de Beja dá voz ao testemunho de presos políticos durante o fascismo


A companhia de teatro Lendias d'Encantar, de Beja, estreia no fim de semana a peça "No Limite da Dor", que dá a conhecer os testemunhos reais de quatro ex-presos políticos no tempo da ditadura do Estado Novo.
Após a antestreia, na sexta-feira, às 22:00, no Cine Granadeiro, em Grândola, a peça estreia no sábado, às 22:00, no Espaço Os Infantes, em Beja, onde voltará à cena entre os dias 28 e 31 deste mês, sempre à mesma hora.
A peça, com dramaturgia e encenação do cubano Julio César Ramirez, "uma das figuras de destaque do teatro de Cuba", foi criada a partir do livro "No Limite da Dor", de Ana Aranha e Carlos Ademar, explica a companhia, num comunicado enviado à agência Lusa.
O livro foi baseado no programa "No Limite da Dor", transmitido na rádio Antena 1 e no qual Ana Aranha conversa com ex-presos políticos que foram torturados pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) durante a ditadura do Estado Novo.
Segundo a Lendias d'Encantar, a peça dá a conhecer os testemunhos reais de três mulheres e um homem, que foram presos políticos no tempo da ditadura do Estado Novo, e propõe "uma profunda reflexão sobre a resistência, o medo, a humilhação, a dor e a dignidade do ser humano".
Trata-se de quatro histórias que se "entrelaçam" numa peça que traz às novas gerações "a experiência vivida por muitos portugueses às mãos da PIDE, durante os anos da ditadura", refere a companhia.
Na peça, Georgina, Aurora, Conceição e Domingos, que não são personagens teatrais, mas sim reais, testemunham, "através da emoção e da técnica" de atores, experiências que viveram e "chamam a atenção para a importância dos ideais, das convicções e da família".
A Lendias d'Encantar explica que coloca a peça "nas mãos do espetador atual, sobretudo pela importância de dar a conhecer e suscitar o debate sobre as situações colocadas pelas personagens".
"São, sem dúvida, dados importantes para que possamos preservar uma memória coletiva sobre acontecimentos tão dramáticos vividos pelo povo português", frisa a companhia.
O espetáculo previsto para dia 31 deste mês, em Beja, será precedido da apresentação do livro "No Limite da Dor", às 21:00, no Espaço Os Infantes, com a presença dos autores Ana Aranha e Carlos Ademar. (LUSA)

Teatro no Garcia de Resende hoje às 21,30H


Neste espectáculo “NOCHE OSCURA !AHORA!, procura-se o espírito sagrado e não religioso, o espírito poético e não poetizante. Livres de constrangimentos académicos, livres de interpretações convencionais, unicamente comprometidos com o verbo vivo e persistente de Juan de la Cruz.
Os versos de San Juan de la Cruz, diante da poesia contemporânea, fazem deste espectáculo uma experiência poética, um espectáculo onírico, onde a sensibilidade e as emoções assumem claro protagonismo frente á razão.

O Teatro Guirigai apresenta-se hoje, às 21h30, no Teatro Garcia de Resende. Dirigido por José Manuel Martín Portales e Agustín Iglesias e na interpretação conta com os actores Magda Gª-Arenal Alvarado e Mario Benítez.
M/14
Duração: 60min

Preço: 4€
Funciona o PassaporTeatro Estudante
Funciona o PassaporTeatro Sénior

Organização: CENDREV
Apoio: Câmara Municipal de Évora

terça-feira, 20 de maio de 2014

Europa II

Estarmos na Europa é para a esmagadora maioria dos europeus, uma realidade em segunda mão, já que muito pouco se conhece dela diretamente, a não ser que se seja, ou tenha sido, emigrante, estudante ou viajante.
E mesmo assim conhecemos aquele outro lugar da Europa que não o país de origem e não a Europa no seu todo. Falo do contacto não apenas turístico, mas de convivência com pessoas e instituições que podemos conhecer in loco ou que nos visitam e, ainda que neste caso em segunda mão também, são um contacto mais direto do que o feito pelos meios de comunicação de massas que assumem o importante papel de grande janela para o mundo. À falta desse contacto mais direto, podemos ainda assim, e fruto da tecnologia, considerar-nos historicamente privilegiados por podermos ir lá sem sair de casa.
Quando temos a oportunidade de conhecer diretamente essa realidade a que somos estranhos e que nos é estranha, a nossa maneira de nos vermos acaba por ser influenciada. E tantas vezes até melhoramos a imagem que temos de nós próprios, por comparação com o que conhecemos dos outros. Ou, noutro sentido, podemos melhorar aplicando o que vemos de melhor nos outros do que o que temos em nós. Provavelmente, também é por estas e outras que viajar é uma espécie de ritual quase religioso dos nossos tempos ou o sonho dos que, não o conseguindo fazer, transformam a viagem na peregrinação que um dia gostariam de realizar. Certo é que, desses contactos, não são unânimes as opiniões e todos acabamos por ter a nossa própria impressão sobre esse mundo estrangeiro.
Confesso-vos que o outro país que melhor conheço é a França. Não porque à semelhança de uma imensa quantidade de portugueses tivesse estado, eu ou a minha família, emigrada ou refugiada em França (como aconteceu a muitos homens no período da guerra colonial), mas porque os meus estudos de Francês assim me foram levando para aquelas bandas. Fui, no primeiro ano de existência do programa Erasmus, aluna em Bordéus, no tempo em que a bolsa era contabilizada em écus, nome de moeda que acabou por não vingar e dar lugar ao Euro. Já lá tinha ido, a Paris pois então, de excursão, primeiro familiar, depois em grupo de colegas. Mas a experiência daqueles três meses como aluna em França, em que conheci com colegas uma parte do país, e onde voltei a ir, lá está quase como em peregrinação, a Paris, convivendo com outros estudantes europeus, marcou-me de tal maneira que voltar a França é sempre uma espécie de viagem a um lugar de afetos passados que faz com que nos sintamos em casa, ainda que com a ótima sensação de termos ido “arejar”.
O Montesquieu, que nasceu perto de Bordéus e foi morrer a Paris, entre 1689 e 1755, e escreveu as Cartas Persas, obra que eu tinha estudado na faculdade, fez um relato imaginário, em romance epistolar, sobre a visita de dois persas a Paris, durante o reinado de Luís XIV e que vão descrevendo tudo o que veem em Paris, criticando os costumes, as instituições políticas e os abusos da Igreja Católica e do Estado absolutista na França daquela época. Disse também Montesquieu que «As viagens dão uma grande abertura à mente: saímos do círculo de preconceitos do próprio país e não nos sentimos dispostos a assumir aqueles dos estrangeiros.»
Da Europa, neste momento, não recebemos apenas notícias diletantes ou críticas acutilantes do que por lá se vai passando. Temos o direito e a responsabilidade de enviarmos quem, em nossa representação, tenha um papel ativo na legislação e arbitragem do que, como um conjunto de nações convencionalmente unidas, pode influenciar a vida própria de cada uma delas. Sem perder a noção da especificidade de cada árvore, por lá se vai gerindo a floresta de que fazemos parte, desejando que o que for decidido e implementado em prol de todos também nos possa beneficiar. No próximo domingo é sobre este assunto que poderemos ter uma palavra a dizer e a influenciar, através do voto, o rumo desta união de países. E só com uma expressão significativa da nossa vontade e empenho pelo bom funcionamento desta instância que nos governa teremos a força, ao lado dos nossos concidadãos, estrangeiros mas afins, de exigir da Europa o que exigimos de Portugal ou do concelho em que vivemos. Afinal, tudo pode passar a ser uma questão de escala.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Eu Voto

Não aproveitarei esta minha última crónica antes das eleições, e estando em plena campanha eleitoral, para apelar ao voto no partido no qual vou confiar o meu próprio voto.
Ainda assim apelo a todos os ouvintes que reflictam. São muitas as pessoas desligadas da política, são muitos os cidadãos que afirmam que os partidos são todos iguais. Embora não partilhe desta opinião, percebo as suas razões. A verdade é que os partidos que nos governaram nas últimas décadas (PS / PSD /CDS-PP) mostraram ao povo o que a política tem de pior: promessas não cumpridas, desprezo pelo povo após eleições, desprezo pelas manifestações e lutas sociais, desprezo pelos seus princípios em nome da corrupção, do amiguismo e da subserviência perante o grande capital.
As políticas PS/PSD/CDS cumpriram duplamente o seu objectivo: alimentaram a máquina capitalista, colocando o capital acima das pessoas, e afastaram o povo, principalmente os jovens (massa crítica imprescindível a qualquer sociedade), da democracia. Assistimos hoje à ideia impensável, injusta e arrasadora, que o controlo que as pessoas têm sobre a sua vida e sobre a vida política é mínimo, abrindo-se, assim, espaço a governações cada vez mais autocráticas. Mas é tempo de acordar… É tempo de dizer basta!
A abstenção e o apelo ao voto em branco abrem atalhos perigosos à morte lenta da democracia. O voto é crucial, pois permite que o povo, de entre os inúmeros partidos e representantes que tem à escolha, possa escolher aquele que vá mais de encontro às suas convicções, valores e sentido de bem comum para uma sociedade mais equilibrada e justa. A ideia que a abstenção e o voto em branco farão os políticos do arco governativo acordar é errada, pois se isso acontecesse já o teriam feito (o crescimento da abstenção fez mudar alguma coisa? O crescimento dos votos em branco fez mudar algo?). Antes pelo contrário, dá-lhes mais força para tomarem medidas desligadas da sua gente, com a certeza que esta gente é silenciosa e submissa. Talvez seja tempo de não sermos submissos…! Talvez seja tempo de nos levantarmos…!
Eu estou De Pé! E você?
Até para a semana.

Bruno Martins (crónica na rádio diana)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Este sábado ás 22,30H no Armazém 8, Luis Caracol.

A não perder, Sabado, 17 de Maio no Armazém 8! às 22,30h.

https://www.facebook.com/events/452764958159853/

Este sábado na "é neste país"



17 de Maio de 2014, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

Nídia Cambim & Tiago Barriga
Apareçam! É neste país!

DA desta sexta-feira


Praça do Giraldo: concentração de apoio aos trabalhadores da Kemet


Armazém 8 com muita música


Hoje na "é neste país"


16 de Maio de 2014, pelas 21.30h
Contar Abril

Maria José Coruche


Apareçam! É neste país!