terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Trabalhadores da Kemet denunciaram hoje despedimento colectivo como sendo uma deslocalização


Cerca de 50 trabalhadores da Kemet concentraram-se ao princípio da tarde na Praça do Giraldo para protestarem contra o despedimento colectivo que a empresa quer levar para a frente.
Aos jornalistas, o delegado sindical na fábrica de Évora da Kemet Electronics, Hugo Fernandes, mostrou-se convencido de que os trabalhadores da unidade fabril têm um “argumento muito forte” para impedir o despedimento coletivo de 127 operários.
“Temos documentos internos da empresa com datas e materiais que foram deslocalizados para o México”, que são “um argumento muito forte na mesa das negociações”, afirmou o também dirigente do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI).
Hugo Fernandes afiançou que “esses documentos demonstram que o que está escrito nos fundamentos” do processo de despedimento coletivo na Kemet Electronics “não corresponde à verdade”.
“Há três ou quatro anos que a empresa deslocaliza mensalmente produtos, que deixam de ser fabricados em Évora e passam a ser feitos no México”, disse o sindicalista.
Segundo o delegado sindical, a multinacional norte-americana Kemet Electronics pretende avançar com o despedimento coletivo de 127 dos cerca de 310 trabalhadores da unidade fabril alentejana e encerrar uma das linhas de produção a 30 de junho para a deslocalizar para o México.
O responsável insistiu que “o que está por detrás do despedimento coletivo é uma deslocalização”, que “não é figura legal para um despedimento coletivo”, referindo que a empresa “recebeu muitos milhões de euros de apoio, desde o poder central ao poder local”.
Hugo Fernandes adiantou que está marcada para quinta-feira a primeira reunião de negociação, em que vão participar membros da comissão sindical, da comissão representativa, da direção da empresa e da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). (com LUSA)

oiça as declarações de Hugo Fernandes


2 comentários:

  1. Á atenção dos serviços de Limpeza e jardinagem da CME.
    O parque infantil do Bairro António Sérgio tem tampas de águas pluviais, retiradas deixando os buraco que já têm ocasionado muitas quedas.
    Há vidros partidos, os equipamentos infantis danificados, pois é frequentado por adolescentes, que tudo desrespeitam. Há anos havia um policia de proximidade, sempre ia dando alguma segurança, hoje está tudo entregue aos vândalos, assim como o país

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  2. Não deixa de ser caricato o facto desta noticia, uma das mais importantes da cidade, não ter comentários. Está aqui desde as 18h e ninguém comenta. As 100 e tal pessoas que vão ser despedidas tem famílias, residem na cidade serão só por baixo perto de 500 pessoas que irão ter menos rendimentos, estes ira poder comprar menos coisas na cidade. Irão ter dificuldades para pagar as casas, as contas! Essas mais de 500 pessoas irão baixar significativamente o poder da cidade em geral! E não, porque não tenham encomendas na fabrica, apenas porque do outro lado do atlântico alguém faz mais barato! Alguém trabalha ainda em piores condições! E se isto só por si não é grave, a situação agrava-se quando todos os contribuintes portugueses são chamados a pagar a comparticipação aos mercados estrangeiros do dinheiro que foi colocado pelo Estado Português quando da abertura da referida fabrica! Foi com o dinheiro de todos nós que aquela empresa se instalou na cidade de Évora! Foi com o dinheiro de todos nós que comprou a maquinaria e a tecnologia! Porque o fizemos? Para criar postos de trabalho para portugueses! Mas agora a fabrica vai de armas e bagagens para o México! Leva a maquinaria e a tecnologia que nós pagamos e continuamos a paga ainda hoje! Vão felizes e contentes e nós para alem de tudo o que ja temos que pagar ficamos com mais 100 e tal pessoas a quem é necessário pagar o subsidio de desemprego e mais umas tantas a vier miseravelmente!
    No entanto nada disto nos enfurece, o problema de Évora, é a limpeza das ruas e outras coisas que tais, para as quais bastava pegarmos numa vassoura para que desaparecessem!
    É no mínimo caricato!
    Lurdes

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