sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Reportagem da Lusa sobre manifestação dos trabalhadores da Kemet em Lisboa


Mais de meia centena de trabalhadores da KEMET, uma empresa que faz condensadores eletrónicos em Évora, vieram a Lisboa protestar contra o despedimento coletivo de 127 trabalhadores, alertando o Governo que a empresa está a deslocalizar-se para o México.
Antes de saírem de casa, Carla Barradas e o marido tentaram responder às perguntas da filha mais velha e explicaram-lhe que vinham a Lisboa lutar para manterem os postos de trabalho, numa zona onde os empregos são escassos.
O casal faz parte do grupo de 127 trabalhadores ameaçados de despedimento pela KEMET, uma empresa que em Évora produz condensadores de tântalo, umas pequenas peças eletrónicas usadas em computadores, telemóveis e eletrodomésticos, por exemplo.
"A minha filha percebeu, porque tem de perceber mesmo, porque não é fácil. Temos de lutar e vamos até ao fim", assegurou Carla Barradas.
De acordo com a proposta da empresa, Carla ficará até abril.
"Vou sair primeiro que o meu marido, que vai ficar até 30 de junho, que é o dia em que fecha a linha de produção", esclareceu.
Os trabalhadores concentraram-se a partir das 10:30 no centro do Largo Camões, perto do Ministério da Economia, a gritar momentaneamente palavras de ordem, a reclamar trabalho.
Se Rosa Ferreira acabar no desemprego, garante que não será por falta de luta.
Já trabalhou no campo, fez trabalho sazonal e temporário, onde havia, até que assentou na KEMET há 12 anos.
Desde que soube que estava na lista de despedimento, na semana passada, começou à procura de trabalho e percebeu que agora vai ser mais difícil.
"Tenho 40 anos, com a idade que tenho em mais lado nenhum consigo emprego, e não é o dinheiro que nos querem dar que vai resolver a nossa situação. Nós queremos é um posto de trabalho, não queremos receber uma indemnização", disse.
Uma delegação de trabalhadores foi recebida pelo secretário de Estado do Emprego, a quem já tinham pedido uma reunião em dezembro.
Hugo Fernandes, trabalhador da KEMET e delegado do Sindicato, saiu do ministério já ao princípio da tarde com a promessa de que a tutela iria acompanhar o caso deste despedimento coletivo "com outra atenção".
"A versão que nós trazíamos é um bocadinho diferente daquela com que a empresa já tinha alertado o ministério da Economia", salientou.
O sindicalista afirmou que os trabalhadores têm "provas de que é uma deslocalização" e que "a deslocalização não é motivo para fazer um despedimento coletivo".
"Sabemos que nos últimos anos a empresa tem deslocalizado vários produtos que fazia em Évora para o México, porque lá a mão de obra é mais barata e porque levaram também alguma tecnologia nossa, o que permite ter mais lucros fazendo o mesmo produto", afirmou. A empresa terá recebido cerca de 30 milhões de euros em apoios do Estado para criar empregos.
"Deveríamos pedir mais responsabilidade a estas empresas que se instalam no nosso país para receberem estes apoios", acrescentou.
Carlos Pinto Sá, presidente da câmara de Évora (CDU), veio acompanhar estes trabalhadores para mostrar a solidariedade do município.
"É gravíssimo, estamos em todo o país numa situação de grande desemprego. Em Évora, o desemprego é também muito significativo", realçou.
De acordo com o autarca, há cerca de 4.500 desempregados no concelho em “termos reais, porque os números oficiais não mostram todo o desemprego que existe”, representando 15% da população ativa residente. (LUSA)

15 comentários:

  1. País de sucesso para Passos Coelho.
    EStá no bom caminho a vida dos governantes, só essa e dos seus amigos
    CGD 578 milhões de prejuizo e ainda com os 200 milhões de lucro das seguradores da Caixa, já na mão dos chineses em 2014.
    BCP 740 milhões de prejuizo
    Banif 578 milhões de prejuizo
    BES 518 milhões de prejuizo
    15.8% de desempregados, uma divida de 204 000 milhões de euros.
    39% de exportações no PIB.
    100 000 emigrantes anuais, especialmente jovens com muita formação

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  2. O PCP sempre a meter-se...
    Só vai piorar a siuação !

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    1. olá, boa noite, já percebi que é muito inteligente e entendido em sindicatos, qual é que nos aconselha? estou desesperada, tenho um filho e o pai dele fugiu e não sei que fazer. a minha mãe tem um irmão que tem problemas com a bebida, é irmão dela e meu tio e tenho um filho e não sei que fazer, o advogado da empresa disse para aceitar 1.2 e disse que eu era nova, bonita e inteligente e eu disse que tinha um filho e o pai fugiu e a minha mãe tem um irmão bêbado que é meu tio e ele disse que pessoas como eu arranjam logo trabalho porque gosto muito de trabalhar, não sei que fazer? ajuda-me, obrigado. vou meter anónimo porque não dá para meter anónima

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  3. tenho uma ligeira impressão que a agencia LUSA de Évora está ao serviço do PCP...

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  4. o que me faz confusão é como que ainda estes camurcios do PCP/CGTP/LACAIOS conseguem levar meia dúzia de malucos pra Lisboa.

    Este Pintarolas de Montemor que veio pra presidente da câmara em vez de tentar resolver problemas com as administrações ou com o ministério dos negócios estrangeiros, é mais camurcio ainda que todos os outros.

    Vai mas é trabalhar Pinto de Sá.

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  5. As empresas multinacionais são a forma de dominação económica internacional mais característica da nossa época.

    O poder das empresas multinacionais, que fabricam diferentes partes do produto final em diversos países, assenta pois na liberdade para poderem investir onde bem entendem.
    Isto ocorre num quadro de fragmentação e heterogeneidade dos enquadramentos nacionais. O resultado é perverso: põe-se em concorrência os trabalhadores e os estados do mundo inteiro, terraplenando direitos e conquistas de décadas de luta social e política em todas as áreas: tributação dos capitais, protecção dos consumidores, legislação laboral ou protecção ambiental.

    Esta não é, todavia, a última cena do filme. A história não terminou e ao mercado sem fim é preciso contrapormos uma cooperação sem fim. Nomeadamente é urgente reencontrar formas de cooperação dos trabalhadores que atravessem as fronteiras dos diferentes países. Em luta por uma nova globalização, onde haja agora lugar para cláusulas sociais e ambientais à escala do planeta.

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  6. O sistema capitalista, devido ao seu carácter contraditório - que se baseia na apropriação privada por parte de um pequeno grupo de banqueiros e governantes que transformam em capital a produção social fruto do trabalho da esmagadora maioria do povo - gera crises económicas que ameaçam a sua própria existência.

    Os grandes capitalistas resolvem estas crises cíclicas à custa da destruição em massa das forças produtivas, dos despedimentos em massa, pelo encerramento e deslocalização de unidades de produção, pela destruição de bens activos sem correlação com o capital acumulado.
    No passado, esta enorme destruição de que o grande capital necessita para resolver as crises, já implicou duas guerras mundiais. Actualmente a fabricação de dinheiro ficticio em grandes quantidades para tentar impedir a derrocada do capitalismo está a conduzir o mundo a uma situação de guerras generalizadas.

    Não é uma guerra convencional - não há inimigo credível a quem o grande capital global possa atribuir estrategicamente qualquer culpa - por todo o lado do que se trata é de uma guerra dos Capitalistas contra os Povos.

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  7. "ditadura de uma economia sem rosto e sem um objectivo verdadeiramente humano"

    Papa Francisco

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  8. "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."

    in "Pátria", Guerra Junqueiro, 1886

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  9. Qual é o problema??? Vão falar com o fascista Palma Rita e ele envia-vos de imediato para um campo de concentração....

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  10. “a boa ditadura é aquela que consegue pôr um polícia dentro da cabeça de cada um”
    (Rui Zink)

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  11. Em períodos de expansão os capitalistas precisam de importar mão-de-obra para suprir tarefas socialmente desqualificadas que ninguém quer – como contraponto à exportação de capitais e à deslocalização dos postos de trabalho qualificado para novos locais de baixo custo em busca de melhor rentabilidade para a produção.
    A este vaivém de dinheiro, pessoas e bens, à amálgama social de recondicionamento do import-export que coloca os ressentimentos para lá linha de fronteira chamam, eles, globalização.

    Localmente, nos inevitáveis períodos de recessão, as consequências nefastas, tanto da falta de capital como de excedentes do “exército proletário de reserva”, permanecem. Assim sendo, Globalização, Empobrecimento (de quem vive exclusivamente do trabalho) e Crime parecem ser realidades indissociáveis.

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  12. sindicalistas do PCP= Burranas

    querem o que?

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    1. olá, boa noite, já percebi que é muito inteligente e entendido em sindicatos, qual é que nos aconselha? estou desesperada, tenho um filho e o pai dele fugiu e não sei que fazer. a minha mãe tem um irmão que tem problemas com a bebida, é irmão dela e meu tio e tenho um filho e não sei que fazer, o advogado da empresa disse para aceitar 1.2 e disse que eu era nova, bonita e inteligente e eu disse que tinha um filho e o pai fugiu e a minha mãe tem um irmão bêbado que é meu tio e ele disse que pessoas como eu arranjam logo trabalho porque gosto muito de trabalhar, não sei que fazer? ajuda-me, obrigado. vou meter anónimo porque não dá para meter anónima

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