quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pedido de informação


Alguém me sabe dizer se o busto de José Cinatti continua detido, para averiguações, à ordem da Polícia Judiciária, esperando que o mesmo saia do seu pétreo silêncio e confesse o que se passou na noite em que foi apeado do seu pedestal?!
Será que já não voltará ao seu lugar? Ou será que Évora já deixou de lhe estar agradecida? Parece que se está à espera que o assunto caia no esquecimento. Mas olhem que os eborenses, pelo menos alguns. têm boa memória. E há forasteiros que ainda recordam o facto.
Há algumas semanas, quando atravessava o jardim, fui interpelado por um jovem casal que me perguntou onde ficava o dito busto. Lá lhes indiquei o local e ficaram desapontados ao verificarem que o mesmo ainda não tinha sido reposto no seu lugar.
Perguntaram-me porquê. Limitei-me a contar-lhes a verdade oficial. Riram-se. Quererá alguém do município informar do que se passa? O busto já não voltará ao seu antigo lugar? Será destruído como alguns preconizaram desde logo?
De qualquer maneira o busto de José Cinatti faz parte do património cultural da cidade constituindo a primeira obra de arte pública erguida na cidade, no ano de 1884. Ou será que só a Igreja das Mercês é motivo de preocupação?

José Frota (por mail)

3 comentários:

  1. Aqui tem a resposta
    A queda de um busto no jardim público de Évora causou a morte de um jovem de 22 anos.

    Fernando Figueira foi esmagado no tórax e não resistiu a várias paragens cardiorrespiratórias provadas pela perfuração dos pulmões. Segundo o CM apurou, tudo aconteceu na madrugada de sábado, pelas 02h00. A vítima, estudante na Universidade de Évora e filho de um agente da PSP, saltou a vedação do jardim com dois amigos e agarrou-se depois, na brincadeira, ao busto do arquiteto e pintor José Cinatti (1808-1879).

    Nesse instante, o busto desprendeu-se da base e esmagou o peito da vítima contra o chão. Fernando foi levado para o Hospital de Évora e transferido para Santa Maria, Lisboa, onde acabou por falecer na tarde de sábado. O caso está a ser acompanhado pela PSP.
    Nunca mais lá devia ser colocado.
    BV/

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  2. Aqui temos uma não resposta. Muito obrigado pela repetição da verdade oficial baseada em suposições que não esclarecem nada nem ninguém. Quanto à sua opinião de que não deverá voltar a ser lá colocado respeito-a pois já percebi que cresce o temor entre os visitantes e frequentadores do Jardim Púbico de que ele venha de novo a soltar-se às duas da manhã numa noite de Verão se alguém por "brincadeira" a ele se decidir agarrar. Deve então propor-se que qualquer vestígio da obra e da sua colocação no local seja apagado. Assim como está é que não! Proponha-se então a sua destruição tal como o arrasamento do Jardim Público que o Cinatti desenhou e projectou. Na mesma esteira promova-se o entulhamento e o entaipamento do Templo Romano dado que foi Cinatti quem promoveu a limpeza e a remoção dos elementos espúrios de que estava atafulhado mercê de anteriores e seculares utilizações (vejam-se gravuras antigas).
    Deve pois o município cuidar de que a memória de Cinatti desapareça da história da cidade.

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  3. O sr. Frota se não tem mais nada para fazer... VÁ LAMBER SABÃO!...

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