sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Também daqui a pouco no Imaginário


Évora: daqui a pouco no Armazém 8


Telma Santos "On a Multiplicity", Armazém 8, 22 H

Como analisar os estados de um corpo que quer dançar imediatamente após várias horas de quase imobilidade visível e com o foco em problemas específicos do Cálculo das Variações-Matemática? O que é que um corpo com alguma técnica de movimento nos diz sobre aquilo a que dedica a maior parte do tempo, e que não é movimento? Como encontrar um espaço observador/observado, ou seja, como ser o objecto da minha própria pesquisa? On a Multiplicity é uma Performance que resulta de uma pesquisa de estados do corpo após várias horas de investigação matemática. Aqui, vídeos do processo de análise de movimento, reflexões sobre o mesmo, bem como ensaios visuais e apresentações públicas ao longo do processo são projectados; também algumas reflexões fazem parte da estrutura sonora, e um corpo a relacionar-se com as suas várias representações são o mote para a construção de ambientes “entre” a matemática e a dança.

Arménio Carlos solidário com luta dos trabalhadores da Kemet


O processo de despedimento coletivo de 127 trabalhadores na fábrica de Évora da Kemet Electronics deve ser investigado pela Procuradoria-Geral da República, defendeu hoje o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, reclamando também a intervenção do Governo.
“Parece-nos que se justifica, no mínimo, a intervenção da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o que se está a passar”, porque é “uma situação muito nebulosa”, disse.
E, continuou, é necessário também “um posicionamento claro e inequívoco do ministro da Economia”, Pires de Lima, pois, quando “se fala tanto do milagre económico e da criação de emprego”, assiste-se, em Évora, “à destruição de 127 postos de trabalho no imediato”.
O líder da CGTP falava aos jornalistas em Évora, durante uma concentração de trabalhadores da Kemet Electronics, ao início da manhã, à entrada da fábrica.
A multinacional norte-americana pretende avançar com o despedimento coletivo de 127 dos 310 trabalhadores da unidade fabril alentejana e deslocalizar uma das linhas de produção para o México.
Arménio Carlos lembrou que, “nos últimos 15 anos, o Estado português investiu valores superiores a 113 milhões de euros” na empresa, com o objetivo de “manter e criar emprego”.
“Ainda há poucos anos houve aqui um lay-off” e, agora, perspetiva-se “mais um despedimento coletivo nesta empresa”, lamentou, considerando que a situação não é “muito clara”.
O processo tem ainda “uma agravante”, porque, “curiosamente, nestes 127 postos de trabalho”, está incluída “toda a estrutura dirigente sindical e os representantes da CGTP na comissão de saúde e de segurança no trabalho”, denunciou.
Para Arménio Carlos, a PGR deve investigar “as razões que estão na origem deste processo” e o Ministério da Economia tem que “tomar medidas” para “evitar mais uma deslocalização da empresa”.
A CGTP, juntamente com o Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas e a União de Sindicatos do Distrito de Évora, prometeu “fazer chegar este apelo, de uma forma mais estruturada, à PGR”.
Arménio Carlos acusou ainda a Kemet de “propaganda” ao divulgar que pretende fazer da fábrica de Évora, onde se produzem condensadores de tântalo, “um centro de referência” para fabricar condensadores “eletrolíticos”.
“Mas se é esta a intenção, então porque é que está agora a fazer um despedimento coletivo?”, questionou, retorquindo: “Não se justifica e, se não tem justificação, merece pelo menos uma averiguação”.
Já o delegado sindical na fábrica da Kemet, Hugo Fernandes, disse aos jornalistas que, no âmbito da fase de informação e negociação do processo de despedimento coletivo, decorrem reuniões com a administração.
“Não acreditamos que [o despedimento] seja inevitável, nem irreversível, bem pelo contrário. Temos esperança nas negociações e de que apareçam soluções capazes de dar a volta” à situação, argumentou. (Lusa)

DA de hoje


Nova concentração junto à Kemet marcada para esta manhã


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

"Reflexões" presidenciais na reunião pública da CME de 26 de fevereiro


O Mês da Juventude, que irá ter lugar durante todo o mês de março no concelho de Évora, foi um dos assuntos abordados nesta reunião. A apresentação geral foi feita pela Vice-Presidente, Élia Mira, que deixou o convite a todos para assistirem à cerimónia de abertura que tem lugar pelas 17:30 horas de sexta-feira (dia 28), no Palácio de D. Manuel.
Ainda antes da Ordem do Dia, o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Pinto de Sá, informou sobre a sua participação na cerimónia de assinatura do acordo que permitirá à construtora aeronáutica Embraer instalar em Évora um centro de engenharia e tecnologia. Deu informação sobre as reuniões que a autarquia está a realizar com outras empresas que se mostram igualmente interessadas em investir em Évora. Um exemplo disso são as negociações já em marcha com uma empresa multinacional da área de software que tenciona instalar aqui um centro de produção ainda durante este ano.
O autarca recordou também as negociações efetuadas em relação à obra de requalificação da Escola EB 2,3 André de Resende que a Câmara manteve durante os últimos meses com vários organismos governamentais e que possibilitaram desbloquear processos, culminando com a assinatura do ato de consignação da obra.
O Presidente deixou algumas reflexões sobre a importância desta obra, informando que foi constituída uma equipa interdisciplinar camarária para acompanhar os trabalhos, estando agora em agenda também a marcação de reuniões com a escola e com os moradores da área envolvente.
No decurso da Ordem do Dia, merece destaque o ponto sobre a candidatura do Município de Évora ao concurso “Selo Europeu para as Iniciativas Inovadoras na Área do Ensino/Aprendizagem das Línguas 2013 ”, que através do trabalho desenvolvido na Atividade de Enriquecimento Curricular (Inglês), obteve uma Menção Honrosa, posicionando-se como o terceiro melhor projeto nacional. A candidatura do projeto “English Web” foi elaborada pelos serviços camarários e incidiu sobre a relação entre o ensino precoce de línguas e a utilização das tecnologias de informação e comunicação. 
Foi também tomado conhecimento, entre outros assuntos, do programa da exposição “Retábulos da Cidade de Évora”, que irá realizar-se de 7 de maio a 19 de setembro, no Convento dos Remédios e da preparação de mais uma edição da Feira Medieval, a decorrer entre 3 e 6 de abril, com o apoio logístico do Município e que decorrerá na Praça 1º de Maio, em Évora. (nota de imprensa)

Évora: hoje na SHE, às 23H



CONCERTO COM HENRY BURNETT (aqui)

O País ideal

Anda um homem a tentar convencer a malta que as políticas que resultam da conjugação de esforços entre a troika interna é o melhor para o povo e vem um correligionário desfazer, com uma frase cheia de boas intenções, esse castelo de boas ideias.
Um militante do PSD afirmou, talvez de forma irrefletida, que a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor.
Esta frase reflecte de forma precisa o pensamento de quem a proferiu. O País é, para o autor, uma entidade vazia e abstracta, sem pessoas que trabalham, que sobrevivem, que sonham, que desesperam.
O País é assim como que uma folha de cálculo que fica melhor ou pior conforme o deve e o haver se aproxima ou afasta do equilíbrio sonhado num qualquer curso de “boas maneiras” orçamentais.
Por isso é possível dizer, sem corar, que o país melhora com as pessoas a viver pior, ou que a retoma económica é qualquer coisa que se nota nas páginas dos jornais e não se nota na mesa da maioria dos portugueses.
Esta ideia, expressa de forma cristalina, não é mais do que aquilo que os nossos credores e os seus sicários vão repetindo em discursos onde se enaltecem os sucessos do resgate ou ajustamento, como eufemisticamente chamam ao empobrecimento generalizado das famílias que vivem do trabalho.
A ideia não é nova e os mais velhos lembrar-se-ão dos milagres do “mago das finanças” que impôs uma ditadura ao serviço dos mesmos que hoje beneficiam com as melhorias do País. O “País estava muito bem”, a ausência de liberdade, a miséria generalizada, o analfabetismo, os elevados índices de mortalidade infantil, a ausência de serviço nacional de saúde, a cultura relegada para o canto dos luxos e no entanto o velho das botas dizia “está tudo bem assim e não podia ser de outra forma”.
Podem não ser herdeiros directos do homem, mas servem os mesmos senhores e, diria eu, com um certo ganho de eficácia.
Parece que passaram da sinceridade do “quero que se lixem as eleições” à sinceridade do “quero que se lixem as pessoas” e vão imaginando um País sem gente enquanto se esforçam para nos transformar em gente sem País.
Este descolar da realidade levará à queda desta gente e ao recuperar do País por parte daqueles em quem reside a soberania, o povo.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na Rádio Diana)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Esta quinta-feira, no Salão Nobre da CME, mesa redonda sobre.... "fotografia, lixo e memória"...


A Câmara Municipal de Évora promove no dia 27 de fevereiro, quinta-feira, pelas 18:00, nos Paços do Concelho, uma mesa-redonda no âmbito da exposição/instalação "Fazer Falar o Silêncio - Fotografia, Lixo e Memória”, da autoria do fotógrafo António Carrapato e do escultor João Sotero, patente na Sala Preta dos Paços do Concelho até 20 de Março.
Esta mesa-redonda terá como oradores Nuno Colaço (Departamento de Psicologia/UÉ - Área de Neurologia Clínica), Teresa Santos (Departamento de Filosofia/UÉ - Área de Filosofia da Educação), Judith Villieda (Departamento de Pedagogia e Educação/UÉ - Área de Fotografia e Performance) e Paulo Simões Rodrigues (Departamento de Psicologia/UÉ - Área de Património e História de Arte Centro de Historia e Artes) que, no âmbito da temática da exposição/instalação, efectuarão uma reflexão conjunta e transdisciplinar, assente nos pilares da pedagogia e da ética, sobre a pertinência do uso público de espólios fotográficos familiares e na construção das memórias individual e colectiva.
A mesa-redonda estará aberta ao público. (nota de imprensa)

Pedido de informação


Alguém me sabe dizer se o busto de José Cinatti continua detido, para averiguações, à ordem da Polícia Judiciária, esperando que o mesmo saia do seu pétreo silêncio e confesse o que se passou na noite em que foi apeado do seu pedestal?!
Será que já não voltará ao seu lugar? Ou será que Évora já deixou de lhe estar agradecida? Parece que se está à espera que o assunto caia no esquecimento. Mas olhem que os eborenses, pelo menos alguns. têm boa memória. E há forasteiros que ainda recordam o facto.
Há algumas semanas, quando atravessava o jardim, fui interpelado por um jovem casal que me perguntou onde ficava o dito busto. Lá lhes indiquei o local e ficaram desapontados ao verificarem que o mesmo ainda não tinha sido reposto no seu lugar.
Perguntaram-me porquê. Limitei-me a contar-lhes a verdade oficial. Riram-se. Quererá alguém do município informar do que se passa? O busto já não voltará ao seu antigo lugar? Será destruído como alguns preconizaram desde logo?
De qualquer maneira o busto de José Cinatti faz parte do património cultural da cidade constituindo a primeira obra de arte pública erguida na cidade, no ano de 1884. Ou será que só a Igreja das Mercês é motivo de preocupação?

José Frota (por mail)

A Naifa amanhã em Évora


Paco de Lucia (21 Dezembro 1947 – 26 Fevereiro 2014)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Évora da cultura e das artes do espectáculo. Já não há dívidas aos agentes culturais?

Manifestação dos agentes culturais frente à Câmara de Évora em Fevereiro de 2011 em protesto pelo atraso no pagamento dos subsídios

Desde o seu início, há pouco mais de quatro anos, que o acincotons e os seus colaboradores mais directos se têm feito eco das iniciativas, dos problemas e dos protestos dos agentes culturais do concelho de Évora. Durante o anterior mandato, os subsídios em atraso, não pagos, pela autarquia desde 2009 mereceram diversos posts e diversos olhares. Parecia, na altura, inacreditável que os agentes culturais tivessem subsídios (livremente assumidos pela autarquia) em dívida, quando – muitos deles – já estavam, então, no limiar da luta pela sobrevivência.
Em Fevereiro de 2011 os agentes culturais manifestaram-se frente à Câmara, no dia em que a autarquia ia discutir a questão dos apoios aos agentes, tendo mesmo uma das manifestantes – Alexandra Espiridião -“entregue” um par de meias ao presidente da autarquia, como gesto simbólico de repulsa pelas dívidas e pela falta de apoio da Câmara ao sector cultural. Na altura, José Ernesto Oliveira foi explícito. Disse que seria o primeiro a pôr tudo em dia, só que não havia dinheiro. "Esse é o problema, não tenho nenhum dinheiro na gaveta para pagar a estas associações", com quem disse estar solidário e ser o maior apoiante. "Pode haver muitas pessoas que apoiem estes grupos tanto como eu, mas mais não, e muitas das pessoas que estão a protestar conheço-as há muitos anos, sou amigo de algumas e respeito o seu trabalho. Mas o problema é que não há dinheiro na gaveta", disse José Ernesto Oliveira. (aqui) Também, na mesma reunião, “foi aprovada por unanimidade uma proposta da CDU em que a Câmara se compromete a pagar os apoios de 2010 dentro dos mesmos valores que foram definidos para 2009” (também aqui). Depois disso, continuaram os protestos e a falta de apoios também. Vieram os concursos, mas nunca os apoios financeiros (os de 2012, devido ao PAEL, foram anulados e apenas ficaram em vigor os apoios logísticos). Houve grupos que disseram estar à beira de uma morte anunciada. Outros que despediram trabalhadores e cuja actividade foi reduzida drasticamente.
Depois disso houve eleições e desde aí nunca mais se ouviu – pelo menos publicamente - falar dos apoios aos agentes culturais (e, já agora, desportivos).
Será que, com a mudança da direcção política da Câmara, os apoios em dívida “prescreveram” e já não existem? Se é por falta de dinheiro para pagar compromissos essa já era a justificação usada pela Câmara de José Ernesto Oliveira – e mesmo assim os agentes achavam (e bem) que os compromissos eram para assumir.
Sabe-se que alguns agentes culturais se têm reunido com o actual vereador do pelouro, regularmente, desde meados de Janeiro e que estão a constituir (pelo menos informalmente) uma rede que terá a ver com a futura programação cultural da cidade, a candidatura a fundos comunitários e a angariação de fundos através do mecenato.
Tudo bem, é um caminho de diálogo, que a Câmara do PS, estranhamente, sempre recusou.
Mas o diálogo existente hoje faz esquecer as dívidas antigas?
Ou, ainda, quando a Câmara alega não ter nenhum dinheiro para a actividade cultural não está a ter a mesma posição que o anterior executivo que na sua lista de prioridades colocava a cultura num dos últimos itens das suas preocupações?
Só que, na altura, o vereador Eduardo Luciano (hoje titular desta pasta) defendia que a falta de dinheiro para a cultura era uma questão de prioridades e que um executivo CDU arranjaria sempre forma de financiar os agentes culturais, imprescindíveis a Évora enquanto Cidade da Cultura.
Também a CDU, em comunicado, afirmava em Maio de 2010, que os subsídios aos agentes culturais “constituem uma ínfima parte do orçamento municipal, menos de 500 mil euros num orçamento de 81 milhões de euros”, pelo que não entendiam a falta de pagamento por parte da autarquia.(aqui)
Sabe-se que o PAEL impõe restrições do ponto de vista dos subsídios (agora todos os cortes que existem têm a desculpa do PAEL), mas não põe um fim às dividas antigas e, mesmo agora, para financiar os agentes existe sempre o recurso à compra de espectáculos, o apoio a escolas de formação ou o apoio à estadia de artistas, por exemplo.
Por fim, desconhece-se o total em dívida – assumida – neste momento aos agentes culturais. Somando os 200 mil euros de dívida de 2009 (em que não teria sido pago o 2º semestre. Já foi?), os cerca de 500 mil de 2010 (assim ditou a moção aprovada por unanimidade em Fevereiro de 2011) e o valor dos concursos de 2011 qual será agora o valor da dívida aos agentes culturais? Ou, volto a perguntar, já prescreveu?

PS prepara programa de governo para futuras eleições legislativas


No domingo, dia 23 de Fevereiro de 2014, realizou-se a Conferência NOVO RUMO/ÉVORA, uma iniciativa da Federação Distrital de Évora do Partido Socialista que contou com mais de uma centena de participantes oriundos de todo o distrito de Évora.
A Conferência contou com a participação do Prof. José Manuel Caetano, da Universidade de Évora, que apresentou, aos presentes, uma detalhada caracterização da situação da região Alentejo, nomeadamente no que se refere à importância da dimensão demográfica e às respectivas consequências no desenvolvimento humano, social e económico da região. O Plano de Acção Regional – Alentejo 2020 foi outro ponto importante da intervenção desenvolvida pelo académico eborense.
Carlos Zorrinho, Deputado e Coordenador do Laboratório de Ideias e propostas para Portugal interveio, assumindo a importância e a disponibilidade de o Partido Socialista acolher todos os contributos que cidadãos e instituições têm vindo a apresentar, no sentido de ser possível dar um novo rumo às políticas que têm vindo a ser implementadas e que muito têm castigado o interior do país, nomeadamente o Alentejo
Após as introduções já referidas, ocorreram variadas intervenções de muitos participantes, salientando-se a preocupação transversal decorrente da necessidade de voltar a apostar no investimento público no Alentejo, no pressuposto de que essa aposta reforça a capacidade de o país aproveitar todo o potencial da região que é, na actualidade, um dos mais importantes activos do país.
Bravo Nico, Presidente da Federação Distrital de Évora do PS, referiu que a presente Conferência NOVO RUMO foi um marco importante na mobilização cívica de todos os que ambicionam um futuro diferente para o Alentejo, independentemente da sua orientação política. Agradeceu a presença de todos os participantes – militantes do PS e cidadãos sem filiação partidária – e deixou a garantia de que as conclusões da Conferência (sintetizadas por Elsa Teigão, líder da concelhia de Évora do PS) serão assumidas pela estrutura distrital e entregues ao Secretário-Geral do PS, na certeza de que as mesmas serão consideradas na elaboração do futuro programa eleitoral e de governo do Partido Socialista. (nota de imprensa)

Comunicado de Imprensa do MDCH


Deliberações da Assembleia da República sobre a isenção do IMI nos Centros Históricos classificados continuam a não ser respeitadas.

FINANÇAS RECLAMAM IMI A CONTRIBUINTES ISENTOS DO PAGAMENTO DESSE IMPOSTO

Os conflitos em torno da isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis nos Centros Históricos declarados Património da Humanidade pela UNESCO conheceram novos desenvolvimentos: em Sintra, várias dezenas de cidadãos a quem fora reconhecida a isenção em 2012 foram oficiados pelas Finanças com a ameaça de retirada dessa mesma isenção, e em Guimarães e no Porto as Finanças vieram reclamar a vários cidadãos com isenções anteriormente reconhecidas o pagamento do IMI correspondente a vários anos cobertos por este benefício fiscal previsto na lei.
Perante o alarme causado pela intervenção das Finanças, as Câmaras Municipais de Guimarães e do Porto vieram publicamente declarar o seu apoio aos cidadãos ameaçados por estas ilegalidades anunciando a intenção de realizar uma reunião das Autarquias com Centros Históricos Património da Humanidade, até ao final do corrente mês de fevereiro, para discussão das medidas a tomar.
Importa recordar sucintamente os antecedentes deste processo.
Quando, em finais de 2001, a Lei de Bases para a Protecção e Valorização do Património Cultural foi aprovada pelo Parlamento, foi atribuída aos sítios, monumentos e conjuntos arquitectónicos declarados pela UNESCO como Património da Humanidade, a classificação de Monumento Nacional. Tal classificação veio a traduzir-se na isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis que o Estatuto dos Benefícios Fiscais reconhece aos monumentos nacionais.
Esta isenção foi a partir de então reconhecida aos proprietários que a requeriam às Finanças até que, em Maio de 2009, as Finanças de Évora passaram a congelar estes requerimentos e anunciaram a intenção de pôr em causa a atribuição de tal isenção.
A indignação que esta tomada de posição causou levou à criação do Movimento de Defesa do Centro Histórico de Évora. Esta iniciativa de cidadãos desenvolveu uma ação de denúncia destas ilegalidades, apelando às forças políticas e eleitos da Cidade para que apoiassem a defesa da isenção do IMI neste centro histórico. A Câmara e a Assembleia Municipal reconheceram a justeza desta posição e solicitaram aos Deputados eleitos pelo círculo de Évora que interviessem, no sentido de obter uma posição clara do Parlamento a este respeito. E, efetivamente, a Assembleia da República viria a deliberar por unanimidade, em Março de 2010, reconhecendo a isenção de IMI como universal e automática nos Centros Históricos Património da Humanidade, definindo mecanismos de simplificação do processo.
A despeito da clareza da decisão da Assembleia da República as Finanças de Évora continuaram a não cumprir a lei, o que levou o MDCH a apresentar ao Parlamento uma petição subscrita por centenas de habitantes do Centro Histórico, exigindo o cumprimento das normas votadas em 2010. A A.R. apreciou a petição e, por unanimidade, votou no plenário em junho de 2012 uma recomendação ao Governo para que este fizesse cumprir a lei em Évora.
Tal recomendação foi não só ignorada como também está agora a ser objeto de uma afrontosa manifestação de desrespeito, com as Finanças a pretender retirar isenções anteriormente reconhecidas e exigir retroativamente o pagamento do IMI correspondente a períodos cobertos pela isenção anteriormente reconhecida pelos mesmos serviços de Finanças.
Estamos, portanto, numa situação em que não só é exigido aos contribuintes um pagamento ilegal como se dá um sinal contrário à recuperação dos Centros Históricos e, mais ainda – e mais grave – os serviços de Finanças dependentes do Governo manifestam total desprezo pelas deliberações da Assembleia da República.
 quadro preocupante, em que os cidadãos vêm as garantias de legalidade e respeito pelos mecanismos de funcionamento do Estado de Direito serem desrespeitados pelo poder executivo.
É um tempo para exigir aos nossos representantes eleitos, nas Autarquias e no Parlamento, que assumam as suas responsabilidades e cortem o passo a estes procedimentos incompatíveis com a democracia e com as liberdades e garantias dos Cidadãos.

Évora, 24 de fevereiro de 201


Movimento de Defesa do Centro Histórico de Évora

Hoje estou em Kiev

Hoje a minha crónica leva-me à Ucrânia. A crise política começou a ganhar rosto ali em finais de Novembro. Milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a decisão do presidente em suspender a assinatura de um acordo económico com a União Europeia, com a intenção de reforçar as relações com a Rússia que prometia mais e melhor.
O que começou por ser um protesto a favor da aproximação à UE tornou-se rapidamente numa luta por uma mudança global no governo, e na Constituição, que desse mais poderes ao parlamento e menos ao presidente. A situação agravou-se na passada terça-feira à noite com violentos confrontos entre a polícia e os manifestantes na praça Maidan, junto ao parlamento de Kiev, e o número de gente morta aumentou todos os dias. Até que sob pressões, quer internacionais quer internas, se têm vindo a anunciar todos os dias diligências mais consonantes com as razões dos manifestantes, como a convocação de eleições e a libertação da ex-governante, presa política, e mandato de captura do presidente deposto, última notícia à data da gravação desta crónica. Vão-se acalmando, até ver, os ânimos. Diz-se também que entre estes a extrema-direita-ultra-nacionalista estará presente, do lado dos europeístas. Parece-me é que, para além das questões internas, haverá seguramente razões geo-político-estratégicas que não ficarão resolvidas e aquele país viverá sempre sobre uma espécie de falha geológica que provocará abalos. É tudo menos simples de entender.
Diz-se também que os protestos revelam outras clivagens no país. São clivagens sociais, linguísticas e religiosas. A maioria dos pró-europeus são do ocidente, falam ucraniano como primeira língua e tendem a pertencer à Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev ou à Igreja Greco-Católica da Ucrânia. Já o lado oriental é sobretudo povoado por pessoas que têm o russo como língua mãe e são fiéis da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscovo. Parece haver sempre uma desculpa cultural que legitima ações de retrocesso civilizacional como são estas guerrilhas mortíferas… Apre!
Kiev e a Ucrânia são lá longe, mas muitos são os portugueses que convivem hoje em dia com esta gente de longe que há 15 anos imigrou em força para o nosso país. E muito próxima, porque recente, é ainda a imagem das guerras em prol da auto-determinação, algumas até já retratadas no cinema, e que re-arrumaram o mapa da Europa após a queda do muro de Berlim e do regime comunista da URSS. Tudo guerras em nome da paz, do progresso, da prosperidade. Sempre assim foi.
Estou convicta de que a guerra, a violenta das armas e não a de palavras e negociações, é sempre o sinónimo de um falhanço político e não deve haver maior vitória para um governante do que a conseguida pela via diplomática. Porque, afinal, associados às guerras estão sempre rostos de governantes que ou não as conseguiram evitar ou as desejaram mesmo. Por vezes seguindo uma popular via mais fácil, onde os esforços se “reduzem” (ironia amarga) ao contar de perdas de vidas humanas e ao medir da resistência à destruição. Outras vezes, as guerras parecem ser o último recurso para tentar resolver situações ingovernáveis e em escalada contra os direitos humanos.
O poeta francês Paul Valéry definiu assim a guerra, e eu concordo e partilho convosco: "A guerra é um massacre entre pessoas que não se conhecem para proveito de pessoas que se conhecem mas não se massacram."
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Castro Verde assinala 27 anos da morte de José Afonso


Este domingo, 23 de fevereiro, data em que se assinalam os 27 anos sobre a morte de Zeca Afonso, Castro Verde lembra um dos maiores cantautores portugueses com um espetáculo intimista de voz e guitarra, que reúne em palco João Afonso e Rogério Pires no Cineteatro Municipal de Castro Verde, a partir das 21h30.
Inserido no âmbito das Comemorações dos 40 anos da Revolução de Abril, data à qual a figura do cantautor está profundamente associada, o concerto pretende ser também um encontro entre dois amigos, no qual interpretarão, entre músicas de Zeca Afonso, temas da autoria de João Afonso, cantando língua portuguesa numa viagem partilhada de canções de “Missangas” a “Outra Vida”, do espetáculo “Buganvília”. Entrada Livre.

Zeca Afonso morreu num dia assim há 27 anos


José Afonso (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987)

Alguém que pensava pela sua própria cabeça. E era solidário, para além dos partidos e dos aparelhos de poder. Um indignado, avant la lettre.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

PIM Teatro este domingo no Aramazém 8


Évora: Hoje na Casa da Zorra (22H) e na Harmonia (23H)

Para este sábado

Évora: no "Imaginário" esta noite


Évora: Flamenco no ARMAZÉM 8







No "Armazém 8", este sábado, pelas 21,30h


"Cuerpo Flamenco" é um espectáculo onde o flamenco é rei mas não só, é também uma homenagem ao Fado.Onde estes dois soberanos da cultura se fundem num só bailado. Através da dança, os Bailarinos transportam-nos para um mar de expressão, sentimento e emoção que o Flamenco e o nosso Fado nos dão! Com o toque de guitarra portuguesa e o sapateado dos tacones podemos voar num místico de emoções.

Produção: Escola de Dança Companhia de Triana

A Embraer e o interior. O "cluster" e a hipocrisia

Foi nos jogos de bastidores da política que Zorrinho e Sócrates conseguiram trazer a Embraer para Évora. Beneficiaram da "negociata" que o então presidente da Câmara José Ernesto Oliveira fez com os terrenos - que bem caros saíram à autarquia, aumentando o volume da grande dívida que se conhece, obrigando ainda à entrega de fundos comunitários por irregularidades no processo. Mas a Embraer é, para já e excluindo uma fuga futura ao género KEMET, uma realidade. Uma importantíssima realidade para Évora!

Aqui venho com o assunto não para defender os jogos de bastidores, ou as antigas administrações de Portugal e de Évora. Apenas quero sublinhar a hipocrisia dominante na política praticada por gente que nos arremete c/ a mais fina areia para os olhos.

Fina é também a ironia de ver o ministro CDS Pires de Lima falar desta empresa "que foi possível trazer para o interior" como se ele ou o governo dele alguma coisa tivessem feito para isso. Com este governo a decidir a Embraer estaria certamente em Alverca bem próximo das OGMA - vidé Museu da Música e tirem cópia do exemplo.

Irónico é também ver o novo presidente da Câmara de Évora falar da importância do "cluster aeronáutico" que o PCP se fartou de jocosa e vilmente criticar, devastando esta opção do anterior executivo.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Contos na "é neste país"


22 de Fevereiro de 2014, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

Isabel Fernandes & Susana Coelho

Apareçam! É neste país!

-- 
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
266731500

http://nestepais.wordpress.com/

DA desta sexta-feira


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Ucrânia e nós: Sobre a cegueira voluntária


A cegueira voluntária é uma forma de servidão. Não querer ver decorre da subordinação a esquemas de percepção com um valor afectivo essencial. Esse valor afectivo "colora" todas as interpretações, e, como dizia Edgar Morin a propósito da sua própria experiência de jovem comunista, torna o sujeito impermeável ao desmentido pelos factos. Houve quem, entre nós fizesse ensaios de cegueira, bem sucedidos. Agora, a propósito da Ucrânia, os mesmos esquemas de subordinação mental são reactivados. Da extrema esquerda li há dias que "a classe operária (ucraniana) nada tem a ver com o que se passa em Kiev". Hoje, na Antena 1, Octávio Teixeira (aliás, um homem razoável), mergulha na mesma cegueira: o que está em causa na Ucrânia seria APENAS um efeito mecânico do "jogo de xadrez" Este-Oeste. É claro que tal jogo existe e que cada "campo" tenta influir sobre os acontecimentos. (E não ignoramos, por outro lado, que grupos fascizantes se infiltram nos movimentos e tentam captá-los). Mas o que OT quer dizer é que a "culpa" dos distúrbios é do "Ocidente" que quer desestabilizar a Rússia (entenda-se - herdeira da URSS!). Assim, para a extrema esquerda radical, a reivindicação de mudança do regime mafioso, de novas eleições, de abertura democrática, é um epifenómeno "burguês". Para a "Esquerda" herdeira voluntária do totalitarismo, o movimento é inteiramente REDUTÍVEL a jogos de influências externas, o povo está inteiramente manipulado, não tem exigências próprias, e merece o regime que tem. Escolher entre o Oeste e o Leste esquecendo as exigências dos que lutam é tão cego como descartar a luta porque não é suficientemente radical: não é a (bela) revolução proletária que está em curso. Os esquemas fixos tornam-nos cegos. Assim em 56 na Hungria, e em 68 na Checoslováquia: os cidadãos que exigiam reformas democráticas eram (simplesmente) manipulados no jogo do xadrez... Sendo voluntária, a cegueira, como a do Nobel, é uma servidão sem fim... à vista.(...)

JRdS (enviado por mail)

O logro não passou no Constitucional

Há várias maneiras de travar um processo legislativo. A mais eficaz parece ser a invenção de uma consulta popular onde se pergunta aos eleitores sim ou não a uma qualquer questão cuja complexidade ultrapassa em muito esta dicotomia entre o preto e o branco.
O PSD, utilizando a sua jota, tirou esta solução da cartola para travar o processo legislativo sobre a adopção e a co-adopção por casais homossexuais.
Tal como tinha acontecido em relação à interrupção voluntária da gravidez, os defensores do referendo apenas tinham o objectivo de travar uma mudança de legal com a qual discordavam.
O amor desta gente à vontade popular é cirúrgico. Lembram-se apenas quando lhes convém e quando percebem que a maioria que detêm na Assembleia da República é curta para os seus desígnios.
Sempre que a coisa está garantida a democracia representativa é o máximo, quando não está, descobrem então as virtudes da democracia participativa.
Quando se tratou dos tratados europeus, o assunto era demasiado complexo para por à consideração do povo. Tratando-se da possibilidade de adopção ou co-adopção por casais homossexuais o assunto já é passível de avaliação popular.
Enviadas as perguntas para o Tribunal Constitucional a decisão foi a óbvia com a devolução do processo ao remetente.
Pergunta mal formulada e duas temáticas no mesmo referendo que não permitem o necessário esclarecimento naquelas matérias, foram as justificações do juízes do Tribunal Constitucional.
Aquilo que toda a gente de bom senso espera é que se acabem estas golpadas de baixa política e que se prossiga com o processo legislativo, que estava na sua fase final, sem condicionantes nem manobras de diversão por parte do PSD.
E bem precisam de manobras de diversão para desviar as atenções sobre uma realidade que contraria a gigantesca operação de propaganda, montada em torno do sucesso imaginário das políticas de austeridade, que transforma emigrantes em ausência de desempregados, roubos salariais em “ajustamentos”, encerramento de serviços públicos em “reorganizações para ganhar escala” e que tortura os números de forma a demonstrar um crescimento económico que não existe, enquanto privilegia os mesmos de sempre.
Imagino que perante a proximidade das eleições para o parlamento europeu alguém no conselho de ministros tenha imposto como palavra de ordem: manobras de diversão precisam-se!
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio Diana)

António Dieb apresentou Programa Operacional Regional para o Alentejo (2014-2020)


Em sessão muito concorrida do Conselho da Região, o presidente da CCDRA, António Dieb, apresentou na segunda-feira, dia 17, a síntese do que vai ser o Programa Operacional Regional para o Alentejo (2014-2020), no quadro dos Fundos Comunitários. O mapa-síntese, acima publicado, dá conta das verbas envolvidas em cada sub-programa, num total de 1.214,9 milhões de euros Saliente-se que, segundo vários especialistas, o dinheiro para as empresas mais que duplica e o consignado às Câmaras Municipais terá uma redução que seguramente ficará acima dos 40% (mesmo incluindo o Fundo Social Europeu que pela primeira vez aparece nos Programas Regionais - dantes só havia a comparticipação do FEDER).

Ver a apresentação do Programa AQUI

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Concentração de apoio aos trabalhadores da Kemet esta manhã

No Parque Industrial, junto à Kemet (perto da loja da Staples).

Évora: a galinha da minha vizinha é mais bonita do que a minha até 14 de Março na Igreja de São Vicente


A galinha da minha vizinha é mais bonita do que a minha | uma exposição de coisas suas de 19 de Fevereiro a 14 de Março, a Igreja de São Vicente acolhe uma exposição feita de coisas suas. Sim, suas!
Esta é uma proposta que traz as artes de casa para uma casa de artes. Abrimos assim as portas da igreja de São Vicente a todos os que quiserem participar e quiserem criar, participando, uma exposição assente nas relações de proximidade.
A vizinha que tem um quadro insuspeito (ou mesmo, ou sobretudo suspeito), aquela objecto que guardamos sem saber bem porquê, as obsessões, as recordações, as histórias, os valores, os amores e os primores de que as nossas vidas se enchem tanto e tantas vezes, eis os materiais desta exposição em que cada um decide o que expor, escreve uma nota sobre o objecto (ou pode deixá-la em branco) e indica o seu nome como participante, escolhendo até as datas dentro das quais quer expor.
O desafio é, pois, o de participar totalmente: traga um objecto, decida onde, quando e como expôr, preencha a ficha e…já está! 
Participe curando as relações de vizinhança, dê-se a ver!

Regras de participação
1. Os objectos a expor (um por pessoa) são cedidos temporariamente para a exposição.
2. Cada participante deve entregar o objecto, identificar o lugar onde gostaria de o ver exposto.
3. Cada participante preenche uma pequena memória descritiva que se afixa junto ao objecto (inclui nome do proprietário, dados sobre o objecto e pequeno texto sobre ele).
4. Cada participante preenche uma declaração de cedência temporária
5. Cada participante é responsável pelo levantamento do seu objecto no final da exposição. (aqui)

I Fórum de Empregabilidade da Universidade de Évora


A Universidade de Évora organiza hoje, pelas 14.00 horas, na sala 124 do Colégio do Espírito Santo, o seu I Fórum de Empregabilidade. Um evento onde se pretende abordar os atuais desafios da empregabilidade, contribuindo para o aumento da eficiência do processo de procura de emprego por parte dos alunos da UE.
Para debate vão estar em cima da mesa questões como “a importância da realização de estágios”, “as tendências do mercado de trabalho”, “a forma como recrutam hoje as empresas” ou “as características/competências mais valorizadas nos candidatos”.
Contando com a presença de representantes de algumas das mais significativas forças vivas do tecido empresarial da região, os participantes vão ter oportunidade de adquirir competências transversais nesta área e de estabelecer contatos com alguns agentes económicos locais e de referência nacional, em particular Diretores de Recursos Humanos (RH).

O evento é organizado pelo Gabinete de Integração Profissional e Antigos Alunos da UE, contando com a presença na sessão de abertura do Vice-Reitor, Professor Manuel Cancela d’Abreu, cabendo o encerramento ao Pró-Reitor para as Relações com a Comunidade, Professor João Valente Nabais.

I Fórum de Empregabilidade | Programa resumido
14h00 - Sessão de Abertura
Manuel Cancela d’Abreu (Vice-Reitor)
Maria Manuela Santos (Gabinete de Integração Profissional e Antigos Alunos da UE)
Luís Pardal (Presidente da Associação Académica da Universidade de Évora)
14h30 - A importância dos Estágios
Teresa Dieb (Instituto de Emprego e Formação Profissional
15h00 – Onde nasce o novo emprego?
Debate com António Silvestre Ferreira (Herdade Vale da Rosa), Fátima Jorge (Universidade de Évora, Departamento de Gestão), Joaquim Nunes Correia (Diretor de RH, Grupo PT), Sara Dória (Diretora de RH, Embraer), Sofia Martins (Diretora de RH, Schreder). Moderação por Paulo Piçarra (Editor, Diário do Sul)
17h00 - Sessão de Encerramento
João Valente Nabais (Pró-Reitor para as Relações com a Comunidade) (nota de imprensa)

Sem comentários!


Não deixa de ser caricato o facto desta noticia, uma das mais importantes da cidade, não ter comentários. Está aqui desde as 18h e ninguém comenta. As 100 e tal pessoas que vão ser despedidas tem famílias, residem na cidade serão só por baixo perto de 500 pessoas que irão ter menos rendimentos, estes ira poder comprar menos coisas na cidade. Irão ter dificuldades para pagar as casas, as contas! Essas mais de 500 pessoas irão baixar significativamente o poder da cidade em geral! E não, porque não tenham encomendas na fabrica, apenas porque do outro lado do atlântico alguém faz mais barato! Alguém trabalha ainda em piores condições! E se isto só por si não é grave, a situação agrava-se quando todos os contribuintes portugueses são chamados a pagar a comparticipação aos mercados estrangeiros do dinheiro que foi colocado pelo Estado Português quando da abertura da referida fabrica! Foi com o dinheiro de todos nós que aquela empresa se instalou na cidade de Évora! Foi com o dinheiro de todos nós que comprou a maquinaria e a tecnologia! Porque o fizemos? Para criar postos de trabalho para portugueses! Mas agora a fabrica vai de armas e bagagens para o México! Leva a maquinaria e a tecnologia que nós pagamos e continuamos a paga ainda hoje! Vão felizes e contentes e nós para alem de tudo o que ja temos que pagar ficamos com mais 100 e tal pessoas a quem é necessário pagar o subsidio de desemprego e mais umas tantas a viver miseravelmente!
No entanto nada disto nos enfurece, o problema de Évora, é a limpeza das ruas e outras coisas que tais, para as quais bastava pegarmos numa vassoura para que desaparecessem!
É no mínimo caricato! 

Lurdes
19 Fevereiro, 2014 03:56

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A quem de direito na CME

O Parque Infantil da Malagueira está assim há quase dois anos


Á atenção dos serviços de Limpeza e jardinagem da CME.
O parque infantil do Bairro António Sérgio tem tampas de águas pluviais, retiradas deixando os buraco que já têm ocasionado muitas quedas.
Há vidros partidos, os equipamentos infantis danificados, pois é frequentado por adolescentes, que tudo desrespeitam. Há anos havia um policia de proximidade, sempre ia dando alguma segurança, hoje está tudo entregue aos vândalos, assim como o país.


Antonio Piteira
18 Fevereiro, 2014 22:26

Também o Parque Infantil da Malagueira continua moribundo. Portas fechadas, equipamento destruído, há pouco mais de um mês um incêndio destruiu o escorrega - lamentável. A situação arrasta-se desde o início do Verão de 2012 e nada tem sido feito para restaurar um dos únicos equipamentos deste género existentes no Bairro da Malagueira. Em Julho de 2012, a um post aqui colocado a denunciar esta situação, alguém comentava do seguinte modo: "Continuo sem perceber porque insiste em ‘entortar’ o que é linear e cada vez mais claro. Não se trata de qualquer “disputa de território”. É apenas a incapacidade técnico-financeira da CME para adaptar um espaço que é seu, às condições legais vigentes. É apenas, e só, a incompetência da gestão que conduziu a CME ao descalabro. Agora foi o PARQUE da MALAGUEIRA a fechar. Outros se seguirão. Tal como temos a ruas cheias de lixo e ervas, e tal como voltaremos ao tempo das ruas esburacadas. Tudo muito simples e linear. Só não vê quem não quer ver, ou prefere acomodar-se à explicação dada pelas teorias conspirativas da “disputa de território”. Enfim, é apenas a ‘excelência’ do PS, no seu máximo esplendor!"
As eleições já lá vão, a câmara mudou de mãos e de orientação política, e a "excelência" continua igual. Parque fechado, equipamento destruído e, tal como o comentário previa, ervas e ruas esburacadas. Será para continuar assim?

CJ

Trabalhadores da Kemet denunciaram hoje despedimento colectivo como sendo uma deslocalização


Cerca de 50 trabalhadores da Kemet concentraram-se ao princípio da tarde na Praça do Giraldo para protestarem contra o despedimento colectivo que a empresa quer levar para a frente.
Aos jornalistas, o delegado sindical na fábrica de Évora da Kemet Electronics, Hugo Fernandes, mostrou-se convencido de que os trabalhadores da unidade fabril têm um “argumento muito forte” para impedir o despedimento coletivo de 127 operários.
“Temos documentos internos da empresa com datas e materiais que foram deslocalizados para o México”, que são “um argumento muito forte na mesa das negociações”, afirmou o também dirigente do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI).
Hugo Fernandes afiançou que “esses documentos demonstram que o que está escrito nos fundamentos” do processo de despedimento coletivo na Kemet Electronics “não corresponde à verdade”.
“Há três ou quatro anos que a empresa deslocaliza mensalmente produtos, que deixam de ser fabricados em Évora e passam a ser feitos no México”, disse o sindicalista.
Segundo o delegado sindical, a multinacional norte-americana Kemet Electronics pretende avançar com o despedimento coletivo de 127 dos cerca de 310 trabalhadores da unidade fabril alentejana e encerrar uma das linhas de produção a 30 de junho para a deslocalizar para o México.
O responsável insistiu que “o que está por detrás do despedimento coletivo é uma deslocalização”, que “não é figura legal para um despedimento coletivo”, referindo que a empresa “recebeu muitos milhões de euros de apoio, desde o poder central ao poder local”.
Hugo Fernandes adiantou que está marcada para quinta-feira a primeira reunião de negociação, em que vão participar membros da comissão sindical, da comissão representativa, da direção da empresa e da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). (com LUSA)

oiça as declarações de Hugo Fernandes


Bloco de Esquerda solidário com trabalhadores da Kemet


Consciente da necessidade e urgência de união na luta contra o capitalismo, pela defesa dos direitos consagrados na Constituição, ao tomar conhecimento de mais uma tentativa para o despedimento de 127 trabalhadores da Kemet, em Évora, a Comissão Coordenadora Distrital de Évora não pode deixar de repudiar tais intenções e dar todo o seu apoio, aos trabalhadores no seu conjunto e às famílias sujeitas ao sofrimento, que daí advém.
É inadmissível, que mais uma vez, os interesses do capital se sobreponham aos interesses das pessoas, não mostrando qualquer preocupação pelos trabalhadores e famílias que afecta com as suas decisões.
Ainda há um ano, os trabalhadores se viram confrontados, com uma situação semelhante, tendo sido assumidos compromissos, por parte da empresa, que agora desrespeitam e vêm novamente ameaçar com os despedimentos.
Como se isso não bastasse, são feitas exigências de maior produção. Se é necessário aumentar a produção porquê os despedimentos? O normal seria contratar mais.
O Governo não pode esquecer os apoios dados à empresa e consequentemente tem de exigir que esta honre os compromissos assumidos.
Mais uma vez manifestamos o nosso apoio e solidariedade aos trabalhadores e à sua luta, mostrando a nossa disponibilidade para convosco lutar pela manutenção e estabilidade dos postos de trabalho.

A Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda em Évora

Trabalhadores da Kemet manifestam-se hoje em Évora (Rossio 14H), Praça do Giraldo (14,30H)


Está marcada para esta tarde uma concentração dos trabalhadores da Kemet, e da população que com eles se queira solidarizar, para o Rossio, às 14 horas, seguindo de seguida para a Praça do Giraldo. (aqui).
Para depois de amanhã, quinta-feira, junto à empresa, no Parque Industrial está marcada uma nova concentração de trabalhadores e da população em geral, pelas 8 horas.


A Fatura da Sorte

"Os impostos são aquilo que se paga para se ter uma sociedade civilizada." Foi o que afirmou o médico e poeta americano Oliver Holmes, no séc. XIX, e que me parece que todos devíamos sentir como uma coisa óbvia. E é por isso que me sinto um pouco triste com a nova fatura da sorte.
Aprendi a ser defensora da fatura desde que me explicaram os princípios básicos da economia e também entendo que medidas razoáveis que permitam diminuir a economia paralela são bem vindas. Das vezes em que sou levada a não corresponder a este princípio pago sempre caro, quanto mais não seja com a consciência a moer-me, como se de um lado estivesse o diabinho a dizer-me “vá lá, foi só para facilitar a vida às pessoas” e o anjinho a fazer-me prometer que “se depender só de ti, não embarques mais nessa”. Enfim, aprendemos sempre quando nos confrontamos com esses dois lados da nossa consciência. É pelo menos sinal de que a temos. É que enquanto o nosso dinheiro dos impostos for aplicado pelo Estado no bem comum (falo do Serviço Nacional de Saúde ou da Escola Pública, por exemplo) eles reverterão para nós. Enganá-lo é enganarmo-nos.
Estou triste porque, apesar de mudanças importantes conquistadas noutras áreas, não conseguimos, enquanto país, educar as pessoas para esta atitude cívica de dar a fatura sem ser preciso exigi-la, sempre que há uma transação. Sobretudo porque também o não fizemos utilizando na dissuasão a mais forte das técnicas de educação: o exemplo. Quem não se lembra das consultas do dentista (é uma memória muito minha e não qualquer preconceito com a classe) de preços diferentes com ou sem fatura? Mas há também os pedreiros, os mecânicos, os explicadores, etc, etc, já que todos nos sentimos no direito a exercer a “chico-espertice” generalizada e contaminante.
A medida da fatura da sorte segue-se a outras, como a que teve a ver com os reembolsos do IVA no IRS, nas áreas em que se terá percebido que a fuga seria maior, ou as medidas de controlo através de sistemas informáticos obrigatórios na vida financeira e contabilística das empresas. Claro que tudo isto nos parece mais injusto quando recebemos todos um valente “apertão” no imposto que se aplica àquilo que compramos para viver. Como se a seguir ao castigo viesse o prémio ou possibilidade dele. E é por isso também que mais do que nunca, com ou sem sorteio, não há que dar desculpas a que se carregue mais sobre os contribuintes. Se todos fizermos o que deve ser feito, não há desculpas.
Quanto a esta medida do governo, não deixa de ser embaraçante e parece um pouco terceiro mundista. Será preciso utilizar métodos típicos do negócio do jogo para pôr os contribuintes na ordem? Se calhar. Aguardemos.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Arraiolos - exposição “A Arte de Saber-Fazer”


O Município de Arraiolos e a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva inauguraram a exposição “A Arte de Saber Fazer”, no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, na Praça do Município em Arraiolos, e que vai estar patente de 13 de fevereiro a 11 de maio de 2014, de terça-feira a domingo, das 10:00 - 13:00 horas - 14:00 - 18:00 horas.
Na abertura desta exposição a Dra Sílvia Pinto (Presidente da Câmara Municipal de Arraiolos) e a Dra. Conceição Amaral (Diretora do Museu de Artes Decorativas Portuguesas, Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva) enalteceram a importância da exposição e da missão das duas instituições na defesa e salvaguarda do património cultural, quer nas artes decorativas em geral, quer para a especificidade do Tapete de Arraiolos.
A abertura contou com um momento musical pelo ARS Antiqua Ensemble, dedicado à execução e divulgação de repertório de música antiga, com a cantora lírica arraiolense Helena Lourenço.
A exposição “A Arte de Saber-Fazer: do Palácio às Oficinas”, produzida e realizada pelo Museu de Artes Decorativas Portuguesas - Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS), que contou nesta abertura, com uma demonstração das Oficinas de Talha e de Embutidos, procura alertar para a urgência de preservar, salvaguardar e divulgar o Património Imaterial Português do saber-fazer nas artes decorativas que a Fundação tem sabido manter e transmitir.(nota de imprensa)

Dizer não ao Tratado. Um desafio para as Europeias

Nas últimas semanas temos assistido ao início de uma campanha de propaganda ao Governo que continuará até ao final do actual programa de resgate financeiro e consequentes eleições para o parlamento europeu.
A mentira da retoma económica será repetida até à exaustão com o apoio da comunicação social e dos habituais comentadores de serviço.
A verdade é que a continuação da actual política, à semelhança do que aconteceu na Irlanda, irá continuar a degradar o Estado Social, a reduzir os níveis de vida das camadas da população mais vulneráveis (camada que será cada vez maior), a alimentar o desemprego e a empurrar para fora do país cada vez mais pessoas.
O Governo não está muito interessado em saber se existirá outro programa de resgate, ou programa cautelar, ou o que quer que seja, pois sabe que o caminho será determinado pelo Tratado Orçamental Europeu. Um Tratado que exige uma elevada carga de austeridade. Passos Coelho, Portas & Companhia estão confiantes, pois sabem que o caminho da austeridade e do controlo europeu sobre os orçamentos e défices nacionais tem o apoio do PSD e do CDS, mas também do PS de António José Seguro.
Será difícil enfrentar a mentira, mas cá estaremos para lutar com todas as nossas forças. Este Tratado Orçamental não nos serve, e será em torno do debate sobre este atentado europeu que a esquerda se deve unir. Esquerda que mais uma vez não se enquadra, infelizmente, neste Partido Socialista, que continuará a dizer uma coisa na oposição e a fazer outra enquanto governa. António José Seguro procurará falar pouco sobre o tratado Orçamental. Cá estaremos para o confrontar, pois ele, à semelhança de Passos e Portas são os grandes obstáculos ao crescimento, à prosperidade e à justiça social.
Porque é urgente Desobedecer à Europa da Austeridade…!
Até para a Semana.

Bruno Martins (crónica na Rádio Diana)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Associação Pão e Paz (Évora) precisa de leite e de azeite


Amigos

A PÃO E PAZ, como todos vós sabeis, está a dar refeições diárias, a quem a ela recorre. Sem todos vós tal não seria, nem será possível. Toda a ajuda é bem vinda e, como diz a nossa Presidente da Direcção, Maria Teresa, todos os dias temos Anjos a baterem-nos à porta com ofertas tão necessárias para a confecção da comida que damos.
Acontece que todos os dias nos aparecem novas famílias a pedir ajuda e não somos capazes de dizer que não! como se diz a alguém, que diz que não tem dinheiro para se alimentar, que está a passar fome, que não podemos ajudar? e assim temos, diariamente, cerca de 150 almoços (sopa, segundo, pão e fruta) e 150 jantares (sopa, pão, fruta, pelo menos). Damos ainda leite à Sexta Feira, a todos, e à Terça Feira às famílias com crianças.
Todas as ofertas nos são necessárias mas neste momento há dois artigos que não conseguimos ter em armazém: LEITE e AZEITE! o leite todas as semanas compramos o que, como devem calcular, se está a tornar demasiado dispendioso; o azeite, tão importante para podermos cozinhar, está a chegar ao fim o que temos em armazém...
Apelamos pois à boa vontade de todos os amigos, que nos ajudem mais uma vez. Recebemos de bom grado tudo o que nos quiserem dar mas principalmente, pedíamos LEITE e AZEITE.
As entregas poderão ser feitas no nosso refeitório, na Rua dos Penedos nº 13-C - Évora. Se preferirem, em vez dos géneros, doar-nos dinheiro para a compra dos mesmos, poderão efectuar transferência bancária para:
NIB - 0038.0274.05314478771.91
Qualquer contacto poderá ser feito para o telefone 266082770 ou para o e-mail paoepaz@gmail.com
Para todos vós vai o nosso muito obrigado!
Solicitamos que façam circular este e-mail, por favor, entre os vossos amigos.

Maria Angelina Mavioso

Beja: homenagem a Al-Mu'tamid este domingo

(clique para aumentar)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Évora: na Harmonia, às 23H


ALL ABOUT ME é uma nova banda portuguesa com base em Lisboa, onde se destaca a extraordinária voz de Maria do Carmo.
O grupo formou-se em fevereiro de 2013 e está prestes a lançar o seu primeiro EP de originais.
O projeto tem ambições nacionais e internacionais e promete trazer uma lufada de ar fresco ao panorama musical português, através de canções apaixonantes, sublinhadas pela voz inconfundível de Maria do Carmo.
Pop, Rock e Folk, ALL ABOUT ME é tudo isso e muito mais! Os temas são originais e cantados em Inglês. "Hanging Around", "Treated me wrong", "Repeating your name" e "What is it", são algumas das canções gravadas no novo EP.
Ao vivo, ALL ABOUT ME promete um espetáculo diferente, cheio de energia e melodias contagiantes, onde não faltam momentos intimistas e canções para todos os gostos.

Este sábado à noite no Armazém 8


Évora: escritor Afonso Cruz esta tarde na "é neste país"


15 de Fevereiro de 2014 . 16:00H
.
Integrado nas comemorações do aniversário
É Neste País Há 4 Anos!

Entrada livre

No Évora Inn Concerto de Taças Tibetanas, Cristal e Gongo, às 21H




Segundo a filosofia Oriental o ser humano surgiu do som, sendo portanto Som.
“As Taças de Som Tibetanas são originárias da cultura xamanista pré budista dos Himalaias e a sua utilização data da Era do Bronze. Produzidas manualmente com uma liga de diversos metais (podem chegar a ser 14), nos quais se inclui a platina, o ouro, a prata ou o bronze, conseguem fazer vibrar cinco tons simultaneamente, mantendo a sonoridade durante vários minutos.”
As vibrações sonoras das Taças e Gongo, penetram as células do corpo, espalhando-se em ondas concêntricas que ressoam em cada átomo e molécula do ADN. 
Se nos lembrarmos que o nosso corpo é constituído por cerca de 70% de água, é o mesmo que acontece, quando uma pedra cai no lago e surgem ondas concêntricas que se alastram a toda a superfície da água, onde cada molécula é colocada em movimento.
Entrada mediante donativo com valor a decidir por cada um. Não é necessário marcação, mas a sala tem um número de lugares limitado. 
O Som sabe para onde dirigir-se.
Uma oportunidade para relaxar, harmonizar, viajar pelo nosso mundo interior, na magia e envolvência dos sons primordiais.
Um deleite para a alma. 
Concerto por donativo.

Évora Inn
Rua da República, nº 11
7000-656 Évora, Portugal

Évora: Apresentação do livro “Reforma Agrária – A Revolução no Alentejo”


O Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, em Évora, irá acolher a sessão de apresentação do livro de José Soeiro “Reforma Agrária – A Revolução no Alentejo”, no próximo dia 15 de fevereiro, pelas 15:30h.Organização conjunta da Câmara Municipal de Évora, da editora da obra, a Página a Página, e da Associação Povo Alentejano (APA), a iniciativa enquadra-se no programa das comemorações do 40.º aniversário da Revolução de Abril de 1974 pela autarquia eborense. O livro será apresentado pelo presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, numa cerimónia que contará ainda com a presença do autor e de Abílio Fernandes, em representação da APA.
“Reforma Agrária – A Revolução no Alentejo” é um livro que descreve o processo da reforma agrária, e também o de contra-reforma, no distrito de Beja entre 1974 e 1977. Para o autor, José Soeiro, a reforma agrária é “uma das conquistas da revolução de Abril” e representou a mais “audaciosa” transformação social desde sempre ocorrida nos campos do Alentejo. A obra, afirma também o seu autor, é um depoimento “sustentado em documentação e notícias da época” que explica que “a reforma agrária não foi uma aventura nem um assalto”, mas um processo em que os trabalhadores tiveram um papel fulcral.
Ao longo dos 15 capítulos por que é composto o livro, José Soeiro conta na primeira pessoa os factos que estiveram na origem da reforma agrária naquela zona do sul do país, assim como os acontecimentos que levaram à sua extinção e as perdas daí decorrentes.
Anteriormente sindicalista, membro do comité central, da comissão política e do secretariado do comité central do PCP e também deputado por este partido na Assembleia da República, José Soeiro define-se ainda como trabalhador agrícola.