quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

QUERCUS: Mina da Boa Fé, um dos piores factos ambientais de 2013


Declaração de Impacte Ambiental favorável ao Projecto de Exploração Mineira da Boa Fé, Évora no Sítio de Importância Comunitária de Monfurado (Rede Natura 2000)
O Governo decidiu viabilizar a instalação de um complexo de exploração de depósitos mineralizados auríferos numa área total de 99,56 hectares na freguesia de Nossa Senhora da Boa Fé, concelho de Évora, estando parte da área projectada dentro do Sítio de Importância Comunitária de Monfurado (Rede Natura 2000). As incertezas próprias das flutuações da cotação do ouro nos mercados internacionais e a falta de garantia da assunção dos riscos e custos associados à implementação de todas as medidas previstas para a requalificação da área, bem como para a prevenção, monitorização e controlo de eventuais situações de acidentes futuros, demonstram que se trata de uma iniciativa arriscada que só poderá vir a trazer, como o histórico da atividade mineira em Portugal tem comprovado, mais custos para os contribuintes num futuro próximo. A crise económica que o país atravessa não deve ser motivo para deixarmos de ser exigentes com a preservação do Ambiente e apostarmos em atividades económicas compatíveis com a conservação dos recursos naturais renováveis, o que certamente não é o caso deste tipo de projetos com grandes riscos e impactes muito consideráveis no património natural do País. (aqui)

8 comentários:

  1. «O Governo decidiu viabilizar a instalação de um complexo de exploração de depósitos mineralizados auríferos numa área total de 99,56 hectares na freguesia de Nossa Senhora da Boa Fé...»

    Afinal, o tal parecer da Câmara PS [o anterior executivo emitiu um parecer desfavorável em sede da Comissão de Avaliação do Estudo de Impacte Ambiental desta Exploração Mineira (afirmando que não era evidente a geração de benefícios para as populações locais e referindo, sobretudo, as desvantagens ao nível ambiental)], apontado elogiosamente pelo nosso amigo Bruno Martins, não serviu para nada.

    ResponderEliminar
  2. As avestruzes, quando não vislumbram solução para os seus problemas, correm a procurar um buraquito e enfiam lá a cabeça. ficam mais tranquilas porque deixam de ver o que as perturba, depois tramam-se... enfiar a cabeça num buraco é que não serve para nada!
    Pode até ser confortável, mas mais tarde, quando desencalham e olham em volta, normalmente não gostam do que vêem. Tudo aponta para que as consequências desta exploração mineira sejam devastadoras, e de certeza que quem lucrará com elas não será a população. Como não lucra nem lucrará com as privatizações feitas em sectores fundamentais da nossa economia.
    Passará a serra de Monfurado a ser uma pocilga dourada, como convém aos do costume e passará o Alentejo a ser cada vez mais um deserto habitado pelos que não conseguem sair.
    Mas, claro está! A culpa é do Bruno Martins e de todos os que chamam a atenção para aquilo que se passa.
    Isto enquanto alguns não receberem instruções para tirar a cabeça do tal buraco... aí sim! as coisas passarão a ser diferentes...

    ResponderEliminar
  3. Vamos lá aprender qualquer coisa, ok?

    A Avestruz enterra a cabeça na areia quando tem medo de alguma coisa?

    A cena é típica de desenho animado, mas não passa de mito. Quando sente medo, a avestruz normalmente sai correndo, como a maioria dos animais. Ou ataca, quando se vê ameaçado e não tem para onde correr. Mas jamais enterra a cabeça. Essa lenda certamente tem origem no seu hábito de ficar esgravatando no meio da vegetação rasteira. Extremamente curiosa, essa ave baixa a cabeça para vasculhar o terreno e apanhar com o bico tudo aquilo que achar interessante.

    "Esse comportamento típico, associado aos desníveis do terreno, induz quem observa a avestruz de longe a acreditar que ela enterrou a cabeça no chão por algum motivo", diz Oriel Nogali, biólogo da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Segundo Oriel, a ave também costuma agachar e esticar o pescoço rente ao chão para se defender de predadores. "É uma estratégia de camuflagem, que também pode ter alimentado a confusão", diz o biólogo.

    ResponderEliminar
  4. Mais um corte nas Pensões.



    Cavaco,Portas e Passos estão a lançar na Miséria os reformados.

    ResponderEliminar
  5. 15:08
    Melhor ainda! Obrigado pelo reforço!

    ResponderEliminar

  6. RECOMENDAÇÃO APROVADA POR UNANIMIDADE
    https://www.facebook.com/notes/construir-alternativa/recomenda%C3%A7%C3%A3o-sobre-a-explora%C3%A7%C3%A3o-mineira-para-a-zona-da-boa-f%C3%A9/689718524393561

    ResponderEliminar
  7. @03 Janeiro, 2014 11:40

    Ninguém diz que a culpa é o Bruno Martins. O que se vai dizendo é que o Bruno Martins tem mostrado uma certa dificuldade em identificar os responsáveis pela barbárie (e, na opinião da Rádio Diana desta semana, até conseguiu fazer-lhes um comentário elogioso).

    O que se tem dito do Bruno Martins é que tem uma tendência para confundir a nuvem com Juno e que não foi capaz de perceber que o parecer do anterior executivo de nada vale quando confrontado com a inscrição em PDM, na passado mês de Fevereiro, desta exploração mineira.
    Aliás, como agora se viu com a "Declaração de Impacte Ambiental" favorável ao Projecto de Exploração Mineira da Boa-Fé.

    ResponderEliminar
  8. 16,35 80% da despesa do estado são pensões e ordenados,claro que os cortes só podem ser ai,o tribunal constitucional não quer mexidas nos ordenados nem que se faça despedimentos na função publica restam os reformados.
    Agora falam de Passos Portas e Cavaco e os outros Mário Soares Guterres Sócrates que criaram este monstro de divida e este peso brutal sobre os contribuintes.

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.