quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Protagonistas

1 – Esta semana está naturalmente marcada pelo desaparecimento de Eusébio.
O país e o mundo renderam-se em homenagens e lágrimas ao Homem e ao desportista que imortalizou um estilo e averbou vitórias para o seu clube de sempre e para Portugal, engrandecendo as suas gentes e elevando bem alto o nome do país.
Portugal e o mundo homenagearam também na morte e luto de Eusébio todos os portugueses e portuguesas que como ele souberam ser maiores, para além dos momentos da glória efémera e por isso perduram muito para além do seu desaparecimento físico nesta existência terrena que é a vida.
Resta agora esperar que o país político, leia-se a Assembleia da República, saiba também cumprir com o seu papel, propondo a trasladação, a devido tempo, dos restos mortais de Eusébio para o Panteão Nacional, porque um país e um povo têm o dever de honrar a história e memória dos seus heróis e este é o caso.
2 – Passado por esta tragédia nacional para um segundo plano, o país reflecte, ainda, a mensagem de ano novo de Cavaco Silva onde faltaram referências a uma europa agora mais preocupada com os resultados do programa de ajustamento em Portugal.
Vem esta nota a propósito da europa a que pertencemos parecer ter agora despertado para os factos menos bons do programa de ajustamento que o país vem assumindo desde a sua falência em 2011, e à visita de parlamentares europeus, incluindo 5 portugueses, que supostamente vieram “avaliar” o impacto das medidas da troika.
É caso para dizer que chegaram tarde e a más horas e apenas se juntaram ao inúmero coro de fazedores de milagres que por cá temos sem nunca se perceber muito bem o que fariam de diferente, se fossem eles governo.
Fica claro que esta visita já se faz numa onda de proximidade de eleições europeias e se de facto a europa não tem sabido cuidar dos seus é também facto relevante que devemos assumir um protagonismo de intervenção europeia mais activo e exigente.
Quanto aos protagonistas, acredito que o PSD repetirá a bejense Professora Maria da Graça Carvalho, que recebeu o prémio melhor deputado ao Parlamento Europeu, em 2011.
No PS, Zorrinho na direcção do laboratório de ideias e na coordenação do programa do partido para 2015, pode ver cair por terra o sonho que já Guterres adiara em 1999 e, afastado que estará desta corrida António Serrano, pode repetir Capoulas Santos o lugar elegível que o torna hoje um dos mais conhecidos eurodeputados portugueses com trabalho e resultados visíveis nos temas da PAC.
No PCP, com João Oliveira na liderança da bancada parlamentar e Pinto de Sá na presidência da Câmara de Évora, tudo aponta para que o representante Alentejano nas listas possa sair das estruturas do Baixo Alentejo ou do Litoral Alentejano, ainda que em lugar não elegível.
Aguardemos pois, com expectativa, quais os actores políticos da região que integram as listas, por acreditar deles ser também o dever de lutar por um Alentejo mais desenvolvido economicamente, socialmente mais justo e capacitado para o esforço épico de (quase) refundar o país.
Continuação de Boa Semana

Silvino Alhinho (crónica na rádio Diana)

8 comentários:

  1. O Parlamento Europeu está distante dos portugueses, assim como dos restantes europeus.
    Direi que talvez esteja mais distante ainda dos portugueses, numa altura em que tantas dificuldades tem passado, e continuam a passar, sem sentirem que aqueles homens e mulheres eleitos um belo dia e a ganharem de forma tão razoável, com tantas mordomias, não tenham tido qualquer papel crítico e consequente nos desígnios do país. De um país cada vez mais pobre e desigual.
    O cidadão comum questiona-se quanto à eficácia do papel de tantos políticos dos mais variados quadrantes. Cada vez mais os eurodeputados estão distantes da realidade, tal como estão os políticos que foram escolhidos pelos mesmos cidadãos.
    No meu entender há em tudo isto uma dose de perversidade e vazio, que é proporcional à pessoa de cada político e que não serve a maioria dos portugueses.
    Seria muito bom que houvesse alterações a nível de eleições e da representatividade que sai das mesmas.
    Neste momento o que temos no nosso regime político, é grupos de indivíduos que se filiam em partidos, com um único objetivo: Ascender na vida social, sem qualquer trabalho nem prestação de provas dadas, tal como exigem neste momento a muitas profissões. Aqui já é meio caminho andado para se safarem. Ao chegarem lá e com a proteção e bênção dos mais poderosos, tem a vida facilitada.
    Mais, arrastam com eles um mundo de influências que vai desde a banca ao mundo da justiça e mundo empresarial. Todos estão conectados e decidem em conjunto a vida daqueles que um dia os elegeram.
    As pessoas, deixaram de contar para eles a partir do minuto em que depositaram o voto na urna.
    Penso que não há muitas dúvidas. É ser inteligente, estar informado e ver o que tem acontecido com este governo, que tem poupado todos os poderosos em detrimento dos restantes portugueses que um dia lhe deram o lugar que tem.
    Foi por assim ser, que Portugal chegou á banca rota e continua a não se conseguir auto sustentar.
    O poder atrai de tal forma, que quem entra nele raramente sai.Vai apenas mudando de lugar com as influências que foi conquistando e somando ao longo da sua carreira política. Tem carreira garantida sem qualquer esforço. Muitos conhecimentos, muito dinheiro, para poderem comprar tudo o que a riqueza lhe dá.
    O que recebem além do ordenado, que é muito acima da média de qualquer português licenciado, tem ainda dinheiro para despesas de representação, carros para se fazerem transportar, cartões de crédito, e já agora porque não falar do restaurante da Assembleia da república que ao que parece é digno de um hotel de 5 estrelas pago com uma insignificância. Pago claro está, pelos contribuintes
    Enquanto isto, existe o mundo real.
    Os desempregados sem qualquer subsídio. Os que recebem subsídio, mas descontam uma taxa ainda. Os que entregam a casa ao banco por terem ficados sem empregos e outros com empregos mas que sendo funcionários públicos lhe tem reduzido de tal forma o vencimento que já não conseguem pagar.
    Espero bem que as pessoas tenham bem presente na altura das eleições, quer sejam elas para o parlamento europeu ou para cá, o tipo de indivíduos que nos tem governado após o 25 de Abri.
    Algo terá que mudar.
    Confio ainda nos portugueses que tal como eu possam pensar.
    Não se deixem fascinar por este tipo de gente, que um dia assaltou o poder e com o poder que o mesmo lhe confere, arruinou de tal forma o país que nos colocou nesta desgraça que será de difícil saída...

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  2. PORRA são sempre os mesmos.........os partidos estão velhos,não passam de um grupo onde se fazem negócios........Vazios de Ideias e Projectos.........com o FIM do socialismo Real e da Social-democracia.........vivemos tempos dificieis para sairmos desta situação.

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  3. Comentador das 20h 36m:
    O que o aborrece no 1º comentário?
    Acha que não se passa o que lá está descrito?...
    Contraponha com factos e com a realidade.

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  4. Este rapaz tem apenas um nome correto.... Barata... COnversa Barata, Inteligência Barata, Análise Barata, escrita barata. tudo Barata... podia devolver os nomes Silvino, que vem do latim Silva, que significa bosque, floresta, mato....e Alhinho, pequeno alho, Ou será que o nome é mesmo um todo coerente com a personagem? já não sei

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  5. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  6. É lamentável que um dos comentários tenha sido removido, porque a sua substância incomodou o autor do texto.
    Por acaso já aqui tinha passado e lido todos os comentários, inclusive o que foi retirado.
    De ofensas ou linguagem menos própria, nada tinha, apenas estava bem escrito e focava a realidade. A tal realidade que ofendeu quem é de determinada cor política e que tem dificuldade em conviver e aceitar o contraditório.
    Podia tê-lo feito...
    Cada vez tudo isto me faz parecer mais que caminhamos para a falta de liberdade de expressão.
    Se é certo que não concordo com impróprios e linguagem ofensiva, penso que o comentário que foi retirado, não tinha nada disso, pelo contrário.
    É interessante verificar tudo isto...

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  7. qualquer um agora se diz cronista.
    este alhinho deixa muito a desejar.
    só palavreado barato,que nada diz.
    uma autentica conversa da treta.

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  8. Penso que o comentário retirado, fazia parte de um outro texto e não deste.
    Confusão então...

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