sábado, 11 de janeiro de 2014

O Museu da Música e o Évora Mosaico: algumas precisões


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Era espectável a reacção desta risível criatura ao conteúdo do meu texto. Enfiou e bem a carapuça até ao fundo das orelhas. Serviu-lhe e bem e não precisei de recorrer como ele ao insulto gratuito e grosseiro. Apenas me baseei em factos.
Tal como apenas quero comentar a sua frase de que «ninguém em Évora, é mais culpado das ilusões de instalação da instalação do Museu da Música e do adormecimento da vigilância citadina do projecto, do que o próprio Frota, coordenador da defunta revista Évora Mosaico». E mais diz, que no seu nº. 9, respeitante ao trimestre Abril-Maio-Junho 2011 eu dei tratamento ao tema «garantindo a instalação do Museu no Convento até 2014». 
Ora, eu lamento muito mas tenho de chamar mentiroso a este senhor. O que escrevi já no final do texto foi: «A concretizar-se o projecto (e tudo indica que sim) será o primeiro museu nacional a instalar-se fora de Lisboa».
Ora do que escrevi nessa altura já todos os órgãos nacionais e regional de comunicação social haviam dado conta a partir do anúncio feito por Gabriela Canavilhas em 2009, assumindo-o com um compromisso estratégico nacional.
Mas já que se refere ao tratamento do caso na "Évora Mosaico" no trimestre de Abril a Junho de 2011, pode ficar a saber que ele teve realmente uma intenção precisa que não «passou por nenhum frete propagandístico prestado à Câmara Socialista» como insinua. 
Recordemos que no dia 23 de Maio desse ano, José Sócrates, demitiu-se na sequência do chumbo do PEC 40 ,o que implicou como é óbvio a saída de Gabriela Canavilhas. Só houve eleições a 5 de Junho e o novo Governo só tomou posse a 21 de Junho. 
Por minha iniciativa, e até porque a Évora Mosaico não tinha dedicado sequer uma linha ao projecto da transferência do Museu da Música para o Convento de S.Bento eu entendi que era a altura certa para o fazer. Embora se tratasse de um compromisso estratégico nacional, nunca fiando, e os governos em Portugal eram useiros e vezeiros em fazer "tábua rasa" daquilo que os outros assumiam.
De modo que quando o Governo foi conhecido e se verificou que não haveria Ministério da Cultura fui de opinião que se deveria exercer alguma pressão para o amarrar ao compromisso. E realmente Francisco José Viegas veio a terreiro confirmar a manutenção do projecto.
A Évora Mosaico apenas tirou mais dois números por razões já conhecidas.Foi assim que eu contribuí para o adormecimento da consciência. Desde Junho de 2011 até 3 de Dezembro de 2013 ninguém mais falou no assunto nem quis interpelar nos locais devidos ou nas instituições próprias qual o andamento do processo.
Termino dizendo que o interesse de Évora é o único que me motiva, de resto estou-me nas tintas para os interesses dos actuais partidos. Absolutamente borrifando.
Uma coisa pode ter a certeza: só a morte me calará ou então quando não houver nenhum espaço onde possa escrever.

19 comentários:

  1. Como os leitores podem verificar na imagem reproduzida (ou mais pormenorizadamente em http://www.cm-evora.pt/NR/rdonlyres/981DD0EC-B873-4D2B-87FE-192EB7BDD91B/0/MOSAICO9.pdf)nada de significativo distingue a capa da revista Évora Mosaico, coordenada pelo autor do texto, da primeira página do Diário do Sul reproduzida no post das 10:30. O Frota também estampou na capa o convento de S. Bento de Cástris e, a parangonas, anunciava "o novo museu da música".

    Além disso, como pode ser visto no interior da publicação, intitulava o artigo "convento de s. bento de cástris recebe museu nacional da música", assim mesmo, categórico, sem nenhum condicional, exactamente o mesmo título, sem tirar nem acrescentar uma palavra, da capa do Diário do Sul.

    Todo o artigo é o Frota, acrítica e subservientemente, a servir a ilusão e a propaganda socialista local, que precisava de disfarçar a indigência da sua actividade e preocupações culturais, da anunciada vinda do Museu em 2014, chegando mesmo a acrescentar, a seguir à frase que reproduziu do final, com o parêntesis bem elucidativo que lá está e ninguém lhe tira, a exageradíssima e disparatada afirmação de que "Em Évora aguarda-se com expectativa o começo da obras no Convento de S. Bento de Cástris".

    Expetativas goradas, pelos quais devem ser justamente responsabilizados os poderes que as alimentaram e os jornalistas mercenários que as andaram a promover.

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  2. Expectativas de recepção do museu em Évora, em plena crise económica, com os substanciais investimentos para recuperar e adaptar o Convento e um governo e uma câmara falidos? Não se notou nada, só tolinhos podiam ter dessas expectativas. No máximo, o que houve foi alguma excitação junto dos acólitos do Zé Ernesto e do seu sacristão Frota. Mas as duas capas falam por si, pela boca morre o peixe...

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  3. 23:12

    Li atentamente a notícia sobre o Museu da Música e não encontro quaisquer triunfalismos nem me passaria pela cabeça dizer que o jornalista José Frota era responsável por isto ou por aquilo. Ele escreveu um artigo sobre o que o governo tinha garantido na altura -e nada mais. O seu facciosismo é que é doentio - não o do J. Frota. Se fosse feito agora este anúncio (mesmo pelo governo de Passos Coelho) gostava de o ver a si e aos seus amigalhaços do PC... até dançavam em pontas!
    Mas, de qualquer modo, obrigado por me ter lembrado a existência do Mosaico - uma boa revista em Évora e em qualquer lado. Todos gostaríamos que quando a Câmara do PC obrasse, editando um boletim, jornal ou mesmo revista, obrasse com a mesma qualidade. Mas por este início de mandato a coisa parece estar preta de mais.

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  4. O Museu era mais uma aldrabice sem interesse para Évora, mas a cargo de Évora.
    Como o Museu do Design.
    Foi assim que levaram a câmara e o país à falência.

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  5. O Frota lamenta que Évora tenha perdido o Museu da Musica.
    Mas não esclarece objectivamente o que é que Évora perdeu.
    Ou será que ficámos a ganhar?

    Cada vez mais assistimos a campanhas de propaganda a favor deste ou daquele investimento do estado, como coisa óbviamente excelente, apresentado em termos demagógicos e populistas, sem quaisquer argumentos que permitam a sua avaliação, e calando a oposição mais esclarecida.
    São verdadeiros embustes para roubar o estado e os cidadãos.
    Por exemplo:
    - O aeroporto na margem Norte/Sul
    - A destruição dos estaleiros
    - O encerramento e privatização dos serviços públicos
    - Etc.
    e em Évora
    - O Multiusos e a Praça de Touros
    - O Espírito da Selecção e o Estádio da Silveirinha
    - O roubo das águas municipais
    - O Museu de Design
    - A exploração mineira na Boa Fé
    - Etc.

    Que sustentação tinha o Museu da Música?

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  6. Acrescentem-se ao embuste
    - o TGV
    - as pontes sobre o Tejo
    - a exploração mineira em Castro Verde
    - o aeroporto de Beja

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  7. Ó Frota, esqueceste-te de assinar o comentário da 01:21

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  8. Pessoas mal formadas estas que, a coberto do anonimato, usam o tratamento "o Frota" isto, "o Frota" aquilo. Não é José Frota que fica diminuído. Quem fica diminuído é quem faz esses comentários e, obviamente, o próprio comentário fica diminuído.

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  9. Ao anónimo palerma das 14:28. Não me esqueci de assinar o texto das 01.21 porque, em primeiro lugar, ele não me pertence, e em segundo lugar, porque não sou cobarde como tu e assumo as responsabilidades das minhas acções.
    Ontem depois de jantar não voltei aqui porque tenho outros afazeres e interesses que não passam por dedicar toda a noite ao computador. E à O1.21 já dormia regaladamente.Hoje, foi dia de anos aqui em casa e outros valores mais altos se alevantaram. Só agora decidi passar pelo "a cinco tons" para recolher o " bouquet" de má educação com que o PCP habitualmente presenteia, ainda que não fosse eu o aniversariante em causa.
    Nada me surpreendente a não ser a não ser a do bronco já citado.
    De tudo o que já li cheguei porém a uma ilação: toda a gente fala do Museu da Música, mas ninguém sabe que fala.Pelo aqui lido, terei sido um dos raros eborenses a ir conhecê-lo, a expensas minhas esclareça-se , quando Gabriel Canavilhas, anunciou a sua transferência. É que nós os jornalistas (os verdadeiros, não as caricaturas) têm o péssimo defeito de só falar sobre coisas de que possuem verdadeiro conhecimento de causa. Agora as máscaras de vereadores, assessores e acólitos, funcionários e outras coisas mais. falam de tudo sem saber de quê.
    Fazendo o apanhado dos comentários efectuados pelos apaniguados do PCP concluí-se que na sua óptica:
    1) o Museu da Música era dispensável em Évora. Neste contexto não se compreende a reacção da actual maioria contestando a decisão do governo transferi-lo para Mafra. Logo a alusão a lágrimas de crocodilo não pode ter melhor aplicação
    2) O Museu da Música não tem qualquer interesse e foi isso que tentaram impingi-lo para Évora. Foi por isso outros municípios tentaram que Pedro Passos Coelho emendasse a mão de Gabriela Canavilhas e desfizesse o compromisso assumido. Mafra ganhou a corrida e embandeirou em arco com a vitória nessa corrida.
    3)Os responsáveis dos outros municípios interessados em recebê-los, incluído os Mafra,são todos estúpidos. Gente inteligente só a do PCP de Évora, no qual a perda da "porcaria" do Museu foi recebida com inequívoco alívio, mas os eleitos tiveram de fazer o seu número de indignação para inglês ver. Para os mastins de serviço ficou a desinformação habitual e os insultos a quem se opusesse.
    4) A cidade não deve ser promovida mas sim o PCP
    5) A cidade deve servir o PCP e não o PCP servir a cidade.
    6) Quem não é do PCP deve ser escorraçado de Évora não lhe sendo consentido o exercício da liberdade de expressão.
    7) A autarquia quando liderada pelo PCP é dona da verdade absoluta pelo que as suas decisões são indiscutíveis.

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  10. Ou seja:

    1. O PS prometeu o museu para Évora e o Frota logo se apressou a divulgar a "novidade".

    2. O goês do PSD (isto não é um "bocado" racista?) roeu a corda.

    3. Por isso o museu não vem para Évora e, na opinião "isenta" do Frota, a culpa é do PCP (parece que a Paula Amendoeira também tem qualquer culpa no cartório, do arrazoado não se percebeu muito bem).

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  11. Obviamente o Senhor Frota não está interessado em explicar-nos qual o interesse e a sustentabilidade de um Museu da Musica em Évora.
    Ora bolas!

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  12. Não sei de quem é a culpa e, neste caso, não quero saber. Sempre achei que um museu naquele local não fazia sentido. Seria mais um elefante branco para os contribuintes sustentarem. Abençoado goês.

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  13. Parece que o Frota ainda anda a sofrer de azia?

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  14. 21:47
    O senhor José Frota,nao anda a sofrer de azia,óh besta.
    O José Frota,conhece é muitissímo bem os PULHAS DO PCP DE ÉVORA.

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  15. Ó Frota, porque é que não assinas todos os comentários?

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  16. E tu, porque não assinas nenhum?

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  17. Como é normal só anormais, não se aprende nada aqui!!!! FD-S

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  18. 17.45 queres aprender o qué? a doutrina comunista? viver sem trabalhar?
    entao vai para os teus camaradas do mais evora.

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