sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"Diário do Alentejo" de hoje


3 comentários:

  1. Por entender que é do interesse geral dos eborenses, o conhecimento da situação actual da Sé de Évora, julgo que poderia ser dado o devido destaque a esta petição neste blogue. O texto é consultável aqui:
    http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72080

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  2. Beja na primeira linha da inovação hospitalar: enfermarias mistas!

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  3. ... Não leio semanalmente o DA mas, como se percebe, vejo quase sempre as *gordas* das suas primeiras páginas no A Cinco Tons (já que não consigo perceber os títulos + pequenos). Ora, também nesta semana não é para mim claro o *enquadramento* e o efeito mediático que se pretende: 255 queixas são 255 queixas de roubos?...

    Explico-me melhor (que pode ser o pior): parece-me que o DA quer dizer que existem 255 queixas na GNR, alegadamente dos proprietários, e que existe um número indeterminado de incertos (os *suspeitos do costume* e, entre eles, centenas ou milhares de imigrantes sazonais no Baixo-Alentejo) que é urgente trazer à luz do dia (porque roubam?). Suspeitos esses e imigrantes que não se queixam, já agora, porque estão envolvidos num *sistema* em rede que em tudo é parecido ao trabalho escravo (alojamento em senzalas, ausência de rendimentos, uns tostões para a alimentação quotidiana, indocumentados temporários, ..., coisas de que os proprietários são coniventes). Ou o DA quer dizer que há novidades no facto de os proprietários tradicionais (descendentes, por herança, divisão de partilhas, etc.) terem passado a conviver com grandes investimentos de capital estrangeiro e ambos, para além do binómio inovação tecnológica e exploração intensiva, trouxeram também um maior aparato burocrático (seguros, créditos bancários, contratos com empresas de trabalho temporário e de *empreendedores*, apoio jurídico avençado, etc.) que, qualitativamente, parecem anunciar que algo está a mudar?

    Como disse, não leio o DA e parece-me ser árduo encontrar séries estatísticas sobre a existência do *roubo* agrícola nos campos alentejanos mas, por mim, enquadraria primeiro essas queixas dos proprietários não através de um fenómeno mediático novo que tenha apenas que ver com a imigração sazonal. Até porque me parece que os alegados roubos devem ser compreendidos num continuum onde se conseguem perceber as acções da antiga *lei e ordem* levada a efeito pela GNR sobre os trabalhadores agrícolas, as estratégias de sobrevivência das comunidades locais (na linha das *armas dos fracos*, de James C. Scott), o nomadismo e a omnipresente ciganofobia tão portuguesa sobre os *suspeitos do costume* e, se novidades houver, em tudo o resto que referi anteriomente.

    Assim é como a côdea de pão que aquece o estômago mas, a longo prazo, pode estragar os sorrisos.

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