segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Bullying socialmente aceite?

A gravidade do triste acontecimento decorrido na praia do Meco trouxe para a ordem do dia o tema das praxes. É pena que seja necessário acontecer uma fatalidade destas dimensões para que este tema seja debatido. Muitos cidadãos deste país têm alertado para a gravidade de algumas práticas levadas a cabo em nome da praxe, mas o assunto nunca foi debatido de forma séria.
Não pretendo cair no extremo simplificado de dizer que sou contra a praxe académica. Aliás, praxe enquanto costume e/ou rotina pode ser uma coisa positiva. Basta, para tal, que consigamos que os jovens estudantes universitários desenvolvam uma rotina de recepção saudável dos novos alunos e que a tradição académica passe a ser repleta de solidariedade e de camaradagem.
O que vemos nas nossas Instituições do Ensino Superior, ano após ano não se pode denominar de praxe, mas de bullying, e do mais puro. Práticas mais ou menos violentas, que causam maior ou menor impacto nos caloiros, mas sempre práticas caracterizadas pela humilhação, por uma relação clara entre opressor e oprimido, entre alguém que se coloca hierarquicamente superior a outro e que por isso se vê legitimado a mandar fazer tudo aquilo que lhe vem à cabeça.
Dizem que existem vários tipos de praxes. Dizem que muitos dos que são praxados gostam. Talvez seja verdade. Mas se perguntarmos aos praxados e também àqueles que praxam, se seria viável substituir as hierarquias e as praxes como elas são implementadas, por um conjunto de práticas saudáveis de integração, que envolvessem jogos, dinâmicas de grupo, passagem de conhecimentos, tudo isto sem a necessidade de hierarquias ou opressões. Se calhar, teríamos a agradável surpresa de ver que a maioria dos alunos assim preferiria.
Neste momento, todos sentem que não existe alternativa. É-lhes dito por aqueles que se denominam donos da tradição, que a coisa tem de ser assim, Curioso, como os que se apoderam da tradição, são, normalmente, aqueles que não conseguem tirar da universidade qualquer outro proveito que não a satisfação patológica de mandar nos outros, de se sentir doutor, de se sentir superior. Talvez por pensarem que não poderão sentir-se bem consigo mesmo de outras formas. Talvez…
É bom que de uma vez por todas nos juntemos e reflitamos sobre o porquê da perpetuação destas práticas. Porque é que os nossos jovens necessitam desesperadamente de ser tratados por doutores? Porque é que necessitam desesperadamente de assumir o controlo sobre os outros? Porque é que lutam para se sentirem superiores a qualquer custo? Será que a nossa sociedade e o seu modelo de valorização egoísta, desumanizado e agressivo não terá nada a ver com a necessidade de praxar desta forma? Não seremos todos nós praxados todos os dias? Não somos submissos, e à primeira oportunidade ditadores? Não sofreremos nós todos os dias, e à primeira oportunidade inflijamos dor nos outros? Quais os nossos modelos saudáveis de relação com os outros? Onde está a solidariedade? Onde está a camaradagem? Onde está o pensamento sobre o bem comum?
E as Instituições do Ensino Superior? Que responsabilidade têm? Que têm a ganhar com a continuação da praxe académica? Que ganham com uma acefalia generalizada? Que ganham com estudantes entretidos com praxes e pouco preocupados com a gestão da sua própria instituição e com a política educativa do país?
Praxe é sinónimo de costume, de rotina. E você, a que é que está acostumado?
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na Rádio Diana)

13 comentários:

  1. Bruno as praxes da UE = Campos Nazi Dachau e Auschwitz.
    Já basta o dinheiro que os pais gastam em propinas e alimentação, para ficarem no desemprego ou emigrar.
    Basta dux nazis, vão trabalhar o povo de Évora abomina a verborreia, o insulto sexual e não só a que ficam sujeitos, para além do vómito com o qual conspurcam a cidade.
    Porcos não fazem cá falta

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  2. Bruno amanhã aparece pelo auditório da Universidade,pelas 21:30 e coloca essas questões ao Braumann e Ana Maria,defensores das praxes.

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    1. Estejam atentos a uma NULIDADE RIDICULA que foi convidada para estar presente no Debate a Candidatos a Reitor na Universidade.
      O convite foi feito ao Sindicato da Função publica.E quem vai,é uma pidesca comunista do Comité Central do PCP. Essa mulher URSUPOU com o apoio total do PCP,o Sindicato da .F.PUBLICA. É uma analfabeta,mas cheia de muita maldade.Tem usado o Sindicato em proveito próprio e do PCP,tanto,tanto,que os socios abalaram todos,deixando o Sindicato,em rápida agonia para o seu desaparecimento.
      Observem bem a FACHADA. A mulher chama-se Margarida Machado,e nada mais vai ser que os olhos e ouvidos do PCP,em "representaçao" do Sindicato. Ela não sabe falar,mas adora exibir-se a dizer com cada ASNEIRADA! Divirtam-se,e vejam os TRUQUES DE ESPIONAGEM O PCP.

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  3. Meus caros a CERVEJA dá dinheiro a muita gente da Universidade,tudo isto é um NEGÒCIO sujo.

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  4. O colégio do Espirito Santo de setembro a Novembro é uma TASCA/BORDEL,o piquete da cãmara teve que vir desemtupir a canalização.........as camisas de venus eram ás resmas.

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  5. A Camara de èvora aplica 40 Horas!!

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  6. Bruno, queremos uma crónica sobre a ANA DRAGO.

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  7. Crónica sobre Ana Drago? Impossível. Drago é Social democrata. Bruno é comunista

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    1. Sempre achei o Bruno um democrata e sobretudo uma pessoa com capacidade de trabalho e honesta, tal e qual como a Ana Drago..Se o Bruno é um comunista ainda bem!!!! eu tb sou um comunista e a Ana Draga tb é uma comunista.. Se a Ana Drago não concorda com o Bloco de Esquerda nalgumas situações...isso chama-se pluralidade democratica...Não se deveria dizer mal de pessoas que não conhecemos apenas porque essa pessoa disse umas verdades curtas e grossas..e até nesta materia das praxes, não acredito que ninguém gosta de saber que as usam para infligir dor e sofrimento aos praxados e às familias deles...afinal de contas para que serve a Universidade? para aprender e melhorar a auto estima não me parece que sirva para desaprender e para humilhar de forma selvagem as pessoas que para lá entram?

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  8. Conselho de Notáveis da Universidade de Évora - entidade meio obscura, sem qualquer tipo de estatutos conhecidos, com reuniões secretas, membros eleitos internamente, sem qualquer estatuto legal na Universidade nem na lei. Regula as praxes em Évora. Faz os ditos tribunais de praxes. Manda e decide nas cerimónias da queima das fitas, advogando o direito de excluir todos aqueles que bem entenderem (aqueles que se recusem a ser humilhados). Há dois anos chegaram ao ponto de fazer com que o reitor não presidisse à queima das fitas, cerimónia que extravasa as praxes e é um dos momenetos mais importantes para o estudantes e suas familias (e consequentemente para a economia da cidade). Alguns dos seus membros - Duarte Nuno Guerreiro, actual membro da Assembleia Municipal, amigo do peito do vereador Luciano, membro destacado da JCP. Outro, um dito "Chelas", que foi coordenador da JCP de Évora há uns anos... INVESTIGUE-SE! (meto aqui pq no MaisÉvora vai ser apagado de certeza!)

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  9. Todavia o PCP, acha que as praxes consubstanciam comportamentos fascistas, não se entende que membros da JCP sejam parte integrante do conselho se notáveis. Pergunto quem elegeu esses sacanas subsidiados pelas marcas de cerveja, negócios nebulosos e mafiosos

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    1. Há muita coisa obscura no PCP. Nem defendem trabalhadores,como dizem,nem defendem a liberdade,e nem são democráticos!
      Vejam que sofrimento,causaram aos povos onde governaram.
      Com o tempo...tudo se há-de descobrir...mas que eles não são aquilo que dizem ser,isso é um facto!

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  10. comunista
    ahahahahahha
    esta aqui esta no PS

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