sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Comunicado do Conselho Geral da Universidade de Évora a propósito do processo eleitoral

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Empates na UE: uma oportunidade?


Ao que noticia a Diana-FM, as eleições para reitor da UE terão sido adiadas (para daqui a 30 dias?) por nenhum dos candidatos ter conseguido obter a maioria absoluta, nas três voltas sucessivas. A UE não comunicou oficialmente sobre o assunto. Os docentes e investigadores da casa vão ter notícias pelos media, com a habitual desconfiança quanto ao bom fundamento da mesma. Ninguém descreveu a situação, nem explicou o que está a acontecer, etc. Nem eles saberão, provavelmente. Mas visto de fora do Conselho Geral da universidade, a situação até pode ser interessante para a instituição: os acordos de bastidores não funcionaram. E está bem assim. Que eles falem programas, estratégias e que (se possível) o melhor ganhe. Pela minha parte, o Professor Collares Pereira foi o único que apresentou uma ideia compreensível, ligada ao contexto mundial, nacional, regional: a do desenvolvimento sustentável como horizonte para o qual todos os esforços devem convergir: engenharias tecnológicas, agronomias, economias, ciências sociais e humanidades. A Transição ecológica INEVITÁVEL será também (talvez sobretudo) uma transformação social e cultural. Esperemos.

Balanço de 100 dias da nova CME: pouco mais do que a dívida


As preocupações com a "grave" situação financeira da Câmara de Évora dominaram os primeiros 100 dias de mandato do autarca comunista Carlos Pinto de Sá, mas a oposição socialista não encontra diferenças em relação à sua anterior gestão.
O autarca de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU), disse hoje à agência Lusa que foi feito um "levantamento da situação do município" e que, após os primeiros meses de trabalho, encontrou "uma situação ainda um pouco mais grave do que aquela que esperava".
"No final de junho de 2013, existiam compromissos assumidos pela anterior gestão [PS] no valor de quase 64 milhões de euros para os próximos anos", afirmou, referindo que "a dívida global do município é de 83 milhões de euros".
Carlos Pinto de Sá adiantou que se ficou também a saber que "o prazo médio de pagamento a fornecedores cresceu 50 por cento nos primeiros seis meses do ano passado", subindo de "590 para 867 dias".
"No final do anterior mandato, terá ultrapassado certamente os 1000 dias", acrescentou.
O presidente do município realçou que o "mais preocupante" é a situação de desequilíbrio económico da câmara, em que "os custos são superiores aos proveitos em mais de nove milhões de euros".
"Este é o grande problema da câmara, que se reflete em toda a atividade do município e, enquanto este não for resolvido, continuaremos a ter uma situação [financeira] gravíssima", afirmou.
O autarca comunista destacou, por outro lado, que foram criados mecanismos de participação interna, iniciados os trabalhos de preparação para uma reorganização dos serviços e melhorada a higiene e limpeza pública.
"Queremos que, já em 2014, o centro histórico passe a ter um plano de animação regular", continuar a "estabelecer contactos para atrair mais investimento para o concelho" e a "renegociar contratos absolutamente terríveis que estão a depauperar o município", acrescentou.
Do lado da oposição, o vereador socialista Silvino Costa disse à Lusa que, para já, "não se nota qualquer diferença em relação ao mandato anterior [PS]" e que, ao fim de 100 dias de governação, esperava "uma maior dinâmica e mais iniciativa".
"Não é uma atitude de quem ganha uma câmara, após 12 anos de interregno", afirmou, considerando que "não se veem ideias novas" e que "alguns dos novos projetos mudaram o nome, mas continuam dentro do mesmo género", como é o caso da iniciativa "Doze Meses de Boa Mesa".
Silvino Costa acusou a gestão comunista de "apresentar sistematicamente" as dificuldades financeiras e o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) como "desculpas para que não haja ideias", dizendo que os problemas "já eram conhecidos".
Também em declarações à Lusa, o vereador da coligação PSD/CDS-PP Paulo Jaleco defendeu que "é muito cedo para se conseguirem notar grandes mudanças".
Contudo, assinalou que existe da parte do presidente do município "abertura para tentar solucionar algumas questões que são colocadas, mesmo a nível político", o que "é um bom indício".
O comunista Carlos Pinto de Sá conquistou a Câmara de Évora aos socialistas nas eleições autárquicas de 2013, governando com maioria absoluta. (LUSA)

UE: eleições para reitor foram adiadas


"Foram adiadas as eleições para o cargo de reitor da Universidade de Évora, disse à DianaFm fonte da academia. Com a presença de 24 dos 25 membros do conselho geral, foram registados sucessivos empates, contou a fonte. De acordo com a mesma fonte, na terceira volta das eleições, o candidato mais votado não conseguiu a maioria absoluta. Um novo ato eleirotal tem de ser marcado para dentro de 30 dias úteis.", noticia a Rádio Diana.

E vivam os equídeos errantes (senão pouco mais haveria para dizer)


Em reunião pública de 29 de janeiro
Câmara de Évora aprovou Plano de Controlo de Equídeos Errantes

A Câmara Municipal de Évora aprovou por unanimidade o Plano de Controlo de Equídeos Errantes que visa solucionar o problema da existência destes animais de modo irregular e permanente em espaços públicos e privados.
Este Plano, que envolve o Núcleo do Veterinário Municipal e outros serviços camarários, conta também com a participação da Polícia de Segurança Pública e da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, para que seja assegurada a legalidade de todo o processo, a segurança dos funcionários e o bem-estar dos animais.
É composto por várias etapas que incluem a apreensão dos equídeos errantes, captura e transporte, bem como identificação e levantamento dos autos de contraordenação; alojamento dos animais em terreno camarário vedado e vigilância policial durante oito dias; reclamação dos animais e pagamento da captura, estadia e coima; adoção dos equídeos - com divulgação e cedência (a quem demonstre possuir condições adequadas de alojamento), bem como vacinação e identificação eletrónica. Não sendo reclamados os animais, feita a sua adoção ou venda em hasta pública, cumprir-se-á com o disposto na lei.
A Câmara prossegue com o processo de extinção da empresa Mercado Municipal de Évora, nomeadamente a designação de gestores liquidatários e outros mecanismos, tendo sido aprovados por unanimidade um conjunto de propostas nesse sentido.
O Presidente Carlos Pinto de Sá informou sobre a conversa telefónica que manteve com o Secretário de Estado da Cultura relativa ao Museu da Música, tendo este explicado os motivos da instalação em Mafra e, face à contestação da decisão por parte do Presidente, sido perentório na sua decisão. Aceitou agendar uma reunião com o Presidente para debaterem outras questões do foro cultural, prevista para o início de fevereiro.
Nesta reunião, o Presidente prestou também informações relativas à situação económica e financeira do Município, focando alguns aspetos que considerou de maior relevância, entre os quais a desadequação da Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso em relação à Administração Local. 
No final de Dezembro de 2013, o mapa de endividamento apresentava um valor total de 80.760.958,94 euros, aos quais se acrescentou mais 2.250.000,00 euros, do empréstimo de curto prazo que foi pago no último dia do mês, mas que foi necessário logo levantar nos primeiros dias de janeiro, para acorrer às dificuldades de Tesouraria. (nota de imprensa)

Critério de não despedimento


A.Fernandes, no JN, Cartoon de sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

"Aqui há baile" hoje no Imaginário


Hoje no Armazém 8


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Hoje no salão nobre da CME


Discutir a espuma, esquecer a onda e ignorar o mar

A comunicação social dominante colocou na ordem do dia a discussão sobre o conjunto de actividades que se passam na maioria das universidades portuguesas e que são designadas por praxes.
Discute-se se são violentas ou não, qual o grau de humilhação que é perpetrado aos alunos designados por caloiros, se devem ser proibidas ou regulamentadas.
As reportagens televisivas mostram jovens adultos em práticas sem sentido, acompanhadas de comentários que pretendem separar a brincadeira, supostamente inócua, de práticas violentas, supostamente mais humilhantes.
Há opiniões para todos os gostos e feitios, das mais veementes em defesa ou contra as práticas, àquelas que pretendem agradar a gregos e troianos com a justificação de que as praxes não são boas nem más, as pessoas que as concretizam é que são boas ou más.
Tenta-se justificar esta posição com depoimentos de gente que se diz muito feliz por ter sido praxada e de gente que acha que foi brutalmente humilhada para, obviamente, concluir que o conceito de praxe é aquilo que os que a praticam quiserem.
Na minha modesta opinião o que é preciso discutir é que sociedade é esta que produz jovens adultos que aceitam ser sujeitos a práticas humilhantes assente na obediência cega a uma hierarquia informal, como forma de reconhecimento de pertença a um grupo.
Onde falhámos todos os que temos um papel interventivo nos processos educativos, formais e informais, para que jovens inteligentes se envolvam sazonalmente em actividades onde impera a irracionalidade e o profundo desrespeito pela natureza humana dos seus semelhantes?
Deste nível de discussão que sai da espuma dos acontecimentos diários e entra pelas raízes ideológicas da questão, fogem os que beneficiam desta espécie de treino para a aceitação do mundo tal como ele se apresenta, com exploradores e explorados.
Também é porque a violência da praxe é entendida como uma normalidade, que é entendida da mesma forma a desigualdade social, a exploração e as pequenas e grandes iniquidades do dia-a-dia.
Os cidadãos que aceitam passivamente que lhes roubem os rendimentos do trabalho, que lhes retirem direitos conquistados ao longo de gerações e que encolhem os ombros perante situações inqualificáveis praticadas por quem exerce o poder, são fruto da mesma construção ideológica que admite a praxe académica como uma normalidade.
Questionamo-nos muitas vezes sobre as razões da alternância do poder, sem que isso signifique uma verdadeira alternativa, e queixamo-nos de que a maioria não aprende com as opções de voto tomadas.
As razões estão nas mesmas condicionantes que levam a práticas como as praxes, que mais não são do que um treino para a aceitação passiva de um poder despótico, sob a capa do alegre consentimento das vítimas.
Também é por isso que é mais fácil juntar mil estudantes em actividades relacionadas com as praxes, do que juntar dez numa manifestação contra o aumento das propinas.
Levam-nos a discutir a espuma, evitando que discutamos a onda enquanto nos tentam afogar num mar de passividade.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Universidade de Évora: Diana fm entrevistou candidatos a Reitor


Com a eleição marcada para depois de amanhã, dia 31 de Janeiro, a Rádio Diana fm entrevistou os quatro candidatos ao cargo de Reitor da Universidade de Évora, Carlos Marques, Ana Costa Freitas, Manuel Collares-Pereira e Carlos Braumann.
As entrevistas estão disponíveis no site da Diana fm. Oiça em www.dianafm.com

Quem é o PSD para decidir sobre a vida afetiva/familiar das crianças portuguesas?


Pena que o Dr. Hugo Soares, não peça um referendo para saber se os portugueses partilham da ideia e aceitam as mordomias em que os políticos vivem.
Pena que não faça um refendo sobre se as prioridades onde se gasta o dinheiro dos contribuintes. 
Porque é que o estado põe como prioridade construir auto estradas em alguns casos quase paralelas umas às outras e não há-de investir na escola pública?
Porque não fazer um refendo a questionar se concordam que pessoas sem concorrer a qualquer concurso público possam entrar diretamente no estado e ganharem salários de fazer inveja a qualquer mortal, só porque se é político?
Havia muitas questões que deveriam ser referendadas, essas sim de grande importância para a vida dos portugueses.
Quanto ao assunto que é a matéria do referendo direi: Quem é o PSD para decidir sobre a vida afetiva/familiar das crianças portuguesas? 
O que os incomoda?
Uma falsa moral judaica/cristã ressabiada e não fundamentada em nada de lógico e que possa ser um crescente de felicidade para essas crianças?
Como é possível estas criaturas não pensarem que muitas das crianças (não todas), que são adotadas, são filhos de heterossexuais, que as abandonaram, maltrataram, negligenciaram- nos em alguns ou muitos momentos das suas vidas?
Foram maus cuidadores, péssimos agentes afetivos, que na hora de amar quem não pediu para vir ao mundo lhe voltaram as costas.
Bem sei que haverá aqueles que são órfãos, mas uma grande parte são crianças mal amadas, muitas condenadas para viverem enclausuradas em instituições, até poderem dar voos mais altos.
É inconcebível que pessoas que deveriam ter uma certa formação moral e intelectual, usem este grupo desprotegido e com uma dose propositada de preconceito, tentem adiar ou mesmo retirar-lhe a estabilidade e o equilíbrio emocional que uma grande parte destas crianças encontra, quando tem alguém que a ame e aceite tal como é: incondicionalmente.
Estes políticos deveriam ter um pouco de vergonha, de bom senso e pensarem que há coisas que não são negociáveis nem referendáveis.
Penso que o que pretenderam não será legitimado pelo tribunal constitucional. Poderia o assunto ter ficado logo decido em Belém. Mas quis o nosso Presidente lavar as mãos deste assunto, para que não fique mal visto...
Assim sendo, dentro de dias teremos a resposta que ao ser contrária ao que pretende a bancada do arco da governação, poderá suscitar aos mesmos, mais uma derrota. Mas que é isso para gente que tão habituada está a tantas guerras com o T. Constitucional?...
Algo acontecerá em seguida.
Direi apenas para concluir: Ninguém tem o direito de roubar o sonho, o amor a família e a felicidade de ninguém. Muito menos desta forma que envergonha qualquer mortal que se preze...

Anónimo
29 Janeiro, 2014 18:29

E se se referendasse, sei lá!, a propriedade privada?

 

Hugo Soares "Todos os direitos das pessoas podem ser referendados"

O deputado do PSD que encabeça a proposta de referendo à coadoção e adoção por casais do mesmo sexo, Hugo Soares, referiu ontem no programa ‘Política Mesmo’, na TV24, que “todos os direitos das pessoas podem ser referendados”, comparando o referendo que está em cima da mesa com o da interrupção voluntária da gravidez. (aqui)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

No país das maravilhas

A semana que passou foi de loucos. Por causa do déficit e da retoma, dos cortes nos vencimentos dos funcionários públicos e das pensões, da espiral recessiva e do princípio do fim da recessão, dos recibos de vencimentos e dos aumentos de janeiro, dos investimentos em investigação e dos cortes nos bolseiros...
Foram tantas as declarações de governo e oposições, de “achismos” e de opinião, que não resisti à tentação de reler pela enésima vez essa obra-prima de Lewis Carrol, que por sinal era matemático e se chamava mesmo Charles Dodgson, uma das obras mais adaptadas, em versões e linguagens artísticas várias, e que é aAlice no país das maravilhas.É que tudo o que se disse, e eu ouvi, em contraditórios mesmo que à vez, e se lhe quiséssemos, nós comuns cidadãos e eleitores, seguir-lhes o rasto e encontrar-lhes uma lógica, que estará de certo lá, me fazia lembrar esta narrativa literária. A Alice é um clássico da literatura que encaixamos na estante dos mais novos, mas que merece bem um regresso quando crescemos, sobretudo à versão integral que raramente conhecemos na infância ou mesmo juventude. Aliás, prova disso mesmo, é que quando falamos do “país das maravilhas” usamo-lo com ironia para designar um sítio onde tudo corre “às mil maravilhas”. Ora, aquele lugar imaginário onde Alice cai, e tudo o que por lá se passa, tem muito mais a ver com pesadelo do que com sonho.
Entre as diferenças de tamanho de Alice, com que forçosamente nos identificamos e que nos fazem duvidar se nós, os cidadãos, somos grandes ou pequenos, isto é, um fim importante ou um meio insignificante para atingir certos objetivos; até ao contacto com o poder e a justiça, personificados na Rainha de Copas e no julgamento sobre um roubo de tartes que não existiu; passando por um jogo de críquete impossível de jogar de tal forma é desregulado, ou um chá com um Chapeleiro Maluco e uma Lebre de Março, onde a ausência de Tempo tem os seus efeitos; tudo na história que a Alice vive a partir do momento em que adormece, me fez pensar que somos todos um pouco “Alices” quando queremos entender quem nos governa a vida. Se tivermos oportunidade, entenderemos. Mas é preciso saber ler muito bem as situações, relembrar a História e os factos, mais ou menos recentes. Como quando lemos com atenção o original de Alice no país das maravilhas e percebemos muita daquela “maluqueira” que por lá se passa.
É que até uma “corrida eleitoral” acontece nesta obra-prima da literatura de 1863, de que vos dou aqui uns excertos salteados, por ser ela precisamente uma das “piscadelas de olho” mais interessantes, em meu entender, que o Autor faz ao leitor adulto. Uma corrida que acontece como solução para a valente molha de alguns dos estranhos habitantes daquele país maravilhoso, depois de nadarem no mar de lágrimas que Alice provocou.
« – O que eu ia dizer – (…) era que a melhor coisa para nos secar seria uma Corrida Eleitoral.
– O que é uma Corrida Eleitoral? – inquiriu Alice (…)
– Ora, a melhor maneira de explicar é fazê-la – respondeu o Dodó. (E, como também vocês poderão querer experimentá-la, num dia invernoso, vou contar-vos como procedeu.)
Primeiro, desenhou uma pista de corridas, numa espécie de circunferência («não interessa a forma exacta», disse ele), e depois colocou cada um deles num ponto da pista. Não havia nenhum «um, dois, três, já!», mas principiava-se a correr quando se queria, e desistia-se também quando apetecia, de maneira que não era fácil perceber quando terminava a corrida. Todavia, após terem corrido cerca de meia hora, e estarem de novo secos, o Dodó gritou de repente:
– Acabou a corrida!
E todos o rodearam, ofegantes, a perguntar: – Mas quem é que ganhou?
O Dodó só pôde responder a esta questão depois de pensar longamente, e permaneceu durante muito tempo com um dedo apoiado na testa (a posição em que se costuma ver Shakespeare, nos retratos), enquanto os outros aguardavam em silêncio. Por fim, disse:
– Ganhámos todos e todos devemos receber prémios.»
Ora digam lá que escrever sobre uma rainha de copas, que manda cortar a cabeça a toda a gente que a incomode, e falar de corridas eleitorais desta maneira, não é de nos pôr a pensar que, mesmo confusa, esta amostra de democracia cumpriu a sua função? É preciso é saber “lê-la” e o “texto” tem que ajudar.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio Diana)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Morreu Howell Franco, antigo jornalista bejense



Já há alguns anos que deixei de estar, com a frequência de antigamente, com o Howell Franco, um ex-jornalista,da velha guarda bejense. A Rádio Pax e a Voz da Planície noticiam hoje a sua morte, após doença prolongada. Actualmente colaborava com a Cruz Vermelha de Beja. Foi correspondente da ANOP, da Lusa e do Diário Popular durante as décadas de 70 e 80. Como cronista esteve ligado quer à Rádio Paz, quer à Rádio Voz da Planície
Acompanhou, enquanto jornalista, os “verões quentes” da Reforma Agrária e possuía mesmo – mostrou-mo – um cartão passado pelo secretariado das UCPs e Cooperativas de Beja que – estava lá escrito – lhe permitia, enquanto jornalista, o acesso à “Zona da Reforma Agrária”.
Contava inúmeras histórias desse período e de alguns “protagonistas” que nunca o foram.
À família enlutada os mais sinceros pêsames.

Bullying socialmente aceite?

A gravidade do triste acontecimento decorrido na praia do Meco trouxe para a ordem do dia o tema das praxes. É pena que seja necessário acontecer uma fatalidade destas dimensões para que este tema seja debatido. Muitos cidadãos deste país têm alertado para a gravidade de algumas práticas levadas a cabo em nome da praxe, mas o assunto nunca foi debatido de forma séria.
Não pretendo cair no extremo simplificado de dizer que sou contra a praxe académica. Aliás, praxe enquanto costume e/ou rotina pode ser uma coisa positiva. Basta, para tal, que consigamos que os jovens estudantes universitários desenvolvam uma rotina de recepção saudável dos novos alunos e que a tradição académica passe a ser repleta de solidariedade e de camaradagem.
O que vemos nas nossas Instituições do Ensino Superior, ano após ano não se pode denominar de praxe, mas de bullying, e do mais puro. Práticas mais ou menos violentas, que causam maior ou menor impacto nos caloiros, mas sempre práticas caracterizadas pela humilhação, por uma relação clara entre opressor e oprimido, entre alguém que se coloca hierarquicamente superior a outro e que por isso se vê legitimado a mandar fazer tudo aquilo que lhe vem à cabeça.
Dizem que existem vários tipos de praxes. Dizem que muitos dos que são praxados gostam. Talvez seja verdade. Mas se perguntarmos aos praxados e também àqueles que praxam, se seria viável substituir as hierarquias e as praxes como elas são implementadas, por um conjunto de práticas saudáveis de integração, que envolvessem jogos, dinâmicas de grupo, passagem de conhecimentos, tudo isto sem a necessidade de hierarquias ou opressões. Se calhar, teríamos a agradável surpresa de ver que a maioria dos alunos assim preferiria.
Neste momento, todos sentem que não existe alternativa. É-lhes dito por aqueles que se denominam donos da tradição, que a coisa tem de ser assim, Curioso, como os que se apoderam da tradição, são, normalmente, aqueles que não conseguem tirar da universidade qualquer outro proveito que não a satisfação patológica de mandar nos outros, de se sentir doutor, de se sentir superior. Talvez por pensarem que não poderão sentir-se bem consigo mesmo de outras formas. Talvez…
É bom que de uma vez por todas nos juntemos e reflitamos sobre o porquê da perpetuação destas práticas. Porque é que os nossos jovens necessitam desesperadamente de ser tratados por doutores? Porque é que necessitam desesperadamente de assumir o controlo sobre os outros? Porque é que lutam para se sentirem superiores a qualquer custo? Será que a nossa sociedade e o seu modelo de valorização egoísta, desumanizado e agressivo não terá nada a ver com a necessidade de praxar desta forma? Não seremos todos nós praxados todos os dias? Não somos submissos, e à primeira oportunidade ditadores? Não sofreremos nós todos os dias, e à primeira oportunidade inflijamos dor nos outros? Quais os nossos modelos saudáveis de relação com os outros? Onde está a solidariedade? Onde está a camaradagem? Onde está o pensamento sobre o bem comum?
E as Instituições do Ensino Superior? Que responsabilidade têm? Que têm a ganhar com a continuação da praxe académica? Que ganham com uma acefalia generalizada? Que ganham com estudantes entretidos com praxes e pouco preocupados com a gestão da sua própria instituição e com a política educativa do país?
Praxe é sinónimo de costume, de rotina. E você, a que é que está acostumado?
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na Rádio Diana)

domingo, 26 de janeiro de 2014

Universidade de Évora: Candidatos a Reitor em frente a frente esta terça-feira

A Associação Académica da Universidade de Évora, em parceria com o jornal Diário do Sul promovem, a 28 de janeiro, pelas 21:30, no auditório da Universidade de Évora (Colégio do Espírito Santo) um debate que vai opor os candidatos a Reitor da academia.
Maria Antónia Zacarias, jornalista do "Diário do Sul" moderará, ao longo de duas horas, o debate onde Ana Costa Freitas, Carlos Braumann, Carlos Marques e Manuel Collares-Pereira apresentarão os planos que têm para a Universidade e onde trocarão argumentos.
Luís Pardal, presidente da AAUE, explica que “este debate é uma oportunidade única para que a comunidade académica e até a própria cidade oiçam os projetos e as ideias dos candidatos ao cargo de Reitor da Universidade". (aqui)

Novos projectos informativos


Já está disponível (embora em fase experimental) na Internet um novo projecto informativo digital sobre o Alentejo. De seu nome "Tribuna Alentejo" é da responsabilidade do jornalista Carlos Trigo (ex-Lusa e Diário do Sul, ex-assessor da Universidade de Évora e da candidatura do PS nas últimas autárquicas eborenses), que anteriormente manteve também na web a página informativa "Noticias Alentejo", reunindo entre os cronistas um conjunto de nomes ligados à Universidade de Évora, entre os quais José Manuel Caetano, que também esteve muito ligado à candidatura e à elaboração do programa eleitoral de Manuel Melgão (PS) às autárquicas de Outubro.
Este projecto surge pouco tempo depois do aparecimento do "Alentejo em Linha", um outro projecto informativo digital, da responsabilidade de Luís Maneta (correspondente da SIC em Évora e ex-assessor de José Ernesto de Oliveira, durante o 1º mandato, na CME), que tem apostado sobretudo em textos de autor e nalguns cronistas.
Começam assim a ser colocadas algumas pedras no panorama da informação digital alentejana (sobretudo eborense), quando tudo indica que também possam surgir em breve outros projectos informativos, quer na internet, quer em papel (para além do jornal "Sudoeste", dirigido para o litoral alentejano, cujo primeiro número deverá ser publicado no início de Fevereiro).

Évora: cinema esta tarde no Armazém 8


Cinema no armazém - tardes cinéfilas, hoje às 16 horas, 
apresenta 3 filmes rodados a Este de Évora
Com estas cine-tertúlias com a participação de cineastas/ produtores e cinéfilos pretende se contribuir para a divulgação da 7 arte no Alentejo
1. O botânico no Alentejo
2. Passando à de Zé Marôvas
3. Escrito na pedra

Os filmes foram selecionados e/ou premiados em festivais de Cinema.

Para onde vais BE?

Carta de Demissão de Ana Drago da Comissão Política do BE

Aos membros da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, Camaradas

Esta carta serve para comunicar a minha demissão da Comissão Política do Bloco de Esquerda aos membros da Mesa Nacional e da própria Comissão Política, e apresentar as suas razões.
Esta foi uma decisão muito ponderada, e, confesso-o, que me entristece. No entanto, as discussões que ocorreram ao longo das últimas semanas no seio da Comissão Política tornaram clara uma divergência profunda e fundamental sobre a estratégia do Bloco na presente conjuntura. 
Nas últimas semanas, foi colocada à direcção política do Bloco de Esquerda a possibilidade de participar num processo de convergência que pudesse resultar numa candidatura única às eleições europeias, que integrasse o Bloco de Esquerda, o recém-criado Manifesto 3D, a Renovação Comunista e o anunciado partido Livre.
As dificuldades processuais dessa candidatura eram várias, e relevantes. Contudo, um modelo de articulação não chegou sequer a ser equacionado – a direcção política do Bloco de Esquerda não se mostrou disponível para iniciar um debate programático com alguns dos possíveis participantes nessa convergência. Com essa exclusão antes mesmo de se debater um programa conjunto para as eleições europeias, a possibilidade de uma candidatura alargada fracassou.
Este processo de convergência era, a meu ver, não só desejável como determinante para este campo político de esquerda, e portanto para o Bloco. Significaria uma vontade política de construir uma alternativa sustentada e credível de esquerda, num país que vive um ataque sem precedente ao modelo social e político da sua democracia.
Portugal vive hoje um processo de desmantelamento de direitos sociais fundamentais e destruição do modelo de solidariedade entre segmentos da população e entre gerações – é uma reconfiguração profunda da articulação entre liberdades políticas e direitos sociais que sustentaram a democracia portuguesa nos últimos 40 anos. A agressividade desse ataque ameaça desfigurar de forma irremediável o regime, e desenhar um futuro de desqualificação e empobrecimento duradouro do país. De facto, os direitos sociais e laborais, e os modelos de solidariedade que estão hoje a ser destruídos foram conquistados numa conjuntura histórica única, e a sua recuperação num futuro próximo não será fácil. O que coloca uma urgência nunca antes tão sentida de parar este ataque fanático e revanchista da direita portuguesa, através da criação de uma alternativa credível e alargada de esquerda.
Vivemos, nesse sentido, um momento histórico – trata-se de salvar um modelo de democracia e o futuro do país. É por isso que uma estratégia de esquerda que queira resgatar o país desta espiral de destruição tem que ser tão ampla a alargada quanto possível, em torno de princípios programáticos essenciais. Defender a reestruturação da dívida, a reposição do rendimento dos trabalhadores e pensionistas, o aumento do salário mínimo, a sustentação dos serviços públicos e dos direitos laborais,o combate ao desemprego e à precariedade, o investimento na qualificação da economia portuguesa – este é, creio, o programa necessário nos tempos actuais.É certo que este não é todo o programa político do Bloco de Esquerda, mas é aquele que identifica quem está disposto a assumir a responsabilidade de defender o país – e esse deve ser o campo de política de unidade do Bloco de Esquerda.
O Bloco constituiu-se como uma esquerda que não se rende a fazer uma gestão apenas mais benevolente do statusquo, mas que também não fica satisfeita apenas por existir. A vontade de não desistir de transformar a sociedade permitiu a articulação entre diferentes correntes e tradições, que antes se pensavam inconciliáveis, assente na percepção de que a nossa unidade na luta e no projecto transformador é mais importante do que as nossas diferenças.
No actual momento do país, essa vocação para a unidade da esquerda é ainda mais necessária, e mais urgente. E deve ser ainda mais ampla, percebendo o óbvio – que a política unitária se faz sempre com aqueles que são diferentes de nós, é essa a sua natureza. 
A proposta que foi colocada ao Bloco de Esquerda apelava a uma convergência com um espaço político que, sendo diferente do Bloco, é certamente aquele que é politicamente mais próximo. Senão for com estes actores, não se fará convergência com ninguém – e o Bloco fica sem qualquer estratégia de alargamento e convergência. O que significa que a proposta de governo de esquerda, enunciada na moção que ganhou a convenção do Bloco de Esquerda, resulta apenas num slogan. Ora, isso é grave para uma força política com a identidade do Bloco de Esquerda, e é particularmente grave na actual situação política do país.
Sei bem que a proposta de convergência que nos foi dirigida não permitia resolver todas as dificuldades de uma política alternativa para o país. Estou bem ciente do muito caminho que temos ainda que fazer, de como ainda temos fraquezas e muita luta pela frente.Mas permitia agora, no debate determinante sobre a Europa, lançar uma dinâmica de alargamento e mobilização que fazem hoje tanta falta ao Bloco.
Por entender que esta proposta de convergência à esquerda era um passo essencial na construção de uma alternativa de esquerda para o país; e por entender que a identidade, o papel e a responsabilidade histórica do Bloco de Esquerda é construir essa convergência,não posso hoje, em consciência, permanecer na Comissão Política.
Desde que me juntei ao Bloco de Esquerda, sempre entendi que, para a luta que temos que fazer, a unidade deste campo da esquerda é mais importante que as suas diferenças. Do muito que vivi e aprendi ao longo deste 14 anos no Bloco, acredito ainda mais nesta necessidade de unidade.
Não sei – talvez não saibamos sobre nós próprios – se terei o discernimento e a capacidade de construir uma solução de esquerda para o país. Mas sei hoje, claramente, que não quero fazer parte do problema.

Lisboa, 25 de Janeiro de 2014

Ana Drago ( aqui)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Alentejo, onde o tempo caminha sem chegar



“Onde o tempo caminha sem chegar” é um excerto de um poema de Miguel Torga que resume na perfeição a essência do Alentejo. Mas não o define na sua simplicidade complexa. Até porque os tempos são outros e há tempos diferentes dentro do mesmo Alentejo. Por isso, nesta curta metragem, a dança ora se movimenta ao ritmo da lavoura e se faz ceifeira, ora se balança na languidez da planície fustigada de sol e calor.

A Miguel Torga junta-se José Saramago, Vergílio Ferreira e Florbela Espanca, entre outros prosadores e poetas, uns alentejanos, outros de fora mas que não resistiram ao chamamento de escrever o Alentejo.

E este Alentejo escreve-se no gerúndio, olhando o esmagador céu, escutando as gentes e a planície, cheirando as fragrâncias, saboreando os aromas, tateando o património cultural.

De todos estes movimentos sensoriais se faz esta dança.

NARRAÇÃO RAFAEL LEITÃO | BAILARINA NÉLIA PINHEIRO | ARGUMENTO/GUIÃO JOSÉ COIMBRA

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Henry Burnett | 25 janeiro | 22h |n' A Bruxa Teatro


A Bruxa Teatro recebe este sábado, dia 25 de Janeiro, o cantor e compositor paraense Henry Burnett.
Henry irá apresentar uma selecção de canções dos seus cinco álbuns de estúdio: "Linhas urbanas", "Não para magoar", "Interior", "Retruque/Retoque" e "Depois da revoada".
O concerto contará com a participação especial de Elisa de Mira.

LOCAL DE REALIZAÇÃO: A Bruxa Teatro, Rua do Eborim, 16, Ex. Celeiros da EPAC, 7000-659 Évora
HORÁRIO: 22h 
RESERVAS: 266 747 047 | abruxateatro@gmail.com
BILHETES: 3,00€

Évora: Contos na "é neste país"


25 de Janeiro de 2014, pelas 11.30h

Com quantos pontos se conta um conto?

Gertrudes Pastor & Nídia Cambim


Apareçam! É neste país!

Évora vista a partir de um drone

Câmara de Beja já "mexe"


Beja promove Feira da Água

A Câmara Municipal de Beja e a ACOS – Agricultores do Sul vão realizar no Parque de Feiras e Exposições de Beja, de 21 a 23 de Março, a Feira da Água.
A água constitui-se como um recurso estratégico e estruturante para o desenvolvimento socioeconómico dos países, das sociedades e das empresas. Mas, sendo recurso limitado, torna-se necessário protegê-lo, conservá-lo e geri-lo com preocupações ambientais, pois só deste modo será possível garantir, no futuro, os recursos hídricos necessários para o desenvolvimento da economia e da qualidade de vida das populações.
A criação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva deu origem a que, nos últimos anos, se tivessem realizado um conjunto de investimentos que têm contribuído para o desenvolvimento do Alentejo e do país.
É com base nesta nova realidade que o Município de Beja e a ACOS – Agricultores do Sul juntaram esforços no sentido de promover a Feira da Água.
Pretende-se que a principal componente da FEIRA DA ÁGUA seja a atividade económica, expressa na participação de empresas associadas ao regadio, aplicação de novas tecnologias e introdução de novas culturas, contribuindo para a reconversão da componente agrícola.
Esta feira cumpre ainda o objetivo de criar dinâmica empresarial junto dos diferentes sectores de atividade que tenham a água como pano de fundo, nomeadamente o abastecimento de água, a agro-indústria, a energia, o turismo e enoturismo.
É um evento para todos os públicos e que integra as comemorações no dia 21, do Dia da Árvore e do Dia da Floresta e, no dia 22, o Dia Mundial da Água.
Colóquios, exposições e demonstrações de equipamentos e serviços ligados à temática, venda de produtos agro-alimentares, espaços de comes e bebes regionais, música e animação e equipamentos de diversão para os mais novos são alguns dos ingredientes da Feira.

Sudoeste: novo jornal vai nascer no Sudoeste Alentejano


Um novo jornal, intitulado “Sudoeste” chega às bancas no próximo dia 7 de Fevereiro, com distribuição gratuita e uma “forte vocação” para os concelhos do Litoral Alentejano.
Editada pela empresa Jota CBS – proprietária do “Correio Alentejo” –, a nova publicação terá sede em Odemira, será dirigida pelo jornalista Carlos Pinto (actual director do “CA”) e terá uma periodicidade quinzenal, saindo para as bancas às sextas-feiras.
De acordo com Carlos Pinto, o novo jornal “surge no Litoral Alentejano” porque é onde, “neste momento, além de não existir qualquer publicação escrita, há um espaço de grandes dinâmicas sociais, económicas e culturais”. 
“Trata-se de uma região emergente, em função do seu carácter empreendedor, mas também do evidente potencial que tem vindo a contribuir para a sua afirmação no todo do país”, acrescenta. (nota de imprensa)

Évora: hoje no Armazém 8

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

DA de amanhã


A realidade e ficção

E começaram a chegar os recibos aos pensionistas e funcionários públicos. À semelhança do que aconteceu no ano passado por esta altura, o rendimento disponível baixou significativamente para todos.
As televisões andaram num corrupio a filmar recibos e a entrevistar as vítimas do assalto, colocando questões tão inteligentes como perguntar a uma pensionista, que viu a sua pensão de sobrevivência baixar para pouco mais quinhentos euros, qual seria a estratégia para fazer face às despesas com ainda menos dinheiro.
Nos último tempos o governo tem tentado vender a ideia que estamos no caminho da recuperação, com o desemprego a diminuir e o país a dar passos largos para sair da crise.
Algumas pessoas que conheço foram dizendo que provavelmente a coisa até estava a resultar e, quem sabe, talvez este fosse o caminho da solução dos problemas do país.
Optei por não argumentar, por esperar pelo final do mês para voltar a conversar sobre o fantástico sucesso do ajustamento português.
Perante mais cortes e aumentos de impostos sobre o trabalho, perante um olhar desolador sobre o resultado líquido da conta, perante a dureza da realidade transferida para a conta bancária, ouvi um pouco de tudo mas ninguém se atreveu a cantar loas ao caminho percorrido.
Talvez lá mais para o fim do ano, quando a memória pregar a partida e mascarar as diferenças pelo efeito da habituação, alguns voltem a dar o benefício da dúvida.
Por agora não há declarações de governante ou comissário europeu, que os consigam convencer que o caminho do sucesso é por cima do empobrecimento de quem trabalha. Uma simples folha de papel destruiu o mito e leva ao desespero de quem a recebeu.
Já agora, deixem-me contar uma anedota protagonizada por um ministro. Durante o debate na Comissão de Saúde, o ministro afirmou que quando sair vai deixar o SNS mais favorecido.
Os deputados da coligação multiplicaram-se em elogios manifestando o seu orgulho nos feitos da equipa ministerial.
A coisa foi de tal monta que o ministro se viu obrigado a recusar os louros, distribuindo-os pelo Ministério Público e Polícia Judiciária, no combate à fraude relacionada com medicamentos.
Parece que temos um país dividido entre uma pequena minoria que imagina uma realidade inexistente e uma imensa maioria que é atropelada por uma realidade impressa num recibo de salário ou pensão.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio Diana)

Évora: esta tarde na Casa de Burgos conferência sobre Grutas do Escoural. No sábado, visita ao local

No próximo Sábado, pelas 10,30h haverá uma visita à Gruta do Escoural, guiada pelo arqueólogo António Carlos Silva. Eventuais interessados poderão contactar diretamente o Centro Interpretativo da Gruta até Sexta-feira (266 857 000) ou "arriscar" no próprio dia, junto à Gruta à hora prevista. Haverá, se necessário, 2 ou 3 visitas (no máximo) com 10 pessoas por grupo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CME: um ano de comes e bebes


Em reunião pública de 15 de janeiro da Câmara Municipal de Évora:
Iniciativa gastronómica eborense “Évora, Doze Meses de Boa Mesa” já em preparação

O Município de Évora tomou conhecimento, na mais recente reunião pública de Câmara, da iniciativa gastronómica “Évora, Doze Meses de Boa Mesa”, que os técnicos da autarquia estão a elaborar, envolvendo também um conjunto de diversos estabelecimentos de restauração eborenses e entidades, para dinamizar ao longo do ano no concelho e assim atrair um ainda maior número de interessados em apreciar produtos de significativa qualidade.
A gastronomia, os vinhos e os produtos regionais constituem um dos mais importantes valores identitários da oferta turística de Évora, tendo a Câmara, ciente desta realidade, dinamizado nas últimas três décadas eventos gastronómicos. “Évora, Doze Meses de Boa Mesa” resulta, deste modo, de uma valorização global da dimensão cultural da gastronomia tradicional e da apreciação crítica dos aspetos mais relevantes das iniciativas passadas, desde logo da Rota dos Sabores Tradicionais. 
O modelo agora proposto reproduz uma estrutura temática anual, centrada na oferta gastronómica tradicional dos restaurantes e pastelarias com fabrico próprio aderentes de Évora e do concelho, bem como dos produtos locais promovidos em lojas gourmet e wine shops, a qual se junta um programa cultural específico, distribuído ao longo do ano e pontuado por ações públicas de promoção.
As temáticas gastronómicas previstas ao longo do ano serão as seguintes: Porco (janeiro e fevereiro); Sopas (março); Borrego (abril); Comidas de Verão (de junho a setembro); Caça (novembro e dezembro); e Doçaria Tradicional (todos os meses, mas com ações específicas em maio e outubro). Haverá também mostras temáticas, colóquios, iniciativas culturais diversas, visitas guiadas e outros eventos que surjam por iniciativa dos parceiros e operadores aderentes.
Nesta reunião, destaca-se também a aprovação por unanimidade da proposta para a Câmara de Évora integrar a parceria promotora da Feira de Emprego, Empreendorismo e Inovação prevista para os dias 19, 20 e 21 de março, no Jardim do Granito (Universidade de Évora), em conjunto com o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, a Associação de Estudantes da Universidade de Évora, a ADRAL e a Universidade de Évora. 
Acordou-se ainda, por unanimidade, que a Câmara Municipal não irá aderir ao Programa de Rescisões por Mútuo Acordo implementado pela Administração Central, uma vez que este é bastante penalizador para os trabalhadores. Além de politicamente não se rever neste programa, a autarquia também não dispõe dos montantes de compensação inerentes ao processo.(Nota de Imprensa)

Casa da Zorra: programação especial do 2º aniversário

(clique para ler)

Jogos do Lusitano para este fim de semana


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Batotices

Dizia o Émile Voltaire que "fazer batota ao jogo e não ganhar, só de um tolo." O que assistimos na semana passada na AR não foi mais do que uma imensa e pública batota ao abrigo da democracia. Não foi uma ilegalidade, mas foi uma jogada pouco limpa em nome da escolha, que é também uma das regras da democracia, essa que, não sendo a perfeita forma de governo é a melhor, a que temos e a que temos obrigação de aperfeiçoar, os que governam e os outros, diariamente, se não quisermos cair em coisa pior.Podia, mas não vou falar, da tremenda injustiça que o vazio de uma lei que permita a co-adoção e adoção por casais do mesmo sexo. Injustiça para crianças já nascidas nesta situação familiar ou à espera em orfanatos. Injustiça perante a desigualdade de duas crianças, uma em situação de casal heterossexual, mesmo não tendo sido um deles o progenitor, outra num casal homossexual, permitindo-se a uns perfilhar e a outros não.Vou antes falar desta batota no jogo político, entendido este, nesta crónica, como o exercício entre poder e contrapoder, seguindo as regras estabelecidas, uma delas que dá a uns maior responsabilidade na prossecução do objetivo final, mas indeterminado no tempo, de cuidar e legislar no sentido de que o bem e interesse públicos sejam defendidos. Jogo também, já que os jogadores são julgados vencedores ou vencidos, não apenas pela História, que demora, mas pelos populares que escolhem os jogadores e lhes alteram as posições, em determinados momentos a que chamamos eleições. Os tabuleiros de jogo são vários. No nosso caso português vão do local ao europeu passando pelo nacional. E é por isso que devemos tentar que nos expliquem o melhor possível as regras, para que a nossa escolha seja a mais consciente com os nossos princípios, no momento principal, e talvez único, em que somos de facto ouvidos para entrar nesse “um dos jogos” que nos governa (noutros não temos, pela nossa condição humana a que se chama Vida, grande hipótese de escolha).
Assim vistas as coisas, a importância da escolha assume um aspeto assustador, a que muitos fogem, com argumentos em meu entender pouco válidos ainda que legítimos, já que, como sabemos, o voto não é obrigatório, sendo um dever, e a contestação é um direito de todos e usado por muitos em formas e doses diferentes. Regras… que se podem sempre mudar, entenda-se, dentro de outras regras maiores a que normalmente chamamos princípios.
Ora, ao que assistimos na semana passada foi a uma jogada batoteira, já que se uns estavam a levar o jogo a sério, outros houve que, vendo-se na eminência de uma derrota na jogada, resolveram usar uma estratégia que, na opinião de todos ainda que na decisão final do PR e do TC, evitasse essa derrota ou, pelo menos, a adiasse. A batota é isso mesmo. É quando num jogo uns o levam a sério, jogando com astúcia a sua melhor maneira de o ganhar de forma limpa, e os outros, os batoteiros, não. Perguntarão os senhores como é que tendo maioria os que fizeram batota estavam em risco de perder. Fragilidades no grupo, talvez. Até podia ser, mas não julgo que seja a única razão. Divergências de opinião nestes grupos, a que se chamam normalmente partidos, são comuns e, reconhecendo-se mais nuns no que noutros, poucas vezes são as causas de derrotas fora do grupo, mesmo se também neles haja jogadas tão pouco claras como esta batota. Mas, enfim, essas são lá com eles, que as resolvam entre si e com a consciência ética, e às vezes até moral, de cada um e uma. (Breve parêntesis para dizer que a moral incorpora as regras que temos de seguir para vivermos em sociedade e determinadas pela própria sociedade; a ética reflete sobre as regras morais e essa reflexão pode inclusive contestar as regras morais vigentes, entendendo-as, por exemplo, como ultrapassadas.)
Não esquecendo a frase de Voltaire, ela aplica-se a este tipo de jogada, que pode fazer ganhar tempo mas não ganhar o jogo. Para defender o grupo, o interesse particular, a batotice impedirá o batoteiro de agir na tal prossecução do objetivo final, de legislar no sentido de que o bem e interesse públicos sejam defendidos, atirando para uma outra jogada possível, o referendo, que tem no entanto condições que dificilmente a tornam jogável agora. E isto não é ganhar o jogo, porque este não é o objetivo final do jogo da democracia como esta foi instituída.
Entretanto o vazio mantém-se, e os direitos das crianças não se cumprem. Relembro, para terminar, o ponto dois do artigo terceiro da declaração universal dos direitos da criança: «os Estados Partes comprometem-se a garantir à criança a proteção e os cuidados necessários ao seu bem-estar, tendo em conta os direitos e deveres dos pais, representantes legais ou outras pessoas que a tenham legalmente a seu cargo e, para este efeito, tomam todas as medidas legislativas e administrativas adequadas.» Acredito que esta batotice põe em causa este princípio. E eu sou contra.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

A SOIR Joaquim António D'Aguiar estreia hoje em Évora "Noite de Comédias"


O Grupo Cénico da SOIR Joaquim António D'Aguiar, quando comemora 111 anos de teatro de amadores, vai estrear em Évora, no  dia 21 de Janeiro, pelas 21h30m na sua sede, a peça "Noite de Comédias" com textos de AntonTchekhov.
"Noite de Comédias" também já anteriormente representado em Viana do Alentejo, tem encenação de João Bilou, Cenários de António Canelas, Luz e Som de Fernando Dias e Marta Robalo, caraterização de Carina Nave e interpretação de Duarte Guerreiro, David Antas, Silvia Mendes, José Lourido,Marco Silva,Inês Siquenique e Maria Rosmaninho.
O espectáculo será representado ainda nesta Colectividade do Páteo do Salema, nos dias 22 e 25 de janeiro pelas 21h30m e no dia 26 de Janeiro pelas 16h.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Banda desenhada: Paulo Monteiro de parabéns.

Foto aqui

O primeiro livro do autor português de banda desenhada Paulo Monteiro venceu o Prix Sheriff D'or 2013, em França, após a edição da obra neste país, disse hoje o próprio à agência Lusa.
"Fiquei muito surpreendido e feliz", porque o prémio, atribuído pela livraria Esprit BD, é "importante" e vai "dar uma amplitude ao livro que, de outra forma, não teria", explicou Paulo Monteiro.
O livro "O amor infinito que te tenho e outras histórias", já premiado em Portugal, foi lançado em França, em junho do ano passado, pela editora Six Pieds Sous Terre, com o título "L'amour infini que j'ai pour toi", tendo recebido críticas favoráveis por parte dos media especializados e de jornais generalistas franceses, como o "Le Monde".
O Prix Sheriff D'or é seguido "com muito interesse na imprensa francesa e pelos leitores" e, por isso, a atribuição do prémio é "uma oportunidade fantástica de chegar a mais leitores, o que, em última análise, é o mais importante", frisou o autor, que já tinha ficado "muito contente" com a nomeação, porque o mercado de banda desenhada em França é "gigantesco".
A obra de estreia de Paulo Monteiro está também nomeada para melhor banda desenhada em outros dois prémios em França: "Prix Bulles De Cristal 2014", criado pela livraria Ange Bleu, a sul de Paris, e "Prix Lycéen De La Bd Midi-Pyrénées 2014", indicado pelos estudantes das escolas da região dos Pirinéus.
Natural de Vila Nova de Gaia, onde nasceu em 1967, Paulo Monteiro, que dirige a Bedeteca e o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, reuniu no livro 10 histórias feitas entre 2005 e 2010, que versam, de uma forma poética e desassombrada, sobre o amor e a sua impossibilidade.
O livro, lançado em Portugal, em 2010, pela editora Polvo, e já traduzido e editado em França, Espanha e Polónia, ganhou, em 2011, os prémios de Melhor Álbum Português do Festival de Banda Desenhada Amadora BD e de Melhor Publicação Independente da nona edição dos Troféus Central Comics.
Segundo Paulo Monteiro, este ano, o livro será editado no Brasil, no Reino Unido e na Sérvia e, em 2015, deverá chegar à Coreia do Sul, com capas diferentes da edição portuguesa.
A internacionalização do livro de Paulo Monteiro, o que não tem acontecido com esta intensidade na banda desenhada portuguesa, deveu-se a contactos feitos pelo autor, pela editora, mas também pelo "passa a palavra" após a edição em França, um mercado exponencialmente maior do que o português.
Paulo Monteiro disse à Lusa que está a trabalhar numa segunda obra, a qual deverá acabar no próximo mês de fevereiro e ser editada em 2016. (LUSA)

Apresentação de Rede dos Antigos Alunos da Universidade de Évora


Amanhã, 21 de janeiro tem lugar na Universidade de Évora a apresentação da Rede e Portal dos Antigos Alunos da Universidade de Évora, disponível em www.alumni.uevora.pt. Este Portal pretende ser um ponto de encontro das várias gerações que por esta instituição passaram.
A criação desta Rede tem como objetivo aproximar os antigos alunos da Universidade de Évora à Instituição e estabelecer interligações que lhes permitam dar um contributo relevante para o desenvolvimento da Universidade, nomeadamente serem embaixadores da Universidade e poderem envolver-se na vida da Universidade pela participação em simpósios, seminários e conferências, entre outras possibilidades como o mentorado ou o mecenato. A gestão da rede e portal dos antigos alunos está a cargo do Gabinete de Integração Profissional e Antigos Alunos (GIPAA).
Segundo o Prof. João Nabais “Os antigos alunos são um importante ativo da Universidade que precisamos de potenciar em diversas vertentes. Estamos certos que a Rede agora apresentada vai crescer rapidamente e que se vai tornar, num futuro próximo, entre outras funcionalidades, num importante meio de comunicação com e entre os diplomados da Universidade de Évora.”
A sessão, que tem lugar pelas 11 horas, na sala 131 do Colégio do Espírito Santo, conta com a presença do Reitor da Universidade de Évora, Prof. Carlos Braumann, do Presidente da Associação Académica da Universidade de Évora, Luís Pardal, estando a apresentação da rede e do portal a cargo do Pró-Reitor para as Relações com a Comunidade, Prof. João Nabais.
Durante o evento há ainda lugar ao visionamento do documentário da RTP "Construções de novas Escolas Superiores - Instituto Universitário de Évora", terminando com um debate com antigos alunos, com as presenças confirmadas de Dr. António Dieb (Presidente CCDRA) e Prof. Carlos Zorrinho (Deputado da Assembleia da República).
Programa:
. Boas vindas e introdução, Reitor da Universidade de Évora, Prof. Carlos Braumann;
. Importância da rede para os alunos, Presidente da Associação Académica da Universidade de Évora, Luís Pardal;
. Apresentação da rede e do portal, Pró-Reitor para as Relações com a Comunidade, Prof. João Nabais;
. Visionamento do documentário da RTP intitulado "Construções de novas Escolas Superiores - Instituto Universitário de Évora";
. Debate com antigos alunos. (Nota de Imprensa da UE)

Juventude Portuguesa? Ou Mocidade?

Não estando satisfeitos com o péssimo trabalho que estão a prestar à democracia, como se não fossem suficientes os atentados aos direitos dos portugueses, o PSD decidiu aplicar mais um golpe à democracia e mais um atentado aos direitos humanos.
A JSD, com a óbvia aprovação dos seniores do PSD e de Pedro Passos Coelho, decidiu apresentar a proposta de um referendo sobre a co-adopção e adopção de crianças por parte de casais do mesmo sexo. Relembro que esta proposta surge após a Assembleia da República já ter aprovado uma proposta sobre a co-adopção. O referendo foi aprovado graças aos votos a favor dos deputados do PSD e das abstenções dos deputados do CDS. Repugnante esta tomada de posição. Enquanto que no CDS o relógio relativo à suposta saída da troika parece estar adiantado, pelos lados da JSD parece que o relógio está atrasado largas dezenas de anos. Julgo estar na hora de os fazer despertar e colocá-los no seu devido lugar.
Fica claro que esta proposta do PSD tem três objectivos:
1.º) Fazer parar a iniciativa em curso, e já aprovada, relativa à co-adopção, fazendo prolongar a angústia real de crianças e seus pais ou mães;
2.º) Promover uma manobra de diversão, procurando desviar a atenção dos portugueses das políticas económicas e sociais desastrosas que têm vindo a levar a cabo;
3.º) e por fim, contribuir para a descredibilização da vida política e partidária. Os jotinhas sabem bem que estas tristes cenas contribuem para essa descredibilização, e que com ela beneficiam, pois sabem que só têm a ganhar com o alheamento e com a abstenção.
Devo, ainda, acrescentar que os deputados e deputadas do PSD que saíram da sala ou que votando a favor do referendo, apresentaram declarações de voto, não me merecem qualquer qualificação mais positiva, antes pelo contrário. Sair da sala ou dizer em declaração de voto que eram contra o referendo, apenas significa uma coisa: que valorizam mais a disciplina de voto do que a sua própria consciência e os direitos de dezenas de crianças e famílias deste país.
Sobre a co-adopção e adopção de crianças por casais do mesmo sexo, os opositores continuam a dizer que é necessário um debate público mais amplo (como se os direitos humanos fossem passíveis de debate) e que são necessários mais avanços científicos. Sobre o debate público, pergunto-me: se tivéssemos estado ao longo das últimas décadas à espera da conclusão dos debates públicos sobre as principais questões relacionadas com os direitos humanos, será que teríamos avançado assim tanto? E sobre os avanços científicos, as centenas e centenas de estudos científicos existentes sobre a matéria não são suficientes?
Recordo, a título de exemplo, que a minha Ordem Profissional – Ordem dos Psicólogos Portugueses - entregou à Assembleia da República, há poucos meses, um parecer sustentado por dezenas e dezenas de estudos que confirmam que as crianças criadas por casais do mesmo sexo têm um desempenho igual ao das crianças criadas por pais heterossexuais, no que diz respeito ao seu desenvolvimento emocional, cognitivo, social e ajustamento psicológico. Aliás, as centenas de estudos realizados confirmam, ainda, o papel adaptativo, funcional e emocionalmente ajustado dos pais do mesmo sexo, não havendo qualquer diferença em relação aos pais heterossexuais.
É triste, é muito triste que se defendam com a necessidade de debates e de avanços científicos apenas porque têm medo de dizer abertamente que tem uma mente enclausurada algures no século passado, impregnada de maus e velhos costumes…

Bruno Martins (crónica na Rádio Diana)

Évora: "Doze Meses de Boa Mesa" substitui "Rota dos Sabores"


A gastronomia, como fator identitário de uma região, volta a estar em destaque em Évora com a realização, ao longo de todo o ano, da iniciativa “Doze Meses de Boa Mesa”, da responsabilidade da Câmara Municipal de Évora. 
Assim, nos próximos doze meses deste ano, a oferta gastronómica nas temáticas do porco, das sopas, do borrego, das comidas de verão, da caça e da doçaria regional vai constituir um renovado pretexto para uma visita à cidade e ao seu território concelhio envolvente. 
Para os fiéis consumidores destas especialidades gastronómicas ou simplesmente para quem as venha descobrir e degustar pela primeira vez, as propostas presentes nos menus da quase meia centena de restaurantes (46) serão uns verdadeiros e intensos “Doze Meses de Boa Mesa”.
Esta iniciativa, da qual fazem parte ainda duas pastelarias, quatro lojas gourmet e uma wine shop, conta com a parceria do Turismo do Alentejo, AHRESP, confrarias, unidades hoteleiras e Rota dos Vinhos.
De salientar, que em Évora têm sido os profissionais da restauração, em estreita colaboração com a edilidade, quem tem, verdadeiramente, feito da gastronomia alentejana um produto turístico de projeção nacional e internacional, mobilizando-se, todos os dias do ano, para dar aos clientes os sabores mais genuínos da nossa terra. É a eles que Évora deve o estatuto de destino turístico gastronómico, ao qual já não se pode dissociar a alta qualidade do vinho, do azeite e de tantos outros produtos regionais.
O “Évora, Doze Meses de Boa Mesa” resulta da valorização global da dimensão cultural da gastronomia tradicional e da apreciação crítica dos aspetos das iniciativas passadas, desde logo da Rota de Sabores Tradicionais. O modelo agora em vigor reproduz uma estrutura temática anual, centrada na oferta gastronómica tradicional dos restaurantes aderentes de Évora e do concelho, bem como dos produtos locais promovidos em lojas gourmet e wine shops, à qual se junta um programa cultural específico, distribuído ao longo do ano e pontuado por ações públicas de promoção.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Praxes na origem da morte de estudantes no Meco


Os seis jovens levados pela ondulação da praia do Meco, há um mês, alegadamente sabiam que naquela madrugada se encaminhavam para um ritual de praxe liderado pelo único sobrevivente da tragédia, João Gouveia, que passaria sempre por entrar na água; apurou, este sábado, o JN, à margem da missa campal, no local da tragédia.
Terá sido por esse motivo que as vítimas deixaram os telemóveis na moradia alugada. À exceção do jovem 'Dux' da Comissão de Praxes da Lusófona, que escapou às ondas, e que levou consigo o telemóvel e uma mochila.
"É normal este tipo de rituais. Sei lá: saltar ondinhas. Lá (na Lusófona), sabemos que o João contou que era isso que fizeram. Eles sabiam que iam entrar na água. Culparem-no é um disparate", disse, ao JN, sob anonimato, uma das dezenas de estudantes que homenagearam as vítimas e se refugiaram no café de praia, devido à chuva. "Por isso deixaram os telemóveis em casa", disse a jovem, interrompida por dois colegas trajados, quando se aperceberam que a jovem estava a quebrar o pacto de silêncio que impera entre os estudantes e do qual os familiares das vítimas se queixam. (aqui)

O que se passa na Kemet?


Pondo de parte a lixeira que varre maioritariamente todos estes comentários, surgiram algumas informações importantes sobre o que se passa na Kemet. 
Grande parte dos materiais e da própria tecnologia da linha a extinguir (que ocupa cerca de 150 operários) já foi deslocalizada para o México.
Até agora, só 2 ou 3 quadros de topo aceitaram um acordo de despedimento, parecendo-me que a empresa será obrigada ao despedimento colectivo de todos os outros.
Sou uma peça mesmo do fundo da pirâmide e tanto eu como os meus colegas ainda não sentimos o apoio de ninguém, dentro e fora da empresa. Algumas também cá teem os maridos e companheiros o que nos torna a situação muito mais difícil…