terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Seis poemas inéditos de Florbela Espanca vão ser divulgados na próxima sexta-feira


Seis poemas inéditos de Florbela Espanca, poetisa que viveu entre 1894 e 1930, vão ser divulgados na próxima sexta-feira, em Lisboa, anunciou hoje Paulo Loução, da associação Nova Acrópole.
“Na próxima sexta-feira irão ser divulgados em primeira mão seis sonetos inéditos de Florbela Espanca, na conferência-recital, ‘Os Poemas Inéditos de Florbela Espanca’, a cargo de José Carlos Fernández”, disse à Lusa Paulo Loução.
A conferência-recital está marcada para as 19:30, na sede da associação Nova Acrópole, em Lisboa, na avenida António Augusto de Aguiar.
José Carlos Fernández é o autor da obra “Florbela Espanca — A Vida e a Alma de uma Poetisa”, e fundador do grupo de poesia Florbela Espanca da Nova Acrópole.
“Estes seis sonetos da poetisa de Vila Viçosa estiveram na posse de uma das suas alunas durante mais de oito décadas e vêm agora à luz, na sequência de um longo trabalho de pesquisa da investigadora Severina Gonçalves”, esclareceu Paulo Loução.
Segundo o responsável, “a autenticidade é considerada incontestável por esta estudiosa da obra de Florbela Espanca e pelo investigador e biógrafo da poetisa José Carlos Fernández, assim como por todos os que em colaboração com eles têm dedicado, ao longo dos últimos anos, o seu tempo e experiência ao estudo literário e artístico da singular poetisa portuguesa”.
Um dos sonetos intitula-se “Velhinha e Moça” e a primeira estrofe é: “O tempo, mansamente, há-de espalhar/Flocos de neve sobre os meus cabelos,/Numa carícia deixará os selos,/No meu corpo gentil, o seu sabor…”.
Segundo Paulo Loução, “um desses seis sonetos, bem revelador do estilo literário de Florbela Espanca, tem a mesma beleza e ritmo com que criou ‘Charneca em Flor’, obra publicada uma ano após a sua morte”.
Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa no dia 08 de dezembro de 1894 e pôs termo à vida na sua casa em Matosinhos, no dia em que completou 36 anos.
Em 1907 escreveu o seu primeiro conto, "Mamã!”.
Registada Flor Bela de Alma da Conceição Espanca começou a escrever cedo, tendo sido das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o liceu, designadamente o Garcia de Resende, em Évora, onde conheceu aquele com quem se casou em 1913. Dois anos mais tarde, e após vicissitudes várias, no Redondo, Florbela Espanca colige os 85 poemas e três contos, dando início ao projeto “Trocando Olhares”.
Neste ano começou a colaborar no suplemento “Modas & Bordados” do jornal O Século, colaborando ainda no Notícias de Évora e n’A Voz Pública, também na capital alto-alentejana.
Florbela Espanca escreveu contos, um diário e epístolas. Traduziu vários romances e colaborou em revistas e jornais de diversa índole, mas é como poetisa que se celebrizou, tendo cultivado especialmente o soneto.
Em vida, a poetisa caliponense editou “Livro de Mágoas”, em 1919, “Livro de Soror Saudade”, em 1923. Após a sua morte, além de “Charneca em Flor”, foi editado “Juvenília”, em 1931, e “Reliquiae”, em 1934. (LUSA)

8 comentários:

  1. Retiraram os vasos da Praça,espero que coloquem floreiras....saibam embelezar a Praça.

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  2. Os bancos na Praça deviam de ser mais distribuidos ,estão todos ao monte,falta de gosto.

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  3. Caro Eduardo:

    As flores e as plantas embelezam as praças.

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  4. Meu caro Eduardo:

    Mais floreiras.....Mais bancos...Mais árvores.....nas Praças do Centro Histórico.

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  5. RUÍNAS

    Se é sempre Outono o rir das Primaveras,
    Castelos, um a um, deixa-os cair...
    Que a vida é um constante derruir
    De palácios do Reino das Quimeras!

    E deixa sobre as ruínas crescer heras,
    Deixa-as beijar as pedras e florir!
    Que a vida é um contínuo destruir
    De palácios do Reino das Quimeras!

    Deixa tombar meus rútilos castelos!
    Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
    Mais alto do que as águias pelo ar!

    Sonhos que tombam! Derrocada louca!
    São como os beijos duma linda boca!
    Sonhos!... Deixa-os tombar... Deixa-os tombar.

    Florbela Espanca
    "Livro de Sóror Saudade"

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  6. «Sou pagã e anarquista, como
    não poderia deixar de ser uma
    pantera que se preza...»

    (De uma carta de Florbela a Guido Battelli).

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  7. Meu caro Eduardo:

    Ilumina as árvores do Largo da Misericórdia,Largo da Sé,Praça Joaquim António de Aguiar.

    Coloca musica:cante alentejano de Natal.

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  8. "Coloca musica:cante alentejano de Natal."

    Porra, tenham pena dos meus ouvidos.

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