quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Museu da Música: mas não era para vir para Évora?


As decisões dos políticos mudam como as andorinhas. Na generalidade. parece que fazem afirmações avulsas e que não existem estudos nem opções que suportem as decisões que tomam. Só lhes interessa o efeito que as suas palavras poderão ou não ter na mobilização do eleitorado - a substância é coisa de segunda ordem. 
Vem isto por causa do anúncio ontem feito pelo actual secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier de que o Governo estuda a transferência do Museu da Música para Mafra, o mesmo Museu que ainda não há muito tempo (sei que era no tempo do governo PS, mas pensava que nestas coisas a mudança de governos não punha em causa decisões de fundo e estratégicas) era dado como certo em Évora, no Convento de São Bento de Castris, que seria recuperado. Anúncio feito pela pianista e ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, em 2009, quando com pompa e circunstância visitou Évora.
A ideia foi retomada pelo primeiro secretário de Estado da Cultura do governo PSD, Francisco José Viegas, que disse que essa era "a sua intenção", mas que em 2012 "não podia ser" por falta de recursos financeiros. 
Depois nunca mais se soube do projecto. Sabe-se agora que o seu destino não será Évora, mas sim, eventualmente, Mafra. Alguém confiará ainda na palavra ziguezagueante dos políticos para quem a verdade de hoje é a mentira de amanhã e que obrigam as entidades que tutelam, muitas vezes, a darem o dito por não dito?

15 comentários:

  1. Isso não passou de PROPAGANDA do PS/Évora.

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  2. O senhor Frota está calado,falou nisso algumas vezes.

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  3. Mas nunca teve lógica um museu fora da cidade,só jogadas socialistas!

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  4. Mentiras,Mentiras,Mentiras.......12 anos.

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  5. Essa gente não é gente confiável
    Corruptos, mentirosos, cabotinos

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  6. Mais uma vez é o PSD a desviar investimento do Alentejo. Como têm um problema gravíssimo para resolver em Mafra e não têm verbas para a conservação do edifício, vá de se lembrarem do Museu da Música que já estava planeado para Évora.
    As forças da cidade ficam-se?

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  7. Ficam-se no quê? Alguma força viva (?) fez algo para que o museu viesse para cá? Aquele pseudo-projecto foi apenas propaganda de quem não tinha/tem objectivos e força de vontade política.

    87V

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  8. O texto do Carlos Júlio diz quase tudo. A transferência do Museu da Música- que está instalado em circunstâncias precárias em dois pavilhões da estação do Alto dos Moinhos do Metro de Lisboa, sob contrato de arrendamento até 2014- para o Museu de S.Bento de Castris, foi anunciada, em Maio de 2009, no decurso de uma deslocação ao Alentejo (Beja) pelo Secretário de Estado da Cultura,Elísio Sumaville.A instalação seria feita, de forma faseada e o projecto gozava de financiada.
    Em Setembro de 2010 a própria ministra, Gabriela Canavilhas,confirmava ao «JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias» essa decisão de aqui ser criada «uma mega-estrutura para a música, um espaço de acolhimento para instituições musicais e da historiografia tal como o arquivo
    sonoro».
    Francisco José Viegas, primeiro secretário de Estado do actual Governo veio a reiterar essa intenção dizendo no entanto que ela não se concretizaria em 2012 por falta de recursos financeiros.
    Entretanto Viegas saiu e sucedeu-lhe Jorge Barreto que nunca mais falou no assunto
    Mas aqueles que se preocupam com cidade e não passam o tempo ocupados com a baixa política, aperceberam-se de que algo estava a acontecer. No meio da vozearia desatinada e desmiolada que antecedeu as eleições autárquicas (29 de Setembro ), decorreu no Convento de S.Bento de Castris um evento indiciador de que o destino que lhe estava sendo destinado, nada tinha a ver com a instalação do Museu da Música.
    Naquele lugar, de 19 a 21 de Setembro, em organização do CHAIA( Centro de História e Investigação Artístca), do CIDEHUS (Centro Interdisciplinar de História Culturas e Sociedades da Universidade de Évora, da Delegação Regional da Cultura apoiada pelo Governo, que se pretendia - passo a citar - «REINVENTAR NA CONTEMPORANEIDADE A DENSIDADE HISTÓRICA, INTEGRANDO O MOSTEIRO CISTERCIENSE NUMA MAIS AMPLA GEOGRAFIA DO DISCURSO DA ORDEM DE CISTER É O GRANDE OBJECTIVO DESTA INICIATIVA; INSERIDA NAS JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2013.
    Mais se aduzia que - e continuo a citar´-« A PROPOSTA DE RESIDÊNCIA CISTERCIENCE FEITA SERIA REGIDA PELO RITMO DA REGRA BENEDITINA, APOSTAVA NA VIVÊNCIA DOS ESPAÇOS DO MOSTEIRO E NO DEBATE DAS QUESTÕES A ELES LIGADOS E AO SEU FUTURO APOSTANDO-SE NO CARÁCTER ORIGINAL DA INICIATIVA».
    Não se podia ser mais óbvio tanto mais que a Associação Portuguesa de Cister vem envidando todos esforços para o regresso dos seus monges a Portugal.( O convento de S.Bento em Évora foi fundado em 1274 por D.Urraca Ximenes,da Ordem de Cister.)
    Dado que a cidade não esboçou qualquer reacção e as próprias entidades responsáveis pela cultura até apoiaram a realização da iniciativa, Jorge Xavier Barreto, sentiu-se à vontade para começar a estudar a instalação de tão precioso Museu, um dos mais ricos da Europa, noutra zona mais perto de Lisboa, que não Évora.
    Cabe agora à nova Delegada Regional da Cultura e à nova estrutura cultural da Câmara actuarem no sentido de averiguar e exigir saber o que mudou no desvio magnético sofrido pela bússola do Secretário de Estado.
    Eu já levantei uma ponta do véu. Os outros que façam o trabalho pelo qual são regiamente pagos.

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  9. O que fez a Aurora Carapinha?

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  10. Emendo: logo no final do primeiro parágrafo quero dizer que o projecto gozava de financiamento comunitário-

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  11. A cãmara de então com todos os meios de comunicação :diário do sul,radio diana,revista Mosaico..............não esboçou qualquer reacção.

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  12. A cãmara de então com todos os meios de comunicação :diário do sul,radio diana,revista Mosaico..............não esboçou qualquer reacção.

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  13. A Évora Mosaico em Setembro de 2013? Estava suspensa desde Fevereiro de 2012. Que pobreza de espírito!E então só a comunicação é que tem de se aperceber do que se passa na cidade?! E a oposição faz ou fez o quê? Tanta reunião semanal,tanta análise da situação político-social-cultural, apenas para insultar os outros? Para esta gente os jornalistas, é que tem fazer tudo para eles continuarem a viver na clandestinidade e os atacarem a coberto do anonimato.

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  14. A canalha está viva. Chega-lhe José Frota!!!

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  15. Não queiram chamar a policia!

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