sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"Fernanda. Quem Falará de Nós os Últimos?", em cena hoje e amanhã no Garcia de Resende (Évora)


No Teatro Garcia de Resende | Évora o Teatro da Rainha apresenta6 e 7 de Dezembro | 21h30

Ernesto e Fernanda
Fernanda não é propriamente um espectáculo. É uma celebração, uma elegia ritual que na tristeza funda do acontecimento morte celebra um amor impossível, amor passado e presente, um nome, Fernanda, o corpo e o seu espectro: “todos os teus odores, todas as tuas cores, todos os teus ruídos, me cingem, impelem, para dentro de mim próprio” […] “realizaste o único verdadeiro milagre, o do encontro na terra, cujo sentido se encontra gravado a letras de fogo no mais profundo de mim mesmo”. Ernesto escreve Fernanda como luto imediato e suicida - morre pouco depois da escrita do livro, a Fernanda morreu ensaiando o anjo de As Barcas, de Gil Vicente, no Teatro Nacional de São João.

Encontraram o corpo, caído na alcatifa, no quarto do antigo Hotel Batalha, e sobre a cama um livro, a cigarreira e um colar. Os actores morrem assim, entre um papel e outro, fora de casa, fumando cigarros cortados ao meio entre palavras sabidas de cor, a fazerem de anjos - ou de diabo.

Prosas e poemas de Fernanda, de Ernesto Sampaio  encenação Fernando Mora Ramos  direção de ensaios e dramaturgia Isabel Lopes  dispositivo cénico e figurinos Isabel LopesFernando Mora Ramos  criação sonora e sonoplastia Carlos Alberto Augusto  desenho de luz  Nuno Meira interpretação Joana CarvalhoFernando Mora Ramos. (nota de imprensa)

1 comentário:

  1. Lá vai a elite de «tonhos» pseudo-intelectuais coçar o neurónio ao TGR,
    mamam a seca e nem bufam,
    é que «pode parecer mal... e se pensam que não entendemos?...
    Quando é que abrem a pestana e gritam que o rei vai nu, deixam de dar a sua cooperação aos verddeiros artistas, à arte que lhes pode interessar e tocar, apenas porque sim... miséria, hipocrisia, tristeza
    Foi uma bela seca não foi?!

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