quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

E se fossem avaliar…

Portugal é um país debaixo do jugo de instituições estrangeiras que os nossos governantes tratam como “parceiros” ou mesmo “amigos””.
No âmbito do pacto assinado por PS, PSD e CDS, estas instituições têm um conjunto de poderes que lhes permite fazer avaliações periódicas da aplicação do pacto, deixando sempre sugestões para a avaliação seguinte.
No fundo vêm verificar se o nível de exploração está nos níveis pretendidos, se o processo de empobrecimento está no bom caminho, se os bolsos dos grandes grupos económicos estão a ser devidamente abastecidos e se as funções sociais atribuídas ao Estado estão a ser devidamente destruídas.
Para estes nossos “amigos” ou “parceiros” a austeridade nunca é demais e é sempre necessário ir mais longe e mais depressa.
À pergunta “mas afinal para que servem estes sacrifícios”, respondem qualquer coisa vaga em nome de um futuro risonho para as gerações que ainda não existem.
Após mais de dois anos de actividade criminosa, temos menos direitos sociais, ganhamos menos, temos menos protecção social, pagamos mais pela saúde e pela educação e… devemos mais aos nossos agiotas de estimação e em cada avaliação somos confrontados com a necessidade de ir ainda mais além.
Num primeiro momento centraram-se nos trabalhadores da administração pública e o governo, solícito, traçou um programa de ataque a esses trabalhadores, argumentando que era necessário equiparar as condições de trabalho no sector público e privado.
Todos nos lembramos da estratégia usada, com a comparação de salários e a tentativa de instalar um clima de hostilidade entre trabalhadores dos dois sectores.
Agora, antes de mais uma avaliação, estes nossos “parceiros” vêm dizer que é necessário reduzir os salários aos trabalhadores do sector privado, em particular na energia, banca e telecomunicações.
Quase que apostava que vamos passar a ter notícias com uns quadros que comparam o salário de um caixa de um banco com um caixa de supermercado para mostrar como o primeiro ganha acima das possibilidades do país.
Também nos tentarão demonstrar que se os trabalhadores desses sectores tiverem cortes nos salários, pagaremos menos pelos serviços prestados por essas empresas sem mexer nas suas margens de lucro.
No fundo o mesmo argumento que usaram para liberalização dos preços em vários sectores de actividade com os resultados que se conhecem.
Claro que também querem o aprofundamento das chamadas reformas da legislação laboral, em particular a destruição da contratação colectiva e a aplicação do princípio da negociação empresa a empresa.
E já que cá estão, aproveitam para chantagear um órgão de soberania avisando de que se cumprir a sua função teremos mais aumentos de impostos.
Não param, não conhecem limites e não têm vergonha. Nem eles, nem o Governo que está às suas ordens, nem aqueles que, não estando no governo, lhes escancararam as portas.
Em tempos, Álvaro Cunhal comparou o FMI a um “buldogue” que apanha um pouco de pele e não larga mais. A realidade confirma a análise e o buldogue já há muito que chegou à carne da vítima.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na Rádio Diana)

10 comentários:


  1. NA DEMOCRACIA TÃO AO GOSTO DO EX-DEPUTADO BERNARDINO SOARES:

    Amnistia Internacional revela novas imagens de 'gulags' norte-coreanos
    Relatório da Aministia Internacional compara imagens de 2011 e 2013 de dois campos de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Um deles aumentou.


    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/amnistia-internacional-revela-novas-imagens-de-gulags-norte-coreanos=f844589#ixzz2mcW0HJUK

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  2. É preciso denunciar os vários campos de concentração,tanto os Norte-Coreanos,como outros.......os Americanos alem de terem no seu proprio território,tem o célebre campo de guatanamo.........afeganistão,Libia e muitos outros.

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  3. Basta ir a NET para ver os enormes Campos nos EUA.

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  4. O Kzar Norte-Coreano infelizmente não é o unico,o mundo está cheio de tiranos,alguns disfarçados.

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  5. Leia-se o Dieb e Leia-se o Luciano.
    Cada um que tire as sus conclusões.

    Já tirei a minha: Votaria no Dieb sem pestanejar e nunca votaria no Luciano nem que ele se besuntasse de mel.

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  6. Os comunoides vão espantar qualquer gajo que queira investir uns dinheiros nesta terra.

    Esta amargura, fel e ódio metem ansias

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  7. Vergonha não têm estes gajos por serem ESTALINISTAS do mais rançoso que existe.
    O que vale ainda ao País, é esta trupe não poder almejar muito mais do que umas câmaras municipais.

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  8. diz Luciano:
    Álvaro Cunhal comparou o FMI a um “buldogue” que apanha um pouco de pele e não larga mais
    Realmente é uma análise económica das mais profundas de sempre.

    Portanto se corrermnos com o FMI acabam-se todos os nossos problemas!
    Tiro o chapéu à inteligência do Luciano!


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  9. No Barreiro o comité nem o deixou passar da bancada em Évora o padrinho Abilio transformou num vereador,mas a falta de cérebro é brutal e imagine-se de formação advogado.
    O fmi só chega quando se acaba o dinheiro dos outros na orgia socialismo esquerda caviar.

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  10. O curso de Direito é muito fácil: qualquer merda o faz.

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