quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

António Dieb: Alentejo é o "centro do país"


O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo saudou hoje o reforço dos apoios europeus para a região entre 2014 e 2020, considerando que este território se tornou no “centro do país”.
“O centro do país, neste momento, é o Alentejo. Olhamos para todos os indicadores económicos e sociais e percebemos” que a região, apesar de continuar “a ter imensas carências e necessidades”, é “onde o trabalho tem tido maior relevância”, frisou António Dieb.
O presidente da CCDR falava aos jornalistas à margem de uma sessão, em Évora, na qual foi efetuado o balanço do atual programa operacional regional, o InAlentejo, e foram traçadas as perspetivas para os próximos fundos comunitários.
Também presente na cerimónia, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida, disse que 93% das verbas comunitárias para os programas operacionais regionais em Portugal vão ser encaminhadas para as regiões “mais pobres”.
O Alentejo vai ocupar um lugar de destaque, no período de apoios comunitários que vai vigorar entre 2014 e 2020, pois, a região vai ter um reforço de 42% de verbas, passando de cerca de 850 milhões para aproximadamente 1.200 milhões de euros.
“São notícias muito boas, que responsabilizam de uma forma muito direta e exigente os agentes públicos e privados, coletivos e individuais, da região”, congratulou-se o presidente da CCDR Alentejo.
Ao existirem “muito mais meios financeiros disponíveis”, o Alentejo vai ter que ter “muito mais responsabilidade” no investimento desses fundos, defendeu António Dieb.
Para o presidente da CCDR, este aumento de fundos não traduz necessariamente uma discriminação positiva para a região, mas sim um contributo para a sua “diferenciação competitiva”.
“O Alentejo não precisa de discriminação positiva. O Alentejo precisa é de pegar nos eus valores e diferenciar-se competitivamente das outras regiões e da Europa”, disse.
A região já tem “o ambiente mais bem preservado, o ordenamento do território mais reconhecido, a regeneração urbana exemplar em qualquer zona do país ou a nível europeu, o maior lago artificial da europa, o maior crescimento da atividade agrícola do país”, exemplificou.
“Não precisamos de ser tratados como aqueles que precisam de muita ajuda distinta. Temos que ser tratados como aqueles que pegaram nos seus valores e conseguiram tornar-se diferentes e mais competitivos”, sublinhou.
O próximo programa operacional regional está, neste momento, “em elaboração”, disse António Dieb, assumindo a ambição de, “a partir do segundo semestre do próximo ano”, ter “o novo quadro comunitário no terreno”.
Na cerimónia de hoje, foram também assinados 17 novos contratos de investimento com entidades da região, num investimento global de 6,6 milhões de euros, a que corresponde um investimento elegível de 4,3 milhões, com um incentivo comunitário de 3,5 milhões. (LUSA)

6 comentários:

  1. Este gaito da politica é igual ao Passos COelho, a Antonio José Seguro, etc... nunca fez nada na vida, apenas foi dirigente das associações de estudantes como so outos e nunca fez mais nada senão montar-se nas estruturas do poder...Nâo sabe nem soube nunca fazer nada...

    ResponderEliminar
  2. @00:43

    Mil vezes este gajo ser igual ao Passos Coelho do que igual ao ESTALINE ou o abutre do Norte Coreano como são os gajos que estão na atualmente na Câmara

    ResponderEliminar
  3. Há a assinalar um discurso que coloca o Alentejo no "centro do país". O Alentejo tem valor, é centro da atenção e do investimento de quem nos governa. Bravo.

    ResponderEliminar
  4. Quando, em Abril de 1996, num Congresso do Alentejo, o Dr. Munhoz Frade apresentou uma comunicação, em que propunha, sob extensa argumentação numérica, a construção de um Hospital Central Alentejano EM BEJA, o PCP opôs-se, terminantemente. Ao contrário da visão centralizadora e macrocéfala da regionalização que esse Partido defendia, pretendendo que no vasto Alentejo tudo tivesse que se canalizar para Évora, o Dr. Munhoz Frade defendia uma visão de desenvolvimento integrado, mais harmoniosa para o conjunto e mais justa para as populações periféricas, porque multipolar.
    Vem esta memória a propósito. Será que os números que o Dr. Munhoz Frade apresentou foram aproveitados para o projecto de Hospital Central do Alentejo em Évora? Será por essas pretensões que o lóbi eborense intenta "secar" todo o território alentejano a norte e a sul? Será por isso que nos querem obrigar a esvaziar o Hospital de Beja?

    ResponderEliminar
  5. Parece que anda por aqui muita gente que ainda acredita que existe um papel determinante na atividade politica das nações que as personalidades fortes e ativas podem desempenhar. Se bem que se tenha por historicamente adquirido que isso foi um facto, hoje se constata que os factores determinantes e condicionantes da politica dos governos (transformados em meras administrações) se situam numa esfera inacessível aos cidadãos. A financeirização do capitalismo globalizado é uma realidade dura e geradora de grandes perversões e perigos para a Humanidade, como o Papa Francisco recentemente apontou. A questão que exprime o desafio que a Humanidade tem de saber enfrentar e corrigir ainda se pode inspirar no aforismo marxiano de que não basta conhecer a realidade, é preciso transformá-la. Começando pelos fins (ou melhor, pela finalidade da luta política, não necessáriamente de classes…), essa é precisamente a grande dificuldade: compreender o mecanismo do mundo atual. A globalização da economia alimenta-se da dinâmica gerada pelas diferentes fases históricas em que o desenvolvimento das economias regionais se encontram: países que ontem eram “terceiro mundo” hoje são os que têm maiores índices de crescimento, em resultado da deslocação de investimentos, retirados do “primeiro mundo” em busca de fatores de produção menos onerosos, condenando à retracção as economias “velhas”. No meio disto, os cidadãos do chamado “ocidente” vão ficando depauperados, não sabendo o que fazer, sentindo-se abandonados à sua má sorte pelos políticos… Mas terão eles culpa? Porque morreu a força das ideologias? Quer-me parecer que uma questão se torna clara: terá sido o abandono da visão social por parte da social-democracia, vestindo o papel de gestores do liberalismo económico, precisamente uma das mais importantes causas do recuo civilizacional que assistimos. Impõe-se pois o retorno à política da visão humanistica. Não apenas no discurso retórico. Precisamos de políticos que tenham essa convicção.

    Catarina

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.