quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A última do ano

A última crónica de cada ano divide sempre o cronista. Ou faz o balanço do ano que termina ou fala do que se perspectiva para o ano seguinte. A terceira alternativa é ignorar que é dia de Natal, e que a crónica seguinte irá para o ar já no dia 1 de Janeiro e pegar num dos temas da actualidade mais premente.
Um pouco farto de balanços e de olhar para bolas de cristal mais ou menos embaciadas, vou optar pela terceira alternativa e falar do presente imediato. Conhecidas as conclusões do último Conselho Europeu, ficámos todos a saber para onde apontam as mentes brilhantes que, ao serviço de interesses obscuros, vão determinando os caminhos que os povos da Europa serão obrigados a percorrer num futuro mais ou menos imediato. Não há novidades nesse caminho onde se preconizam medidas gravosas de transferência de carga fiscal do capital para o trabalho, mais privatizações, acentuar a diminuição de salários e a desregulação laboral, cortes violentos de direitos sociais acompanhada de maior concentração de capital.
Este caminho pressupõe sempre um ataque ao que resta da soberania dos Estados, empurrando esta Europa para o federalismo sem a preocupação de perguntar aos detentores da soberania, os povos, se aceitam esse caminho. Não se trata de abdicar voluntariamente da soberania mas sim de uma verdadeira expropriação.
Já estou a ver os executantes destes ditames a neles se escudarem para justificar o aprofundamento das condições de exploração no nosso país, como se não bastassem as humilhantes condições que aceitaram quando assinaram o memorando de entendimento com a troika, acrescidas da sua própria agenda ideológica, que pretende acertar contas com aquilo que foi conquistado após a Revolução de Abril de 1974.
No ano em que se comemoram os quarenta anos da Revolução de Abril e sob o pretexto de “estarmos quase a sair debaixo do jugo da “troika”” vão exigir-nos mais passividade, que nos acomodemos até Junho, que tenhamos compreensão perante tanta inevitabilidade.
Não pensem nisso. Se nem no período festivo abrandou a mobilização contra este caminho de desastre, não serão os cândidos apelos a “comer e calar” que irão desmobilizar aqueles que acham que um governo que insiste em governar contra a Constituição só pode ser demitido. Alguns já estarão a dizer “o gajo disse que não ia falar do futuro e não falou de outra coisa”. Não estive a falar do futuro, estive a falar daquilo que o Conselho Europeu entende hoje que deve ser o futuro. Concluam lá o que entenderem, o futuro será aquilo que os povos europeus quiserem que seja.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na Rádio Diana)

8 comentários:

  1. Epah ! ja nao suporto este gajo.
    Com este sorrisinho mais falso que uma cascavél...
    Desculpem este desabafo,mas é aquilo que sinto."Sabe tudo sobre tudo,mas que arrongancia tao grande.

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  2. De Évora nem uma palavra onde trabalha e pode e deve fazer melhor com a sua equipa na gestão da autarquia para melhorar a vida da comunidade que votou numa mudança.
    Pergunto o que fazer os vários acampamentos de crime edificados no espaço publico na Malagueira no ultimo mês,não falamos de pobres mas sim de traficantes droga que por serem ciganos pensam que podem fazer tudo impunemente.

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  3. Aí garanhão. Vais até ao ultimo dia do ano sem negas.Que São Lenin te proteja.

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  4. SIM! Arrogancia !!!
    Ao ponto de ter a arrogancia de escrever,como se alguém precisasse de aprender alguma coisa com esta conversa,que é sempre a mesma tanga da cassete ODIADA do PCP. Já cansa!
    Será que este e outros individuos que nao passam de autenticos clones uns dos outros,nao perceberam ainda que já nao enganam ninguèm ENGOLE esta conversa?
    Desde o 25 de Abril de 1974 a ouvi-los é dose!
    ARRE PORRA QUE É DEMAIS!

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  5. "CRONISTA" sinceramente...

    e trabalhar ? nao?

    Tantos parasitas...assim o cao,morre.

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  6. Pobre Pinto com elementos deste calibre não chega o Natal de 2014,os serviços da autarquia não funcionam nem a 15% a desgraça é total,a 2 semanas que na avenida junto do hospital do Patrocínio anda uma equipa a espalhar folhas de uns passeios para os outros até dá dó,onde anda o chefe ou o fiscal???
    Por amor de deus!!!!!!

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  7. A CMÉvora está paralisada. Os PSs e aliddaos boicatam os trabalhos e os novos dirigentes não tem coragem para mudar as pessoas. A malagueira é uma lástima agora até já fazem quintinhas privadas no espaço público e ninguém faz nada.

    No centro histórico a situação não é melhor.

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