quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Surpresa

Ontem fui a Serpa. Fui participar na inauguração de uma exposição de fotografia de Telmo Rocha, que fotografou gentes e espaços da nossa cidade.
Pretendia-se levar Évora a Serpa e dessa forma demonstrar que todas as distâncias são mais curtas do que parecem.
Não conhecia o espaço onde as fotografias iriam ser expostas e, embora o nome me suscitasse curiosidade, confesso que não equacionei a possibilidade de encontrar um espaço com aquela qualidade.
Musibéria, Centro Internacional de Músicas e Danças do Mundo Ibérico, é um equipamento a todos os níveis notável. Inaugurado em Junho de 2011, conta com auditório (140 lugares), estúdio de gravação, sala de coro, 9 Salas para o ensino da música, 2 Salas para o ensino da dança, sala expositiva, mediateca, biblioteca, galerias, anfiteatro e espaço museológico.
A atitude da direcção do Centro é de total abertura a parcerias, trocas de experiências, colaborações e intercâmbios, sendo que pudemos verificar que se trata de um espaço vivido e ocupado com diversas actividades que vão desde o ensino da música e da dança até à ocupação com residências artísticas temporárias.
Dirão os que medem tudo a metro, ou em número de metros quadrados de equipamento por habitante, que o Musibéria estará sobredimensionado para uma população de cerca de 15000 habitantes.
Dirão mal, porque a direcção do Centro não o entende como algo local ou concelhio mas antes como um polo de atracção e dinamização regional, nacional e internacional.
Estou a usar este exemplo de conhecimento recente para sublinhar a necessidade cada vez mais premente de olharmos para a cultura, ao nível da programação, das infraestruturas, dos agentes, de forma integrada, numa plataforma regional criadora de escalas que tornem possível o reforço e a diversificação da oferta.
Ontem, o olhar do Telmo Rocha sobre Évora foi até Serpa e por lá ficará. Lançaram-nos o desafio de aprofundarmos estas parcerias e intercâmbios com outros criadores e agentes com as possibilidades que um equipamento daquelas características pode proporcionar.
Não temos por cá nenhum espaço como aquele para oferecer como moeda de troca, mas temos certamente muito para oferecer e desejamos que o desafio seja mútuo. 
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na Rádio Diana e aqui)

9 comentários:

  1. PSP/Èvora fica no edificio do Governo Civil

    O Comando Distrital de Évora da PSP já está a utilizar parte do edifício do antigo Governo Civil e, no futuro, vai ocupar todo o imóvel, revelou hoje fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).

    A fonte do MAI adiantou à agência Lusa que a Polícia de Évora começou a utilizar, para já, o rés-do-chão do edifício, mas “futuramente” todo o imóvel “será ocupado por esta força de segurança”, à exceção do gabinete do governador civil e do salão nobre.

    Estes espaços, referiu a fonte, destinam-se “a eventos institucionais de entidades do Estado”.

    A secção de investigação criminal da PSP de Évora, atualmente a ocupar instalações “arrendadas e em mau estado de conservação”, também vai passar para o edifício do antigo Governo Civil, acrescentou a mesma fonte.

    De acordo com a fonte do MAI, estão a decorrer obras no edifício, cuja conclusão se prevê para o final deste mês ou no princípio de dezembro.

    As atuais instalações da PSP de Évora situam-se num edifício contíguo ao do antigo Governo Civil, no centro histórico, junto ao Templo Romano.

    O anterior Governo socialista chegou a anunciar que o Comando de Polícia de Évora iria ser transferido para um novo edifício, situado na circular e junto a uma das rotundas de entrada na cidade, na zona extramuros, mas a mudança não se concretizou.

    A extinção dos governos civis e a transferência das suas competências para outras entidades públicas foram aprovadas pelo Governo a 08 de setembro de 2011. (LUSA)

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  2. Este (e outros de todos os partidos) está como quer...sem patrões, sem chefes a pedir responsabilidades, sem horários "apertados"...etc.

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  3. Meu caro Luciano,o espaço da antiga rodoviaria,pode ser aproveitado para fins culturais,basta empenho e criatividade.

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  4. Ali está aquele imenso espaço (dois pisos),com meia duzia de carros estacionados.

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  5. @10:53
    Uma excelente decisão que deve merecer o apoio dos eborenses.

    A permanência de serviços no Centro Histórico é essencial para a sua preservação e manutenção do CH como espaço vivo.

    A CME devia seguir o exemplo e trazer de novo para o CH, os serviços de atendimento que estão no PITE, corrigindo um dos maiores erros da gestão PS.

    E, para quem diz que não há dinheiro, faça contas ao valor das rendas que são pagas todos os anos e que podiam ser investidos em edifício municipal.

    A ex-Rodoviária seria o local ideal para a instalação desses serviços. Fica junto ao Rossio, onde não falta estacionamento e contribuiria para dinamizar o comércio tradicional e também o Mercado Municipal.

    Mas o mais importante de tudo é o SINAL que precisa de ser dado à sociedade e aos investidores sobre a importância do CH e da necessidade e das vantagens voltar a CENTRAR a Cidade em torno do CH.

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  6. A associação comercial existe?

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  7. DEZEMBRO espero que seja diferente ,o Luis vai conseguir com empenho e a emvolvência das associações uma Praça COM VIDA.

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  8. Existe! Não tem é pessoas com capacidade de liderança! Quando não resolvemos os nossos problemas em casa como é que pudemos mandar na casa dos outros!! Já lá diz o velho ditado....

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  9. @18:50
    Metam lá os do partido se querem ver a capacidade de liderança. lol

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