quinta-feira, 21 de novembro de 2013

“Eu é que sou o presidente da junta”

Canaviais, freguesia do concelho de Évora, era a única que não tinha os seus órgãos devidamente instalados.
Os resultados eleitorais de 29 de Setembro determinaram uma composição da Assembleia de Freguesia em que as duas forças mais votadas tinham o mesmo número de eleitos. Até aqui nada de estranho nem de particularmente complexo até porque a experiência em situações anteriores noutras freguesias foi sempre a partilha do poder nos órgãos de forma a respeitar o sentido de voto das populações.
Lembro aqui as situações do Bacelo, da Malagueira (de presidência CDU) e da Horta das Figueiras (de presidência PS), no mandato anterior, em que as composições das respectivas Juntas foram construídas sem que nenhuma força política detivesse a maioria absoluta.
Já neste ciclo o mesmo aconteceu em S. Bento do Mato onde a Junta é composta por um elemento de cada força concorrente.
Em nenhuma das situações retratadas a gestão destas respectivas freguesias foi bloqueada ou de alguma forma prejudicada pelo facto da força que elegeu o Presidente de Junta se encontrar em minoria.
Assisti a várias tomadas de posse e instalação de órgãos nestas circunstâncias, com os presidentes eleitos a cumprirem as elementares regras de bom senso que o legislador sugere.
Claro que não há bela sem senão e haveria de nascer uma excepção que, por força da obstinação, imporia uma solução que atribui a uma única força política a maioria absoluta no órgão executivo quando os eleitores afastaram com toda a clareza essa possibilidade.
Não está em causa a possibilidade coligações, formais ou informais, que legitimamente as forças políticas entendam fazer. Numa Junta composta pelo PS, PSD e CDU seria sempre possível ao presidente eleito coligar-se com quem entendesse para obter as maiorias que achasse convenientes.
O que está em causa é a recusa liminar dessa possibilidade impondo uma maioria absoluta de uma só força política no órgão executivo, fazendo do outro parceiro mero objecto decorativo que apenas serve para legitimar uma composição do órgão que não reflecte a vontade dos eleitores.
O que aconteceu ontem foi a constituição de uma Junta de Freguesia em que o PS, com 4 eleitos numa assembleia de 9, vai deter a maioria absoluta no órgão executivo.
Esta solução encontrada pelo PS e PSD na Freguesia dos Canaviais reflecte uma postura que se aproxima e cola aquele “boneco” genialmente criado pelo Herman José que, perante qualquer argumento, respondia sempre “eu é que sou o presidente da junta”.

Eduardo Luciano (crónica na Rádio Diana)

19 comentários:

  1. Aliam-se ao PSD em Loures e acham mal que os outros se aliem, conforme lhes dê jeito, noutros concelhos e freguesias. É a moral comunista do venha a nós o vosso reino.

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  2. Ele queria era la meter a burra da sobrinha...

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  3. Este comportamento arrogante e antidemocrático do PS dos Canavais é meio caminho andado para serem erradicados da Junta de Freguesia nas próximas eleições.
    Tomem nota, e daqui a 4 anos falamos.

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  4. Este comportamento arrogante e antidemocrático do PS dos Canavais é meio caminho andado para serem erradicados da Junta de Freguesia nas próximas eleições.
    Tomem nota, e daqui a 4 anos falamos.

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  5. PS e PSD os dois que fizeram a Divida,cerca de 100 MILHÕES de EUROS,vamos pagar os impostos no MÀXIMO,porque estes cavalheiros esturraram uma pipa de massa.

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  6. O Frota continua calado?

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  7. Tem MEDO de falar sobre a judiaria?

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  8. a célula do PC a trabalhar a toda a força... desgaste!

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  9. "eu é que sou o presidente da puta"

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  10. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  11. O Frota não só não continua calado como também,não tem medo de falar sobre a Judiaria, nem sobre qualquer assunto. E não tem medo, porque assume sempre o escreve,se responsabiliza por isso e não se esconde atrás do cobarde anonimato.
    Aliás, já disse o que entendi, num comentário situado noutro post. Todavia, não me importo de o repetir já que também no "Mais Évora", outros dois anónimos me desafiam a falar sobre um assunto que aqui ventilei por duas vezes e até há poucos dias era praticamente desconhecido de todos.
    Porque entretanto foram a uma reunião da Rede das Judiarias Portugueses e ganharam um lugar entre os membros sociais da rede (com o que aliás me congratulo) já vêm falar como se tivessem descoberto a pólvora.
    Como, já o fiz, quero aqui dizer que estou muito satisfeito pelos primeiros resultados obtidos; satisfeito, por,tanto quanto parece,terem prevalecido os interesses da cidade, que são unicamente os meus, sobre os ideológicos; satisfeito, por ter sido o primeiro a chamar,insistentemente, a atenção para o estado calamitoso em que a Judiaria se encontra há mais de cem anos; satisfeito, por ter sido o único a alertar para as possibilidades e potencialidades de aproveitamento do projecto Sefarad, lançado no âmbito do programa de recuperação da cultura e tradição judaica junto da sua diáspora, pela Universidade Judaica de Jerusalém;satisfeito,enfim por ter revelado à maioria das gentes da cidade, uns aqui nados, outros apenas radicados, que Évora teve uma Judiaria que chegou a ser segunda mais importante e populosa do país, qual a zona onde se situava e as ruas e as travessas que a integravam?
    ATÉ HÁ TRÊS MESES QUEM SABIA EM ÉVORA DA EXISTÊNCIA DA REDE SEFARAD? O FROTA e MAIS DUAS OU TRÊS PESSOAS QUE SE INTERESSAM VERDADEIRAMENTE PELA SUA CIDADE.
    Sinto que me limitei a cumprir a obrigação que tenho para com ela. Embora não seja um intelectual ( nunca sou nem pretendi ser visto como tal) e não passe de uma fraude cultural (como habil e sinuosamente insinua, de forma regular, Palminha da Silva, ou de modo mais directo e grosseiro, os meus detractores e inimigos) cá vou fazendo alguma coisa, de pouco valia, é certo, pela minha cidade. Oxalá todos os encapuçados pudessem dizer o mesmo.
    No tocante ao desperdício da referida verba pelo anterior executivo, condenável a todos os títulos, desconhecia o caso em absoluto, ainda que há cerca de cinco meses tivesse tido conhecimento através de um edital de que a família Saragoça houvesse sido intimida a assumir as suas responsabilidades no quadro do visível arruinamento do prédio da Rua da Moeda, de que é proprietária.
    Aguardo,sinceramente, que o ganho de um lugar entre os corpos sociais da Rede das Judiarias Portuguesas seja o primeiro passo para a recuperação de uma zona tão característica mas tão ignorada e desprezada no nosso Centro Histórico.

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  12. O estarola do Luciano...não fosse o PCP e tinha que vergar a mola no duro


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  13. Porque é que o senhor presidente da câmara de Évora,envia através do departamento de educação e acção social, ofícios para as escolas a autorizar antecipadamente, os seus funcionários ali deslocados,a faltar ao serviço,sem prejuizo dos seus vencimentos, com prejuizo para os alunos das escolas, para efeitos da sua presença na manifestação do dia 26 de Novembro em Lisboa?

    Será porque estão interessados com o bem estar dos alunos nas escolas ou porque estão mais interessados com a sua actuação politico/partidária,mesmo com prejuízo dos meninos do seu concelho?

    Ou será ainda como forma de amedrontar todos os seus funcionários, colocados nestas escolas, no caso de não aderirem às manifestações convocadas pelo Stal/Pcp?

    Ou será ainda,para que fique claro, que quem passa a mandar na cidade e nos seus habitantes, durante 4 anos, e desde já, é o pcp?

    Ou será ainda para que fique claro, que o pcp e o seu presidente de câmara de Évora, não estão interessados em desenvolver o concelho mas antes, servirem-se do concelho e dos seus habitantes como arma de arremesso politico/partidário, contra o poder central, mesmo que isso custe sacrifícios aos eborenses?

    É só para entender,se alguém conseguir explicar.

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  14. Os comunistas nunca irão resolver problema financeiro nenhum, porque sem remessas do orçamento de estado, nada sabem criar (DIGA-SE criar receitas, atrair investimento ou gerar parcerias com investidores institucionais e privados) além de escarcéu, gritaria, reivindicação e culpabilização de terceiros.

    Já se esqueceram igualmente que deixaram os anteriores com uns milhões de contos de prejuízo à perna - independentemente dos anteriores terem contraído ainda muito mais dívidas quando já se adivinhava uma crise profunda.

    Por isso, estes senhores do PCP nada irão fazer, seja para pagar dívidas, seja para reinventar receita atraindo capitais. Ai que nome tão PORCO! Capitais!

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  15. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  16. O presidente da CME "autoriza" os funcionários a faltarem PARA irem à manifestação, ou aderirem à greve? Com que direito? e já agora, sabem o que acontece nas câmaras PCP a quem NÃO faz greve quando eles mandam? Amedrontamento.

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  17. E disponibiliza também transporte para as manifestações como fazia quando era presidente da Câmara de Montemor? Assim não há dinheiro que chegue. Quantos mais milhões se vão somar daqui a quatro anos aos 80 milhões agora descobertos em dívida?

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  18. @11,30

    Transporte gratuito,dia de salário garantido.
    Tal e qual.

    E ainda a procissão vai no adro.

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  19. Na anterior Junta de Freguesia da Malagueira, o PCP estava aliado ao PSD (Silvino) que fazia tudo o que o PCP decidia, e em paga davam uns lanches ao cereador do PSD e uma sidas às meninas...

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