domingo, 10 de novembro de 2013

Embraer: já está a fabricar peças para avião militar e ocupa 200 trabalhadores


O administrador da Embraer Portugal, Paulo Marchioto, faz um balanço positivo do primeiro “ano e meio” de funcionamento das duas fábricas de Évora da construtora aeronáutica brasileira, que já empregam cerca de 200 trabalhadores.
“É sempre um desafio fazer o arranque de uma fábrica”, mas “podemos dizer que estamos bastante felizes neste ano e meio que estamos em Évora”, afirmou o responsável, em entrevista à agência Lusa.
As duas fábricas da Embraer, a terceira maior construtora aeronáutica do mundo, começaram a laborar em julho de 2012 e foram inauguradas a 21 de setembro do mesmo ano pelo Presidente da República, Cavaco Silva.
As unidades, uma de estruturas metálicas (partes de asas) e outra de materiais compósitos (componentes para caudas), representaram um investimento de quase 180 milhões de euros.
De acordo com o administrador da Embraer Portugal, na fábrica de estruturas metálicos são construídas as asas do avião executivo Legacy 500 e revestimentos de asa do KC-390 (um avião militar)  e, posteriormente, também a empenagem vertical da nova aeronave militar.
A unidade de materiais compósitos, indicou Paulo Marchioto, é responsável pela construção das empenagens do Legacy 500 e, desde muito recentemente, do estabilizador horizontal do KC-390.
“O KC-390 ainda está em desenvolvimento”, mas a Embraer já está a “fabricar as primeiras peças” nas unidades fabris de Évora, disse o administrador da Embraer Portugal.
O revestimento de asa, segundo Paulo Marchioto, tem “18 metros de comprimento” e é “uma das maiores peças já fabricadas” pela construtora aeronáutica.
Tem “um tamanho considerável e uma complexidade enorme”, acrescentou.
O administrador referiu que as fábricas de Évora da construtora brasileira já empregam cerca de 200 trabalhadores, dos quais três são brasileiros, e que alguns dos materiais transformados nas unidades são fornecidos por “seis empresas portuguesas”.
“O que está a ser feito em Évora é com mão-de-obra local, de Évora e da região”, assinalou.
Mostrando-se “bastante otimista com o futuro”, o responsável destacou que as fábricas de Évora, apesar de estarem no “início da sua implantação”, contam com “todo o apoio da casa-mãe” para o desenvolvimento de “novos projetos e novas montagens nos próximos anos”. (LUSA)

15 comentários:

  1. Só 200?!!!
    E para quando os 650 anunciados?

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  2. Há portanto 200 trabalhadores ocupados?

    Trabalhadores ocupados?

    Que tristeza de escrita

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  3. Os homens sonham a obra nasce.

    Se a EMBRAER não viesse para Évora, outros a retiram acolhido com muito gosto.

    Um comunista nunca irá entender a importância que um investimento privado pode ter na vida de muitas familias

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  4. 14:14
    Uma pessoa como tu nunca irá entender que um investimento privado nunca é só privado (como é o caso Embraer) nem o investimento público é nalgum caso só público, porque conta sempre com investimento, empenho,saberes dos privados.
    Os preconceitos e frases feitas do tipo um comunista,(hoje tão em moda e tão frequente como nos anos 70 um fascista), revelam bem o estado despolitizado, manipulado e desinformado que é o nosso.

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  5. @15:06

    Uma pessoa como tu nunca valorizará o esforço e o mérito individual mesmo que depois isso se reflita no bem estar coletivo. Assim como nunca compreenderá os biliões que a Europa mete no investimento privado, uns em maior escala outros em menor.

    Para um comunista o investimento privado numa escala que saia fora da pequena empresa, é um coisa porca. Já não é de hoje. É de sempre.

    Só a linha comunista - uns leninistas, outros estalinistas, outros trotskistas - se insurge contra o poio público que a Europa deu ao projeto. Por isso mesmo não foram à inauguração. Por isso mesmo as cabeças pensantes, permitiram que uns idiotas fossem fazer barulho ás portas da fábrica.


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  6. Acabei de ver na televisão o final da missa em evocação de Alváro Cunhal. A liturgia comunista continua afinada, mas já sem o brilho de outrora. Foi-se o paraíso na terra, ficaram, no entanto, alguns crentes. A maioria deles esteve esta tarde na cerimónia litúrgica no campo pequeno. Que bom proveito lhes faça. Com missas destas, greves a fingir de conta como a de sexta-feira e romarias a Baleizão se vai entretendo o "pagode".

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  7. 17.54

    A greve não foi a fingir. Fiz greve e o salário será descontado.
    Fiz esta greve e farei todas as que forem necessárias até deitar este governo ao chão.

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  8. «Assim como nunca compreenderá os biliões que a Europa mete no investimento privado, uns em maior escala outros em menor.»

    Investimento privado à custa do dinheiro público, sacado dos nossos impostos?
    Mas que merda de investimento privado é este?
    Ao menos tenham a coragem de chamar o nome certo a esta desbunda dos privados a mamar na teta do Estado, quase sempre em obscuros tráficos de interesses e influências (onde se misturam administradores de empresas, ex-ministros e ex-dirigentes partidários do centrão).
    Desbunda esta que já levou vários paises à bancarrota, como a Grécia, Portugal e a Irlanda.

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  9. Mas que esforço carago!receberam 130 milhões a fundo perdido mais os terrenos a preço simbólico,até eu obrigado!
    A Embraer ainda vai ser pior que academia aeronáutica,é tudo NEGOCIATA PODRE!

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  10. Pinheirinho,Pinheirinho,deixa de beber vinho,está a ficar muito encarnadinho.

    Não partas mais carrinhos,senão não há dinheirinho.

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  11. Robalo vai entregar o hospital de serpa.

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  12. e em troca tachos para os amigos.

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  13. por 6 milhoes de euros comprou o ernesto o terreno à fundação eugénio dalmeida, com 6 milhoes de euros da camara municipal, do dinheiro publico. e ofereceu à embraer.
    com 6 milhoes de euros fazem-se 6 escolas publicas, ou uns tantos hospitais.
    agora pagamos todos.
    com 6 milhoes de euros quantas empresas se faziam? quantas obras municipais, quantos postos de trabalho?.

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  14. 12:40
    Comprou o terreno por 6 milhões de euros, já o "vendeu" aos brasileiros, mas "esqueceu-se" de pagar à FEA.

    Resolveu deixar a dívida na herança. Ou seja: a somar aos 80 milhões (75 milhões da contabilidade + 5 milhões em facturas não contabilizadas) há que somar mais 6 milhões dos terrenos da Embraer.

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