sábado, 30 de novembro de 2013

A guerrilha pelos tachos


Como disse algures, sou apartidária, mas tenho os meus ideais, se há 40 anos dizia sem hesitar sou de esquerda, hoje quando vejo comentários, como os deste blog, fico pensando, mas isto é a esquerda do meu país?
Mas que esquerda é aquela que se guerrilha entre si, apenas para ter um lugar num poleiro qualquer? 
Sou de esquerda por considerar que todo o indivíduo ao nascer deve ter igualdade de oportunidades, liberdade de escolha e a fraternidade dos seus, ou como dizem os franceses "Liberté, Egalité, Fraternité".
Relativamente ao "post" e até porque a maioria dos comentários, pouco esclarecem quem não transita pelos meandros da urbe, o meu caso, queria eu dizer no meu comentário "quem tiver limpo atire a primeira pedra".
No meu município (Vendas Novas), segundo as informações a que qualquer cidadão tem acesso, quanto a última comissão camarária tomou posse o saldo era positivo, houve à data continuidade partidária. Nas últimas eleições deu-se a mudança partidária, e segundo o saldo apresentado existe um grande buraco, este aparentemente da responsabilidade da última gestão. 
Logo meus caros anónimos, já não há pide, logo a liberdade de expressão por enquanto ainda a temos, das restantes resta-nos uma ínfima parte, mas não será com a guerrilha pelos tachos que as vamos readquirir.


30 Novembro, 2013 12:21

4 comentários:

  1. "...Sou de esquerda por considerar que todo o indivíduo ao nascer deve ter igualdade de oportunidades, liberdade de escolha e a fraternidade dos seus, ou como dizem os franceses "Liberté, Egalité, Fraternité"..."

    Gia, esse estereótipo é o triste espelho da esquerda Portuguesa que sempre quis vender essa ideia. Aliás, a esquerda nunca é pela liberdade económica que de tanta regra e burocracia pseudo protectora do povo, acaba sempre por oprimir e desequilibrar a balança.

    Não conheço melhor qualidade de democracia que a dos Países Nórdicos e a igualdade de oportunidades está patente em cada canto da Sociedade, seja o poder de direita ou esquerda. A Suécia por exemplo neste momento é de direita - já foi Social democrata muitos e muitos anos - e a igualdade de oportunidades está sempre presente.

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  2. À primeira vista, terei de concluir que pelas suas palavras se colocou "nos mais dos mesmo" ou seja criticar apenas pela critica sem fundamentar nada. Acusou a C.M de Vendas novas de existência de um "Grande buraco" de um executivo para outro. Esqueu-se foi de enumerar o porquê. Baseado nas mesmas "informações a que qualquer cidadão tem acesso" nomeadamente a transferencia para as autarquias locais de diversas competências que eram dos estado (cantinas, Material de limpeza e de expediente das escolas primárias e pré-primárias, transportes, etc.) acrescendo assim uma grande fatia de custos ás autarquias que nem com a receita fazem face...foi lapso certamente....ou não...

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  3. Meus caros "Anónimos" no inicio de 2010 a Gia escreveu o seguinte texto:
    "Desde que me conheço sempre fui da oposição, provavelmente é algo que me está no sangue como no de qualquer alentejano que não seja herdeiro de latifundiário, conquanto os latifundiários de hoje sejam maioritariamente os filhos dos feitores de então.
    Relembro com saudade a luta por melhores condições de trabalho no tempo da “outra senhora”, trabalhava então na central de correios no Terreiro do Paço, também as corridas à frente da polícia como no aniversário da morte de Ribeiro Santos, em manifestação realizada no Rossio em Lisboa, quando em Março de 1973 mais uma vez tivemos que correr ao toque de caixa dos nossos policiais “protetores” só por termos ousado ir ao coliseu para ouvir, o Zeca, o Adriano e tantos outros que se atreviam a cantar o que lhes ia na alma.
    Seria inconsciente? Tinha a inconsciência da minha geração, da juventude que sonhava com a libertação dos povos, que estava farta de ver partir para a guerra os seus irmãos, familiares e amigos.
    Se naquela altura não respeitava minimamente os nossos opressores e esbirros, hoje respeito todas as opiniões, entendo quem tem tachos chorudos esteja determinado em mantê-los, mas isso não quer dizer que os defenda, não foi isso que tanta juventude imolada sonhou.
    O que mais me fere é a mentalidade dos que gerem os partidos políticos deste belo País, e não abro nenhuma exceção por muito que isso fira a sensibilidade de alguns, no governo, nas autarquias e empresas públicas quem não seja filiado no partido dominante está feito, pode concorrer à vontade a lugares disponíveis (apenas para os seus pares) a competência e a formação não tem qualquer valor o que importa é mesmo o cartão do partido.
    No tempo da outra senhora costumava-se dizer que tínhamos que arranjar cunha maior que a base de D. Afonso (Viseu), mas hoje qualquer cacique local coloca a família toda onde quer, se não existe vaga cria-se uma e o resto do Zé Povinho que se dane."

    Relativamente ao regime de países nórdico, calhando não deve ser mau, já no movimento dos Cap. de Abril havia alguns a considerá-lo como modelo a seguir.

    Relativamente a usar os mesmos argumentos, não me parece, não ataquei ninguém, limitei-me a constatar um facto. Mais, disse que quase durante trinta anos, a gestão municipal da minha terra natal, transformou-o num dos mais rentáveis do distrito.
    Agora houve coisas que aprendi em pequena e a vida confirmou, só nos podemos governar com aquilo que temos e/ou podemos pagar.

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  4. Pois é GIA

    Não é o que a oposição de VN vem dizendo aos anos: A Câmara de Vendas Novas PCP, estava falida. Há pelo menos 8 anos.


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