sábado, 30 de novembro de 2013

coisas do espaço público e do privado

Cara(o)s leitora(e)s e fazedora (e)s do "a cinco tons"

A participação social e responsável, nas suas múltiplas formas possíveis, assume um papel indispensável na construção do espaço público de que todos somos simultaneamente construtores e construtos. É com esta convicção que tenho participando no "a cinco tons". 
Nesta perspetiva, ler e escrever neste espaço virtual tem sido uma intensa experiência de observação de um certo espaço público em Évora. Porém, um prazo à vista para um compromisso académico assumido, exige-me nos próximos tempos, mais e melhor concentração do tempo e das energias de que disponho (para lá das  responsabilidades profissionais). Ausento-me assim deste espaço, muito grata pelas trocas de olhares e de saberes que por aqui me aconteceram. Obrigada a todos, os muitos que de diferentes modos para isso contribuíram. "

A guerrilha pelos tachos


Como disse algures, sou apartidária, mas tenho os meus ideais, se há 40 anos dizia sem hesitar sou de esquerda, hoje quando vejo comentários, como os deste blog, fico pensando, mas isto é a esquerda do meu país?
Mas que esquerda é aquela que se guerrilha entre si, apenas para ter um lugar num poleiro qualquer? 
Sou de esquerda por considerar que todo o indivíduo ao nascer deve ter igualdade de oportunidades, liberdade de escolha e a fraternidade dos seus, ou como dizem os franceses "Liberté, Egalité, Fraternité".
Relativamente ao "post" e até porque a maioria dos comentários, pouco esclarecem quem não transita pelos meandros da urbe, o meu caso, queria eu dizer no meu comentário "quem tiver limpo atire a primeira pedra".
No meu município (Vendas Novas), segundo as informações a que qualquer cidadão tem acesso, quanto a última comissão camarária tomou posse o saldo era positivo, houve à data continuidade partidária. Nas últimas eleições deu-se a mudança partidária, e segundo o saldo apresentado existe um grande buraco, este aparentemente da responsabilidade da última gestão. 
Logo meus caros anónimos, já não há pide, logo a liberdade de expressão por enquanto ainda a temos, das restantes resta-nos uma ínfima parte, mas não será com a guerrilha pelos tachos que as vamos readquirir.


30 Novembro, 2013 12:21

CORPO.NU.DESENHO#5: Exposição é inaugurada esta tarde na sede do Grupo Pró-Évora

(clique para aumentar)

Évora: contos infantis no "é neste país"


Hoje, na" é neste país", às 11:30H

Pedro Balça

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A ANTIGA ALUNA FLORBELA ESPANCA

(continuação)

A vida melhora um pouco e o par regressa a Redondo mas por pouco tempo. A poetisa tinha sofrido um aborto involuntário que lhe deixara sequelas nos ovários e pulmões, aparentando sintomas de tuberculose e refugiara-se ali para tentar recuperar. Mas como as melhoras não chegassem, antes pelo contrário, o seu estado de debilitamento físico e psíquico era cada vez mais preocupante, Florbela é aconselhada a ir para a serra algarvia para descansar e tratar-se.
A ideia agrada ao marido que por ali tem o irmão e a cunhada que são professores na então Vila Nova de Portimão. 
Em 1918 marido e mulher radicam-se em Quelfes, pequena aldeia rural do concelho de Olhão. A grande escritora Agustina Bessa Luís que virá ser a sua grande biógrafa ( "A Vida e Obra de Florbela Espanca", Editora Arcádia, 1979) dirá que «a sua permanência em Quelfes não foi relevante e ter-se-á desenrolado ao cabo de seis meses de marasmo, ansiedade, sossego, solidão literária, pouco conformes ao seu natural estado de espírito insubmisso e irrequieto». Detestava ir a Faro, à consulta do "Doutor Índio", um médico goês muito conceituado em todo o Algarve, sendo especialista em doenças pulmonares, mas de quem não gostava pela maneira como ela a olhava e tocava. Assim como detestava ir a Olhão pelo cheiro fétido e nauseabundo que se desprendia da Ria.
Apesar de ter por perto o marido, o cunhado e a mulher deste, Florbela não se sentia bem e em pequenos apontamentos ia deixando escrito: «estou muito triste e tenho ódio ao Algarve». A verdade, contudo, é que a amenidade e a placidez do clima algarvio, associadas à sabedoria do "Doutor Índio" , recuperaram-na rapidamente. Mas ela já tinha adquirido a certeza de não querer ficar por ali. Tal era a vontade do médico que insistia na sua estada por mais uns meses para consolidação do seu estado de saúde. «Por mais que todos me digam que tenho de ficar aqui, eu não quero. Era melhor dar um tiro nos miolos» -desabafava para os seus papéis. E agora então, isso parecia o mais provável, pois o marido conseguira encontrar um emprego estável num banco em Portimão. 
A paixão entretanto extinguira-se e o marido deixara de se interessar por ela a nível afectivo. Foi assim que sentindo-se remoçada e o fogo interior a consumi-la, Florbela, resolve deixar o Algarve, sem que Alberto Monteiro esboce o mínimo esforço para a deter, e vem para Lisboa finalmente cursar Direito. É já como estudante universitária que vê sair o seu primeiro título, "Livro de Mágoas", editado em 1919 pela revista "Seara Nova" sob a direcção de Raul Proença, a quem enviara em 1916 uma colectânea de manuscritos que chamou de "Trocando Olhares". Os 200 exemplares tirados esgotam-se rapidamente e as apreciações críticas são extremamente elogiosas. Obtida a fama, o reconhecimento literário e os aplausos com que sempre sonhou, Florbela embrenha.se na vida boémia e segue os ditames da moda parisiense, por mais extravagante que esta seja. É o começo dos loucos anos 20 em termos de comportamento, traje e vestuário. E ela gosta de chamar a atenção, de seduzir, de provocar.
Agustina, como Maria Alexandrina, uma outra estudiosa da sua vida ("Florbela Espanca e sua personalidade", 1964) descrevem-na nesse tempo como sendo uma «mulher atraente, graciosa, porte senhoril, de fartos cabelos negros, muitas vezes apanhados deixando a nuca à mostra, outras soltos pelas costas. Agustina destaca ainda os pormenores do seu guarda-roupa, usando peles, capelines, longos e lascivos colares de pérolas e principalmente a saia-calça, grande e "descarada" moda francesa do pós-guerra, «fixando um tipo de vagabunda letrada. o qual perdurará no tempo» e que a fascinava pelo escandaloso desafio às regras sociais.
Em 1920 Florbela tem o seu primeiro amante na pessoa de António José Marques Guimarães, alferes de artilharia da Guarda Republicana, com quem vem a casar-se, de novo civilmente, em Junho de 1921, depois de se ter divorciado do primeiro marido. Guimarães é entretanto colocado no Porto pelo que ambos vão viver para Matosinhos, terra dele. Florbela abandona a Faculdade de Direito (está no 3º. ano), mas quando menos esperam, Guimarães é obrigado a voltar a Lisboa por ter sido nomeado Chefe de Gabinete do Ministério do Exército. Florbela demora-se ainda algum tempo para deixar as coisas em ordem. Dois meses depois do seu regresso sai o seu segundo título, "Livro de Soror Saudade", recheado de poemas criados no breve espaço de ausência do marido. Não tardará muito, contudo, a ter de rumar a Matosinhos para se tratar de novo aborto que a deixa, como o anterior, muito abalada.
Depois ninguém ao certo o que se passou. A correspondência trocada em ambos continua a revelar, segundo os especialistas na exegese dos referidos textos, «uma mulher saudosa do corpo do marido-amante e que sem constrangimentos lhe confessa o seu desejo- atrevimento que ultrapassa em muito o consentido para a época». 
O certo é que a circunstância do médico responsável pelo seu tratamento ser Mário Pereira Lage, amigo do marido, que conhecera dois anos antes como médico do exército e que a cobiçara desde o primeiro momento em que a vira, não augurava nada de venturoso. O prolongamento da sua ausência em Matosinhos, os pretextos invocados para o adiamento do regresso a Lisboa, o seu temperamento fogoso em termos carnais e a noção de que Lage, nove anos mais velho e pouco escrupuloso não desperdiçaria a oportunidade para conseguir os seus intentos tiraram a Guimarães qualquer dúvida sobre o que estava acontecendo. 
O marido acaba por receber sem surpresa, ainda que com profundo desgosto, a carta em que ela lhe anuncia, já viver com Lage, solicitando-lhe o divórcio pois pretendia casar-se com ele o mais brevemente possível. Escreve então à família a explicar a sua decisão. Temos conhecimento das razões por ela invocadas na missiva que escreve ao irmão Apeles, com carimbo de 29 de Dezembro de 1923 e na qual começa por lhe dizer que esta o vai surpreender e penalizar. Para prosseguir:« Mas entendo que é melhor dizer-te eu própria tudo o que há de novidade em vez de deixar que aos teus ouvidos cheguem malevolências que te podem dar de mim uma ideia errada e injusta». 
Relata então de forma inesperada e pouco convincente que há dois anos tem sofrido «um calvário de humilhações, grosserias e brutalidades por parte do marido pelo que resolveu liquidar tudo simplesmente sem um remorso, sem a mais pequena mágoa.». E para quem assumia possuir um grande amor pelo irmão, remata desta forma estranha: «Pensa de mim o que quiseres que estou disposta a aceitar tudo, mesmo o teu esquecimento. Tua Bela.» 
Em 1925 casa com Mário Lage pelo civil e depois pela Igreja indo viver para casa deste em Esmoriz. A família corta relações com ela e acusa Mário Lage de a estar a manipular psicologicamente usando drogas fortes no seu tratamento o que a leva a vir contradizer-se sobre a vida feliz que dizia levar com Guimarães, difamando-o agora e lançando sobre ele o labéu de ser um individuo reles e de mau carácter.
Florbela vem a Évora para tentar a conciliação mas é recebida com hostilidade quer pela família que não lhe abre a porta, quer pela população. Populares apedrejam-na quando, em companhia de Milburges Ferreira, a Buja, amiga de infância, passeia no Jardim Público envergando uma provocante saia-calça. 
Agustina relata mesmo este episódio na sua autobiografia. Também eu o ouvi narrado com maior soma de pormenores, há cerca de 45 anos, da boca das suas ex-colegas, Maria do Carmo Almeida e Lídia Amália Nogueira que figura a seu lado na fotografia de 1917 em que ambas aparecem trajadas. Segundo o testemunho de Maria do Carmo e Lídia Nogueira, Florbela foi corrida à pedrada e acoimada de "puta", "rameira" e "maluca" e a perseguição só terminou na Praça de Giraldo, quando se refugiou na loja de modas e confecções para senhora, " A Parisiense", situada no nº. 50 e que era propriedade do comerciante Serafim César da Silva. Este reconheceu a sua estimada cliente e imediatamente lhe abriu as portas, acolhendo-a com todo o cavalheirismo e simpatia. A talhe de foice, diga-se que este simpático e gorducho comerciante era apaixonado por coisas francesas e parisienses, possuindo ainda ao longo das arcadas a conhecida "Kermesse de France" (desaparecida apenas nos primeiros anos já deste século) e o celebérrimo café-restaurante "A Brasserie".
De regresso a Matosinhos isolou-se cada vez mais e continuou a escrever tendo sempre por temas o amor, a solidão, a vida, a morte, o Alentejo e a natureza, numa expressão cada vez apurada do mais profundo, belo e tradicional lirismo. O modernismo literário de que tomara conhecimento através dos colegas de ofício no período boémio em que frequentou o "Café Gelo" e então muito em voga, não a cativara. E embora também cultivasse o conto e outras formas literárias era no soneto que pontificava emprestando-lhe um ritmo, uma melodia e uma sonoridade inultrapassáveis.
Dois anos depois acontecerá o facto trágico que a afundará irreversivelmente no quadro da doença psíquica de que desde sempre vinha padecendo. Seu irmão Apeles, também antigo aluno do Liceu de Évora, onde fizera o respectivo Curso Geral e os preparativos para ingressar na Escola Naval e era Primeiro-Tenente da Marinha, desaparece engolido pelas águas do Tejo quando ultimava as provas para obter o "brevet" de piloto-aviador, O seu corpo nunca será encontrado e a poetisa quis ficar com os destroços do aparelho.
Perde então por completo a vontade e a alegria de viver e entrega-se a um lancinante desgosto. Escreve então um livro de contos dedicado ao irmão com o qual se dizia ter tido uma relação incestuosa, que alguns analistas pretenderam ver confirmada nos «excessos verbais da escritora pela imoderação no modo de expressão», argumentando que essa «exaltação é fora do comum». Todavia, Agustina Bessa Luís, como Rui Guedes ( "Fotobiografia"), Maria Alexandrina e a brasileira Maria Del Farra, consideram totalmente descabida essa hipótese e asseguram que tal sentimento era de natureza maternal e fora assumido desde a morte da morte precoce da mãe de ambos. Florbela ter-se-á obrigado desde então a preencher o seu lugar junto do pequeno Apeles no sentido de o orientar e proteger.
Entretanto a relação com Lage começa a desgastar-se. Lage já não quer nada com ela, passado o primeiro impulso de a poder exibir como troféu de caça. No ano seguinte Florbela apaixona-se pelo pianista Luís Maria Cabral a quem dedicará os poemas "Chopin" e "Tarde de Música". Fuma desalmadamente enquanto é submetida a tratamento muito forte, baseado em refeições leves e muito descanso. Os seus comportamentos estranhos e bizarros e os seus devaneios amorosos iam escandalizando a família do marido que lhe aconselha a mudança de ares. É assim que repudiada por Lage e sua família, decide afastar-se por algum tempo.
Voltemos a Agustina: «Todas suas perturbações, a emoção exaltada , o esgotamento, a intolerância aos alimentos, ao género de vida, a tuberculose encoberta, as dores de cabeça, todas as repugnâncias físicas e morais anunciam a instalação da nevrose. Provavelmente com o desgosto sexual aparece como o grande motivo de desentendimento no matrimónio.» Surge a primeira tentativa de suicídio.
Em 1929, Florbela decide vir passar uma temporada ao Sul. Passa por Lisboa e pede ao cineasta Jorge Brum do Canto para a incluir no filme "A Dança dos Paroxismos" mas este recusa-lhe a pretensão. Volta então para Évora, a terra que sempre adorou apesar do mau acolhimento que a população lhe reservara cinco anos antes. Na nossa cidade começou a escrever o seu "Diário do Último Ano , numa antevisão de que o seu fim poderá estar próximo. 
Em Évora recomeça a colaboração com a revista "Portugal Feminino", enceta o mesmo tipo de trabalho com a revista "Civilização " e faz traduções do francês. Na cidade acaba por reencontrar António Marques Batoque, o seu antigo colega, já ilustre advogado e emérito cultor do Fado Coimbra, a quem aqui já nos referimos e ao qual oferece uma colectânea de poemas não editados mas já reunidos sob o título provisório de "Charneca em Flor". Batoque fica deveras entusiasmado com o que vê e promete dá-los a conhecer ao seu amigo Guido Batelli, professor da literatura italiana na Universidade de Coimbra. 
O professor italiano nem quer acreditar na qualidade daquele tesouro literário que acaba de lhe cair nas mãos. De imediato entra em contacto com Batoque que o põe em ligação com Florbela à qual transmite a intenção de lhe editar "Charneca em Flor" como toda a sua obra.
A poetisa vai manter-se em Évora até ao Verão de 1930, onde parece ir recuperando paulatinamente a saúde, com a ajuda de alguns amigos . Aqui tira a sua última fotografia. Ainda com 35 anos, mantém-se elegante, longilínea, ancas estritas e busto pouco elevado, adoptando o estilo "charleston" estival que aconselha o vestido leve e vaporoso, pouco abaixo do joelho, de alças desnudando por completo os braços, chapéu, sombrinha, colar e cabelo à garçonne. 
Mas Évora é longe de Coimbra e Guido Batelli aconselha-a a chegar-se mais para Norte dado que a sua vida universitária não confere muito tempo para se deslocar ao Alentejo, agora que está em fase de revisão de provas de "Charneca em Flor".
Florbela retorna a Matosinhos para rever as provas mas o marido e a família acolhem-na com a mais fria e brutal indiferença. Quando termina o trabalho é diagnosticado um edema pulmonar. Tenta de novo o suicídio. Lage e companhia espalham por todo o lado que ela não passa de um cadáver adiado por poucos dias. Às duas da madrugada do dia 8 de Dezembro de 1930 fecha-se no quarto depois e ter emborcado dois frascos de Veronal, um barbitúrico muito forte e diz adeus à vida. Ao que muitos disseram por estar apaixonada por Ângelo César, fugira grada no nascente Estado Novo e crítico literário, e já não dispor de condições de saúde para viver esse último amor.
No caso porém houve muita coisa de estranho. Lage e todo a classe médica de zona, por solidariedade de classe, recusaram-se a assinar a declaração de óbito que embora indique o referido edema como causa da morte está absurdamente assinada por um carpinteiro. E a Igreja recusou assistência religiosa ao funeral por suspeitar de suicídio. 

Évora: a "pesada herança"


Em reunião de 27 de Novembro
Câmara de Évora deu conhecimento da situação financeira herdada

O Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, deu conhecimento da situação financeira em que encontrou a autarquia, que inclui um endividamento total de 73.960.163,90 euros até 31 de Outubro, ao qual se soma um conjunto de faturas a aguardar processamento no valor de 4.716.768,67 euros, que acrescem ao valor do endividamento. Destacou que, na sequência de uma inspeção da Inspeção Geral de Finanças ao Loteamento do Parque da Industria Aeronáutica, a Câmara tem de devolver 393.856,97 euros porque a IGF considerou que a Câmara não podia ter adjudicado a obra por ajuste direto.
Na conceção/construção da Escola EB1/JI dos Canaviais é pedido que a autarquia devolva 667.334,77 euros por ter sido considerado que a modalidade de conceção/construção não foi a correta e, nesse sentido, a despesa financiada ao abrigo deste procedimento foi considerada irregular.
No que concerne à ampliação e remodelação da ETAR de Évora (1ª fase), o tribunal condenou a Câmara a pagar à empresa Degremont Portugal 912.333,36 euros, tendo a Câmara já recebido da empresa uma fatura no valor de 244.978,12 de juros, desde o ano de 2002, relativa a atrasos de pagamento desde essa data.
De referir ainda a proposta de cabimento no valor de 97.868,64 euros referente à recuperação e valorização de infraestruturas e espaços culturais – Teatro Garcia de Resende – Projeto de Recuperação e Segurança. Trata-se de uma adjudicação que vem de 2007, para a qual existiu cabimento em 2006, mas que, por falta de informação ou lapso, o pagamento terá sido estornado, tendo sido agora necessário fazer novo cabimento. A juntar a todos estes valores, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja deu razão à empresa CERCATRÊS, pelo que a Câmara deixará de receber um valor de 73.058,40 euros em taxas.
O Vereador Paulo Jaleco (PSD), anunciou que o seu horário de atendimento dos munícipes será às segundas-feiras, entre as 10 e as 13 horas.
Foi aprovado por unanimidade que a Câmara delibere sobre os procedimentos necessários para a internalização da atividade do SITEE nos serviços municipais, na sequência da dissolução desta empresa. Assim, a partir do dia 13 de Dezembro os trabalhadores serão integrados na Câmara, a qual assumirá também a atividade (gestão do estacionamento e parques) desenvolvida pelo SITEE. Tendo em conta que a renovação de todos os selos de residente e demais autorizações é feita no mês de dezembro, excecionalmente, esse prazo será prorrogado até ao final do mês de janeiro.
O Presidente propôs o envio de uma saudação, que obteve aprovação unânime, ao TRULÉ, de Manuel Costa Dias por ter sido premiado com o espetáculo “Puppets of my Life”, no Wayang World Puppet Carnival, que se realizou em Jacarta (Indonésia).
Foi aprovado por unanimidade o protocolo de parceria a estabelecer com a Associação de Surdos de Évora com vista ao desenvolvimento do projeto “Sensibilização para a Língua Gestual Portuguesa” nas escolas do 1º Ciclo do ensino básico do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular.
Aprovação unânime mereceu igualmente a aceitação pela Câmara do convite da Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Évora, assinando a declaração de intenção de parceria, no âmbito do projeto social que a CVP candidata ao programa PARTIS – Praticas Artísticas para a Inclusão Social, da Fundação Calouste Gulbenkian e abrange crianças da Malagueira e Horta das Figueiras. A manutenção do projeto “Laços para a Vida - Casa & Companhia também obteve aprovação unânime, assim como a adesão do Município de Évora ao projeto “Sistema Integrado Regional de Acolhimento Empresarial do Alentejo Central”, promovido e coordenado pela CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, que visa criar melhores condições para o acolhimento de empresas. (nota de imprensa da CME)

Teatro Inédito do Porto traz peça à Bruxa Teatro esta sexta-feira


ANTEONTEM, de Paulo Freitas, dia 30 de Novembro, pelas 21,30 H, na Bruxa Teatro, em Évora.
Nas nossas vidas quotidianas temos constantemente presente a noção de tempo. Ou é porque não temos tempo para nada, ou é porque temos tempo a mais, ou é porque a vida é tão efémera que nem tempo temos para a viver.
Mas o que aconteceria ao nosso conceito de tempo se este parasse?
Esta peça parte desse pressuposto: o tempo está parado.
Parou na manhã do dia 23 de Abril de 1974.
O que aconteceu antes? O que acontecerá depois?
Dois actores em palco, dois homens, duas facções.
Um opositor ao Estado Novo e um polícia da DGS - Direcção Geral de Segurança (antiga PVDE e PIDE) lançam pensamentos ao ar, num momento em que tudo o resto à sua volta está parado.
Serão os Homens assim tão diferentes?
Será que nas duas pontas da corda não haverá semelhanças? Afinal estão ambas lá, perto da queda.
Num espectáculo intimista, vemos um Portugal sonhado, um Portugal emoldurado em cabeças que acreditavam nele.
Onde pára esse Portugal? (nota de imprensa)

Este sábado: apresentação de livro de José Soeiro sobre a Reforma Agrária no Alentejo


Apresentação do livro “REFORMA AGRÁRIA – A Revolução no Alentejo”
30 de Novembro | sábado | 16h00 | Sociedade Filarmónica Capricho Bejense
O Presidente da Câmara Municipal de Beja e a Editora Página a Página convidam para a Apresentação do livro “REFORMA AGRÁRIA – A Revolução no Alentejo”, que terá lugar no próximo dia 30 de Novembro (sábado), pelas 16 horas, na Sociedade Filarmónica Capricho Bejense, na cidade de Beja (próximo da Praça da República).
A apresentação de “REFORMA AGRÁRIA – A Revolução no Alentejo” será feita pelo Professor Catedrático Fernando Oliveira Batista, Ministro da Agricultura nos 4º e 5º Governos Provisórios (1975), liderados pelo então Primeiro-Ministro General Vasco Gonçalves.

Sobre o autor:
JOSÉ B. M. SOEIRO
Trabalhador agrícola, foi fundador, em Maio de 1974, do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Distrito de Beja e seu dirigente até Maio de 1978. 
Militante do PCP foi impulsionador do processo da Reforma Agrária e da luta em sua defesa.
Membro do Comité Central do PCP entre 1979 e 2005, da sua Comissão Política entre Dezembro de 1983 e Dezembro de 2004 e do seu Secretariado entre Maio 1990 e Dezembro de 1992 foi responsável na Comissão Política pela Direcção da Organização Regional da Beira Interior do PCP (distritos de Castelo Branco e Guarda) entre 1984 e 1988 e responsável pela Direcção Regional do Alentejo do PCP entre 1988 e 2005.
Foi membro da Direcção da Organização Regional de Beja do PCP entre 2005 e 2011.
Foi eleito deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral do distrito de Beja, em 1983, 1995, 2005 e 2009, em representação do PCP.

Índice da obra:
REFORMA AGRÁRIA – A Revolução no Alentejo
ÍNDICE
Capítulo I – A formação dos Sindicatos Agrícolas e as primeiras Convenções Colectivas de Trabalho de âmbito concelhio
Capítulo II – A primeira Convenção Colectiva de Trabalho de âmbito Distrital
Capítulo III – Do trabalhar a terra à terra a quem a trabalha
Capítulo IV – As primeiras ocupações e o Decreto-Lei 660/74, de 25 de Novembro
Capítulo V – A Assembleia Distrital de 26-1-1975 do Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Distrito de Beja
Capítulo VI – A Declaração de Beja
Capítulo VII – A primeira Conferência dos Trabalhadores Agrícolas do Sul
Capítulo VIII – Das reacções da ALA às razões dos trabalhadores
Capítulo IX – As ocupações à luz da nova legalidade
Capítulo X – Das “Leis da Reforma Agrária” à primeira Unidade Colectiva de Produção Agrícola.
Capítulo XI – Unidades Colectivas de Produção Agrícola – “A Revolução no Alentejo"
Capítulo XII – O Plenário de 6 de Janeiro de 1976
Capítulo XIII – Conferências da Reforma Agrária, a razão da “Revolução no Alentejo”
Capítulo XIV – A contra-reforma agrária, UM CRIME SOCIOECONÓMICO CONTRA O PROGRESSO E O DESENVOLVIMENTO DO ALENTEJO E DO PORTUGAL DE ABRIL
Capítulo XV – BASTA! Não foi para isto que se fez Abril! – É preciso! É urgente! Salvar Portugal! – Sim! Portugal precisa de uma Reforma Agrária!

Estudante de Évora é a nova presidente da Associação de Estudantes da FCSH/NOVA (Lisboa)


Ana Correia Garcia, estudante da área de Comunicação, natural de Évora, foi eleita ontem presidente da direcção da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, em Lisboa. A lista E, integrada por elementos de diversas sensibilidades políticas e que disputou as eleições contra duas outras listas mais marcadamente partidárias,  ganhou com maioria absoluta os diversos órgãos sociais (direcção, mesa da RGA e conselho fiscal). (aqui)

Évora: à atenção dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça.


Qual a razão porque a habitação nº. 156 da Av. Da Liberdade no Bairro António Sérgio, propriedade destes serviços estão em total estado de degradação?
Há quem queira comprar, é-lhes dito que não está á venda.
Então porque não é ocupada, antes pelo contrário é foco de baratas para não falar de outros roedores.
O Estado não é bom gestor do seu património, que é de todos os contribuintes, no fundo de todos nós.
Há milhares de casos como este por este País fora, situações de rendas escandalosas que o ministério paga, devemos obrigar á transparência o Estado e a eficaz utilização dos dinheiros públicos, assim como o seu património.

Hoje na Casa da Zorra: Criações pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres


No passado dia 25 assinalou-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
A ZORRA Produções Artísticas lançou um desafio para a apresentação de obras|criações à volta desta temática e estamos felizes por informar que a adesão foi muito positiva!
Algumas das nossa salas transformam-se em cenários que recebem intervenções que vão do espaço expositivo com quadros, desenhos, fotografia, escultura, selecção de video à leitura de textos e a performance.
Além das apresentações "live" no dia do evento, os trabalhos "em suporte físico" ficarão em exposição durante uma semana na CASAdaZORRA.
Às 18:00 promovemos ainda um encontro de informação e sensibilização em parceria com o NAV (Núcleo de Atendimento às Vítimas de VD)/Cáritas e alguns parceiros.

PROGRAMA:
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18h00 | Conversas em torno da Violência sobre a Mulher
Iniciativa em parceria com o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Évora (NAV)/ Cáritas Diocesana de Évora (CDE)

22h00 | Reflexão no âmbito da Violência sobre a Mulher através da Expressão Artística
Apresentação pública de criações sobre a temática da Violência sobre a Mulher

Criadores/Participantes (por ordem alfabética):
Adilson Di Carvalho; Ana Reis; Ana Silvestre; Anabela Calatroia; Anarita Rodrigues; Augusto Graça; Bárbara Magnoni; Elisabete Barradas; Fabiana Barreda; Florbela Figueiredo, Fly Pontes; Gregório Mucio; Joana Ricardo; José da Fonseca; José Lourido; Júlio Quirino; Mara; Márcio Pereira; Maria Pires; Marta Marques; Marta Ricardo; Mercedes Prieto; Rui Matos; Rute Marchante Pardal; Sílvia Lopes; Yuco Fabián

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Projecto Teatro Tribus apresenta primeira criação em Beja este fim de semana


“Nos Tempos de Gungunhana” é o título da primeira criação do projeto Teatro TRIBUS. A peça tem estreia marcada para a Casa da Cultura de Beja, a 29 de novembro, pelas 21 e 30 horas e é baseada na tradição oral dos contadores de histórias africanas e no livro Ualalapi, do escritor moçambicano Ungulani Ba ka Kkosa (obra que venceu o prémio da melhor ficção narrativa de Moçambique, em 1997).
“Nos Tempos de Gungunhana”, poderoso chefe tribal que foi capturado por Mouzinho de Albuquerque no final do século XIX e exibido na Europa como exemplo do poder colonialista português, é um rosário de pequenas histórias desse tempo histórico. Narrativas (karinganas, como se diz em Moçambique) que se desfiam a partir de um conto tradicional que conta as peripécias de um guerreiro da tribo Tsonga, Umbangana Namani, que fora casado com uma linda mulher da tribo Macua, chamada Malice. Não tiveram filhos... Mas tentaram muito.
Clemente Tsamba, ator e artista moçambicano multifacetado, é o interprete único e o criador deste rio de narrativas. Nasceu no bairro da Malhangalene, em Maputo, onde integrou vários projetos de teatro comunitário, antes de se formar nesta área pelo PAND - Artistas Unidos da Finlândia e pelo Teatro AGORA. Veio a Portugal pela mão do Arte Pública – artes performativas de Beja depois de ter sido selecionado para integrar o projeto “Xtórias”, peça de teatro que cruza contos das tribos macondes do norte de Moçambique com contos alentejanos. Para além do teatro, Clemente Tsamba dedica-se à música e às artes plásticas. É co-fundador das bandas BABOZA e TAM TAM, projetos de música tradicional africana.
Com direção de Filipa Figueiredo, “Nos Tempos de Gungunhana” é a primeira produção do recém-criado projeto Teatro Tribus. Ivan Castro fez o desenhos de luz e Susa Monteiro é responsável pelo grafismo desta peça que evidencia cultura oral moçambicana. (nota de imprensa)

Forum Eugénio de Almeida: Grandes nomes da media art mundial em exposição em Évora de 29/11 a 9/3


kiyoshi Furukawa & Wolfgang Munch.
Bubbles [Bolas de sabão];1998-2000.
Instalação Interativa
ZKM_Collection

©Foto:ONUK, 2009

Exposição:          INTER[IN]VENÇÃO
Coleção Collection ZKM | Karlsruhe

Localização:        Fórum Eugénio de Almeida
Largo do Conde de Vila Flor
7000-804 Évora
Datas:                   29 de novembro de 2013  – 09 de março de 2014  
Curadoria:          Claudia Giannetti e Peter Weibel
Coordenação:   Bernhard Serexhe (ZKM)
Colaboração:     Goethe-Institut Portugal

O Fórum Eugénio de Almeida apresenta, pela primeira vez na Península Ibérica, uma ampla seleção de obras da coleção do conceituado ZKM | Center of Art and Media Karlsruhe, Alemanha, o mais importante centro de arte e tecnologia do mundo. A exposição, denominada de Inter[in]venção, traz a Évora masterpieces de alguns dos artistas de maior relevo da arte contemporânea, como é o caso de Nam June Paik, um dos pioneiros da media art. No dia 29 de novembro, pelas 15h00, realiza-se a conferência Media and Amechania proferida pelo  diretor do ZKM, Peter Weibel.

A exposição das obras da coleção do ZKM | Center for Art and Media Karlsruhe, célebre por ser a mais significativa do mundo dentro da sua especialidade, oferece um panorama completo da história da arte e tecnologia desde a década de 1960 até à atualidade.
Inter[in]venção destacará a arte interativa, motivando o público a estabelecer um diálogo participativo com as obras. A exposição traz ao Fórum Eugénio de Almeida algumas das obras mais significativas de um dos pioneiros da media art, Nam June Paik, e reúne 33 peças de 39 artistas de renome internacional, tais como Bruce Nauman, Marina Abramovic, Bill Viola, Christa Sommerer & Laurent Mignonneau, Paul Sermon, Tony Oursler, Peter Weibel, Masaki Fujihata, Valie Export, Pipilotti Rist, Paul Garrin, Robert Wilson, entre outros.
O campo de formatos das obras abarca a videoescultura, videoarte, videoperformance, videoinstalação, instalação audiovisual, instalação interativa e instalação sonora interativa.
Em colaboração com a Mediateca do ZKM, oferecerá ainda uma seleção de obras de videoarte dos artistas mais representativos dos últimos cinquenta anos.  
Os focos temáticos centrais recaem sobre os dois conceitos patentes no título da exposição: intervenção e invenção. Destaca-se a associação entre os significados etimológicos dos termos e o tipo de obra exibida: o prefixo "inter" (entre) expressa uma posição de mediação, enquanto "in" exprime um movimento para o interior, uma atuação dentro – [in] – da obra. Invenção é a faculdade de criar e descobrir, mas também o ato de imaginar "virtualidades", característica própria de muitas das obras expostas. Intervenção é um conceito amplamente utilizado no campo da arte contemporânea na aceção de interferência, manipulação e interação entre obra e público. A mostra dá especial ênfase à arte interativa pelo que, através das suas intervenções e invenções, o público deixa de ser um mero observador passivo para tornar-se o grande protagonista desta exposição.

Obras presentes em Inter[in]venção

Das diversas obras expostas em Inter[in]venção destacam-se: Bubbles (1998-2000), instalação interativa de Kiyoshi Furukawa e Wolfgang Münch, que convida o público a interagir, em tempo real, com uma simulação de bolas de sabão flutuantes; a instalação interativa Messa di Voce (2003) de Golan Levin e Zachary Lieberman, que alcança, através da integração do público, uma simbiose de som e imagem, de vozes reais e imagens projetadas; a videoinstalação Good Boy Bad Boy (1985) de Bruce Nauman, que assinala o momento em que Nauman começa a trabalhar o tema da sincronicidade; a videoperformance Imponderabilia (1977) de Marina Abramovic e Ulay que confronta o visitante com o seu próprio pudor e com a consciência que tem de si mesmo; a obra Interactive Plant Growing (1992) de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, que cria um diálogo interativo entre o público e as plantas reais e virtuais; ou ainda a instalação interativa de Monika Fleischmann e Wolfgang Strauss, Liquid Views (1992-93/2008), que investiga o potencial artístico da inscrição da imagem do visitante dentro da obra. (Nota de Imprensa)

Esta noite em Beja debate sobre o ensino


Debate esta noite, em Beja, sobre "O ENSINO QUE TEMOS", com o Professor SANTANA CASTILHO, organizado pelo Movimento "Por Beja Com Todos".

António José Brito apresenta livro sobre 30 anos de jornais no Baixo Alentejo


Hoje, em Castro Verde, no Sétima Arte, pelas 18 horas

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Amanhã em Évora: apresentação de dados sobre a violência doméstica no distrito



Amanhã, dia 28 de novembro terá lugar um debate público, no auditório da Escola Superior de Enfermagem de S. João de Deus da Universidade de Évora, onde serão apresentados os resultados do Projeto de Intervenção Contra a Violência Doméstica no distrito de Évora,.
A sessão de abertura, às 9,30 horas, contará com a presença da Srª Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, após o que haverá a oportunidade de assistir a uma conferência do Profº Doutor Jorge Correia Jesuino, Professor Emérito do ISCTE, intitulada “A Violência nas sociedades modernas: estamos condenados a isto?”
Seguidamente proceder-se-á à apresentação dos dados relativos à intervenção informativa e formativa, desenvolvida ao longo do ano no distrito de Évora.
Às 14h30m iniciar-se-á a apresentação dos resultados dos diversos sub-projetos de investigação desenvolvidos ao longo do ano, nomeadamente:
· Violência sobre idosos na região Alentejo
· Representação social da violência doméstica no distrito de Évora
· Prevalência periódica e ao longo da vida da violência doméstica nos adultos que recorreram aos serviços de saúde do distrito de Évora
· Caraterização da violência sofrida por mulheres em fase de recuperação em casas de abrigo no distrito de Évora.
O debate encerrar-se-á com uma conferência intitulada “Importância do trabalho em Rede: Papel da formação na prevenção da Violência” proferida pelo Professor Doutor Manuel Lopes, diretor da Escola Superior de Enfermagem de S. João de Deus da Universidade de Évora. (programa detalhado aqui).
(Nota de imprensa da UE)

O retrocesso à miséria

emigração nos anos 60

Uma história a não repetir, mas que infelizmente caminhamos para aí.
Caminhamos para o futuro em marcha a trás
1961 adoeci com gânglios algures no concelho de Arraiolos tinha 7 anos.
Meu pai não podia beneficiar de acesso á casa do povo, porque tinha herdado 6 hectares de terra. Sem emprego, fazendo trabalho sazonais sem dinheiro para pagar consulta médica, vê-se na eminência de me perder por falta de assistência médica e medicamentosa.
Homem ousado apesar de analfabeto, não quer perder o filho, descobre que existe uma entidade em Évora o Instituto de assistência aos tuberculosos. E vai fazer mensalmente a deslocação a esse instituto de bicicleta a pedais , mais de 60 kilometros,alimentando-nos com um buchazita para ter energia para a viagem.
Temo que estajamos a fazer um retrocesso civilizacional de mais de 50 anos, o regresso á falta de asstência médica, a uma alimentação saudável enfim o retrocesso á miséria.

Eleições para a Associação de Alunos da Universidade de Évora com apenas uma lista


O próximo presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), Luís Pardal, aponta a ação social como a prioridade para o próximo mandato. Aluno do curso de Geografia, fotojornalista do Diário de Notícias e editor de fotografia do Alentejo em Linha, Luís Pardal lidera a única lista que irá a votos nas eleições marcadas para dia 5 de dezembro. (aqui)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Algo está a acontecer-nos e não sabemos o que é (2)

                                                               Foto daqui


O povo português recebe em pleno o impacte duma série de acções destiladas a conta-gotas, seguindo uma táctica de atordoamento que desfere novo golpe antes que o efeito do anterior se esgote e atingindo sucessivamente domínios diversos da vida de cada um: murro no fígado, uppercut no queixo. Nas últimas semanas e são apenas exemplos soltos, depois do anúncio dos cortes nas pensões, vem duas semanas passadas, o corte de 10% nos salários da função pública; mais duas semanas e anuncia-se que os diversos “subsídios” (suplementos remuneratórios da função pública) também serão cortados. Não tudo de uma vez, num pacote cuja enormidade se tornaria óbvia, mas sim murro após murro, deixando o adversário do “governo” que é o povo português, joelho a terra, deixá-lo ir quase até ao fim do countdown e desferindo então novo golpe. Não se trata de “improvisação” ou “incompetência, não: é táctica perversa.
Uma nossa colega socióloga, Monique Pinçon-Charlot, numa entrevista recente, afirma, a propósito do estudo em que analisou o agravamento da violência estrutural (fria, instituída), de que traduzo curtos excertos:
Pergunta : “Como se exerce hoje o que designa como “a violência dos ricos”?
“É uma violência inaudita. Que quebra as vidas, que atinge as pessoas no mais profundo dos seus corpos, do seu orgulho no trabalho.” “É uma violência (que) denuncia um processo de desumanização, uma lógica de predação, [por] uma casta que rebenta com o resto da sociedade.” 
Já não é política, que pressupõe a humanidade do outro, é violência pura: a derradeira etapa antes da eliminação física (como mostrei no precedente texto, dos velhos, dos doentes, dos mais pobres). 

O povo português, prisioneiro dos seus hábitos longamente incutidos que fizeram dele um obediente até à subserviência e um pacato para além dos limites da apatia, não se tem mostrado capaz de reagir de modo adequado, eficaz: colectivo.
Tem havido manifestações, umas com mais gente, outras com menos. Umas convocadas por “novos actores sociais”, outras por actores convencionais. Algumas localizadas à volta de situações particulares (expoliação por uma empresa, despedimentos abusivos, medidas autoritárias sectoriais…), outras focalizadas em questões do momento. Não me parece legítimo duvidar do empenho daqueles que em princípio podem organizar o protesto, ou acções de outra natureza. A questão é esta: uma chapa de chumbo parece ter caído sobre um povo inteiro, que se enterra nos seus espaços privados, baixa a cabeça, ou foge (120.000 emigrantes, ao que consta, só em 2013).
O governo descobriu e conserva um terrível segredo: “podemos fazer o que queremos, tudo o que queremos, ninguém será capaz de se opor”. A realidade parece dar-lhe razão. Um novo tipo de abuso de poder com toda a aparência do consentimento.
Mas algo mais grave poderá explicar o aparente “encaixe” sofredor e passivo dos golpes desferidos: é que são os mais fracos, por definição aqueles que detêm menos “capital social”, menos organizados, menos educados, mais velhos, e mais pobres em todas as dimensões da probreza que têm sofrido o maior impacto da chamada “crise”. Os 20% (ou 30%) mais pobres sofreram cortes superiores aos outros e são cortes que atingem directamente o essencial, não o supérfluo: não seria lógico que houvesse uma revolta dos párias? Tem-se acusado o “governo” de “insensibilidade social”. Ingenuidade básica. Não é esse o seu defeito, mas a sua qualidade, porque é o reverso da medalha, a sensibilidade política aguçada, o saber que os pobres são a melhor seara para colher, e não só, como cinicamente dizia o outro “porque são eles os mais numerosos”. Não. É porque, em função do acima escrevi, eles são os que menos capacidade têm para reagir. (Já o velho Marx observava que nunca é o Lumpenproletariat que age de modo revolucionário, mas sim a fracção mais forte – a “aristocracia” - da classe operária, isto no seu tempo; hoje, seria a “classe média alta”, na qual o “governo” só toca com muito cuidado).
Deles – dos mais fracos, desempregados, doentes e velhos - não tratam sindicatos, e são os que menos interessam os partidos (são os que menos votam). A principal vantagem política do desemprego é manter uma espada de Damocles por cima da cabeça de cada um que ainda tem emprego. Por isso (entre outras razões), os sindicatos estão paralizados pela constatação da dificuldade em mobilizar, os partidos políticos catatónicos, a sociedade vitrificada.
A sociedade portuguesa obviamente existe (quem diria!) mas foi, se os leitores me permitem o oxímoro, dessocializada: deliberadamente destruída. A esfera privada tornou-se estanque, as redes relacionais são moleculares, a acção é iindividual e os horizontes colectivos imperceptíveis. O sentimento de indignação, de revolta até, por mais que seja prevalente e manifestamente partilhado, não “percola”, isto é, não passa de ponto em ponto para alagar o colectivo. Cada cidadão ou cidadã define uma esfera de acção que dificilmente inclui a extensão do âmbito à acção colectiva. Como gotas numa superfície não “molhante”, os indivíduos vivem a sua frustração no modo infeliz da solidão. Nem menos inteligentes nem menos capazes que quaisquer outros, os Portugueses vivem a herança do fascismo, sem o saber: não têm sociedade civil, sobrevivem num arquipélago do medo.
E entretanto, surge uma nova realidade, que se rege pela mesma lógica do minúsculo e do disperso. Mas permanece por ora, no meu fraco entender, a da quebra individual, a do desespero ou da agressão isolada. Por ora, sim, forçosamente isolada.
Já veremos…

José Rodrigues dos Santos,
Antropólogo, CIDEHUS Universidade de Évora e Academia Militar

Évora, 19 de Novembro de 2013.

Judiarias

Há naturalmente notícias que nos interessam mais do que outras. Foi o que aconteceu a semana passada nas notícias divulgadas a partir de um comunicado da CME. O assunto era a Rede de Judiarias de Portugal e a eleição do município de Évora para os seus órgãos sociais.
Já agora acrescento para informação dos ouvintes e leitores, e para nos irmos limitando a factos, que é o que normalmente um órgão de comunicação institucional deve fazer, que foi eleita para último vogal do Conselho Fiscal. Mas, entretanto, aliás no mesmo dia do comunicado da CM, houve declarações à Lusa sobre este ato eleitoral que se tinha realizado em Belmonte, sem que tenham sido convocadas as entidades regionais de turismo do Centro e do Porto e Norte, pelo que, e cito «denunciou hoje o presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, que reclamou a nulidade do voto». Parece que este presidente admitiu recorrer a uma providência cautelar caso não sejam repetidas as eleições, para as quais aquela entidade não foi convocada Afinal, tendo tido eu um papel no assunto desde há dois anos era natural que me interessasse pela notícia e procurasse saber mais. E aproveito agora para relembrar alguns detalhes, que não serão pormenores, antes “pormaiores”, neologismo que me agrada bastante.
Foi mais propriamente na AME de dezembro de 2011 que foi aprovada por unanimidade a integração de Évora nesta rede, acabada de ser constituída. Facto: as eleições de 2013 são por isso as primeiras dos órgãos sociais para que Évora poderia ser convidada, e foi, fruto seguramente do prestígio de Évora e do trabalho que se adivinhava profícuo para a sua integração ativa na rede. Foi, nessa sessão da AM, com a declaração de uma saudosa investigadora da cultura judaica da Universidade de Évora, deputada na altura, que foi alertada a CM por ser, e cito, «o caso de Évora estranho, porque se conhecia muito do ponto de vista científico, mas pouco no plano turístico, lembrando que esta atividade poderia ser um recurso económico, nomeadamente de carácter religioso, não olvidando que a cidade se encontrava no roteiro de muitos grupos vindos de Israel, dos EUA ou de França, não existindo na Câmara local, segundo sabia, qualquer preocupação em se produzirem brochuras especializadas ou na feitura de sinalização adequada, que pudessem rentabilizar tal património.». Manifestou ainda um desejo: «tendo o [município] de Évora sido convidado para o efeito, [esperava] que este tivesse vontade política para agarrar a oportunidade, promovendo vários eventos». Estávamos em dezembro de 2011, discutia-se o orçamento de 2012, onde a promoção de eventos se teria de limitar aos apertos que todos conhecemos. Mas o que fizemos pôs-nos, como se vê agora, no bom caminho.
Com a entrada na Rede, foram inúmeros os contactos feitos com parceiros, incluindo a integração de uma comitiva oficial, para a sua divulgação em Israel, corria o mês de fevereiro já deste ano, resultado de um trabalho que ainda que silencioso e interno, começava a dar frutos. A divulgação de Évora foi importante ao ponto de estarem programadas diversas iniciativas, que não sei se se realizarão, relacionadas com o turismo judaico e religioso. E também se continuaram as negociações, encetadas em 2012, com representante dos muitos herdeiros de um espaço para albergar a Casa da Cultura Judaica Diogo Pires, espaço aliás já alvo de inúmeras e longas intimações pelo estado de degradação e constituição de perigo para a segurança pública. Um exemplo recorrente no centro histórico e que os eborenses conhecem bem. A boa notícia que tivemos, só já em setembro deste ano, é que efetivamente haveria verbas, 280 mil euros, para podermos fazer propostas concretas e arrancar com o projeto.
Lamentável é que um comunicado oficial da CME venha com o discurso que, os mais atentos já deram conta, vai sendo feito por outros executivos camarários que o PCP conquistou de novo nestas autárquicas e que é, ao melhor estilo de Relvas, desculpar o não-feito ou a não-fazer com o feito antes. Mas que espécie de notícia oficial de uma instituição com o mínimo de sentido de estado afirma, com recurso a inverdades, ainda por cima, que «Nada disto se concretizou, em tempo útil, por razões que a razão desconhece e que terão de ser imputadas ao anterior executivo.»? Enfim, diz tudo sobre o seu autor…
Mas falta ainda a dita citação com que me comprometi nesta série de crónicas. A propósito de propaganda, já que foi a utilização desta técnica que despoletou os meus comentários e informações, cito Sinclair Lewis, o primeiro americano premiado com o Nobel da literatura, que diz com ironia: "A propaganda é um fator económico valioso porque é o meio mais barato de se vender bens, especialmente se os bens não valem nada."
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Hoje é o Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres.


Trinta e três mulheres foram mortas este ano pelos seus atuais ou ex-companheiros, segundo dados do Observatório de Mulheres Assassinadas, da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), a maioria em contexto de violência doméstica.
Os dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA), a que a Lusa teve acesso, mostram que até ao dia 20 de novembro registaram-se 33 homicídios e 32 tentativas de homicídio.
Já nos doze meses de 2012, houve 40 homicídios, 53 tentativas de homicídio, num total de 93 crimes.
No relatório do OMA consta que, do total de vítimas assassinadas, 58% mantinham uma relação de intimidade com o homicida, havendo também 15% de mulheres que já se tinham separado ou mesmo divorciado.
“Verifica-se assim que as relações de intimidade presentes e passadas representam 73% do total dos femicídios noticiados”, lê-se no relatório.
Tendência que se mantém desde 2004, altura em que o OMA iniciou a elaboração dos relatórios anuais, sendo que, do total de 350 vítimas nestes 10 anos, 224 foram mortas pelo marido, companheiro, namorado ou no seio de outra qualquer relação de intimidade.
Fazendo uma caraterização da vítima, o trabalho da UMAR revela que este ano 43% das vítimas tinham entre 51 e 64 anos, logo seguido do grupo etário com mais de 65 anos (21%).
Já em relação aos homicidas, a maioria (58%) divide-se equitativamente entre o grupo etário com idades entre os 24 e os 35 anos e o grupo etário com mais de 65 anos.
“O grupo etário com maior prevalência é o dos homicidas com idades superiores a 50 anos (17), tal como registado nos anos de 2005, 2011 e 2012. Ao desdobrarmos este intervalo, contabilizamos oito homicidas com idades compreendidas entre os 51 e os 64 anos e nove com idades superiores a 65 anos”, diz a UMAR.
Março foi o mês no qual ocorreram mais femicídios, com nove crimes, logo seguido pelo mês de junho, com cinco, e pelos meses de julho e outubro, com quatro mortes em cada um.
A maior parte destes homicídios ocorreram no distrito de Lisboa (12), Setúbal (4) e Leiria (4).
“Atendendo-se à suposta motivação/justificação verificamos que, em 2013, grande parte dos femicídios praticados e registados pelo OMA ocorreu num contexto de violência doméstica já conhecida (28%)”, refere.
Nesse sentido, o OMA aponta mesmo ter verificado que 61% das mulheres assassinadas viviam num contexto de violência doméstica.
Prova disso está no facto de 73% dos homicídios terem ocorrido na própria casa da vítima.
Por outro lado, em 15% das ocorrências, havia já uma denúncia feita.
Dos 33 homicídios registados, a OMA diz que apenas em relação a dois houve decisão judicial, sendo que o tempo médio entre a ocorrência do crime e o acórdão é de cerca de onze meses. (LUSA)

sábado, 23 de novembro de 2013

Convite para o 27º Aniversário de Évora Património da Humanidade.

clique na imagem para aumentar

PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES

Dia 23 de Novembro
10.00h – «O século de ouro de Évora na memória dos Paços Reais»,
Visita guiada no âmbito da Rota das Igrejas de Évora e do projeto municipal «Paço a Passo».
Concentração: Praça de Giraldo (em frente ao Posto de Turismo).

Dia 24 de Novembro
15.30h
“Quadros de uma exposição“: momento cénico em torno do 12.º Aniversário da criação do Arquivo Fotográfico Municipal;
- Sessão evocativa do 27.º aniversário da classificação de Évora como Património da Humanidade
Com intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Évora e do Arq. Jorge Silva;
- Inauguração da exposição fotográfica “Évora Património da Humanidade: Um Olhar de Luis Pavão…”
Paços do Concelho

Dia 25 de Novembro
10.00h – Jogos didáticos: sobre a Classificação de Évora Património Cultural da Humanidade para crianças do 1º Ciclo do ensino Básico: Concurso “À Descoberta do CHE” e “Conheces os monumentos da água?” (participação mediante inscrição prévia)
Palácio D. Manuel

14.30h – “O legado de Túlio Espanca” 
1. Apresentação da biografia de Túlio Espanca (no âmbito do Projeto “A história de Túlio Espanca”)
2. Visita guiada aos Paços do Concelho e área envolvente – realizada por formandos do IEFP, sob orientação do Núcleo de Documentação
3. Mostra de Doçaria Conventual, com a presença de Joana Espanca Bacelar (filha de Túlio Espanca). Confeção por formandos do IEFP.
Salão Nobre dos Paços do Concelho

16.30h – Visita comentada: “Templo e Termas – dois edifícios de Ebora Liberalitas Iulia” (Arqueólogo Panagiotis Sarantopolos e convidados)
(Concentração: Paços do Concelho)

21.30h - Concerto pela Orquestra da Universidade de Évora 
1ª parte - Orquestra de Sopros
Direcção: Hugo Assunção
Symphony nº5 – Finale - Shostakovich
Pavane - Fauré
2ª parte – Orquestra da Universidade de Évora
Direcção: Christopher Bochmann
Abertura: A Italiana em Argel - Rossini
Sinfonia nº 35 “Haffner” - Mozart
Teatro Garcia de Resende
Entrada livre! 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MANIPULAÇÃO GROSSEIRA NO COMUNICADO MUNICIPAL SOBRE A REDE DAS JUDIARIAS

Aqui

A Câmara Municipal de Évora fez ontem sair a público um comunicado em que embandeirava e se ufanava, delirantemente, de que fora eleita para os órgãos sociais da Rede de Judiarias, fazendo pressupor, dados os termos ditirâmbicos utilizados na sua divulgação, de que nela havia ganho uma posição de relevo e alguma capacidade decisória naquele órgão.
Ora tal não sucedeu e trata-se de uma acção de manipulação e desinformação grosseira em que o PCP é useiro e vezeiro no nosso distrito. O Município de Évora foi efectivamente designado para o mais insignificante e ínfimo lugar dos corpos sociais da Rede das Judiarias, sendo o relator do Conselho Fiscal da organização.
Para informação geral informo que a Direcção da Rede passou a ser constituída por Belmonte (presidência), Castelo de Vide (vice-presidência), Torres Vedras, Alenquer e Sabugal; na Assembleia Geral, a presidência foi a entregue a Tomar, a vice-presidência a Lisboa e o lugar seguinte à Comunidade judaica de Belmonte (a única existente no nosso país) e finalmente ao Conselho Fiscal preside Leiria, depois Lamego e finalmente Évora.
Por esta razão o Município eborense não quis indicar qual a função (a de menor relevo) que lhe foi destinada procurando atirar areia para os olhos dos eborenses, fazendo-lhes crer que alcançara um assinalável triunfo que muito o prestigiava. Limitou-se a apanhar as migalhas sobrantes. Igualmente ridícula é a afirmação de ser esta é a «primeira vez que tal acontece».De facto, esta é a primeira porque antes não podia acontecer dado que o responsável pela redacção do comunicado. parece desconhecer que a Rede das Judiarias de Portugal-Rotas de Sefarad, foi fundada em Fevereiro de 2011, e os seus primeiros corpos sociais saíram de entre os seus membros fundadores, nove municípios e seis entidades regionais de turismo. Os municípios de Évora, Reguengos de Monsaraz e Elvas, no Alentejo, só aderiram meses mais tarde.
Mas quem esteve presente na reunião de Belmonte, ocorrida na passada quinta-feira, não conta tudo. No meio da injustificada euforia intoxicante esquece-se de dizer que mesmo esse lugar não é seguro porque as eleições foram impugnadas e é possível que o caso vá para tribunal se não forem repetidas. E a culpa pertence em exclusivo a Ceia da Silva, que exercia a Presidência da Assembleia Geral em representação da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e se “esqueceu” (?) de convocar para o acto eleitoral as suas congéneres do Norte e do Centro que no seu conjunto abrangem 186 municípios. Ceia da Silva tem levado nas orelhas até dizer chega. E num quadro em que tudo é possível. 
Finalmente intriga-me a questão da Casa dos Saragoças , antiga residência de Diogo Pires, conhecido judeu eborense, cuja recuperação e musealização do acervo foi candidatada a financiamento no âmbito das Rotas do Sefarad pelo anterior executivo municipal e cujas obras foram avaliadas em 280 mil euros. A garantia da comparticipação do EEA Grants, só foi conhecida na véspera das eleições autárquicas. Antes já a Câmara mostrara que não descurava o problema e em edital de 14 de Agosto de 2013, assinado pela Directora do Departamento de Obras e Projectos Estruturantes, Arquitecta Alexandra Leandro, por delegação de competências do Presidente, intimava Francisco Oliveira Nobre Saragoça, proprietário do respectivo prédio, sito na Rua da Moeda. 56,56 A, e 56 B e no nº3 da Rua de Alcoutim, para, «no prazo de dezoito meses», proceder à sua reconstrução integral e geral do mesmo. E alertava o proprietário que um eventual incumprimento da intimação para recuperação do prédio, por utilidade pública, seria punido com pesadas multas e coimas, previstas na lei, podendo os trabalhos vir a ser executados pela Câmara Municipal a expensas suas. Não podia, aliás, ser feito de outra maneira pois o imóvel não é património estatal ou camarário.( O respectivo edital está à disposição de quem o queira consultar na Internet).
Portanto, é totalmente falso e mentem com todos os dentes ( a não ser que sejam desdentados) aqueles que vieram bolsar que a anterior Câmara teria desperdiçado essa verba que afinal se mantém disponível e o projecto da Casa de Cultura Judaica Diogo Pires, continua, conforme se reconhece no comunicado emitido, a ser uma das prioridades deste executivo. 
Independentemente da questão partidária, a verdade é para ser dita. Repito-o, só o interesse da cidade me leva a vir para aqui levar pancada, ser insultado e enxovalhado por gente sem escrúpulos, sem um mínimo de dignidade, educação ou aprumo. Parafraseando Agostinho da Silva: «Podes e deves ter ideais políticos mas, por favor as TUAS ideias e não as ideias do TEU partido. O TEU comportamento e não o dos TEUS líderes... os interesses de TODA a Humanidade, não os de uma “parte”. E lembra-te de que “parte” é a etimologia de “partido”».

José Frota (enviado por email)

Contos este sábado na "é neste país" (Évora)


23 de Novembro de 2013, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

Rui Melgão
É neste país!

Uma boa ideia: ouvir as pessoas para discutir o Plano de Actividades


Évora: União das Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras

Convite

A Junta da união de Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras convida todos os cidadãos e estruturas representativas da união de freguesias, a participar num conjunto de reuniões abertas à população, com o objetivo de preparar o plano de atividades para o ano de 2014. Reafirmando a disponibilidade para registar e avaliar todas as propostas, no sentido de organizar um plano de ação que contribua para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos em todo o território da freguesia.

22 de Novembro, sexta feira
às 18h 30m na sede Grupo Cultural e Desportivo de Santa Maria e Fontanas
para os moradores: Santa Maria; Cruz da Picada; Fontanas; Escurinho; Vila Académica; Alto dos Cucos.

23 de Novembro, sábado
às 15h na sede da Associação de moradores do bairro de Almeirim
para os moradores: Bairro de Almeirim; Vilas do Alcaide; Cabeça do Arraial.

27 de Novembro, quarta feira
às 18h30m na Escola da Malagueira
para os moradores: Tapada; Vista Alegre; Torralva; Monte Redondo e Torrão; Malagueira; Cartuxa; António Sérgio; Três Bicos; Sra. da Glória.

3 de Dezembro, terça feira
às 18h30m na sede da Associação para o Desenvolvimento e Convívio Cultura e Desporto do Bairro das Espadas
para os moradores: Espadas; Santo Antonico; Barraca de Pau.

5 de Dezembro, quinta feira
às 18h30m na sede da Associação de moradores da Torregela
para os moradores: Vila Lusitano; Torregela, bairro da Casinha.

10 de Dezembro, terça feira
às 18h30m no edifício da Junta de Freguesia na Horta das Figueiras
para os moradores: Horta das Figueiras; Rossio; Urbanização do Moinho; Sra. do Carmo; São José da Ponte.

O Presidente,
José Russo (via mail)