quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Um Outono primaveril, ou a primeira crónica de Eduardo Luciano em novo ciclo

Depois de um longo período de ausência, cá estou de regresso às crónicas na DIANAFM, que teve a amabilidade de manter o convite feito em Fevereiro de 2006.
É uma crónica que acontece após um acto eleitoral com repercussões essencialmente locais, mas que não podem deixar de ter consequências regionais e nacionais.
Tal como fui dizendo nas últimas crónicas onde abordei a realidade local, em Évora adivinhava-se o fim de um ciclo político autárquico que caracterizei como desastroso a todos os níveis e que, desde o primeiro dia, foi perdendo apoios e desbaratando um prestígio local, nacional e internacional, construído durante mais de duas décadas por uma governação que apostou na participação dos cidadãos, na inovação e no pioneirismo, num tempo em que estava tudo por fazer e o poder local democrático dava os seus primeiros passos.
No passado dia 29 de Setembro, os eleitores decidiram apostar na esperança e deram uma clara maioria à CDU para governar o concelho nos próximos quatro anos, reduzindo o PS a uma expressão eleitoral que muitas consideravam impensável antes da contagem dos votos.
A nova Câmara tem pela frente uma tarefa complexa e de extrema dificuldade mas não pode dizer que desconhecia a imensidão do desafio.
O tempo não é de ajuste contas ou de revanchismos. O tempo é de construir uma nova relação com as instituições, os trabalhadores municipais e as populações, contando com todos e todas que querem participar na tarefa entusiasmante e gigantesca de devolver a Évora o prestígio e o protagonismo que se foi esvaindo durante o último ciclo político.
E esta atitude nada tem a ver com magnanimidade paternalista de quem venceu confortavelmente. É algo que é decisivo para ultrapassar os obstáculos que todos teremos pela frente e não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar competências e talentos ou de desperdiçar a oportunidade de aprender com as críticas fundamentadas dos que querem participar neste processo verdadeiramente desafiante.
Os que não querem, os que vivem enfeudados nos seus preconceitos ideológicos, os que saboreiam o seu próprio fel como se de um divino manjar se tratasse, assim irão continuar e assim continuarão a não contar para nada.


Até para a semana   aqui

6 comentários:

  1. Este gajo está como quer.

    Finalmente um emprego público para não chatear muito mas dando a impressão que dá um suor desgraçado.

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  2. O sector da Higiene e Limpeza precisa de grandes MUDANÇAS.......Évora tem que voltar a ser uma Cidade LIMPA e BRANCA.

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  3. O responsável pelo sector tem que ser competente e saber falar com os trabalhadores,este sector é complicado,reorganizar as brigadas,e mais eficiência e um melhor aproveitamento dos equipamentos,queremos uma Cidade Limpa.

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  4. Acabar com aquela Vergonha das lixeiras nos mercados mensais,exigir aos feirantes que coloquem em contentores as embalagens..........recomendarem aos empresários da restauração que o lixo seja levado em carrinhoa até aos contentores e não como acontece actualmente os sacos vão a largar gordura, é preciso pôr regras,as ruas e as arcadas estão cheias de gordura,a autarquia deve lavar semanalmente o piso das arcadas.

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  5. É só engenheiros.

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  6. @19:31

    Parece que és bruxo!

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