terça-feira, 29 de outubro de 2013

O PROBLEMA DA JUDIARIA DE ÉVORA: QUE INTERESSES IRÃO PREVALECER?


Não obstante ter sido a segunda mais antiga e populosa do país, a Judiaria de Évora foi, desde sempre, votada ao mais completo desprezo e ostracismo. A maioria dos eborenses nem sabe sequer onde ela fica (entre as Ruas do Raimundo e Serpa Pinto, abrangendo as Ruas da Moeda e dos Mercadores e suas transversais) e os forasteiros nacionais e visitantes estrangeiros muito menos ainda. De facto, não há na Praça de Giraldo, à qual todas estas ruas vão convergir, o mais leve sinal indicativo da sua existência, nem os guias turísticos assinalam a sua delimitação, as suas características, os seus pontos de maior interesse ou vestígios de maior evidência, mais identificáveis nos pórticos ogivais ou noutras marcas ali bem patentes. 
E, no entanto todo esse espaço albergou entre os séculos XIV e XVI – segundo historiadores, historiadores e estudiosos mais recentes- uma comunidade de cerca de oito mil pessoas e uma série de serviços inerentes como escola, hospital, estalagem para banhos rituais, duas sinagogas, sítios para leitura e interpretação da Bíblia e gafaria. 
Com a expulsão dos judeus de Portugal muitos foram os que abandonaram a cidade nela ficando a morar apenas as famílias dos cristãos novos que haveriam de levar nova razia quando o sinistro Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) se veio a instalar em Évora e de onde só levantou ferro perto de 250 anos depois (primeira década de Oitocentos). As residências baixas e de piso térreo, de divisões muito acanhadas, vieram então a ser ocupadas na sua esmagadora maioria por pequenos comerciantes ou negociantes, marçanos, caixeiros e operários.
A estreiteza dessas artérias, assim como o seu aspecto sombrio e o estigma de terem pertencido aos “odiosos” judeus, levavam os moradores a procurar sair delas mal encontravam outra zona de residência menos estigmatizada. Com a influência nazi a fazer-se sentir mesmo em Évora, e a perseguição aos judeus a intensificar-se em toda a Europa, a judiaria da cidade era encarada pelos outros habitantes como o “gueto” daquilo que é hoje o Centro Histórico. Essa presença judaica era omitida oficialmente nas referências relativas à cidade, tida como «encruzilhada de povos, raças e culturas» desde tempos imemoriais e por onde havido passado e deixado influências «celtas, visigodas, romanas, mouras», de que se faziam provas testemunhais através de fotografias, quadros e desenhos. À presença dos judeus nunca era feita qualquer menção.

Nem integrada no Centro Histórico como Património da Humanidade, a zona da Judiaria ganhou visibilidade, nem atenção. Foi-se degradando aos poucos perante a apatia geral dos vários executivos municipais. A maioria dos residentes retirou para as novas urbanizações. Actualmente a zona da Judiaria é o ex-libris citadino do desleixo, da incúria e da incultura a que a ausência de políticas de conservação e manutenção do património cultural a que durante mais de um século foi condenada. Mas a zona é também a imagem mais real do abandono e da desertificação humana que o Centro Histórico vem conhecendo. Hoje só ali mora gente pobre e envelhecida arrastando com o negrume dos tempos.
Não foi acaso que a 12 de Outubro do ano passado o jornal francês “Libération” publicou uma reportagem, tendo a zona como pano de fundo, sobre as deficientes condições de vida que enfrentam os seus moradores num cenário de miséria (Rua da Moeda) que englobava a história de uma família de sete pessoas, subsistindo numa miserável “maisonette”, inserida num espaço classificado pela UNESCO. Despovoada e abandonada a Judiaria, prenhe de pardieiros e tugúrios, com portas cerradas há um ror de anos, e cujo interior, anunciando espaços residenciais de eleição para gordas e grossas ratazanas, deixa perceber o estado de apodrecimento em que os edifícios se encontram, serviu às mil maravilhas a Luís Godinho para ilustrar, habilmente, em reportagem para a SIC, efectuada a um mês das autárquicas, o estado de visível degradação por que passa parte do património cultural edificado da cidade. Mais, o jornalista entrevistou os poucos residentes que ali moram no que resta dos imóveis habitáveis (?) e ali ainda se conservam, cada vez mais espaçados um dos outros, os quais não tiveram qualquer pejo em denunciar que a zona ficará completamente deserta e arruinada à medida que a morte os for levando. 

Há três anos surgiu, porém, no horizonte, a possibilidade de a zona poder ser lentamente recuperada, no âmbito do programa Rede das Judiarias de Portugal- Rotas de Sefarad (nome pelo qual os judeus conheciam a Península Ibérica), financiado pelas comunidades judaicas espalhadas pelo Mundo, principalmente, na América do Norte e em parte na América do Sul e lançado pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Junto da sua diáspora, incentivou-se e estimulou-se o projecto de assunção da sua histórica e cultura agindo no sentido de proceder à recuperação do património judaico em conjunção com o desenvolvimento do turismo nos países por onde a emigração hebraica tinha passado ou se tinha fixado durante algum tempo. 
A Rede das Judiarias Portuguesas foi criada em 17 de Março de 2001 e a ela aderiram de princípio, apenas cinco municípios ficando a sua sede localizada em Belmonte. Nos meses seguintes mais Câmaras vieram a solicitar a sua inscrição. Évora foi das últimas, primeiro, ao que parece, por poucas pessoas saberem da existência de uma judiaria na cidade, e depois porque a mesma se encontrava num estado vergonhoso e a cair aos bocados. 
Mas, assim mesmo, a edilidade quis assumir o seu estatuto de membro integrante da Rede e fez-se representar em Fevereiro do ano passado no Festival Internacional do Turismo do Mediterrâneo, realizado em Tel Aviv, com o fito de dar a conhecer a existência da judiaria eborense. Sem materiais de apoio ou propaganda para distribuir, nem dispor de um pequeno “stand” para colocar alguns painéis alusivos à cidade, a vereadora Cláudia Sousa Pereira, acabou por ter de andar encostada às bancadas de outras regiões com judiarias, para tentar, sem grande proveito, obter visibilidade.

Esperava-se, com esta atitude, poder vir a beneficiar de alguns apoios provenientes da inserção na Rede. Mas estes demoravam a chegar . E entretanto começou a formular-se no meu espírito a pergunta de como iria ser, se acaso o Partido Comunista (e por inclusão, mais radical, a DOREV) fortemente pró-árabe, odiando os judeus e o Estado de Israel, chegasse ao poder? Eleita uma nova edilidade de matriz comunista, decidir-se-ia esta pelo abandono da Rede e desistiria assim, por razões meramente ideológicas, de poder beneficiar de algum apoio exterior, tendente à regeneração da zona mais degradada da cidade? Esta era uma questão de interesse público com que PS , PSD ou BE em campanha, deveriam ter confrontado Carlos Pinto de Sá.
Entretanto, curiosamente, no passado dia 28 de Setembro, véspera das eleições autárquicas, a Rede das Judiarias Portuguesas veio a terreiro, anunciar ter conquistado um importante apoio de mais de 4,5 milhões de euros para as Rotas de Sefarad, na esfera do programa Espaço Económico Europeu (EEA) para o período de 2007-2014, verba totalmente doada pelo Liechtenstein, pelo Luxemburgo e pela Holanda, obrigando-se o Estado Português a contribuir com 15 por cento deste montante (600 mil euros), acordo já formalizado.
As verbas destinam-se à investigação e edição de livros, intervenções em centros históricos, recuperações de sinagogas ou antigas tipografias. A execução financeira começou neste mês sob a monitorização da Direcção Regional do Centro, sendo que Trancoso, Bragança, Vilar Formoso e Alenquer já viram aprovadas candidaturas suas. A nota distribuída diz que o objectivo é «desenvolver um país diferente sempre com base na revitalização da história ligada ao judaísmo, o que poderá ser concretizado não só com base no apoio do EEA, como ainda com fundos do QREN, aos quais devem ser apresentadas candidaturas». 

E agora, que interesses vão prevalecer: os da cidade, que pode ver recuperada a parte mais degradada do Centro Histórico ou os da maioria partidária que exerce o poder em sintonia com a anti-sionista e pró-árabe da DOREV, a qual irá, impor, por certo o abandono da Rede?

José Frota (enviado por mail)

25 comentários:

  1. O Frota tem o "sotão" cheio de "macacos" que não o deixam racicionar direito. Só pode.

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  2. Não raciona direito, mas "raciocina" à direita.

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  3. Não raciona direito, mas "raciocina" à direita.

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  4. Não raciona direito, mas "raciocina" à direita.

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  5. Não raciona direito, mas "raciocina" à direita.

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  6. Anti-sionista é uma coisa, anti-judaica é outra. A primeira é uma forma de anti-racismo, a segunda uma forma de racismo. Confundir as duas, misturá-las como se fossem coisas indistintas, quando têm significado social, político e histórico bem diferenciado, poderia passar apenas ignorância, se não fosse a indecorosa acusação racista de anti-judaísmo que é feita no texto.
    Não são os comunistas que "odeiam os judeus". Quem odiava os judeus era o Hitler e o nazi-fascismo alemão. Os comunistas, junto com os judeus, e outras grupos da população, como os ciganos e os homossexuais, sofreram a mais impiedosa repressão do nazi-fascismo.
    Nenhum comunista é anti-judeu. Nenhum comunista pode ser racista.
    Na verdade, aqui, o único racista é o Frota.
    Este texto traduz bem os seus profundos ressentimentos por ter sido justamente condenado (com sentença confirmada depois do seu recurso) a 180 dias de prisão, convertíveis em indemnização que teve que pagar, por escrever em artigo de jornal ofensas racistas a um docente da Universidade de Évora. Não por acaso esse docente era... comunista e árabe.
    Talvez com esta informação se perceba melhor o veneno destilado no post pela víbora. História que merece ser recordada na sua riqueza de pormenores, de tal forma é instrutiva do caráter odioso do autor do post, mas, dado o adiantado da hora, terá que ficar para outra ocasião.

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  7. Haja quem explique a este ignorante a diferença fundamental entre ser anti-sionista e anti-judeu.

    Haja quem explique a este cretino a diferença crucial entre ser anti-Estado de Israel - na estrita medida em que é estado confessional, racista, criminoso, exterminador de arábes palestinianos e da sua cultura - e ser anti-judeu.

    Nenhuma razão ideológica, pelo menos nenhuma razão ideológica de quem se considere revolucionário, progressista, democrata ou tão somente humanista, justificaria ser anti- ou contra uma etnia, uma nacionalidade, uma cultura ou uma comunidade humana.

    É mais uma das acusações gratuitas, descabidas e completamente disparatadas desta besta rancorosa. Frota nunca conseguiria apresentar uma só linha de algum documento oficial do PCP, ou alguma declaração de algum dos seus dirigentes, que justificasse mais esta calúnia.

    Pelo contrário, encontraria facilmente dezenas de considerações e apreciações de respeito e solidariedade para com as vítimas de discriminações, perseguições, repressão e genocídio de que foram vítimas os judeus, em vários períodos da sua história, nomeadamente sob o nazi-fascismo.

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  8. 4,5 milhões de euros, a repartir por várias cidades, chegariam para recuperar "a parte mais degradada do Centro Histórico" eborense? Ensinem a bestinha a fazer contas.

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  9. E informem-no dos custos de uma obra de arranjo ou recuperação de uma simples casa do centro histórico. Delirante.

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  10. O senhor Frota foi responsável durante o consulado do José Ernesto e quejandos - Cláudia Sousa Pereira incluída - pela revista Évora Mosaico. Juntamente com o Diário do Sul a publicação oficial da Câmara Socialista, com dois "Pravdas", portanto. De escriba de serviço a denunciante é um passo curto para a ética presente.

    Ora, isto não retira razão ao post, apesar das confusões "inadvertidas" do A.

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  11. O Carlos Julio agora chama-se "Publicado por A Cinco Tons"...

    Curioso... porque será?
    Num homem que passou anos a acusar os comentadores anónimos por "não darem a cara" é bastante coerente. Bastante mesmo...

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  12. A matéria trazida a lume parece-me interessante : A recuperação do Centro Histórico, mostrando que este não é homogéneo, ou que a tarefa não depende exclusivamente do querer do anterior e do actual executivos. Fica claro que apesar de difícil tratamento a reabilitação urbana é assunto urgente.

    Já em relação à forma como o artigo é escrito, evidencia qualidade jornalística, pertinência, actualidade, valor informativo, sem deixar de exibir igualmente a inabalável resistência do autor a tudo o que se ligue ao partido da actual maioria na câmara.
    Neste aspecto, evocar neste contexto a DOREV, adjetivando-a, bem a despropósito e sem fundamentação compreensível, de anti-sionista e pró-árabe, mancha de forma lamentável um trabalho potencialmente interessante e construtivo.

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  13. É pena que os Eborenses, de que é exemplo o Sr. Frota mas nem pouco mais ou menos caso isolado,só consigam abordar a cidade em regime de dicotomia: Ou os socialistas ou os comunistas; ou os que cá nasceram ou os que vieram de fora; ou os de bem ou os sem berço; ou os que apoiam as empresas ou os que são contra as empresas; ou até, imagine-se, os eborenses pró-árabes e os pró-judeus.
    É um vício de olhar por demais instalado e que urge remover sob pena de continuarmos os enormes estragos que causam.

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  14. O passado judaico das sociedades da Europa Ocidental, de Portugal e de Évora, e a sua recuperação estão reféns do conflito entre Judeus e Árabes na Palestina. Por um lado, não se pode criticar seriamente o estado de Israel sem ser apelidado de "antisemita", ou seja, de racista. Por outro, tornou-se difícil defender o judaísmo, a sua memória mas também as pessoas que se consideram herdeiras dessa tradição sem defender Israel e a sua política de colonização e de apartheid. Porquê? Porque a esmagadora maioria dos Judeus da Europa foram avassalados pela ideologia sionista: ser contra a política de Israel é "ser traidor ao seu Povo". Donde uma ligação espúria (automática, aparentemente evidente, indiscutível), da recuperação da memória (lugares, histórias) judaica com a influência ou até o controlo pesado do Estado de Israel. Em certos sítios, em Portugal, as tradições judaicas tais como sobreviveram, são despudoradamente "corrigidas" (sic) pelos rabinos enviados para repor a verdadeira versão do judaísmo; e com eles, a obediência ao Estado de Israel. Torna-se hoje difícil de restaurar, reabilitar, dignificar a memória dos nossos compatriotas de religião ou tradição judaica sem ser açambarcados pela política de Israel. Ora, não só este Estado obviamente não existia então, como sólidas tradições judaicas são anti-sionistas. Mas aqui, não se encontram.
    O verdadeiro horizonte não é um subsídio, nem só a restauração dos imóveis (decerto necessária), mas sim um repensar da memória dos nossos compatriotas de religião judaica, e do seu lugar na memória colectiva dos Portugueses em geral.
    JRdS

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  15. 00:26

    Gago? Ou repetir para convencer?

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  16. LIMPEZA:

    O troço portas de aviz /lagoa,o separador das faixas de rodagem está cheio de ervas,e os candeeiros cheios de plásticos de publicidade e propaganda ....VERGONHOSO.

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  17. Os judeus são um grupo etno-religioso com milhares de anos. O sionismo tem pouco mais de cem anos. Ensinem a diferença ao ignorante, para o Frota é tudo igual. E quem discorda é pró-Árabe, como se estes fossem nação homogénea e não contivessem no seu interior desde regimes e correntes políticas ultra-reaccionários quase feudais até regimes, governos, partidos ou movimentos bastante progressistas. Mais uma vez, para o Frota é tudo a mesma coisa. Mas algum árabe fez-lhe mal? Como é que foi essa história da condenação por racismo?

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  18. «curiosamente, no passado dia 28 de Setembro, véspera das eleições autárquicas, a Rede das Judiarias Portuguesas veio a terreiro, anunciar ter conquistado um importante apoio de mais de 4,5 milhões de euros para as Rotas de Sefarad, na esfera do programa Espaço Económico Europeu (EEA) para o período de 2007-2014»

    «A execução financeira começou neste mês sob a monitorização da Direcção Regional do Centro, sendo que Trancoso, Bragança, Vilar Formoso e Alenquer já viram aprovadas candidaturas suas.»


    E porque é que a amiga do senhor Frota, que esteve em funções até ao dia 18 de Outubro, não resolveu o problema da candidatura, tal como fizeram as câmaras de Trancoso, Bragança e Alenquer?

    Tanto mais que até lhe pagamos uma viagem a Israel, há uns meses, para tratar destes assuntos.

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  19. Ele não gosta de árabes porque exploram os camelos. Há que ser solidário com a família...

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  20. Esta noticia dos 4,5 milhões surgiu nas vésperas de eleições, pode ser verdade ou um outro parque desportivo???? Mas a ser verdade não acredito que a câmara os deite fora por questões raciais ou outras, afinal ate à 12 anos Évora teve programas de recuperação do Centro Histórico, programa que permitiu entre muitas outras coisas proceder à iluminação (já estava em funcionamento) das muralhas, terminado na gestão do PS.
    Durante estes últimos 12 anos também existiu um programa chamado REABITA, mas era só para amigos e estava escondido dos eborenses. Motivo a Câmara teria de comparticipar com uma percentagem e não estava interessada em colocar o seu dinheiro em todas as habitações. Mas posso afirmar que algumas foram recuperadas são todas (ou quase) propriedade de gente conhecida!
    Lurdes

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  21. Sugiro que a nova administração da CME ofereça um terreno ao Frota para montar um Fábrica de Venenos. Matéria prima não lhe falta.

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  22. O Frota ficou aziado. Deixa lá! Há eleições na UE já em janeiro. pode ser que...

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  23. Este artigo do Frota chega a ser ofensivo para a memória de uma eleita da CDU, que ao longo de anos esteve na Assembleia Municipal, a Dr Carmen Balesteros. Se houve alguém em Évora que tivesse defendido a Judiaria, que a tivesse trazido para a ribalta, através de publicações (talvez essas onde o sr Frota foi buscar inspiração para escrever este seu «artigo»), que fosse conhecida pelos seus estudos judaicos, nacional e internacionalmente, era essa eleita da CDU. Sim, Sr Frota da CDU. Foi esta eleita da CDU que na Assembleia Municipal defendeu a entrada de Évora para a rede de judiarias. É pena que o seu anticomunismo o leve a descer tão baixo.

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  24. Se o Frota não fosse tão anticomunista, já teria percebido que a degradação da Judiaria medieval de Évora se acelerou nos últimos 12 anos. Basta confrontar fotografias acruais com outras tiradas antes de 2001. Não há comparação ! E, contudo, foi nestes 12 anos que se esfumaram milhões e milhões de euros, gastos pelos seus amigos socialistas em nada e que todos nós iremos pagar durante 20 anos . Quer milagres ? Tivesse impedido os seus amigos socialistas de chegar ao poder e de derreter milhões de euros em negócios ruinosos como o das águas do centro alentejo. Faça as contas ! E agora vem pedir obra aos comunistas ? Tenha juízo que já tem bastantes cabelos brancos para tal!

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  25. joaquim palminha silva02 novembro, 2013 16:59

    Ainda bem que alguém lembrou a investigadora Dra. Carmen Balesteros!!!... - Especialista do património urbano de raiz judaica na cidade!Com obra publicada na matéria e, portanto, incontornável!
    JPS

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