segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mapa comparativo de presidências de câmara (1976-2013)

(tirado daqui)

9 comentários:

  1. A invasão dos novos Bárbaros" por Isidoro de Machede
    Por se tratar de um assunto respeitante à nossa cidade, partilhamos convosco a "A invasão dos novos Bárbaros", publicado na “Margem Esquerda do Odiana”, o blogue de Isidoro de Machede.


    De lua em lua, vou aquela que será sempre a cidade que me tirou os três da vidinha. Gosto-a, como se gosta das coisas que nos sacodem as emoções até que nos arrefeça o céu-da-boca. Ainda que agora a minha arrebatada paixão por ela, esteja arrecadada num gavetão etiquetado pelos tempos e lugares onde fui muito feliz. Agora, pesa o mesmo bem querer que tenho por Lisboa (a cidade mais ao norte do meu Sul), Figueira dos Cavaleiros, Namaacha, Maputo, Lagos, Alcáçovas e Beja e, actualmente, pela margem esquerda.
    Gosto de a rever como se gosta sempre de reencontrar amores de muito tempo mas, em crescendo, nos últimos gregorianos e principalmente por alturas do Verão dos marmelos, desgosta-me vê-la invadida e saqueada na sua respeitabilidade pela invasão dos novos bárbaros.

    À laia de exemplo, no ano que corre: jovens homúnculos cuja sordidez lhe deu para violar e devastar cruelmente a harmónica quietação viçosa do jardim existente no local do encontro amuralhado da Cerca-Nova com a Cerca-Velha, e há muito conhecido como Buraco dos Colegiais.
    Bonito horto que vi nascer, já sem cueiros mas ainda pela paternal mão do mestre Isidro, por alturas de 1955. Depois, já com o caparro avantajado, constituía o dito sítio local de parança tagarela e namorisqueira na companhia de amigos e de muitos outros amigos de amigos do burgo eborense. A crença pelo local e a efémera liberdade que nele interiorizávamos, levou a que fosse alcunhado de Hyde Park. Motivo de pertinaz regalório eram os excessos heróicos propagandeados pelo Estado Novo, corporizados no local por um enorme e temível espadalhão cravado num granítico bloco, informando em nota de roda-pé que a dita arma era uma cópia fiel da original e pertença do D. Afonso Henriques. Porra, o corpanzil que teria de ter o independentista para empunhar tal portento? Avisada terá sido a moirama em dar corda às botas!
    Por quem sois calmeirão rei Henriques? Porque não ressurges e corres à espadeirada, estes novos bárbaros imbuídos de galopante acefalia?

    Para a discussão do papel integrador da praxe, nego-me a dar um tostão que seja para tal peditório! Não é por acaso que as praxes ganham terreno paralelamente à crescente apatia de um povo cada vez mais acocoradamente esbulhado e humilhado. Não é por acaso que o ritual da praxe, durante o salazarismo, não era praticado na maioria das escolas superiores, dado os estudantes do contra a considerarem alienante. Na Universidade de Coimbra, aquando da crise académica de 1969, os estudantes realizaram uma greve quase generalizada aos exames e suspenderam a praxe. Logo após o 25 de Abril de 1974, a praxe foi abolida pelos estudantes na referida academia.
    Quanto ao suposto sentimento dos caloiros que permitem a praxe, relevo o que deixou grafado Jean-Paul Sarte, é sempre fácil obedecer quando se sonha comandar.

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  2. Por este mapa se vê que há vitórias e Hóteis Vitória. São duas coisas diferentes. Uma tem 150 Câmaras e a outra 34. Uma foi a maior vitória de sempre desse partido, a outra só reconduziu o partido a níveis de 2005, muito longe dos scores de 1979, 1982 ou 1989.

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  3. 1:14
    O que quer dizer que ao nível do país, sim verifica-se uma bipolarização - PS/PSD que não admite alternativas. Uma polarização que em boa verdade só é alternância sem grandes diferenças. Quando o PS voltar ao governo do país, continuará a trabalho do PSD. E isto sim, é verdadeiro motivo de preocupação, não constitui nenhuma vitória.
    Neste país não há políticos, nem políticas, reconhecidos por partes significativas da população. O que predomina é a noção de inevitabilidade, de alternância, de disputa do poder para facilitar objetivos de pequenos grupos detentores de outros poderes bem mais pesados.
    Afinal, o poder político em Portugal não tem como objecto os interesses das pessoas que agora deram a maioria dos votos ao PS. Tem como objecto os interesses de minorias não identificadas pelas maiorias. E estes votos, esta vitória maior de sempre, são apenas argumentos para prosseguir este estado de coisas que se suporta numa predominante marca humana que não se conseguiu ainda transformar: a exploração do mais fraco pelo mais forte.
    O comentador da 1:14 que se sente vencedor, está certamente entre os mais fortes, por isso nada interessado em mudar de facto (só mesmo de fato).

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  4. Quando o país está na merda os comunas estão sempre melhorzinhos, é a conclusão dos números.

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  5. "Quando o país está na merda" não é natural que os responsáveis por tê-lo colocado na MERDA, continuem a ter o número de votos que, ainda, têm.
    Mas, um dia, vai acontecer a essa gentinha, o mesmo que aconteceu ao Conde Andeiro e ao Miguel de Vasconcelos...

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  6. Quando o país está na merda os comunas estão sempre melhorzinho. O resto é chamar burros aos eleitores que os acabaram de eleger.

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  7. Este PCP na câmara de Évora é provavelmente o pior de todos os tempos.
    A equipa do João Santos não ganhou e esta ganha com maioria absoluta?

    Mas também qual a fuga que tinham?
    Correr com o Melgão e ir votar no PSD/CDS ou no BE?

    Pena que Évora não tenha gente independente como no Porto ou Redondo por exemplo. Até nisto os Eborenses são mais burros que os outros.

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  8. A sorte é que temos gente como tu para nos dizer como é que é.

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  9. @12:31

    Porra, já passaram quase 2 semanas e ainda não te consegues sentar? Tal não foi essa enrrab....

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