segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Inside job


1. A história. De 2002 a 2012, os barões da política local viveram como rolhas flutuantes nos altos e baixos da maré criada pelo poder autárquico, então protagonizado por José Ernesto Oliveira. ‘Franchisaram’ o poder para manter lugar à mesa, controlaram as cadeiras e escolheram as iguarias. A nível nacional juraram fidelidade a Sócrates, o que não os impediu de fazer o mesmo com Seguro ou de fazer agulha com qualquer outro hipotético candidato à liderança. 
2. A bolha. O ano de 2013 começou com um poder distante. Os barões, preocupados, manobraram para manter o estatuto, destruindo, contudo, o que ainda restava de bom senso. A bolha, demasiado insuflada, rebentou.
3. Crise. A saída anunciada, mas retardada, do ‘director executivo’ deixou os principais accionistas tensos. Manter o poder alinhado com os seus interesses voltou a fazer sentido, mas, na saída de cena, José Ernesto Oliveira deixou-lhes o futuro condicionado. Do mal o menos e nestas coisas antes menos do que nada.
4. As listas. Num cenário de derrota anunciada, os barões trataram da vida própria. Instalaram-se na lista para a Assembleia Municipal e tal como no Tintin os jovens vão dos 7 aos 77. Sem espanto, Dupont & Dupont entenderam-se às mil maravilhas, no diagnóstico e na receita.
5. Consequências. Os senhores do costume ainda sonham salvar o negócio. Prometem um presunto a quem lhes levar um porco. Recuam, respiram fundo e reagrupam. Assim o fizeram em todas as procissões durante três dezenas de anos. Por estes dias, resta uma única dúvida: ainda haverá fieis para pegar no andor e levar estes santinhos ao altar?
Anónimo
07 Outubro, 2013 12:08

2 comentários:

  1. Não há andor, nem tão pouco fiéis que o comtemplem.
    Há homens e mulheres incompletos, por mudos e quedos por a tal se assemelharem.
    Não há barões.Há vilões sendo cassiques mesteirais, por fazer ainda, de contento e de provento também.
    Não há quem anuncie, antes quem preveja o fim dos dias em sofrimento sem peleja,por território no acaso acontecido,sem história que a queiram contar...

    Emanuel

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  2. Mas que conversa é esta ? Não percebi patavina. Alguém troca isto por miúdos? Desculpem lá mas nem todos somos doutores

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