segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Festival Internacional de Dança Contemporânea começa hoje em Évora


Rafael Leitão, Gonçalo Lobato, Benvindo Fonseca, Vera Mantero e Simão Costa são os criadores que “assinam” as cinco obras da programação deste ano do Festival Internacional de Dança Contemporânea (FIDANC), que arranca na segunda-feira, em Évora.
O evento, que vai na 14.ª edição, é promovido pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE) e vai decorrer em vários espaços da cidade alentejana, até ao dia 19 deste mês.
A edição deste ano, embora com “um formato mais reduzido”, explicou hoje a CDCE, “inspira-se na atual diversidade das linguagens da própria dança contemporânea”.
“O processo criativo e identitário de cada autor e a arte como um espelho da vida, da alma e do coração foram estímulos para a composição da programação”, sublinhou a companhia.
O “cartaz” integra a apresentação de cinco obras originais, da autoria de outros tantos coreógrafos ou criadores, bem como, paralelamente, oficinas de dança e de música e conversas com os criadores.
“A vasta programação, dirigida a crianças, jovens e adultos, revela que a cultura não é só um ‘negócio’”, mas que representa também “um diferencial excecional na procura da qualidade que a contemporaneidade exige”, argumentou a CDCE.
Em estreia nacional, na quarta-feira, no Pátio do Inatel, vai estar “Quid Iuris”, da autoria de Gonçalo Lobato.
Trata-se de uma coreografia, segundo a organização do FIDANC, que tem como ponto de partida “o dilema dos inocentes, de quem é preso mas está inocente e da restrição da liberdade”.
“Cores em Movimento” é o título do espetáculo de dança para a infância criado por Rafael Leitão e que vai ser representado, ao longo do festival, em estabelecimentos escolares.
O espetáculo vai permitir que as crianças, “através de uma atividade física participativa”, possam descobrir “a relação entre o corpo e a natureza expressiva das cores”.
O artista Simão Costa leva ao FIDANC, na terça e na quarta-feira, no Museu de Évora, a escultura sonora e musical “C_Vib”, que explora “as propriedades físicas do som”, adotando um formato de concerto e performance.
A mais recente produção da CDCE, intitulada “Romeu e Julieta, encontro desencontro” e coreografada e dirigida por Benvindo Fonseca, também faz parte do festival, estando agendada para quinta-feira, igualmente no Museu de Évora.
Para esta criação, Benvindo Fonseca disse ter-se inspirado no “incognoscível”, na “dança no seu lado mais lúdico e sensorial” e na música de Prokofiev, em particular a da obra “Romeu e Julieta”.
O espetáculo que encerra a edição deste ano do FIDANC, “assinado” por Vera Mantero, chama-se “Os Serrenhos do Caldeirão, Exercícios em Antropologia Ficcional”, no sábado, na Black Box da companhia alentejana de dança.
A CDCE é financiada pela Direção-Geral das Artes e apoiada pela Direção Regional de Cultura do Alentejo, Câmara de Évora, Museu de Évora e Fundação Inatel.(LUSA)

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