quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Évora e uma nova centralidade turística

Quando se reflecte sobre a actual situação económica que o país atravessa acredito que o ouvinte tal como eu se interrogue sobre as várias dimensões do problema e se questione, também, como e em qua áreas podemos encontrar algumas pontes ou a luz ao fundo do túnel, na ânsia de encontrar caminhos sustentados para o futuro.
Sectorialmente considero que o Turismo é uma área relevante que projecta aquém a além-fronteiras os valores da identidade cultural e patrimonial do povo português.
A região Alentejo, tem tido nestes últimos anos, nesta área, uma posição de destaque, fruto de uma boa gestão geopolítica que se soube unir em torno da causa, percebendo as mais-valias do sector.
Crescemos em dimensão e escala, com ofertas qualificadas, e uma forte aposta na promoção e comunicação que potenciou múltiplos produtos, apostou em áreas até então inexploradas e foi por diante ganhando prémios, turistas, maior número de visitas e eventos relevantes de dimensão nacional e internacional.
Tentando ter uma visão Geográfica identifico 4 eixos fundamentais
Em primeiro lugar o litoral alentejano, que se afirma e sustenta agregado, também, em patamares entre o turismo de maior poder económico, desde a península de Troia, quase até ao Algarve, numa extensão de vários quilómetros de areal onde se encontram praias classificadas de entre as melhores do mundo.
Depois há Alqueva e aí os famosos projectos turísticos PIN de Sócrates, Roquete e Aprígio Santos, pouco foram além do papel, defraudando toda as expectativas com que foram lançados em 2008 e espera-se assim, que esta zona e os investimentos ali a fazer sejam uma realidade, muito para além do parco trabalho realizado pelo já extinto – Polo de Alqueva.
Em relação a Beja que sejam encontradas pontes, sim mas pontes aéreas para que o investimento de milhões ali realizado, no Aeroporto, seja, um dia, mais leve nos bolsos de todos nós e cumpra a sua missão, também, na área do turismo.
O quarto e último eixo dedico-o a Évora.
Sim, Évora, Património da Humanidade, com a sua centralidade geográfica, onde se situam a maior percentagem de hotéis de cinco estrelas de todo o Alentejo, merece uma atenção diferente, mais cirúrgica, por parte dos poderes responsáveis pelo turismo.
Depois de ganharmos escala e dimensão, é tempo de, e sem qualquer sobranceria ou bairrismos, colocar a cidade, de novo, num ciclo de crescimento turístico, qualificado, assente no seu património edificado mas, também, naquilo que tem de ser a marca da cidade.
Faz falta uma cidade de cultura, e um gabinete da cidade que faça não só a defesa e valorização do património como apresente uma programação que entre nos circuitos e redes de eventos das cidades patrimoniais e de cultura, ainda que de média dimensão. O exemplo recente do Fórum Eugénio de Almeida é um bom ponto de partida.
Termino fazendo votos para que Carlos Pinto de Sá e Ceia da Silva se encontrem, brevemente, porque Évora merece mais e melhor!
Continuação de boa semana.

Silvino Barata Alhinho (aqui)

2 comentários:

  1. Mas quem me manda a mim ser precipitado e desatar a ler tudo que me aparece pela frente?...

    Mas estes cavalheiros vêm para aqui falar de «escala» e «dimensão», pensando que somos todos parvos?

    Sem conhecerem o significado dos conceitos e sem os integrarem, por desconhecimento do que significam, mandam bitates, convencidos que estão a passar entre os pingos da mediocridade que encerram.

    É um facto, que ilusionistas deste género,se têm imposto no panorama da política e da economia nacional.

    E porque somos um país, de gente incapaz de entender o significado do menor custo por unidade de imbecilidade produzida,vamos embarcando na linguagem destes papagaios, chegando os mesmos a lugares de pódio.
    Desacreditam então esses lugares, desprestigiando-os, pelo que demostram em escala, depois, não ter capacidade para realizar, não valorizando ao centímetro os cargos a que têm a lata de se candidatar.

    Pois e agora sim,que haja «escala» naquilo que se diz, de modo a que não se ludibriem aqueles que temos o dever de servir com competência e capacidade.

    Emanuel

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  2. Este homem só diz parvoeiras!

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