quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ainda sobre a judiaria de Évora. Comentário-resposta.

                                       

1.As invectivas e os impropérios que, contra mim, aqui têm sido  lançados pelos mastins de serviço nem sequer deviam merecer resposta da minha parte. Mas algumas afirmações que bolem com a minha dignidade pessoal e profissional merecem ser devidamente analisadas.
Ao anónimo das 11.43 de 30 de Outubro quero dizer-lhe que  só recebo lições de história política ou religiosa de quem saiba mais do que eu, o que não parece ser o caso. De facto eu não faço as confusões que me atribui . Lamento mas não faço. E gostava de saber quais são os seus vastos conhecimentos na matéria para me rotular de ignorante. O Professor Rodrigues dos Santos já fez alguma luz sobre a matéria.
Recordo-lhe que em 1967, Martin Luther King Júnior, já opinava que «é falso fazer  a diferença entre anti-semitismo e anti-sionista» acrescentando que «o movimento sionista foi fundado para prover à criação de um Estado soberano, próprio, na sua terra natal, de que Israel é a encarnação moderna e política». Mas parece que este Luther King era um bocado lerdo das ideias, não era?
No entanto, a Universidade Hebraica de Jerusalém partilha do mesmo entendimento ao propor à comunidade da sua diáspora- que começou após a sua expulsão da Palestina em 135 pelo imperador romano Adriano, se dispersou pela Europa e perante a  perseguição e nalguns casos extermínio dos seus, se viram obrigados a refugiar na América- a promoção e recuperação do património e da sua herança cultural deixada nos países da sua multisecular errância.É de recordar que durante 19 séculos os judeus foram tidos como apátridas.
Todavia, dado que não comunga desta tese e é outra a sua “douta” visão faça-a chegar à Universidade de Jerusalém, rotule as gentes de lá como ignorantes, burros e calinos, falsários da história universal e imponha-lhes a sua verdade dos factos.
2.Vamos agora à tal história da minha condenação, aqui evocada pela enésima vez, que nem sequer consta do meu certificado de regime criminal, e que nas linhas seguintes se dou a conhecer. Logo após a perda da Câmara por banda do PCP, um tal Mohamed Tlemçani, luso-marroquino e que só dias mais tarde vim a saber ser genro de Abílio Fernandes, casado com uma filha deste, decidiu insultar-me publicamente numa crónica de opinião publicada quinzenalmente no “Imenso Sul” ao considerar que José Ernesto de Oliveira, me havia «alugado» para fazer campanha a favor dele no jornal Expresso.
A crónica, dos inícios de 2002, vinha na sequência de uma série de cartas anteriores enviadas para a direcção do Expresso contestando todos os artigos por mim elaborados desde que contivessem críticas à gestão municipal. A última, datada de pouco antes das eleições, e assinada por Abílio Fernandes em papel timbrado da Câmara, ia ao ponto de  pedir que fosse considerada a minha suspensão e substituição pois as notícias que produzia eram nocivas e prejudiciais ao interesses da cidade.
Claro que esta missiva em que eu era apelidado de «ave de arribação»  caiu muito mal junto da direcção por indiciar uma tentativa de intromissão na política editorial do jornal e na gestão dos seus recursos humanos. Foi-me enviada cópia da carta por telefax que ainda hoje guardo comigo. A DOREV chegou mesmo a apresentar uma queixa contra mim na Alta Autoridade para a Comunicação Social que foi arquivada por não provada.
Foi neste clima de perseguição, de que não se referem aqui alguns episódios, que fui resistindo com estoicismo, sem ripostar. Mas no caso do escrito do tal Tlemçani, que dava aulas na Universidade, perdi as estribeiras - confesso - e em vez de agir contra  ele judicialmente, respondi com inusitada dureza e violência.
Sem capacidade de encaixe, e batido na resposta e contra-resposta, o homem seguiu o caminho que eu devia ter seguido logo de início e processou-me. Assumo-o hoje que o ridicularizei, e o apelidei de “marroquino”, “berbere”, apóstolo dos talibã” (visível nas seus escritos), “feio” e “medíocre”. Aliás, nos seus artigos, marcados pela incorrecção e e pela  má educação permanentes, já ele se havia incompatibilizado com Carlos do Carmo Carapinha, dirigindo-lhe palavras ofensivas, pedindo depois desculpa mas denotando o seu carácter provocatório. Quando recuperei a calma, apercebi-me  de que havia caído infantilmente numa cilada detectável à distância.  Em tribunal o juiz muito, muito novo e sem traquejo, não atendeu aos seus primeiros insultos e condenou-me por abuso de imprensa e injúrias ( já não me lembro bem dos termos) e aplicou-me a punição prevista para a ilicitude do acto.
Sempre me senti parcialmente injustiçado e na hora de ter pagar, uma sensação de alívio, no entanto, contribuíu para minorar o meu descoforto (sou pobre, o dinheiro ficou-me a fazer a falta e  vivo do meu trabalho honestamente) : a de que tinha desabafado e desancado o tal de Tlemçani publicamente porque o gajo andava mesmo a pedi-las. Devo dizer que o indivíduo nunca parou de me insultar. Aos microfones da Rádio Diana, participando em debates semanais em representação do PCP e no qual marcavam igualmente presença membros do PSD e do PS, continuava a fazê-lo sistematicamente. Foram estes que me alertaram para o  facto. Luís Matias, o moderador confirmou a ocorrência. Ainda pensei em pedir as gravações para o processar. Mas depois decidi ignorá-lo.
Toda a população de Évora sabe que não sou racista. Tratou-se de um caso  isolado e de resposta a uma provocação grosseira. Um andorinha não faz a primavera. Tenho amigos árabes desde o Professor Adel Sidarus até um futebolista profissional argelino. Nunca nenhum deles me censurou. Posteriormente, em férias já fui ao Egipto, à Argélia e à Tunísia. A Marrocos, não.
3. Temos agora a questão essencial da peça que é o futuro da nossa judiaria. O novo presidente, Carlos Pinto de Sá Pinto de Sá, referiu-se à prioridade que era proceder à recuperação do Centro Histórico e do seu património. Isto custa obviamente dinheiro que a autarquia não tem mas que poderá obtê-lo através de alguns programas vocacionados para o efeito. Esta possibilidade de recuperação faseada da zona mais degrada da cidade oferece uma boa oportunidade para o começar a fazer, pelo que não me parece razoável desperdiçá-la em nome de outros interesses que não vou voltar a repetir. Mas sei do que estou falando.
E os mastins de serviço que não cessam de  lançar disparates para iludir o cerne da questão que passa por se saber se a Câmara vai enjeitar a  oportunidade aberta, decidindo-se consequentemente pela saída da Rede calam-se muito bem calados esperando que o assunto morra por si e a judiaria se desmorone numa noite de tempestade imparável.

Lamento profundamente que mais uma vez continue a ser uma voz isolada, a defender de peito feito os interesses da minha cidade, sem que esteja cingido ou limitado por peias e baias partidárias. Não sou, nem nunca fui militante de qualquer partido. Chamem-me o que quiserem que não me calarei em defesa da terra que eu amo e amarei até morrer. 

José Frota (via email)

26 comentários:

  1. A Silveirinha um negócio Ruinoso,que destruiu um clube,tem responsaveis:CME,CCRDA....mas este assunto foi abafado,e os tais que dizem defender Évora calaram-se.

    ResponderEliminar
  2. Imobiliária PORTAS/PASSOS


    VENDE-SE em Èvora


    Hospital do Espirito Santo


    UNIVERSIDADE


    Templo Romano


    PSP


    Escola Secundária Gabriel Pereira


    aceitam-se propostas/ preços de mercado

    ResponderEliminar
  3. Ó Frota você parece uma destilaria de veneno.
    Trate-se, porque a continuar assim ainda tem um enfarte.

    ResponderEliminar
  4. Frota insiste absurdamente que anti-semitismo e anti-sionismo são a mesma coisa e socorre-se para isso de uma frase descontextualizada de Luther King. Mas ainda mais estranho é afirmar que "o Professor Rodrigues dos Santos já fez alguma luz sobre a matéria.". Porque, quem leia o invocado comentário deste último ao post anterior, às 09:44 de 30 Outubro, conclui exatamente o contrário.

    ResponderEliminar
  5. A revista MOSAICO está de volta,será responsavel uma personalidade de grande prestigio de Èvora.

    ResponderEliminar
  6. Frota recorreu da sentença por ofensas racistas e voltou a ser condenado. As próprias testemunhas de defesa se distanciaram da sua atitude. A condenação, a pena de prisão convertível em indemnização, não foi por mero "abuso de imprensa e injúrias" (é muito conveniente esta perda de memória para quem costuma gabar-se da excelência dela). Frota se quiser ser honesto e esclarecer os leitores só tem que reproduzir, ipsis verbis, a sentença (na sua totalidade) e deixar estes avaliarem.

    ResponderEliminar
  7. Cá pra mim o Frota está a precisar de repouso. A derrota estrondosa de dia 29 de Setembro está-lhe a provocar uma difícil digestão.

    Vejam lá que até se esqueceu de avisar a "amiga" que podia ter organizado uma candidatura enquanto foi vereadora (até dia 18 de Outubro), tal como fizeram outras autarquias. E agora, uma semana depois de Pinto de Sá ter tomado posse já aí está a armar aos cucos e a pedir batatinhas.
    ó homem enxergue-se e acalme-se.

    ResponderEliminar
  8. Efectivamente recorri da sentença porque o meu próprio advogado se mostrou insatisfeito com a mesma.Não foi para ganhar dinheiro porque a sua defesa foi feita graciosamente e por amizade. O dr.Sertório Barona é uma pessoa impoluta e de grande reputação profissional, ética e moral,uma referência de cidadão nesta cidade.
    Não reproduzi a sentença aqui na íntegra, porque não a consegui encontrar no meio dos milhares de papéis que guardo. Mas pode fazê-lo, porque eu já assumi aqui, sem medo, os termos da minha resposta. Sem medo,sim, assumindo a responsabilidade daquilo que escrevi, num momento infeliz, mas ditado pela infame perseguição de que fui alvo e num momento em que meu pai estava internado,no Hospital do Espírito Santo,balançando entre a vida e a morte, devido a problemas cardácos de que sofria desde há vinte e seis anos.
    Recuperaria por pouco tempo e viria a falecer pouco tempo depois.
    Defendi-me mal, em tribunal, porque no dia do julgamento, estava com ele no pensamento. É que nesse dia e à mesma hora, por ironia do destino, fazia exactamente um ano, que eu perto dali, mais propriamente na Igreja da Misericórdia,estava assistindo à missa de corpo presente e despedindo-me dele sempre com um beijo derradeiro e os olhos marejados de lágrimas.
    Portanto está absolutamente à vontade para publicar o que quiser mas largue o anonimato em que se refugia por eu sei quem você é e você também sabe que eu sei.
    Essa ameaça de divulgação do conteúdo da sentença tem sido utilizada intimidatoriamente para ver se eu me calo.
    Nunca surtiu efeito nem vai surtir porque eu sempre a assumi. Nem me vai parar nas minhas críticas porque eu estou disposto a revelar publicamente coisas que tenho calado para não entrar em mais polémicas.
    O erro cometido não afectou em nada a minha imagem pública. Todos o interpretaram como um capítulo da guerra que o PCP desencadeava contra a minha pessoa. Todos sabem que não sou racista.
    Aliás a sentença foi pronunciada num tempo em que prevalecia a ideia peregrina de um determinado multiculturalismo acéfalo e desconchavado que só funcionava num determinado sentido. Depois dos assassinatos cometidos na Estação de Atocha, a tolerância e a compreensão para certos comportamentos parecem ter-se volatilizado um pouco.
    Decerto que a população tem mais respeito por mim que por gente encapuçada, vingativa e rasteira. Nunca são capazes de assumir nada individualmente, refugiam-se sempre no anonimato e no colectivo.
    E quanto ao cerne da questão, moita carrasco.

    ResponderEliminar
  9. Não conheço o Sr. Frota. Lia os seus artigos no Expresso que penso eram notícias sobre o Alentejo.
    Mas admiro a sua frontalidade, perante os anódinos e anónimos comentadores que pouco ou nada dizem, com as suas convulsas verborreias de mentecaptos incultos e analfabetos.

    António Gomes

    ResponderEliminar
  10. O Frota mete-se frequentemente em alhadas para as quais não se preparou e depois vem para aqui lamuriar-se.
    Uma das poucas coisas que ressaltam das suas crónicas e justificações é um profundio ódio e ressabiamento. Vá lá saber-se porquê...

    ResponderEliminar
  11. Com o jornalista José Frota a investigar esta ou não, cá vai:

    Pois para que conste, através duma concertada estratégia, STAL e Gestão de Recursos Humanos da Câmara,foram dadas indicações precisas a todos os funcionários das autarquias, que, têm à sua disposição autocarros, para dia 1 Nov. se deslocarem, cantando e rindo, à grande manifestação em Lisboa.
    E mais,dizem estes insignes autarcas, que esse dia não lhes será descontado no vencimento.

    Conotar a Câmara de Évora com a intenção de actuar em função das determinações do comité central do PCP??
    Nããããããooooo.....

    É apenas a liderança comunista na Câmara Municipal de Évora.

    Lembram-se o que disse o Pinto na sua campanha???

    -«Todos, vou governar com «TODOS», a bem ou a mal...

    Vamos lá a ver onde isto nos vai levar,vamos a ver.



    ResponderEliminar
  12. Com o Frota é sempre assim: a história vai sendo contada aos bocados. Quando está toda dita não tem nada a ver com o que alegava. Agora já houve recurso da sentença (estava fragilizado nos dois momentos de decisão?).
    Apaga convenientemente o teor fundamental da sua condenação e recondenação (que demonstrou o racista que, na verdade, é), primeiro porque se esqueceu, depois
    porque não a encontra. Sempre muito conveniente. Não diga que reproduziu a(s) sentença(s) na íntegra, simplesmente não a(s) reproduziu.
    E já agora também contribuo com um subsídio para a sua aprendizagem cultural. Dizer que anti-semitismo e anti-sionismo são o mesmo é, de facto, uma barbaridade de todo o tamanho. O absurdo ressalta em todo o seu esplendor quando compreender que os palestinianos, por exemplo, também são semitas. Mas enfim, vá-se-lhe lá explicar algo tão básico. Para o Frota isto já são "vastos conhecimentos" (por outras palavras, areia de mais para a sua camioneta).
    Lamento, homem, está fragilizado, está em baixo, está doente, então cure-se. Não lhe desejo mal nenhum, só desejo que não faça mal a outros. Quanto à ignorância e à estupidez, sempre defenderei o direito de as continuar a exibir em público.

    ResponderEliminar
  13. O que são problemas cardácos?

    ResponderEliminar
  14. Ai eu também não sou racista, também já fui ao Egipto. Se o ridículo matasse...

    ResponderEliminar
  15. Apenas para esclarecer o tal anónimo de ontem das 19.54:
    O termo semita ou semitismo é utilizado em duas acepções: a primeira, no sentido etno-linguístico, englobando os falantes que se diziam descendentes de Sem, filho primogéntito de Noé, ou seja um mistura de hebreus, aramaicos, assírios, fenícios, árabes (ver Genesis,5,31 e Tzvetan Todorov em "As Ciências da Linguagem"); e a segunda de natureza religioso-política, designando o povo Judeu, as suas características e a sua cultura e a identidade peculiares.
    É nesta conotação,portanto fora da sua ancestral expressão bíblica, que o termo passou a ser aplicado e usado. Ora não foram todos os utilizadores dessa primitiva linguagem de tronco comum que em 135 se revoltaram contra o jugo romamo mas,sim, o povo judeu (hebreu) que o fez, e por isso foi expulso da sua terra, perseguido e, em parte, exterminado,até aos confins do Mundo.
    Foi neste sentido que o termo se conservou e enquistou na linguagem sócio-política e foi utilizado na citação de Martin Luther King, aqui citada, ao dizer ser falsa qualquer distinção entre anti-judaísmo e anti-semitismo. Não havia qualquer alusão descontextualizada.
    Portanto como pode ver afinal não contribuiu com nenhum subsídio para aprendizagem cultural. Tive bons mestres que eram manipuladores da ignorância alheia.
    Quantos aos outros considerandos da sua parte, caso não tenha mais nada para falar, senão da tal sentença, estamos conversados.
    Pela minha parte talvez venha a relembrar algumas histórias esquecidas( mas não conhecidas em todos os seus pormenores) e nem sequer conhecidas de quem aterrou em Évora, ainda não há década e meia, para exercer uma função meramente político-partidária e são bem explicativas do ódio com que o PCP me brinda.

    ResponderEliminar
  16. 12:24
    Ó Frota não invente mais que só se enterra.

    ResponderEliminar
  17. Poderia explicar-se ao Frota a história do povo Judeu e, inclusivamente, de como os conflitos, as revoltas e as guerras com os romanos começaram bastante antes, com expressão particularmente aguda no 1º século da nossa era; Frota, para fazer figura de culto, brinda sempre com a data de 135, como se a revolta judaica tivesse começado nessa data. Mas livre-nos Deus de andar a corrigir ou comentar as várias imprecisões ou incorrecções de Frota. Não há pachorra, não há tempo, não há interesse e, burro como é, começo a duvidar que fosse minimamente proveitoso.
    Mesmo que, incorrectamente, se identifique "semita" com "judeu", não se pode é de maneira nenhuma confundir uma história milenar de um povo ou comunidade humana, com o movimento ideológico/político visando a criação de um Estado Judaico na Palestina que surgiu em finais do século XIX.
    Não distinguir entre um e outro (e, sim, a frase de Luther King está descontextualizada, coisa aliás em que Frota é mestre) é um disparate, e uma insistência num disparate, de todo o tamanho.
    Por exemplo, tenho amigos judeus anti-sionistas. Aliás, alguém, em mensagem anterior, até já teve a caridade de recordar a Frota os movimentos judaicos anti-sionistas.
    Se Frota é sionista, tudo bem. Isso não surpreende, porque Frota é racista (sentenciado como tal).
    Agora não diga que ser anti-sionista é o mesmo que ser anti-judeu. Porque isso já não é racismo, é indigência mental.

    ResponderEliminar
  18. Anti-semitismo é a acção de discriminar os semitas. Não esquecer que os árabes também são semitas.

    Bem diferente é o anti-judaísmo que discrimina as pessoas que praticam a religião judaica (que não são apenas semitas).

    Frota pelos vistos baralha e mistura RELIGIÕES e POVOS conforme as suas conveniências.
    Nada que se estranhe, para quem o conheça...

    ResponderEliminar
  19. O Frota parece um estudante cábula mas pretensioso que disse um grande disparate e que, a cada réplica, vai para casa estudar mais um bocadinho, na esperança vã de descobrir alguma justificação para a asneira que disse.

    Em cada resposta quer ensinar o padre-nosso ao vigário. E, bem vistas as coisas, só consegue o ridículo de acrescentar mais pormenores à crítica que lhe foi feita.

    Ó homem, tire umas férias, descanse, se tiver condições faça umas termas, repouse os nervos e leia com calma o livro todo. Isto assim, página a página (ou verbete ou verbete na wikipédia), não dá.

    Não fale com a boca cheia, engula primeiro e deixe fazer a digestão. Vai ver que se sente melhor e diz menos patetices. De qualquer modo, faz melhor figura.

    ResponderEliminar
  20. Diz o Frota às 12:24:

    «Tive bons mestres que eram manipuladores da ignorância alheia.» (sic).

    Pois é, devia ter arranjado mestres mais virtuosos.

    [Vá lá homem, sorria. É uma brincadeira. Percebemos a gralha. Toda a gente se engana. Veja lá é se ganha juízo.]

    ResponderEliminar
  21. Raramente me sirvo de enciclopédias.Tenho para cima de 4.000 livros como os meus amigos sabem e alguns meus ex-alunos e ex-explicandos podem testemunhar. E quando me quero inteirar de qualquer assunto de que não tenha informação dirijo-me à Biblioteca Pública, de que sou assíduo frequentador,desde os meus tempos de catraio, como o podem confirmar os seus funcionários e directores,dos mais antigos aos actuais.
    Não me é portanto necessário consultar enciclopédias, de que não gosto, e quando no caso vertente tenho em casa uma Bíblia, herdada da minha falecida mãe, obras de Tzvetan Todorov e Júlia Kristeva, romances de Amin Mallouf, e textos sobre o assunto de Martin Luther King, Jean Paul Sartre e Jürgen Habermas, além de um número "hors série" da colecção "Manière de Voir",da prestigiada revista francesa, "Le Monde Diplomatique" dedicada ao tema.
    E afinal ainda não explicou qual o contexto, em que, em sua opinião, Martin Luther King, produziu a afirmação citada.
    Entretanto passei toda a manhã e parte da tarde a procurar a tal sentença ( eu sabia que tinha entre os meus milhares de papéis) e lá a encontrei, passando a reproduzir textualmente e decisão final:
    «Em face do exposto, decide este tribunal :
    A)Parte Crime
    -julgar procedente, por provada, e em consequência,condenar o arguido José Eduardo Núncio Frota, pela prática em autoria material de um crime de injúria p.e p. pelos artigos 181º. nº.1, 182 º. e 183º,nº2, todos do Cód.Penal, na pena de 180 dias de multa, à razão diária de 7,5 €. o que perfaz a multa global de 1.350 €, a que corresponde subsidiariamente, a 120 dias de prisão.
    Mais vai o arguido condenado ao pagamento de 4 Ucs. de taxa de justiça, a que acresce o pagamento de uma quantia equivalente a 1% dessa taxa,nos termos e para os efeitos do DL nº. 423/91 de 30/10, com procuradoria que fixo em 1/4.
    B) Parte cível
    -julgar a acusação parcialmente procedente, o pedido de indemnização civil formulado pelo demandante Mouhayadine Tlemçani e consequentemente condenar o demandado José Eduardo Núncio Frota,no pagamento àquele de 750 €, a título de danos não patrimoniais;
    Custas do pedido de indemnização civil a cargo do demandante e do demandado, na proporção de 1/4 para o primeiro e 3/4 para o segundo.
    Évora,O9 de Janeiro de 2004».
    Como vê, eu não tenho medo da verdade e assumo a responsabilidade do que escrevo e da reacção intempestiva e emocional ao ataque provocatório do tal Tlemçani. Esta é a verdade e não me refugio no anonimato. E a verdade é um pouco diferente do que aqui tem sido dito, nomeadamente de que fui condenado a pena de prisão remível a dinheiro.Fui condenado sim, a uma de multa.
    Quanto ao carácter de quem me acusa e vai jogando com estas parlapatices,para iludir o essencial da questão, já outros "compagnons de route" o fizeram com branca clareza.
    Finalmente, não vou calar a boca e sim, com ontem prometi revelar as razões e factos que estão na base deste ódio que o PCP me devota.

    ResponderEliminar
  22. O PCP devota-te ódio? Porquê? És tão insignificante. Apesar dos 4000 livros (que argumento tão pateta e infantil) que, pelo que se tem visto, não te servem de grande coisa.

    ResponderEliminar
  23. 18:50
    Será o PCP que lhe "devota" ódio, ou será o Frota que odeia o PCP?
    A julgar pelo teor dos textos que Frota escreve, não tenho grandes dúvida sobre quem odeia quem...

    ResponderEliminar
  24. Não me quero meter nas outras tricas, mas a frase de Martin Luther King Jr, citada por José Frota no seu primeiro texto, não existe, não foi encontrada no jornal onde era suposta ter sido publicada como carta aberta, é uma fraude desmascarada e bastante denunciada.

    ResponderEliminar
  25. @21:17

    A frase é uma fraude? Não me admira nada. Tudo em que o Frota mete a mão é uma fraude. O Frota é uma fraude pegada. Uma fraude risível, ainda por cima.

    ResponderEliminar
  26. Sr. Frota, foi o Sr. Sertório que o defendeu, impoluto e Mais não sei o quê? Conhece o sujeito que o defendeu gratuitamente? Será o mesmo que, convidado na Universidade de Évora, dava duas aulas pOr semestre mas não se esquecia de ir receber?

    Ó Frota, a vida é de cota! Não queres os comunas contra ti? Já te esqueceste quando mandaste o Pedro Vieira de AlmEida (esse imbecil) escrever parvoeiras? E de quando andaste atrás do Socas quando era Sec. Estado do Ambiente?

    Sinceramente, cala-te. Assume-te como o anti-comunista que és e diz ao Balsemão que te vais aguentar... senão...

    VAIS DE VIÉS!!!

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.