quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Acontece na cidade

Fernando  Oliveira Baptista é Engenheiro Agrónomo,
Professor  Catedrático do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa
Começou ontem, e vai durar até sábado, na Universidade de Évora, o  Primeiro Encontro Lusófono em Economia, Sociologia, Ambiente e Desenvolvimento Rural. 
Com o sugestivo título "Alimentar mentalidades, vencer a crise global", o objetivo geral deste encontro de especialistas em desenvolvimento é “Discutir ideias e propostas para enfrentar a crise global, de modo sustentável, através da dinamização do desenvolvimento socioeconómico, das populações rurais e da sociedade envolvente”.O programa que se prolonga até ao fim de semana, iniciou-se com uma sessão aberta de boas vindas, onde três protagonistas de iniciativas de sucesso no Alentejo contaram as suas experiências: Ervas aromáticas de Mértola, vinho branco da Vidigueira e a  Marina Amieira junto a Alqueva foram os casos apresentados.
Num tom vivo e incisivo, o professor catedrático Oliveira Baptista questionou alguns mitos atualmente muito evocados, de que disse serem exemplos: a sustentabilidade, os novos rurais, ou a paisagem rural portuguesa, que não terá mais de 200 anos.
Questionar os conceitos em uso permite, segundo este professor, evidenciar a necessidade de politicas públicas que resultem da auscultação da base local ( autarcas, empresários e outros agentes locais e regionais) e promovam a interação entre sectores. "As politicas publicas não têm ouvido quem está no local" afirmou.
Quando já no final Carlos Júlio, na qualidade de moderador, lhe perguntou se há esperança de sair da crise, Oliveira Baptista respondeu que " essa esperança só é possível se for dada a palavra a quem tem condições para a fazer, e está no local".
No entender deste especialista, a maior ameaça para essa esperança é que "estão a vender-nos um futuro já feito". E parece haver o perigo de alguns aceitarem a fórmula previamente preparada. "Se algo aprendemos com o desenvolvimento, foi que não podemos importar modelos" alertou, a fechar a sessão. Ouvir o local é o caminho apontado.

7 comentários:

  1. interessante

    em que SALA e que horas
    ocorrem estes encontros?

    Parabéns

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  2. Misericordia de Évora ENCERROU UCC,e agora para onde foram os velhinhos?


    JESUS CRISTO foi ASSASSINADO pelos Tiranos,eles agora "disfarçam-se" de CRISTÂOS.

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  3. Cidadãos LIVRES mantêm a DESOBEDIÊNCIA....pelas 15 Horas


    Bloqueio á Ponte 25 de Abril Sábado.


    GRF

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  4. MARCHA na Ponte é para manter.......TODOS na Portagem.

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  5. Onde estão os manos Pintos
    Só com camiões consegue-se o bloqueio

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  6. Caro Platero:

    Se seguir o link associado ao nome deste evento vai chegar á respectiva página onde tem toda a informação.
    Por outro lado, se se deslocar ao Colégio do Espírito Santo, penso que também poderá obter informação nos departamentos de economia e de sociologia que estão diretamente envolvidos na organização.
    Obrigada pelo seu comentário e boas sessões.

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  7. Dores Correia

    Passei pelo Colégio Espírito Santo
    - não arrisquei muito, embora pudesse acontecer no Verney, por que não na Mitra, onde até parecia mais apropriado - demandei o Secretariado e de imediato fiquei esclarecido

    perto das 6 horas, já fora de funcionamento dos trabalhos, ALIMENTAR MENTALIDADES, VENCER A CRISE GLOBAL, OS NOVOS RURAIS - este molhinho de ideias levou-me
    a visitar um dos dois "CAMPUS" de Hortinhas urbanas da Cidade - ao do Forte de Santo António, o mais próximo da Adega da Cartuxa

    ~quase uma centena e meia de espaços com a área de 45 metros quadrados - microfúndio exíguo para muitos, de qualquer modo um mundo de felicidade para quase todos

    gente feliz trabalhando a terra - semeando, mondando, regando, recolhendo produções -tomate e pimentos ainda, couves, repolhos, espinafres e nabiças

    e a estética inscrita pelos utentes - o "baldas",como eu; o rigoroso no traçado dos canteiros; o programador: cultivando de maneira escalonada, de modo a ter sempre produtos para levar de regresso ao lar

    - "e você, o que semeia nesta altura?" - para um jovem com ar desportista, acabado de chegar de bicicleta
    - "feijões, semeio feijões"
    o jovem com ar de desportista não imagina que ao menor rabinho de geada o produto da sua sementeira vai à vida
    - " e o que faz? trabalha?"
    - " sim, sou professor de alemão"

    um dos novos rurais, um candidato a protagonista da grande mu(N)dança
    em debate feliz nos vários espaços claustrfóbicos da Universidade de Évora

    por que não uma visita guiada a esta Fábrica de apoio à Sustentabilidade em pleno funcionamento às Portas da Cidade?

    a Câmara Municipal não regatearia um guia - é de admitir


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