quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DA de amanhã


Em reunião de Câmara de 30 de Outubro: Câmara de Évora aprovou impostos municipais e taxas para 2014


Os valores dos impostos municipais para 2014 foram as questões mais relevantes tratadas pelo Executivo Municipal, com a agravante de serem aplicados nos seus valores máximos, algo que decorre das exigências legais de cumprimento do PAEL aos quais o atual Executivo não pode sobrepor-se, apesar de discordar de tal mecanismo financeiro, como expressou claramente, o Presidente, Carlos Pinto de Sá, secundado pelos vereadores eleitos pela CDU.
Ainda antes da Ordem do Dia, o Presidente informou a Câmara de que trará à próxima reunião pública uma informação que preparou sobre as consequências preocupantes que a proposta de Orçamento de Estado para 2014 terá nos municípios, nomeadamente no de Évora. Esperam-se cortes entre os 7 e os 10% relativamente ao ano anterior, sendo preocupação acrescida o facto da Câmara de Évora ter aceitado o PAEL, o que implica ainda mais uma série de condicionantes lesivas ao Município.
A proposta de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) respeitante a 2013 e a liquidar em 2014, aprovada pela Câmara e a enviar à assembleia Municipal foi a seguinte: Prédios Rústicos (0,8%); Prédios Urbanos (0,8%) e Prédios Urbanos avaliados nos termos do Código do IMI (0,5%).
Foi também aprovado o lançamento da Derrama para 2014, bem como seu envio à Assembleia Municipal, sendo este de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o IRC. Propõe-se que a assembleia lance uma taxa reduzida de 0,5 % de Derrama para os sujeitos passivos com volume de negócios no ano anterior que não ultrapasse os 150 mil euros.
Mereceu também aprovação que a participação variável no IRS, prevista no art.º 20º da Lei das Finanças Locais, seja de 5% para 2014.
A Câmara aprovou ainda a Taxa Municipal de Direitos de Passagem, a aplicar às empresas de comunicações eletrónicas acessíveis ao público, em local fixo, em 0,25% sobre a faturação mensal, para 2014, que será enviada também para deliberação em Assembleia Municipal.
Por proposta dos Vereadores da CDU, subscrita também pelos vereadores do PS, a Câmara enviará à Assembleia da República uma carta sugerindo a alteração da legislação para que esta taxa seja suportada pelas empresas e não pelos munícipes.
Estas propostas de taxas pelo seu valor máximo decorrem do cumprimento da Lei nº 43/2012, de 28/8, diploma que criou o PAEL e do DL 38/2008, de 7/3, sobre os Regimes jurídicos do saneamento financeiro e do reequilíbrio financeiro municipal e resultam da adesão ao PAEL levada a cabo pelo anterior executivo. (Nota de Imprensa da CME)

Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo reparte presidência entre PSD e PS


O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) é o autarca de Sousel, Armando Varela (PSD), reeleito, volta a representar os interesses dos municípios integrantes, até Outubro de 2015, altura em que será substituído pelo autarca de Elvas, Nuno Mocinha (PS).
No conselho intermunicipal, acompanham como vice-presidentes, Nuno Mocinha, presidente do município de Elvas e Nuno Silva, o presidente do município de Avis.
A meio do mandato, Outubro de 2015, Armando Varela passa a vice-presidente, ao lado do autarca comunista de Avis que se mantém no cargo, enquanto o socialista Nuno Mocinha sobe a presidente.
A eleição do Conselho Intermunicipal foi aprovada por unanimidade pelos presidentes das câmaras municipais associadas.
A CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, tem como constituição los municípios de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel. (aqui)

No artcafé, nos claustros do Inatel, em Évora


Solta a bruxa que há em ti.

Cinema esta noite na Casa da Zorra, em Évora


Último filme do Ciclo Woody Allen

PCP de Vendas Novas: um comunicado hilariante depois do acordo PCP/PSD em Loures

PS mente e atraiçoa a População de Vendas Novas assumindo uma coligação, pós eleitoral, com o PSD, para gerir a Câmara Municipal de Vendas Novas


PS mente e atraiçoa a População de Vendas Novas assumindo uma coligação, pós eleitoral, com o PSD, para gerir a Câmara Municipal de Vendas Novas
No passado dia 29 de Setembro, realizaram-se eleições para as autarquias locais, Assembleias e Câmaras Municipais e Assembleias de Freguesia;
No Concelho de Vendas Novas, concorreram aos referidos actos eleitorais a CDU; o PS e o PSD;
Na sequência de tais actos eleitorais o PS ganhou a Câmara Municipal, com maioria relativa, assegurando 3 eleitos: a presidência e mais 2 vereadores, a CDU que ficou em 2º lugar, elegeu igualmente 3 vereadores e o PSD, elegeu 1 vereador;
Nunca durante o período da pré-campanha, como na campanha eleitoral, assim como no período que mediou o acto eleitoral (dia 29 de Setembro) e a tomada de posse dos novos eleitos, ocorrida no passado dia 21 de Outubro, o Partido Socialista anunciou à População, aos Munícipes e aos eleitores que iria fazer uma coligação pós-eleitoral com o PSD;
Inclusive, no dia da tomada de posse dos eleitos do novo executivo (dia 21 de Outubro), nos discursos produzidos tanto pelo novo Presidente da Câmara, como pelo vereador do PSD não foi anunciado às pessoas presentes no referido acto, como à População de que o PS e o PSD tinham feito “um acordo” pós eleitoral, escondendo à opinião pública e à População de Vendas Novas a coligação entre o PS e PSD para governarem a Câmara Municipal;
Este acordo, que agora surgiu em vésperas desta reunião de Câmara Municipal de dia 24 de Outubro, com a fixação de 2 vereadores por proposta do Sr. Presidente da CM, 1 do PS e outro do PSD, de há muito tinha sido feito, mas escondido à População;
Com efeito, no passado dia 29 de Abril, data em que se realizou a reunião da AM, as direcções concelhias do PS e do PSD de Vendas Novas reuniram com a presença do Presidente da Comissão Politica Distrital do PSD, a fim de acertar o referido acordo que se consubstanciou em que: o PSD não se iria candidatar à AF de Landeira, e de fazer o presente acordo pós eleitoral para a CM, caso fosse necessário.
Os eleitos da CDU, presentes na reunião de Câmara Municipal de dia 24 de Outubro de 2013, votaram contra a proposta apresentada, pelo Presidente da Câmara Municipal de “Sobre a fixação, pela Câmara Municipal de vereadores em Regime de Permanência ao abrigo do n.º 2 do art.º 58º da Lei 169/99, de 18 de Setembro, na sua actual redacção”, em face dos factos precedentes e porque, tal convergência de coligação politica mais não é do que uma ausência de ética moral e de desrespeito para com a População do Concelho e os Munícipes/eleitores de Vendas Novas, que assim se vêm enganados pelos Candidatos e direcções politicas dos partidos da coligação agora firmada, entre PS e PSD de Vendas Novas, para “gerirem a CM”.
Partidos, que a nível nacional (a juntar o CDS-PP), estiveram e estão na Governação do País (há mais de 3 décadas), e que com a assinatura, aplicação e execução do “Memorando da Troika” são responsáveis pelo empobrecimento e sofrimento que o nosso Povo e os Trabalhadores, as micros e pequenas empresas atravessam, o encerramento de serviços públicos (como a tentativa do SAP/Urgências de Vendas Novas e agora a Repartição de Finanças) e o ataque ao Poder Local Democrático, à sua autonomia politica, administrativa e financeira.
Vendas Novas, 24 de Outubro de 2013
O Secretariado da CC de Vendas Novas do PCP (também aqui)
(sublinhados acincotons)

Ainda sobre a judiaria de Évora. Comentário-resposta.

                                       

1.As invectivas e os impropérios que, contra mim, aqui têm sido  lançados pelos mastins de serviço nem sequer deviam merecer resposta da minha parte. Mas algumas afirmações que bolem com a minha dignidade pessoal e profissional merecem ser devidamente analisadas.
Ao anónimo das 11.43 de 30 de Outubro quero dizer-lhe que  só recebo lições de história política ou religiosa de quem saiba mais do que eu, o que não parece ser o caso. De facto eu não faço as confusões que me atribui . Lamento mas não faço. E gostava de saber quais são os seus vastos conhecimentos na matéria para me rotular de ignorante. O Professor Rodrigues dos Santos já fez alguma luz sobre a matéria.
Recordo-lhe que em 1967, Martin Luther King Júnior, já opinava que «é falso fazer  a diferença entre anti-semitismo e anti-sionista» acrescentando que «o movimento sionista foi fundado para prover à criação de um Estado soberano, próprio, na sua terra natal, de que Israel é a encarnação moderna e política». Mas parece que este Luther King era um bocado lerdo das ideias, não era?
No entanto, a Universidade Hebraica de Jerusalém partilha do mesmo entendimento ao propor à comunidade da sua diáspora- que começou após a sua expulsão da Palestina em 135 pelo imperador romano Adriano, se dispersou pela Europa e perante a  perseguição e nalguns casos extermínio dos seus, se viram obrigados a refugiar na América- a promoção e recuperação do património e da sua herança cultural deixada nos países da sua multisecular errância.É de recordar que durante 19 séculos os judeus foram tidos como apátridas.
Todavia, dado que não comunga desta tese e é outra a sua “douta” visão faça-a chegar à Universidade de Jerusalém, rotule as gentes de lá como ignorantes, burros e calinos, falsários da história universal e imponha-lhes a sua verdade dos factos.
2.Vamos agora à tal história da minha condenação, aqui evocada pela enésima vez, que nem sequer consta do meu certificado de regime criminal, e que nas linhas seguintes se dou a conhecer. Logo após a perda da Câmara por banda do PCP, um tal Mohamed Tlemçani, luso-marroquino e que só dias mais tarde vim a saber ser genro de Abílio Fernandes, casado com uma filha deste, decidiu insultar-me publicamente numa crónica de opinião publicada quinzenalmente no “Imenso Sul” ao considerar que José Ernesto de Oliveira, me havia «alugado» para fazer campanha a favor dele no jornal Expresso.
A crónica, dos inícios de 2002, vinha na sequência de uma série de cartas anteriores enviadas para a direcção do Expresso contestando todos os artigos por mim elaborados desde que contivessem críticas à gestão municipal. A última, datada de pouco antes das eleições, e assinada por Abílio Fernandes em papel timbrado da Câmara, ia ao ponto de  pedir que fosse considerada a minha suspensão e substituição pois as notícias que produzia eram nocivas e prejudiciais ao interesses da cidade.
Claro que esta missiva em que eu era apelidado de «ave de arribação»  caiu muito mal junto da direcção por indiciar uma tentativa de intromissão na política editorial do jornal e na gestão dos seus recursos humanos. Foi-me enviada cópia da carta por telefax que ainda hoje guardo comigo. A DOREV chegou mesmo a apresentar uma queixa contra mim na Alta Autoridade para a Comunicação Social que foi arquivada por não provada.
Foi neste clima de perseguição, de que não se referem aqui alguns episódios, que fui resistindo com estoicismo, sem ripostar. Mas no caso do escrito do tal Tlemçani, que dava aulas na Universidade, perdi as estribeiras - confesso - e em vez de agir contra  ele judicialmente, respondi com inusitada dureza e violência.
Sem capacidade de encaixe, e batido na resposta e contra-resposta, o homem seguiu o caminho que eu devia ter seguido logo de início e processou-me. Assumo-o hoje que o ridicularizei, e o apelidei de “marroquino”, “berbere”, apóstolo dos talibã” (visível nas seus escritos), “feio” e “medíocre”. Aliás, nos seus artigos, marcados pela incorrecção e e pela  má educação permanentes, já ele se havia incompatibilizado com Carlos do Carmo Carapinha, dirigindo-lhe palavras ofensivas, pedindo depois desculpa mas denotando o seu carácter provocatório. Quando recuperei a calma, apercebi-me  de que havia caído infantilmente numa cilada detectável à distância.  Em tribunal o juiz muito, muito novo e sem traquejo, não atendeu aos seus primeiros insultos e condenou-me por abuso de imprensa e injúrias ( já não me lembro bem dos termos) e aplicou-me a punição prevista para a ilicitude do acto.
Sempre me senti parcialmente injustiçado e na hora de ter pagar, uma sensação de alívio, no entanto, contribuíu para minorar o meu descoforto (sou pobre, o dinheiro ficou-me a fazer a falta e  vivo do meu trabalho honestamente) : a de que tinha desabafado e desancado o tal de Tlemçani publicamente porque o gajo andava mesmo a pedi-las. Devo dizer que o indivíduo nunca parou de me insultar. Aos microfones da Rádio Diana, participando em debates semanais em representação do PCP e no qual marcavam igualmente presença membros do PSD e do PS, continuava a fazê-lo sistematicamente. Foram estes que me alertaram para o  facto. Luís Matias, o moderador confirmou a ocorrência. Ainda pensei em pedir as gravações para o processar. Mas depois decidi ignorá-lo.
Toda a população de Évora sabe que não sou racista. Tratou-se de um caso  isolado e de resposta a uma provocação grosseira. Um andorinha não faz a primavera. Tenho amigos árabes desde o Professor Adel Sidarus até um futebolista profissional argelino. Nunca nenhum deles me censurou. Posteriormente, em férias já fui ao Egipto, à Argélia e à Tunísia. A Marrocos, não.
3. Temos agora a questão essencial da peça que é o futuro da nossa judiaria. O novo presidente, Carlos Pinto de Sá Pinto de Sá, referiu-se à prioridade que era proceder à recuperação do Centro Histórico e do seu património. Isto custa obviamente dinheiro que a autarquia não tem mas que poderá obtê-lo através de alguns programas vocacionados para o efeito. Esta possibilidade de recuperação faseada da zona mais degrada da cidade oferece uma boa oportunidade para o começar a fazer, pelo que não me parece razoável desperdiçá-la em nome de outros interesses que não vou voltar a repetir. Mas sei do que estou falando.
E os mastins de serviço que não cessam de  lançar disparates para iludir o cerne da questão que passa por se saber se a Câmara vai enjeitar a  oportunidade aberta, decidindo-se consequentemente pela saída da Rede calam-se muito bem calados esperando que o assunto morra por si e a judiaria se desmorone numa noite de tempestade imparável.

Lamento profundamente que mais uma vez continue a ser uma voz isolada, a defender de peito feito os interesses da minha cidade, sem que esteja cingido ou limitado por peias e baias partidárias. Não sou, nem nunca fui militante de qualquer partido. Chamem-me o que quiserem que não me calarei em defesa da terra que eu amo e amarei até morrer. 

José Frota (via email)

Indignações…

No princípio deste mês, o presidente da comissão europeia permitiu-se fazer declarações ofensivas sobre as decisões Tribunal Constitucional, fazendo pairar ameaças e chantagens sobre um Tribunal de um país soberano, sem que por parte do governo, ou da maioria parlamentar, existisse qualquer tomada de posição sobre o assunto em defesa da soberania do país.
Ontem, correu mundo um vídeo onde o presidente da FIFA pretendeu ridicularizar um jogador de futebol de nacionalidade portuguesa, desvalorizando-o em comparação com um colega de profissão de nacionalidade argentina, sublinhando com uma grotesca tentativa de imitação da postura do jogador português em campo.
De repente o assunto transformou-se em questão nacional e de estado, promovendo uma catadupa de declarações em defesa do cidadão português ofendido, que incluíram afirmações de um Secretário de Estado e de deputados.
Olhando os principais órgãos de comunicação social, parece que o assunto se sobrepõe a tudo o que acontece de gravoso no nosso país.
De repente a indignação contra um orçamento de estado desastroso foi substituída pela indignação contra as palavras do senhor da FIFA e até a apresentação do plano de desmantelamento do Estado e das suas funções sociais parece ser abordada como apenas mais uma intervenção de Portas, igual a tantas outras.
Parece que o percurso de despolitização dos cidadãos começa agora o seu processo de aprofundamento, levando à desmobilização em torno do que é essencial e, em simultâneo, vai construindo processos de mobilização em torno do acessório, seja o resultado do embate entre uma apresentadora de televisão e do seu marido, seja a ofensa a um jogador de futebol transformado em símbolo da nação.
Talvez por isso já haja petições com milhares de assinaturas a exigir a demissão do presidente da FIFA e não exista nenhuma, à hora que escrevo, a exigir a demissão do governo antes que ponha em prática o plano de reforma do estado que vira do avesso o regime constitucional em que vivemos.
Os tempos que aí vêm vão ser ainda mais exigentes para os que resistem a esta ofensiva política de deriva anti democrática, que é acompanhada por uma estratégia de comunicação que, apesar da incompetência inicial, vai afinando estratégias e corrigindo caminhos.
O mês de Novembro tem um calendário de lutas sindicais que irão ser desvalorizadas e atiradas para fundo das páginas dos jornais e para os espaços noticiosos dos canais televisivos que não são de acesso geral.
Comunicar é uma exigência fundamental dos tempos que correm, comunicar e divulgar as lutas, grandes e pequenas, é fundamental, sob pena de se canalizarem indignações e entusiasmos para assuntos que não merecem mais que uma palavra de desagrado.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Reforma do Estado

Para leitura nocturna. A Reforma de Paulo Portas está aqui.

CDU à frente das Comunidades Intermunicipais do Baixo Alentejo, Alentejo Central e Alentejo Litoral


O novo presidente da Câmara de Beja, João Rocha (CDU), foi eleito presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que reúne 13 dos 14 municípios do distrito
Além de João Rocha, como presidente, o conselho intermunicipal da CIMBAL tem como vice-presidentes os presidentes das câmaras de Barrancos, o comunista António Tereno, e de Aljustrel, o socialista Nelson Brito.
Relativamente ao distrito de Évora, a presidente da Câmara de Montemor-o-Novo, Hortênsia Menino (CDU), foi eleita para liderar a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), sucedendo ao antigo autarca socialista de Borba, Ângelo de Sá.
Além de a presidência passar a ser ocupada por Hortênsia Menino, foram eleitos como vice-presidentes os autarcas de Reguengos de Monsaraz, José Calixto (PS), e de Redondo, António Recto (movimento independente).
No Litoral Alentejano, a Comunidade Intermunicipal é presidida por Vitor Proença, actual presidente da Câmara de Alcácer do Sal. No conselho intermunicipal, acompanham Vítor Proença, da CDU, como vice-presidentes, os autarcas António Figueira Mendes, da CDU, (Grândola) e José Alberto Guerreiro, do PS (Odemira). A Cimal é constituída pelos municípios de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines.

Évora: teatro para crianças esta quinta-feira no Garcia de Resende

Crianças em Risco…recursos e prevenção

Durante este mês de Outubro foi conhecido o Relatório da Actividade das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, relativo ao primeiro semestre deste ano, e importa reter algumas notas sobre os dados apresentados.
Desde logo o aumento do número de processos relativamente ao 1.º semestre do ano passado, destacando-se os que se referem a situações relativas ao direito à educação, cerca de 22% do total.
No entanto, a exposição a comportamentos que ameaçam o bem-estar da criança, violência doméstica, por exemplo, continua a ser a situação mais frequente.
O risco no cumprimento do direito à educação envolve situações de absentismo e abandono escolar que são, naturalmente potenciadas com o alargamento da escolaridade obrigatória para os 12 anos.
No período em análise, o primeiro semestre deste ano, aumentou significativamente o número de casos reportados pelas escolas, 5480 que correspondem a 31,6% dos novos casos sinalizados.
Verificou-se ainda o aumento do número de situações de consumo de álcool e de droga, bem como de casos de indisciplina grave.
Em termos positivos merece registo a diminuição de casos envolvendo negligência, abuso sexual, maus tratos psicológicos, abandono, mendicidade e trabalho infantil.
No entanto, em termos globais, como bem refere o juiz Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, importa considerar que "nem todos os casos chegam às Comissões de Protecção".
De há muito, e a propósito de várias questões, considero que em Portugal, apesar de existirem múltiplos apoios para a protecção às crianças e jovens bem como legislação no mesmo sentido, sempre assente no incontornável “supremo interesse da criança", não existe o que me parece mais importante, uma cultura sólida na alocação de recursos e uma adequada gestão no tempo das tomadas de decisão, em casos de risco extremo.
Assim, importa rever as condições de funcionamento das CPCJ que, na sua grande maioria têm responsabilidades sobre um número de situações de risco ou já em acompanhamento que transcende a sua capacidade de resposta, reforçando tecnicamente a sua parte mais operacional, a designada Comissão Restrita.
Por isso não consigo entender a demora do Ministério da Educação na gestão dos docentes, com horários zero, e a sua afectação a áreas tão sensíveis e prioritárias como estas, seja em organismos públicos, da Segurança Social, Instituto de Reinserção Social, Autarquias ou até mesmo em IPSS`s.
Em Portugal sinalizamos e referenciamos com relativa facilidade, a grande dificuldade é resolver os problemas, pelo qua qualquer orientação do governo, nesta área, ontem já era tarde demais, na certeza que em muito se minimizaria a ocorrência de situações que justificaram estas notas.
Continuação de boa semana.

Silvino Barata Alhinho (crónica na rádio diana)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O PROBLEMA DA JUDIARIA DE ÉVORA: QUE INTERESSES IRÃO PREVALECER?


Não obstante ter sido a segunda mais antiga e populosa do país, a Judiaria de Évora foi, desde sempre, votada ao mais completo desprezo e ostracismo. A maioria dos eborenses nem sabe sequer onde ela fica (entre as Ruas do Raimundo e Serpa Pinto, abrangendo as Ruas da Moeda e dos Mercadores e suas transversais) e os forasteiros nacionais e visitantes estrangeiros muito menos ainda. De facto, não há na Praça de Giraldo, à qual todas estas ruas vão convergir, o mais leve sinal indicativo da sua existência, nem os guias turísticos assinalam a sua delimitação, as suas características, os seus pontos de maior interesse ou vestígios de maior evidência, mais identificáveis nos pórticos ogivais ou noutras marcas ali bem patentes. 
E, no entanto todo esse espaço albergou entre os séculos XIV e XVI – segundo historiadores, historiadores e estudiosos mais recentes- uma comunidade de cerca de oito mil pessoas e uma série de serviços inerentes como escola, hospital, estalagem para banhos rituais, duas sinagogas, sítios para leitura e interpretação da Bíblia e gafaria. 
Com a expulsão dos judeus de Portugal muitos foram os que abandonaram a cidade nela ficando a morar apenas as famílias dos cristãos novos que haveriam de levar nova razia quando o sinistro Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) se veio a instalar em Évora e de onde só levantou ferro perto de 250 anos depois (primeira década de Oitocentos). As residências baixas e de piso térreo, de divisões muito acanhadas, vieram então a ser ocupadas na sua esmagadora maioria por pequenos comerciantes ou negociantes, marçanos, caixeiros e operários.
A estreiteza dessas artérias, assim como o seu aspecto sombrio e o estigma de terem pertencido aos “odiosos” judeus, levavam os moradores a procurar sair delas mal encontravam outra zona de residência menos estigmatizada. Com a influência nazi a fazer-se sentir mesmo em Évora, e a perseguição aos judeus a intensificar-se em toda a Europa, a judiaria da cidade era encarada pelos outros habitantes como o “gueto” daquilo que é hoje o Centro Histórico. Essa presença judaica era omitida oficialmente nas referências relativas à cidade, tida como «encruzilhada de povos, raças e culturas» desde tempos imemoriais e por onde havido passado e deixado influências «celtas, visigodas, romanas, mouras», de que se faziam provas testemunhais através de fotografias, quadros e desenhos. À presença dos judeus nunca era feita qualquer menção.

Nem integrada no Centro Histórico como Património da Humanidade, a zona da Judiaria ganhou visibilidade, nem atenção. Foi-se degradando aos poucos perante a apatia geral dos vários executivos municipais. A maioria dos residentes retirou para as novas urbanizações. Actualmente a zona da Judiaria é o ex-libris citadino do desleixo, da incúria e da incultura a que a ausência de políticas de conservação e manutenção do património cultural a que durante mais de um século foi condenada. Mas a zona é também a imagem mais real do abandono e da desertificação humana que o Centro Histórico vem conhecendo. Hoje só ali mora gente pobre e envelhecida arrastando com o negrume dos tempos.
Não foi acaso que a 12 de Outubro do ano passado o jornal francês “Libération” publicou uma reportagem, tendo a zona como pano de fundo, sobre as deficientes condições de vida que enfrentam os seus moradores num cenário de miséria (Rua da Moeda) que englobava a história de uma família de sete pessoas, subsistindo numa miserável “maisonette”, inserida num espaço classificado pela UNESCO. Despovoada e abandonada a Judiaria, prenhe de pardieiros e tugúrios, com portas cerradas há um ror de anos, e cujo interior, anunciando espaços residenciais de eleição para gordas e grossas ratazanas, deixa perceber o estado de apodrecimento em que os edifícios se encontram, serviu às mil maravilhas a Luís Godinho para ilustrar, habilmente, em reportagem para a SIC, efectuada a um mês das autárquicas, o estado de visível degradação por que passa parte do património cultural edificado da cidade. Mais, o jornalista entrevistou os poucos residentes que ali moram no que resta dos imóveis habitáveis (?) e ali ainda se conservam, cada vez mais espaçados um dos outros, os quais não tiveram qualquer pejo em denunciar que a zona ficará completamente deserta e arruinada à medida que a morte os for levando. 

Há três anos surgiu, porém, no horizonte, a possibilidade de a zona poder ser lentamente recuperada, no âmbito do programa Rede das Judiarias de Portugal- Rotas de Sefarad (nome pelo qual os judeus conheciam a Península Ibérica), financiado pelas comunidades judaicas espalhadas pelo Mundo, principalmente, na América do Norte e em parte na América do Sul e lançado pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Junto da sua diáspora, incentivou-se e estimulou-se o projecto de assunção da sua histórica e cultura agindo no sentido de proceder à recuperação do património judaico em conjunção com o desenvolvimento do turismo nos países por onde a emigração hebraica tinha passado ou se tinha fixado durante algum tempo. 
A Rede das Judiarias Portuguesas foi criada em 17 de Março de 2001 e a ela aderiram de princípio, apenas cinco municípios ficando a sua sede localizada em Belmonte. Nos meses seguintes mais Câmaras vieram a solicitar a sua inscrição. Évora foi das últimas, primeiro, ao que parece, por poucas pessoas saberem da existência de uma judiaria na cidade, e depois porque a mesma se encontrava num estado vergonhoso e a cair aos bocados. 
Mas, assim mesmo, a edilidade quis assumir o seu estatuto de membro integrante da Rede e fez-se representar em Fevereiro do ano passado no Festival Internacional do Turismo do Mediterrâneo, realizado em Tel Aviv, com o fito de dar a conhecer a existência da judiaria eborense. Sem materiais de apoio ou propaganda para distribuir, nem dispor de um pequeno “stand” para colocar alguns painéis alusivos à cidade, a vereadora Cláudia Sousa Pereira, acabou por ter de andar encostada às bancadas de outras regiões com judiarias, para tentar, sem grande proveito, obter visibilidade.

Esperava-se, com esta atitude, poder vir a beneficiar de alguns apoios provenientes da inserção na Rede. Mas estes demoravam a chegar . E entretanto começou a formular-se no meu espírito a pergunta de como iria ser, se acaso o Partido Comunista (e por inclusão, mais radical, a DOREV) fortemente pró-árabe, odiando os judeus e o Estado de Israel, chegasse ao poder? Eleita uma nova edilidade de matriz comunista, decidir-se-ia esta pelo abandono da Rede e desistiria assim, por razões meramente ideológicas, de poder beneficiar de algum apoio exterior, tendente à regeneração da zona mais degradada da cidade? Esta era uma questão de interesse público com que PS , PSD ou BE em campanha, deveriam ter confrontado Carlos Pinto de Sá.
Entretanto, curiosamente, no passado dia 28 de Setembro, véspera das eleições autárquicas, a Rede das Judiarias Portuguesas veio a terreiro, anunciar ter conquistado um importante apoio de mais de 4,5 milhões de euros para as Rotas de Sefarad, na esfera do programa Espaço Económico Europeu (EEA) para o período de 2007-2014, verba totalmente doada pelo Liechtenstein, pelo Luxemburgo e pela Holanda, obrigando-se o Estado Português a contribuir com 15 por cento deste montante (600 mil euros), acordo já formalizado.
As verbas destinam-se à investigação e edição de livros, intervenções em centros históricos, recuperações de sinagogas ou antigas tipografias. A execução financeira começou neste mês sob a monitorização da Direcção Regional do Centro, sendo que Trancoso, Bragança, Vilar Formoso e Alenquer já viram aprovadas candidaturas suas. A nota distribuída diz que o objectivo é «desenvolver um país diferente sempre com base na revitalização da história ligada ao judaísmo, o que poderá ser concretizado não só com base no apoio do EEA, como ainda com fundos do QREN, aos quais devem ser apresentadas candidaturas». 

E agora, que interesses vão prevalecer: os da cidade, que pode ver recuperada a parte mais degradada do Centro Histórico ou os da maioria partidária que exerce o poder em sintonia com a anti-sionista e pró-árabe da DOREV, a qual irá, impor, por certo o abandono da Rede?

José Frota (enviado por mail)

Segurança Social quer fechar Lar em Évora

Foto aqui

Funcionárias de um lar da Segurança Social, em Évora, com cerca de 50 utentes, e o sindicato que as representa manifestaram-se hoje preocupados com o eventual encerramento do equipamento, pela suposta falta de condições de funcionamento.
A diretora do Centro Distrital de Évora da Segurança Social informou, numa reunião com as funcionárias “há oito dias”, que “o lar iria encerrar no dia 31 de dezembro”, disse Maria Rosa Pãozinho, uma das trabalhadoras da instituição.
A funcionária falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa à porta do Lar dos Pinheiros, em Évora, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas.
Maria Rosa Pãozinho adiantou que não foi dado “qualquer tipo de resposta ao nível de trabalho” às 16 assistentes operacionais do lar, o que provocou “uma preocupação enorme” nas trabalhadoras, devido à crise que o país atravessa.
Em comunicado, o sindicato realça que as trabalhadoras do setor privado do lar vão “engrossar as listas do desemprego” e as da Segurança Social “é-lhes sugerida a rescisão por mútuo acordo ou a eventual deslocação” para outras instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do distrito.
“Estas trabalhadoras são funcionárias públicas há muitos anos. Foi-lhes roubado o vínculo de nomeação para que agora sofram a ameaça do desemprego. É inaceitável tanta falta de respeito pela vida dos trabalhadores”, pode ler-se no documento.
O sindicato responsabiliza o Centro Distrital da Segurança Social e o Governo pelos “prejuízos causados às trabalhadoras, aos utentes e aos familiares do Lar dos Pinheiros”, exigindo que o equipamento seja “intervencionado” para manter “as condições necessárias aos seus utentes e trabalhadores”.
A Lusa questionou o Instituto da Segurança Social, mas, até às 19:00 de hoje, não obteve resposta. (LUSA)

Por falar em crisântemos


Em defesa dos crisântemos na Praça do Giraldo. Um texto de Virgilio Ferreira, datado de 1959. Já nessa altura havia crisântemos na Praça. Agora não. É a cidade que entristece?:

“Lembro-me bem de que nessa manhã toda a Praça acordara enfeitada de crisântemos. Mas só agora eu reparava bem neles. Havia crisântemos ao longo das arcadas, uma roda de vasos cercava a fonte por dentro das grades. Havia-os brancos, roxos, amarelos, de cabeleiras caídas para os olhos, com o seu ar fatal ao sol triste de Outono.” (“Aparição” de Virgílio Ferreira – Acção passa-se em Évora. Romance de 1959)

Anónimo

29 Outubro, 2013 10:19

Évora: cinema hoje na Igreja de São Vicente

(mais aqui)
29 outubro, 21,30 H

Häxan: a feitiçaria ao longo do tempo
Benjamin Christensen, 1922

Aceitação


A páginas tantas, Shakespeare n’ As Alegres Comadres de Windsor, uma peça que Verdi adaptou para a sua última ópera Falstaff, escreve a seguinte máxima:"Devemos aceitar o que é impossível deixar de acontecer." A aceitação parece, aqui e assim, uma espécie de inevitabilidade. Ora não é que eu não acredite em inevitabilidades, por muito que todos os dias me esforce por que sejam as menos possíveis, mas recuso-me a que toda a aceitação o seja. Depois de muito analisadas as razões e os motivos e as histórias e os feitios, se calhar, as aceitações acabam mesmo por ser, no fundo, no fundo, a atitude possível, provável, expetável até, mas não a única saída. Há também o aceitar-se porque se quer.
Toda esta conversa não tem a ver com o slogan “Não há becos sem saída!” do movimento «Que se lixe a troika», ou com o OE para 2014, ou com as manifestações, ou com as greves que se anunciam. Na verdade, tem a ver com o facto local de me ter tornado, de novo mas ao contrário, vereadora da Câmara Municipal de Évora. Para os ouvintes mais distraídos, cá vai um esclarecimento rápido: estando em terceiro lugar na lista que apenas elegeu dois vereadores, na oposição, com a renúncia do primeiro da lista, havia que assumir a função de vereadora da oposição. A crónica tem, então, a ver com a aceitação, mas para mostrar o outro lado mais solar, e menos de todo-conformado, que o conceito possa ter e que o torna sinónimo de resignação.
O que é engraçado é que na língua portuguesa (e não só), a resignação é também a não-aceitação de um determinado cargo, ou seja a renúncia, o que não deixa de ser curioso para o caso em concreto: quem resignou levou a que outra aceitasse. O contexto muda o sentido da palavra, como as circunstâncias influenciam as atuações. No que resignação é o contrário de aceitação, há quem veja fuga, no que é sinónimo acaba por ser um deixar-se estar numa determinada situação, que não se desejou, que não se prevê mudar e para a qual nem sequer se foi candidato.
Com uma maioria absoluta, quem governa pode vir a ter na oposição um elemento de legitimação da sua governação, e daí um dos interesses possíveis para que as medidas sejam as mais consensuais. Mas parece ser absolutamente indiferente, para os destinos dos governados, que a oposição seja a favor ou contra determinadas propostas que um governo em maioria absoluta faça. O que não quer, no entanto, dizer que o que uma maioria absoluta aprove e uma oposição minoria condene, acabe por ser do agrado de uma grande parte, pelo menos a mais ruidosa, da maioria dos cidadãos. E afinal parece que sempre falo do OE e das manifs…
Quando a participação dos cidadãos em dia de eleições, por ação ou omissão, produz uma maioria absoluta, permite a quem se submeteu ao escrutínio aplicar todo o seu programa de governo. Acho até que o princípio revela maturidade por parte dos eleitores que o fazem conscientemente, como a revelam os eleitos com acordos pré ou pós eleitorais, que tenham programas de governo com muitas afinidades. O que é já estranho é que apresentando um programa que tem como principal objetivo romper com o passado, se insista que se quer governar com gente que vem desse tempo.
Com muito entusiasmo, até pelas muitas descobertas a fazer, nada tendo por isso a ver com a passividade da tal outra aceitação, à oposição cumpre acompanhar e fiscalizar o governo, se este cumpre ou não o prometido e programado, bem como, e não menos importante, os caminhos que se tomarão para lá chegar. Cumpre, ainda assim, tentar implementar, no possível, o seu programa sendo certo que o que está mal é para mudar, mas para melhor. Esse trabalho é, sim, inevitável! É que se assim não for, na ilusão de um “todos” uniforme que não existe, e quando constantemente se afirmou essa diferença, se acaba por dar razão à indiferença daqueles que exclamam “nem lá vou, são todos iguais” ou “para quê se lá ficam todos?”.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na Rádio Diana)

Alunos com necessidades especiais: escola de Beja fechada a cadeado


A Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja, esteve de manhã fechada a cadeado, os alunos concentraram-se à porta daquele estabelecimento de ensino. Um protesto de solidariedade para com os alunos com necessidades educativas especiais que continuam sem apoio. (aqui e aqui)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Os dois cemitérios da cidades estão lamentavelmente descuidados


Espero que o mui talentoso vereador a quem está entregue o pelouro do Ambiente e Espaços Públicos comece desde já a mostrar serviço, ordenando a limpeza dos dois cemitérios da cidade que estão lamentavelmente descuidados, principalmente o do Espinheiro onde a relva cresceu a dimensões insuspeitas, de molde a que ambos apresentem, no próximo dia de finados, um aspecto decente, limpo e arrumado. E já agora- e porque diz possuir um profundíssimo conhecimento da cidade e das suas tradições- veja se descola, do forreta Pé Leve, uns eurozitos, para mandar colocar na Praça de Giraldo, os vasos com crisântemos que, segundo os costumes eborenses, sempre funcionaram como uma homenagem à memória de todos os nossos concidadãos falecidos.

Reunião Geral de Trabalhadores da CME para defender um melhor serviço público à cidade


A sala maior do Teatro Garcia de Resende foi hoje pequena para acolher as várias centenas de participantes na primeira reunião geral de trabalhadores marcada pela nova Câmara saída das eleições de 29 de Setembro.
Estamos a começar a arrumar a casa” disse Calos Pinto de Sá no início da reunião. “Consideramos que a actual estrutura da CME não é a mais adequada às necessidades colocadas numa ótica de serviço público. Faremos uma reorganização interna durante o próximo ano, contando com a participação de todos. Mas é com o que existe que temos de começar a trabalhar”, disse o Presidente aos trabalhadores na reunião que decorreu entre as 10h e as 11.15h.
Sublinhando a disposição de contar com a participação e envolvimento alargados, foi anunciada a disposição de abrir vários espaços de atendimento aos munícipes em períodos semanais regulares garantidos pelos eleitos.
Assim, as reuniões públicas de Câmara serão sempre abertas, quinzenalmente às quartas feiras à tarde; nesses mesmos dias entre as 18.30h e as 19.00h os vereadores da maioria vão receber quem se lhes quiser dirigir. Para além disso, semanalmente, entre as 16h e as 19h de todas as quintas feiras os eleitos da CDU estarão de novo disponíveis para ouvir e responder a todos os munícipes.
O Presidente disse ter dirigido convites aos vereadores da oposição para agendarem igualmente horários de atendimento. O vereador eleito pelo PSD terá tido dificuldade em responder por questões de ordem profissional, mas os vereadores eleitos pelo PS marcaram o seu atendimento semanal para as quartas feiras entre as 13.00 e 15.00h.
 Este foi só primeiro de muitos momentos de encontro com os trabalhadores que o novo presidente da CME disse desejar que aconteçam com regularidade. Durante o seu mandato deverão ter lugar algumas reuniões gerais, mais disse-se principalmente apostado em reuniões sectoriais e em contactos estreitos com os diferentes serviços e colaboradores do município.
 Na segunda parte deste encontro, Carlos Pinto de Sá defendeu fidelidade ao programa eleitoral sufragado pelo voto nas últimas eleições. “O que lá está é para cumprir” assegurou. “Há um momento para ouvir, outro para decidir e outro para executar.”
A situação financeira da Câmara “extraordinariamente difícil”, o PAEL, a relação com a empresa das Águas Centro Alentejo e as medidas anunciadas no quadro do Orçamento de Estado para 2014 foram as preocupações maiores comunicadas pelo Presidente aos seus colaboradores.
A dívida da CME , oficialmente  ascende aos 75 milhões, mas o novo executivo acredita que poderá situar-se entre os 78 e os 80 milhões. No caso do PAEL é a obrigação de aumentar todos os impostos e taxas do Município que mais preocupa o Presidente. Em relação à empresa da Águas é preocupante a possibilidade desta empresa poder pedir a dedução automática da dívida a partir das transferências do Estado para a autarquia. Já em relação ao OE/2014 a previsão de corte de verbas à CME, na ordem dos 7 a 10 % constitui uma séria ameaça.
Pinto de Sá terminou dizendo que o ponto de partida é difícil mas não acredita em situações incontornáveis ou que não se possam enfrentar. E que para esse trabalho conta com todos.
Esta tarde, Carlos Pinto Sá e os mesmos eleitos vão reunir-se com os dirigentes da autarquia, e logo de seguida com os representantes dos sindicatos.

Que gestão financeira teremos?

Decorreu, na semana passada, a primeira reunião do novo executivo camarário em Évora.
Após a habitual distribuição de pelouros, o executivo terá de iniciar um trabalho que não será fácil.
Sabemos que a gestão financeira vai ser a área mais sensível dos próximos anos. Tal como se apresenta, o passivo criado pelas anteriores gestões camarárias, é arrasador. O recurso ao PAEL - Programa de Apoio à Economia Local, foi uma solução de curto prazo que inviabiliza a intervenção social das autarquias durante décadas.
Desde a primeira hora que o Bloco de Esquerda afirmou que será necessário renegociar este empréstimo, pois tal como se apresenta torna a gestão camarária insustentável.
É necessário promover conjuntamente com outros municípios submetidos ao PAEL todas as acções para que o Programa seja revisto e eliminado o adicional de 1,5% que o Estado cobra e que se traduz num ganho injustificado à custa dos municípios e das populações, afastados os constrangimentos que impõe ao acesso a financiamentos, à promoção do investimento local e a penalização das populações com o agravamento de todas as taxas para o máximo. É urgente renegociar a dívida, suas maturidades e taxas de juro. A gestão CDU anunciou esta sua intenção, e bem, no meu entender. Aguardaremos por mais desenvolvimentos…
Mas em termos de gestão financeira, o executivo não se pode ficar por aqui. É necessário efectuar a avaliação sistemática das contratações externas e ajustar a contratação às necessidades e possibilidades do Município, assim como rever os contratos que se mostrem desequilibrados e, nalguns casos ruinosos, como o celebrado com as Águas do Centro Alentejo, proceder à renegociação, resolução ou denuncia, consoante se mostre mais adequado, e encontrar as alternativas sustentáveis de gestão.
É necessário criar um gabinete para enquadramento dos projectos municipais nos mecanismos de financiamento público nacional, comunitário e internacional, vocacionado para a preparação e apresentação de candidaturas a todo o tipo de programas que possam prover ao financiamento das actividades de recuperação urbana, desenvolvimento económico e social, educação, cultura e desporto.
Do lado da receita, há muito a fazer. Mais receita deverá passar pela criação de tributação equivalente ao IMI para os fundos imobiliários, criação de taxas adicionais sobre o IMI de prédios urbanos degradados que tenham pendentes notificações municipais de intimação para a realização de obras e penalizar fortemente a tributação de imóveis devolutos há mais de um ano, com aplicação de factores de agravamento por área e tempo de desocupação.
Poderá, também, o executivo propor a criação de novas taxas decorrentes da ocupação do espaço público para actividades económicas, como no caso das ATM (caixas multibanco) e rever as taxas de ocupação da via pública por taludes e contentores de obras, com agravamentos substanciais quando ultrapassem o prazo inicialmente previsto.
É ainda de esperar que o executivo privilegie a contratação pública para aquisição de bens e serviços através de concursos públicos, recorrendo por excepção ao ajuste directo em casos justificados – designadamente por urgência – e divulgar a contratação de forma transparente.
Estas são algumas ideias, muitas mais existirão. E não esquecer que estamos À porta de um novo quadro comunitário. A utilização inteligente desta ferramenta será crucial para o futuro do nosso Concelho.
Cá estaremos para avaliar e para pedir regularmente a prestação de contas. Não nos podemos dar ao luxo de passar carta branca.
Até para a semana.

Bruno Martins (crónica rádio Diana)

Quase sem darmos por isso


"Estamos em transformação, sem quase darmos por isso, de uma democracia para ditaduras. Por exemplo, hoje em dia, não é preciso na Europa, ou em Portugal, instaurar a censura tal como ela existia na ditadura. Basta controlar os «mass media», pôr os jornalistas a ganharem pouco, a estarem disponíveis para tudo, etc, e, de repente, temos um pensamento único, sob a capa da pluralidade", avisou a historiadora Irene Pimentel aqui.

Quando neutralizar a discordância e a  oposição se torna uma das principais estratégias políticas, caminhamos perigosamente para formas de ditadura menos conhecidas. E o mais perigoso é a aparente mansidão do processo. A guerra, os métodos de tortura física, a prisão ilegal, entre outros, são componentes conhecidas de um sistema político que rejeitamos frontal e inequivocamente. Já as mais atuais fórmulas de construção do pensamento único, são menos visíveis, mais discretas, capazes de passar sem repugnar muitos. Aí reside a sua maior força.
Alertar e não deixar passar a perda de direitos, de liberdades e garantias, parece ser ainda, e cada vez mais, o grande desafio enquanto membros de uma comunidade local, global e civilizacional.

domingo, 27 de outubro de 2013

Rua da Saudade, 7005-371 ÉVORA


Ajudem por favor os residentes do prolongamento da Rua da Saudade a passar a linha da CP quando caem umas chuvadas. É preciso pedir boleia para passar a pé porque nem a junta de freguesia arranja, ou até nem dá conhecimento á CP (Caminhos de Ferro de Portugal). Qualquer dia arrancamos a porcaria da linha que não está lá a fazer nada.

Lou Reed (2 de Março, 1942 - 27 de Outubro, 2013)

Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado


Ontem quando íamos a caminho de Lisboa, pela estrada nacional, não sabíamos muito bem o que nos esperava.
Que tipo de manifestação iríamos encontrar? Com que gente? qual o estado de espírito das pessoas? Seria uma manifestação da revolta contida? aparentemente conformada? Seria a tomada do palácio de Inverno?
Quem iria? Reformados? Desempregados? Precários? Quem? Como? Quantos?
Deixamos o carro nos Olivais e apanhamos o metro para o Rossio. Confesso que me assustei, que fiquei apreensivo. O movimento não era diferente do comum, lugares sentados, pessoas com ar absorto, viradas para dentro... quando finalmente chegamos ao Rossio, ainda dentro da barriga da toupeira urbana, estranhei a ausência dos sons característicos dos bombos, dos apitos, do bruá costumeiro doutras manifs em que participei.
A coisa já estava em marcha, juntei-me ao dorso da serpente e segui avenida abaixo. Poucas palavras de ordem, pouco frenesim, parecia um desfile de descontentes. Estávamos ali e pronto! Estávamos porque tínhamos de estar, porque era imperioso estar, porque...
Um grupo de percussão esforçava-se por animar as hostes, juntei-me e segui com eles.
Apercebi-me então da singularidade desta manif, as pessoa falavam, conversavam, comunicavam. Por vezes interrompiam o colóquio e gritavam algumas palavras de ordem, por vezes suspendia-se a marcha e acendia-se um cigarro, olhava-se em volta e retomava-se o caminho. foi bom porque todos os caminhos têm uma meta, um ponto de chegada e ali todos sabíamos, porque falamos, que o nosso destino era comum.
que se lixe a troika, que se lixe! porque nós resistimos e agora assentamos no modo de o fazer.
Foi essa a mensagem passada pelos que falaram na escadaria debruada a azul polícia, foi mesmo essa! porque falando sabemos que não estamos sós e que mais tarde ou mais cedo chegaremos, e chegados, vamos por fim abrir as portas e as janelas, vamos deixar o ar entrar e respirar oura vez...

Miguel Sampaio (aqui)

Ficção iraniana "More Than Two Hours" foi o filme mais premiado no FIKE 2013


A curta-metragem More Than Two Hours, do realizador iraniano Ali Asgari foi o filme mais premiado no FIKE 2013, ao acumular o prémio de Melhor Ficção e o prémio de Melhor Actuação, atribuído ex-aequo a Tahar Mohammadi e Shahrzadi Ghasemi.
O Prémio FIKE para a Melhor Ficção foi atribuído ao filme More than Two Hours, do realizador iraniano Ali Asgari. O júri entendeu que o filme, que “aborda um tema muito importante de uma forma brilhante”, constitui “uma ficção directa com significativa actualidade, sem artifícios, bem filmada e com uma visão clara da realidade”.
Ainda na categoria Ficção, o Júri FIKE entendeu atribuir uma Menção especial ao filme australiano First Contact, de Matt Richards, assim distinguindo “uma realização e uma cinematografia brilhantes, ao serviço de uma história bem contada”.
O Prémio FIKE para a Melhor Animação foi para a curta Luminaris, do realizador argentino Juan Pablo Zaramella, pelo “uso engenhoso de técnicas e da narrativa numa curta-metragem bem conseguida”.
Na categoria Animação, foi atribuída uma Menção Especial ao filme francês Le livre des morts, de Alain Escalle, “uma forte chamada de atenção para um período histórico, resgatando a memória de tempos recentes com uma fantástica utilização de design e efeitos visuais”.
O prémio Estação Imagem / Mora para o Melhor Documentário distinguiu o filme moçambicano Xilunguine – Terra Prometida, do realizador Inadelso Cossa. Para o júri, trata-se de um “filme onde o dispositivo narrativo, servido por imagens documentais históricas, por entrevistas aos protagonistas tsonga e por um contido enquadramento destes nos seus contextos actuais, parece solicitar uma clara articulação entre o fazer história e o fazer cinema”.
O prémio de Melhor Filme Português foi para O Cheiro das Velas, de Adriana Martins da Silva, e o prémio de Melhor Filme Europeu coube à ficção suíça Objection VI, de Rolando Colla.
O prémio de Melhor Argumento foi atribuído a Duarte Dias, pelo seu trabalho na ficção brasileira Desencontro Marcado.
O prémio para a Melhor Fotografia distinguiu o trabalho de Matt Wood, director de fotografia da ficção australiana First Contact.
O prémio de Melhor Actor foi atribuído ex-aequo a Tahar Mohammadi e Shahrzadi Ghasemi, pelo desempenho no filme iraniano More Than Two Hours.
O Prémio D. Quixote, atribuído pelo Júri da Federação Internacional de Cineclubes, foi para a ficção suíça Room 606, de Peter Volkart, um filme “muito inventivo, com efeitos visuais que constatemente intrigam e surpreendem” e que, na opinião do júri, “vale a pena rever, porque há sempre algo de novo para ver”.
O Júri FICC decidiu ainda atribuir uma Menção Especial à animação Who Lasts Longer, do espanhol Gregorio Muro, porque o filme, “maravilhosamente pintado”, constitui claramente um trabalho de amor”, em que “a história, as personagens e a realidade do psiquismo humano são da mais alta qualidade”.
As inscrições para o FIKE 2014 - 12º Festival INternacional de Curtas Metragens serão abertas durante o mês de Março de 2014.

A Direcção do FIKE

sábado, 26 de outubro de 2013

QUE NÃO SE LIXE A REVOLUÇÃO


Estou de saída para a manifestação em Lisboa. Antes, um episódio:
Conheci ontem uma pessoa que tinha chegado do tribunal. Estava cansada por ter estado a servir de testemunha abonatório a uns estudantes universitários envolvidos em tumultos frente ao Parlamento. Esta testemunha tirara fotografias da forma como estes rapazes tinham sido agredidos violentamente por polícias e arrastados escadas acima, com bastões a enforcarem pelo pescoço, e detidos.
Perguntei-lhe, a certa altura: "E achas que serão condenados?" Ele ficou surpreendido e respondeu: "Espero que não, como tenho as fotografias e os testemunhos..." E aí eu percebi que os estudantes eram os arguidos. Não eram os polícias. Um miúdo de 19 anos estava acusado de ter agreditado (em simultâneo) 4 brutamontes equipados até aos dentes. E eles, coitados, estavam ali para que se fizesse justiça. Mais à frente, pelo relato, foi necessário agendar nova sessão. Os estudantes terão pedido à juíza que tivesse em conta as datas das frequências, para não faltarem. Os polícias "É quando quiserem!". No corredor, foram vistos a rir da coisa e a gabar-se como teriam dados 2 sovas num dos arguidos. Impunes, contentes, alarves.
Vou à manifestação também por isto. Para que mude o ministro da administração interna que há poucos dias veio lembrar a necessidade de não se criar confusões "por causa do turismo", e que é preciso reforçar as forças policiais para que sufoquem (escadas do Parlamento, acima) cada vez mais, quem o fizer.
Vou porque não me importo de pagar para que as coisas melhorem, mas não quero continuar a encher o cu a banqueiros, investidores internacionais, empresas que irão empregar esta corja quando finalmente nos deixarem em paz, como prémio.
Vou porque é preciso ir mesmo sem fé na solução imediata. Para demonstrar com o corpo que nem tudo é permitido. E que há sempre mais do que uma solução para qualquer problema. Eventualmente, uma que passe por não nos tornar a todos escravos dos juros que irão servir para construir palácios privados, lato sensu.
Vou só calçar uns ténis, porque posso ter de correr, para não magoar algum matulão armado de cassetete...

É hoje, manifestação em Lisboa, "Que se Lixe a Troika!"

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Jogos do Lusitano para este fim de semana


Trulé na "é neste país" este sábado


26 de Outubro de 2013, pelas 11.30h
Com quantos pontos se conta um conto?

Trulé


Évora: esta noite no "Imaginário"


No início de Setembro, um grupo de jovens eborenses deslocou-se à Roménia para participar na reconstrução, com recurso apenas a materiais e técnicas tradicionais, de uma casa em Mesendorf, uma aldeia desfavorecida em plena transilvânia onde a população se debate, diariamente, com a crueza da sobrevivência. Este projecto foi financiado pelo Programa Juventude da União Europeia e através da venda de rifas. 
Nesta sexta-feira, no espaço do IMAGINÁRIO, pretendemos dar-vos a conhecer na primeira pessoa esta experiência de solidariedade entre povos e realizar o sorteio dos prémios. (aqui: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151958820566952&set=oa.471951426250798&type=1&theater)

Arraiolos: 14ª mostra gastronómica começa hoje


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Capa do DA de amanhã


O início da viagem

Esta tem sido, para o cronista, uma semana prenhe de novidades, de emoções várias, de surpresas agradáveis e de desagradáveis surpresas.
Quase instalado para o exercício das novas funções, com as responsabilidades definidas e assumidas desde ontem, o cronista é agora desafiado a dar os passos necessários para que se concretizem as mudanças que os eleitores exigiram no passado dia 29 de Setembro.
O colectivo de que faz parte tem por estes dias a obrigação de demonstrar que o envolvimento de todos nos processos de decisão não é um slogan eleitoral, mas um método de trabalho que não pode ser sacrificado no altar da voragem dos dias e da eficácia necessária.
Sabendo que na viagem agora iniciada irão abundar os adamastores, os velhos do Restelo, os marujos desconfiados da rota e aqueles que, apesar de quase terem feito naufragar o barco, quererão aparecer como vítimas da incompreensão dos seus concidadãos, exige-se a capacidade de a todos envolver e de todos aproveitar competências e entusiasmos.
Na viagem agora iniciada seremos todos companheiros no enfrentamento das tormentas e no esforço de fazer andar o barco nos dias de perigosa acalmia.
Tem o cronista a consciência de que, não lhe bastando a paixão, não pode deixar-se enredar pela segurança da razão e do cálculo.
Este é um trabalho onde o medo de errar não pode estar presente, porque é consabido que o erro fará parte do percurso e, diria mais, é essencial para se atingirem os objectivos.
Alguns têm-me mostrado a sua estranheza pelas responsabilidades que me foram atribuídas. Parece-lhes um terreno demasiado vasto e de paisagens demasiado diversificadas.
Só pode pensar assim quem tem o entendimento do exercício do poder como um acto solitário onde o decisor político se comporta como uma espécie de tutor de tudo e onde a palavra “eu” se sobrepõe ao esforço de todos.
O cronista, agora empossado em novas funções, envolverá quem sabe e quem conhece os diversos domínios nos processos de decisão, sabendo que essa é a única forma de preservar o interesse público e de o colocar acima da mesquinhez das vaidades miudinhas e das tentações de individualismos sem sentido.
O cronista, já aqui o disse por mais de uma vez, não acredita em homens e mulheres providenciais, iluminados e abençoados à nascença por um qualquer dom que lhes permita decidir sem ouvir, acertando sempre nas suas decisões.
O cronista é dos que entende que é da relação dialética da luta entre contrários que nasce uma realidade qualitativamente nova e sabe que olhando apenas o espelho tal coisa é inatingível.
Tanta conversa do cronista, para afirmar que sem a participação de todos nos processos de decisão que influenciam o rumo do barco só resta a crença de que a sorte o leve a bom porto e deixar essas coisas ao acaso não costuma dar bons resultados.
No fundo é isto que temos andado a dizer nos serviços municipais que já visitámos, não porque dê jeito e é simpático, mas porque é a forma como concebemos o exercício das responsabilidades que os nossos concidadãos nos quiseram atribuir.
Por estes dias não me sai da cabeça a canção do Fausto e não paro de cantarolar que o “barco vai de saída…”
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na rádio diana)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"O Cheiro das Velas" esta sexta-feira no FIKE


“O Cheiro das Velas”, curta-metragem de Adriana Martins da Silva, vai estar em exibição, no próximo dia 26 de Outubro, no International Student Film Festival de Hollywood, Estados Unidos, tornando-se a única representação portuguesa no certame.
O filme, projeto final da escola Restart, é protagonizado pelas atrizes Oceana Basílio e Joana Brandão, que interpretam duas irmãs que se reencontram para o aniversário da mãe. Num poderoso relato sobre a fluidez das fronteiras dos afetos, o cinema de Adriana Martins da Silva privilegia o elemento feminino, com personagens densas e multidimensionais.
A curta-metragem conta já com o 1.º prémio na categoria de Ficção do FARCUME – Festival de Curtas-Metragens de Faro, obtido no passado mês de Agosto. Na véspera da sua estreia californiana, “O cheiro das velas” será ainda exibido em Évora, a cidade de adoção da realizadora, no âmbito do FIKE – Festival Internacional de Curtas-Metragens, no dia 25 de Outubro, às 21h30.

Évora: primeira reunião pública de Câmara sem surpresas


A primeira reunião do atual  executivo aconteceu esta tarde no Salão Nobre dos Paços do Município.
A ordem de trabalhos (aqui), pouco extensa é estruturante do trabalho dos próximos 4 anos. 
A distribuição de pelouros pelos sete eleitos era o ponto mais forte dessa agenda: O Presidente, Carlos Pinto de Sá, propôs a responsabilidade de vários pelouros aos vereadores do PS e PSD que decidiram não aceitar, defendendo antes a função de oposição política na Câmara.
Em representação da CDU, o Presidente assume, assim, toda a coordenação da Câmara, os Gabinetes de Apoio à Vereação, de Estudos e Auditoria, de Desenvolvimento Económico, as áreas de Finanças, Património Municipal, Administração Geral e Recursos Humanos, Informática, Modernização e Projectos Estruturantes. 
A vereadora Élia Mira, também Vice Presidente da Câmara, é responsável pela Educação, Ação Social,  Juventude e Desporto, Cidade Educadora e ligação às Freguesias.
O vereador Eduardo Luciano tem a seu cargo a Informação e Comunicação, as áreas do Urbanismo, do Centro Histórico, Patrimónios, Cultura e Turismo.
Já o vereador João Rodrigues vai dirigir as Obras Municipais, as divisões de Águas, Saneamento e Higiene Pública, e de Ambiente, ficando ainda com a responsabilidade da Proteção Civil.
Entretanto, Carlos Pinto de Sá convidou já todos os trabalhadores da Câmara de Évora para uma reunião geral agendada para as 10h da próxima segunda feira  no Teatro Garcia de Resende.Os serviços de atendimento ao público serão no entanto assegurados.