segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Munhoz Frade tinha mesmo razão: Hospital de Beja, no meio dum palavreado sem jeito, confirma redução de camas


O hospital de Beja vai ficar com menos 26 camas para internamento até ao fim deste ano, mas 15 não vão desaparecer fisicamente e passarão a ter outra utilização pelos serviços de cirurgia de ambulatório e urgências.
No hospital de Beja, antes do início do processo de redução e reorganização de camas, existiam 229 camas para internamento e, a partir do próximo dia 01 de janeiro, vão passar a existir 203, disse hoje Emília Duro, diretora clínica da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que gere aquela unidade hospitalar.
Segundo Emília Duro, que falava numa conferência de imprensa do conselho de administração da ULSBA, hoje, em Beja, trata-se de uma redução de 26 camas para internamento, mas 15 serão reduzidas "teoricamente", já que, na prática, não vão desaparecer "fisicamente" e passarão a ser afetas aos serviços de cirurgia de ambulatório e urgências e a ter outra utilização.
Do total de 26 camas a reduzir, 14 foram encerradas no passado dia 01 de agosto - oito de oncologia, duas de oftalmologia, duas de obstetrícia, uma de otorrinolaringologia e uma de ginecologia.
As três camas reduzidas em ginecologia e obstetrícia não vão ser retiradas do serviço e serão afetas a salas de observação do serviço de urgências, ou seja, "não contam para a estatística do hospital, mas vão contar em termos de capacidade instalada para assistência".
A partir do próximo dia 01 de janeiro, "vai haver a redução teórica" de 12 camas, ou seja, dez de cirurgia geral e duas de ortopedia, adiantou, explicando que a redução vai ser feita com o "pressuposto" de que as 12 camas sejam utilizadas pelo serviço de cirurgia de ambulatório.
Segundo Emília Duro, após a redução e reorganização do número de camas, no âmbito da reforma hospitalar a nível nacional decidida pelo Ministério da Saúde, o hospital de Beja vai manter "mais ou menos" o rácio atual de 1,7 a 1,8 camas por mil habitantes.
"Foi com base na taxa média de ocupação por algumas especialidades que foi possível fazer a reorganização na redistribuição das camas", explicou Emília Duro.
A taxa de ocupação média do hospital de Beja "aponta para índices muito abaixo dos 100%" e "há serviços em que a taxa média de ocupação é de 20%", indicou, na conferência de imprensa, o vogal do conselho de administração da ULSBA, José Gaspar.
Segundo José Gaspar, a proposta apresentada pela Administração Regional de Saúde do Alentejo apontava para "uma reorganização que passava pela redução de 34 camas", mas o conselho de administração da ULSBA decidiu reduzir 26. (LUSA)

3 comentários:

  1. Portugal tem apenas 3,3 camas/1000 habitantes, contra uma média de 4,9 na OCDE e 8,2 na Alemanha - Beja fica com uma média de 1,6 camas / 1000 habitantes.
    Segundo o Censos 2011, sem Odemira, Beja tem 126.602 habitantes, o que para 203 camas dá 1,6 camas/1000 habitantes.

    Notícias da Ordem dos Médicos

    É possível reduzir ainda mais o número de camas hospitalares em Portugal?
    O Governo anunciou que pretende reduzir o número de camas hospitalares para diminuir os custos em Saúde.
    Anunciou essa intenção através da implementação de algumas medidas teorizadas no papel, como se o SNS não estivesse a funcionar convenientemente.
    A Ordem dos Médicos apoia todas as medidas de boa gestão e incentiva a aposta na cirurgia do ambulatório, que em Portugal encontra algumas dificuldades por falta de apoios adequados na comunidade, que impedem altas mais precoces em muitas situações.
    Porém, a Ordem dos Médicos chama a atenção para o facto de, segundo o relatório da OCDE de 2011:
    - Portugal ter apenas 3,3 camas/1000 habitantes, contra uma média de 4,9 na OCDE e 8,2 na Alemanha.
    - Portugal ter um tempo médio de internamento, por todas as causas, somente de 5,9 dias, contra uma média de 7,2 dias na OCDE e 9,7 dias na Alemanha.
    Não há espaço por onde reduzir mais camas sem prejudicar potencialmente os doentes! A Ordem dos Médicos recorda que ainda há doentes internados em macas em muitos hospitais portugueses.
    Para além disso, a redução do número de camas não leva necessariamente a uma redução da despesa, porque os doentes continuam a precisar de serem tratados, e, recentemente, um relatório de Bruxelas apontou mesmo a possibilidade dos cortes na Saúde induzirem um aumento da despesa.
    A Ordem dos Médicos sublinha que, segundo a OMS, o ideal é que existam 4,5 camas por cada 1000 habitantes, podendo justificar-se mais em caso de necessidade.
    Como se pode concluir facilmente, pela objectividade das estatísticas da OCDE, reduzir ainda mais o número de camas hospitalares em Portugal certamente irá afectar a acessibilidade dos Doentes aos Cuidados de Saúde e colocar o nosso país num patamar inferior de Qualidade do SNS.
    Além do mais, o SNS já funciona no limite da excelência, graças à qualidade dos seus profissionais, por isso apresenta extraordinários indicadores, não sendo admissível que se passe a mensagem que é o Ministério da Saúde que vem agora descobrir a fórmula mágica de redução suplementar do número de camas sem prejuízo da Qualidade e dos Doentes.

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  2. A saúde está nas mãos dos socialistas,Robalo reduz camas e entrega a grupo financeiro o de Serpa,Serrano está no Negócio da Saúde na Radioterapia.....esta rapaziada continua a afirmar-se de esquerda,estes NABOS.

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  3. Dar o hospital de serpa a uma instituição é apenas uma manobra do Robalo........depois será gerido por um grupo financeiro e os Boys "socialistas" arranjam mais ums tachos para os amigos.

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