terça-feira, 3 de setembro de 2013

Hospital de Beja sem "condições necessárias" para tratar doentes oncológicos?


Munhoz Frade é um médico respeitado em Beja. Há dias foi protagonista de um episódio de "censura" quando a administração da Unidade de Saúde Local do Baixo Alentejo (USLBA) decidiu apagar, sem lhe ter sido dada qualquer explicação, o blogue que mantinha (sobretudo sobre temas de saúde e sindicais) associado à rede daquela Unidade de Saúde.
Hoje, num comentário no blogue bejense Alvitrando e na sua página no facebookMunhoz Frade - que tem denunciado o plano de redução de camas no hospital de Beja, que estará a ser preparado pelo ministério da saúde - vem "declarar que não estão garantidas no Hospital de Beja as condições necessárias ao adequado tratamento de doentes oncológicos".
O teor integral do comentário de Munhoz Frade:

"JOSÉ JORGE MUNHOZ FRADE, LICENCIADO EM MEDICINA, PORTADOR DA CÉDULA PROFISSIONAL Nº 21433, EXERCENDO EM REGIME DE EXCLUSIVIDADE AS FUNÇÕES DE ASSISTENTE HOSPITALAR GRADUADO DE MEDICINA INTERNA NO HOSPITAL JOSÉ JOAQUIM FERNANDES – BEJA, VEM, POR IMPERATIVO DEONTOLÓGICO E PERANTE A ACTUAL INEXISTÊNCIA, NA UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO BAIXO ALENTEJO, DO RESPECTIVO ÓRGÃO TÉCNICO DIRIGENTE DE TOPO HIERÁRQUICO – DIRECÇÃO CLÍNICA – PUBLICAMENTE DECLARAR NÃO ESTAREM GARANTIDAS NO HOSPITAL DE BEJA AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS AO ADEQUADO TRATAMENTO DE DOENTES ONCOLÓGICOS, DESIGNADAMENTE QUANDO O SEU INTERNAMENTO EM SERVIÇO ESPECÍFICO É IMPRESCINDÍVEL.

BEJA, 3 DE SETEMBRO DE 2013."

10 comentários:

  1. A divida da autarquia de Évora é das maiores dos 308 concelhos,durante 20 anos os Eborenses vão pagar impostos na taxa máxima,as politicas ERRADAS de ERNESTO e MELGÂO levaram o concelho ao CAOS e BANCARROTA.

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  2. Pátio do comando distrital da PSP de Évora em risco de "colapso total"


    jornal Publico 3 de SET 2013

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  3. PERIGO eminente


    Quem entra no Centro Histórico pela rua de Machede,ao inicio do lado direito,um edifício propriedade da autarquia AMEAÇA RUIR.

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  4. O governo anda a poupar na saúde, educação, serviços públicos, para saldar as dívidas da banca, e para pagar embustes e contratos ruinosos das PPP.

    Somos governados por assassinos.

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  5. Porra, façam um comentário ao post colocado..
    A cassete vai sendo a mesma.
    Afinal o homem é um médico ciente da ética deontológica a que está sujeito...

    António Gomes

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  6. Agradecendo as manifestações de apoio, reafirmo que não estou a travar “uma guerrilha pessoal”. Quem assim acha ainda não percebeu o que está em causa.
    Quanto à questão central em causa – a do número de camas, alguns dos meus colegas ter-se-ão deixado desarmar por uma certa pseudo-argumentação, ilusória, nomeadamente a de que redução da área antigamente atribuída ao Hospital de Beja (através da retirada dos residentes no conselho de Odemira, que passaram para a alçada do Hospital do Litoral Alentejano) deveria implicar um ajustamento da lotação, nomeadamente um ‘downsizing’, em linguagem gestionária.
    Ora, na verdade, o ratio do Hospital de Beja em número de camas por cem mil habitantes é de 181,5 (população de Odemira excluida…), enquanto que a média nacional é de 276,5. Pode dizer-se que nem a redução populacional que ocorreu no Baixo Alentejo nas últimas décadas atenuou a assimetria desse recurso de saúde…

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  7. A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) assegurou hoje que o hospital de Beja tem as condições "necessárias e adequadas" para tratar doentes oncológicos, após um médico da instituição ter declarado publicamente o contrário.

    "Do ponto de vista técnico, a ULSBA tem as condições necessárias e adequadas ao tratamento dos doentes oncológicos que sempre tratou e continua a tratar" e "as linhas de comunicação e encaminhamento" dos doentes em situações que "não são passíveis de tratamento" no hospital de Beja, disse o diretor do Serviço de Oncologia da ULSBA, Sérgio Barroso, numa conferência de imprensa, em Beja.

    A conferência de imprensa serviu para a ULSBA reagir à declaração do médico da instituição José Munhoz Frade, o qual, "por imperativo deontológico", declarou, no seu perfil na rede social Facebook, "não estarem garantidas, no hospital de Beja, as condições necessárias ao adequado tratamento de doentes oncológicos, designadamente quando o seu internamento em serviço específico é imprescindível".

    As declarações de José Munhoz Frade foram "um facto criado", disse o vogal executivo do conselho de administração da ULSBA, José Gaspar, acusando o médico de ter internado "artificiosamente", durante 24 horas, na Sala de Observações do hospital de Beja, dois doentes oncológicos, que tinham entrado pelas urgências, "quando deviam ter sido internados no Serviço de Medicina, que tinha dez camas vagas", para "viabilizar" a publicação da declaração no Facebook e, posteriormente, em órgãos de comunicação social.

    O alegado internamento "artificioso" é "extremamente grave", considerou José Gaspar, referindo que o caso "está a ser objeto de investigação" pela ULSBA.

    A Lusa tentou hoje, sem sucesso, contactar, através do telefone do hospital de Beja, o médico José Munhoz Frade, o qual, através de uma funcionária da instituição, informou não estar disponível para prestar declarações por se encontrar a trabalhar no Serviço de Urgência.

    O Serviço de Oncologia do hospital de Beja "é um serviço capaz, eficiente, com qualidade de resposta do tratamento dos doentes oncológicos aos vários níveis", disse a diretora clínica da ULSBA, Emília Duro.

    O hospital de Beja terá "sempre capacidade de internamento" de doentes oncológicos "nos vários serviços, de acordo com as várias patologias", afirmou Emília Duro, referindo que "não está em causa, em situação alguma, a capacidade de resposta assistencial aos doentes oncológicos" na unidade de saúde.

    Ao contrário de informações vindas a público, "não é propósito do Ministério da Saúde nem da ULSBA encerrar o Hospital de Dia" de Beja, disse José Gaspar, referindo que, o objetivo "é, tanto quanto possível, melhorar o funcionamento do serviço de oncologia da ULSBA".

    O hospital de Dia de Beja, que começou a funcionar em 2009 nas atuais instalações, que custaram um 1,1 milhões de euros euros, presta sobretudo cuidados e tratamentos a doentes oncológicos, que não necessitam de internamento, mas que exigem condições especiais, como sessões de quimioterapia e consultas de dor. (LUSA)

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  8. Venho refutar liminarmente a falsidade de atribuir-me internamento "artificioso" de doentes. No que diz respeito aos doentes em causa, o quadro clínico que cada um deles apresentava implicava a necessidade de internamento hospitalar.
    Na ausência de qualquer determinação escrita oficial (Nota de Serviço) indicando o procedimento alternativo a ser seguido para internar doentes que até recentemente eram admitidos em camas atribuídas à responsabilidade directa da Oncologia, esses doentes não foram admitidos para o Serviço de Medicina 1, a que pertenço, por critério que me tinha sido transmitido pelo Director do Serviço.

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  9. http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c584a6c635639775a584a5953556b76634763794e7a63314c586870615330794c6e426b5a673d3d&fich=pg2775-xii-2.pdf&Inline=true

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  10. O Hospital de Beja trata bem os doentes oncológico? devem de estar a brincar, tenho um familiar doente oncologico internado nesse Hospital que requer cuidados médicos, e agora queram manda-lo para casa sem as minimas condições de dignadade da vida humana, são insencieis ao sofrimento do doente e seus familiares, e têm lá uma médica em medicina que eu ponho muitas dúvidas se ela será mesmo médica, desumana, os familiares querem saber a situção do doente e quais os medicamentos que estão a tomar, toda a informação é negada à familia, o doente para não trabalho e não gritar é sedado (Drogado), que mal consegue abrir os olhos para ver a familia, se alguma vez lhes calhar uma médica de medicina negra como a noite de nome domingas é de regeitar, a criatura em questão possivelmente queria entrar em veterinária mas não teve vaga optou pelos humanos, nem a minha cadela eu lhe confiava.

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