segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Évora: escolhas eleitorais


O Acincotons publicou um post (ao que julgo recordar, retirado dum comentário), cujo autor dava o seu palpite sobre a configuração que poderá sair das urnas no próximo dia 29: número de vereadores por partido, ou ausência de representação na Câmara.
Não sei se essas previsões, ou outras ligeiramente diferentes se realizarão. Nem me ocorre propor nenhuma, especulando sobre sondagens e margens de erro das sondagens.
Penso mais importante reflectir sobre o panorama das escolhas que nos são propostas, pondo-me na pele dum cidadão sem afiliação partidária e tomando até alguma distância com as preferências ou reticências que esse cidadão decerto terá. 
Do ponto de vista dos conteúdos dos programas, duas coisas saltam à vista: existe um largo consenso entre todos os partidos sobre os pontos essenciais: mais educação, melhor urbanismo, cultura, habitação, melhorias sociais em geral. Nenhum deles propõe um menor esforço na educação, na reabilitação urbana, etc., etc. A segunda similitude vem do modo como cada um apresenta o seu principal adversário, estando em causa os respectivos balanços de governação. Ambos concordam no facto que o balanço do adversário é catastrófico: os “12 anos de gestão desastrosa” imputados ao PS são irmãos gémeos dos “25 anos de estagnação e obscurantismo” atribuídos ao PCP. Qual o volume da dívida, quem a originou, quem errou, são temas consensuais, com respostas simétricas: “a culpa foi deles”.
Os partidos que se encaram como futuros governantes da cidade têm outro ponto em comum: quem tiver a maioria na Câmara governa, e a minoria sempre pode gritar como quiser, que de nada serve. Os cães ladram, a caravana passa. Quem manda são eles. Esta tradição de absolutismo das maiorias é um cancro da vida pública. “Não serão eles que nos vão impedir de levar o nosso programa avante”, “O Povo votou, deu-nos o poder, vamos exercê-lo e os outros que se calem. E tentem ganhar mais votos nas próximas eleições, se puderem. Até lá, quem manda somos nós”. Uma cultura política banal, terrivelmente banal. Haveria muito a dizer sobre a ideia segundo a qual do voto resulta, para a maioria, um poder absoluto; a qualquer escalão que isso aconteça, o sistema democrático está ferido de ilegitimidade substantiva (apesar da legalidade formal): veja-se o que faz a maioria no Parlamento, onde a oposição fala perante o enfado da maioria que joga ao poker na net. “Eles que vão falando, têm todo o direito”.
Não é por acaso que o único partido que concorre a estas eleições cujo programa inclui uma modificação profunda dos modos de funcionamento dos órgãos camarários é o que não tem qualquer perspectiva de “ganhar a Câmara”, o BE. Este é o partido minoritário que teve que sofrer com a arrogância das maiorias, sem ter, como os dois maiores, a perspectiva da desforra. Nesta perspectiva, não vale a pena e nem se deve mudar nada, porque “da próxima vez, somo nós”: é a alternância no poder absoluto, que convém preservar, sob pena de na próxima vez, uma vitória já não ser o que era.

O papel das minorias
A questão central no que respeita a estas eleições é portanto a proporção da vitória do partido que as ganhar. 
Uma maioria absoluta PS ou PCP fechará a vida política da cidade por mais quatro anos. As minorias, devolvidas ao seu papel de críticos inúteis, bem poderão criticar, votar (vencidos) contra tudo, intervir verbalmente no voto de coisas decididas antes do voto, de nada serve. É a depressão da impotência cívica.
As maiorias relativas podem ou não ser eficazes para abrir o jogo e o debate políticos, e o esquema precedente (3+3+1) mostrou a que ponto assim é.
O que aconteceria se em vez de 3+3+1, fosse um esquema de 3+2+1+1? Continua a haver um partido “maioritário” (com os votos de um quarto a um terço dos eleitores inscritos), mas os três outros partidos podem coligar-se e impedir certas decisões, ou até impor outras (se os processos habituais de fixação das ordens do dia não conseguirem bloqueá-las a priori). 
Pergunta-se ao eleitor: e será, neste caso diferente – ou indiferente – que o partido com 3 vereadores seja o PCP ou o PS (já que não parece verosímil que sejam nem o PSD nem o BE a obter esses 3 vereadores)? Sinceramente, acho que não é essencial.
A resposta séria é a seguinte: tudo vai depender do sistema de alianças que o partido “maioritário” for capaz de fazer. Mas a previsão, muito precária, que podemos fazer, é a seguinte: o jogo político vai evoluir consoante as questões que estarão em causa.
Não existe a priori nenhuma configuração de alianças que esteja excluída: PS+PSD+BE; PCP+BE+PSD; PCP+PS; etc). Abre-se o jogo.
Concluo, enquanto cidadão, considerando a quase unanimidade dos programas, que o essencial é alterar os equilíbrios de forças que permitiram aos dois partidos “maioritários” (com maiorias absolutas – o horror – ou relativas – um mal relativo) açambarcar a vida política da cidade e desmobilizar a acção cidadã.

JRdS 
Évora, 23 de Setembro de 2013.

39 comentários:

  1. acabo de ver a frase mais cretina desta campanha num placard do bloco de esquerda. qualquer coisa do género "se não votares não sabes quem apoiaste". eu não voto em nenhum e sei que não apoio nenhum. e dispenso bem os moralismos eleitoralistas do bloco de esquerda.

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  2. Ao escrever depressa, deixei de lado outra combinação possível: 2+2+2+1.
    É pouco provável? Penso que sim. Mas aceitemos pensar as mudanças radicais de ambiente político, de abertura da vida cívica que esse (e outros teoricamente possíveis) trariam.
    E sempre podemos trocar os partidos A, B, ou C etc., nos lugares a 2 ou a 1 vereador(es).
    Deste modo, o que está em jogo não é que um ou outro ganhe, mas sim a combinação política interpartidária, indiferentemente de quem "ganha". Quem ganharia, seríamos nós todos.
    JRdS

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  3. «Os partidos que se encaram como futuros governantes da cidade têm outro ponto em comum: quem tiver a maioria na Câmara governa, e a minoria sempre pode gritar como quiser, que de nada serve»

    Caro JRS, por uma vez seja sério e rigoroso naquilo que afirma. A sua cegueira e facciosismo começam a enjoar.
    O que o candidato da CDU mais tem afirmado nesta campanha é que Évora e a CME só sairão da crise com o esforço de TODOS. E, se for eleito, contará com TODOS, ouvirá TODOS e aceitará TODAS a ideias que sejam boas para tirar o concelho Do descalabro para onde o PS o conduziu, independentemente da origem das ideias.

    Ao menos uma vez, na sua vida tente ser sério e rigoroso naquilo que afirma. As gentes deste concelho andam fartas de 12 anos de MENTIRAS e MISTIFICAÇÕES!
    Não contribua também o senhor para esse peditório!...
    É que nós não gostamos de ser tomados por PARVOS!...

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  4. Grande Noite de Musica Tradicional Portuguesa.

    Praça do Giraldo quarta-feira 21horas.


    RONDA dos QUATRO CAMINHOS/CANTARES de ÈVORA.

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  5. «A questão central no que respeita a estas eleições é portanto a proporção da vitória do partido que as ganhar.»

    Só você, é que acha isso. A questão central é saber quem vai ser o próximo Presidente da Câmara (o primeiro elemento da lista mais votada).
    E não é por ser apenas o primeiro, é pelas atribuições do órgão Presidente da Câmara.
    A propósito, já alguém lhe tinha dito que o Presidente da Câmara é um órgão da autarquia, com atribuições e competências próprias?
    E que dele, em grande medida, depende o bom ou mau funcionamento de uma autarquia?
    Ou é dos que pensa que TUDO se decide no outro órgão da autarquia: a Câmara Municipal?

    Pois caro JRS, por mais que tente entortar a sombra da vara, a questão central que se vai jogar dia 29, ainda é a de saber quem vai ser o próximo Presidente da Câmara. E tudo indica que a disputa renhida será entre PS e CDU.

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  6. Pela conversa está visto que JRdS não sabe como funciona uma autarquia.
    Pelos vistos não sabe o papel que está atribuído ao Presidente da Câmara, nem sabe que grande parte das decisões de funcionamento de uma autarquia dependem dele em exclusivo e não da Câmara Municipal.
    (e, a título de exemplo, compare-se o que foi o “quero, posso e mando” dos mandatos do PS/Ernesto, com a prática de 25 anos de Abílio Fernandes/CDU, onde as principais decisões eram encaminhadas para apreciação da CM, independentemente de haver maioria absoluta ou não neste órgão.)

    PS: Já agora, um bocadinho de estudo, antes de escrever palpites como se a Câmara Municipal fosse uma Assembleia, não lhe ficava nada mal.

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  7. «Pergunta-se ao eleitor: e será, neste caso diferente – ou indiferente – que o partido com 3 vereadores seja o PCP ou o PS (já que não parece verosímil que sejam nem o PSD nem o BE a obter esses 3 vereadores)? Sinceramente, acho que não é essencial.
    A resposta séria é a seguinte: tudo vai depender do sistema de alianças que o partido “maioritário” for capaz de fazer.»


    Santa Ignorância. Isto poderá aplicar-se numa Assembleia de Freguesia que decide a constituição do órgão Junta de Freguesia, mas numa Câmara Municipal é uma completa ignorância.
    Então não sabe que existe um Presidente da Câmara, ÓRGÃO pessoal, com inúmeras competências executivas, que não dependem nada desses joguinhos de “alianças” mas apenas de ser o primeiro elemento da lista mais votada?!
    E não sabe que é esse ÓRGÃO (Presidente da Câmara), e não a Câmara Municipal, que decide atribuição de pelouros na autarquia?
    E não sabe que quase toda a gestão corrente (e não se julgue que é assim tão pouca coisa…) dependem do Presidente da Câmara e não da Câmara Municipal?

    E por isso, por mais voltas que dê, a questão central nas eleições de dia 29, aé a de saber quem vai ser o partido mais votado - PS ou CDU – pois será ele que ocupará o lugar de Presidente da Câmara. O resto, não sendo irrelevante, é secundaríssimo.

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  8. O senhor José Rodrigues dos Santos, em vez de falar de cor, devia-se deixar de preguiças e ler o programa do PS. É curtinho, não perde muito tempo e a leitura ser-lhe-á instrutiva.

    É que dizer que nenhum dos partidos, incluindo o PS, propõe um menor esforço na educação, na reabilitação urbana, etc., é até ofensivo para a inteligência dos leitores (e dos eleitores) que se interessaram e deram ao trabalho de ler os programas apresentados pelas várias forças políticas.

    Em educação, na reabilitação urbana e no resto, o programa do PS, que já foi justamente classificado de "relatório de actividades e banalidades", é isso mesmo, um apanhado de generalidades e um relatório de actividades do que foi feito, onde quase não se vislumbra o que se propõe fazer. Propostas para o novo mandato, na educação, na reabilitação urbana, etc., nalgumas destas áreas, não há ou quase não há.

    JRdS diz que não lhe ocorre fazer previsões sobre os resultados eleitorais, mas dedica a segunda parte do deu post e o comentário adicional a especular sobre maiorias absolutas, relativas de 3 + 3 + 1, de 3 + 2+ 1 + 1 ou de 2 + 2 + 2 + 1. Deixemos já de lado esta última, porque até o próprio autor reconhece o irrealismo.

    JRdS durma descansado. É pouco provável que haja maioria absoluta, pois para isso a coligação PSD/CDS, encabeçada pelo médico Jaleco, teria que perder o vereador. Com 14,3% dos votos já ninguém lhos rouba, qualquer que seja a votação das outras forças políticas. E acima dos 10% (desde que fique à frente do BE) só o perde se algum dos partidos maioritários, CDU ou PS, tiver uma percentagem quatro vezes maior, necessariamente mais de 40%, e o outro tiver uma percentagem três vezes maior, necessariamente mais de 30%, combinação altamente improvável.

    Muito mais improvável, é a configuração de 3 + 2 + 1 + 1, ou seja, uma das forças maioritárias - que, por realismo, vou assumir que é o PS - perder um vereador para o BE.

    Isso só seria possível se o BE tivesse mais de um terço dos votos do PS e mais de um quarto dos votos da CDU. É possível? Sim. É provável? De maneira nenhuma. Pessoalmente até tenho dúvidas se, na eventualidade de o PS ter uma quebra tão forte, os votos não se dirigiriam preferencialmente para a CDU, que facilmente teria mais de quatro vezes a votação do Bloco, elegendo o quarto vereador antes dos bloquistas elegerem o primeiro.

    Só numa coisa coincido talvez com JRdS. Seria melhor o irrealista 3 CDU + 2 PS + 1 PSD/CDS + 1 BE do que o provável 3 CDU + 3 PS + 1 PSD/CDS. Mas será mesmo que JRdS também escolhia a primeira?

    Adorava saber a resposta.

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  9. Lamento dizê-lo, mas com textos irreflectidos destes, aparentemente para ajudar o BE, JRdS só desajuda quem, aparentemente, quer ajudar.

    PS: note-se que o que escrevi não visa beliscar em nada o BE. Estou absolutamente convencido que o BE não tem nada a ver com o texto e que se trata, apenas, de um caso de boas intenções manchadas por "excesso de zelo".

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  10. Recebi hoje, finalmente, sempre em último!, o programa socialista com os candidatos para a freguesia da Malagueira e Horta das Figueiras.

    No interior, uma Comissão de Honra, constituída por seis pessoas, das quais, moradora na Malagueira, não conheço nenhuma (embora admita que, metade, sejam da Horta das Figueiras, que aumentaria muito a probabilidade do meu desconhecimento).

    Mas o que me impressiona é esta piroseira das comissões de honra. Comissão de honra para a Câmara, comissão de honra para a Junta, comissão de honra para aqui, comissão de honra para acolá.

    Para que é que serve uma Comissão de Honra? É uma grande honra pertencer à comissão de honra do partido socialista à junta de freguesia?

    Mas servem para quê? Para prestigiar a lista não deve ser, pois não são candidatos a nada. Para encher os egos dos comissionários?

    Há, definitivamente, alguma coisa que me anda a passar ao lado, nesta história das comissões de honra.

    Que piroseira. A mim, dá-me logo boa impressão as forças políticas que dispensam estes ornamentos, como aquela em que vou votar.

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  11. Caro JRdS:
    Escreveu que “o essencial é alterar os equilíbrios de forças que permitiram aos dois partidos “maioritários” (com maiorias absolutas – o horror – ou relativas – um mal relativo) açambarcar a vida política da cidade e desmobilizar a acção cidadã.”

    Também a mim me parece, a partir dos dados a que vou tendo acesso, que não é expectável uma maioria absoluta para nenhum dos dois partidos que têm possibilidades de “ganhar a Câmara”.
    Tudo indica que a vantagem de quem vencer as eleições do próximo domingo será escassa.
    Assim sendo, a meu ver, o mais relevante é reforçar a posição dos que se comprometem com um diálogo alargado; com a participação (“de todos”) nas decisões maiores; com a ideia de que só “juntos conseguimos”.
    Se estes forem maioritários, teremos, enquanto cidadãos e munícipes, legitimidade acrescida para exigir que cumpram a sua principal e mais visível promessa.

    Se, pelo contrário vencer a continuidade da actual gestão, sabemos (de fontes próximas e seguras) que a legitimidade e o espaço para o exercício da participação e da cidadania ficarão reduzidas ao que foram durante os últimos anos.
    Só a título de exemplo (entre muitos outros possíveis) veja-se a atenção que mereceu da parte da actual gestão o movimento “A cultura está viva e manifesta-se na Rua”, que juntou várias centenas de pessoas, em momentos consecutivos e prolongados no tempo, para discutirem publicamente (na Praça do Sertório) problemas comuns.

    A participação plural na vida política da cidade e a mobilização para diversificados exercícios de cidadania, são bandeiras que os Homens e as Mulheres que habitam a cidade e o concelho devem continuar a defender. Com intensidade crescente. Em qualquer caso, ganhe quem ganhar.

    Cumprimentos

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  12. Em Évora quem é que não está farto desta combinação PS/PCP? Há que dar o lugar e a vez a outros a ver se a cidade sai do marasmo e da miséria em que se encontra. No país temos o binómio PSD/PS, ora um ora outro. Aqui em Évora teremos que estar também sujeitos a esta desgraça, ora um ora outro, ora o PCP, ora o PS?
    Livrem-nos os santos destas alternâncias de vão de escada para toda a vida. Há que aproveitar agora para votarmos nos que nunca tiveram oportunidade de aprsentar as suas ideias para a cidade.

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  13. O PCP vai ganhar e Évora vai parar!

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  14. Só concordo com a primeira parte. A frase completa é «O PCP vai ganhar e Évora vai parar o seu declínio!»

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  15. @18:47 Nunca tiveram oportunidade de apresentar as suas ideias para a cidade? Que patetice é essa? Alguém os proibiu?
    Queres dizer é que os eleitores eborenses nunca lhes deram oportunidade de pôr em prática as ideias que apresentaram, o que é outra coisa.

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  16. @18:56
    Évora já foi parada pelo descalabro de 12 anos do PS.
    E, se alguém conseguir aperceber-se de algum movimento, é porque está a andar para trás...

    Por isso dia 29, é altura da mudança, para que Évora sais da paralisia em que se encontra.

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  17. O senhor Rodrigues veio dar-nos mais uma mostra da sua ignorância sobre o funcionamento e as competências de uma Câmara Municipal.
    E tudo aponta para que não saiba que é um Presidente da Câmara tem competências a atribuições próprias. Competências e atribuições que correpondem, talvez, a mais de 50% da actividade de uma câmara municipal.

    Ora, sendo o Presidente o primeiro elemento da lista mais votada, só a ignorância justifica que considere ser "indiferente – que o partido com 3 vereadores seja o PCP ou o PS".
    Mas não é indiferente. O partido com mais votos, elege o Presidente da Câmara e isso faz toda a diferença.

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  18. O partido mais votado é o que elege o presidente da câmara. E isso é determinante para o funcionamento de uma autarquia.

    Por isso esta converseta de Rodrigues do Santos cheira a conversa da treta para embalar meninos...


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  19. Cara Dores Correia,
    Obrigado pela sua reacção, e pela atitude que ela demonstra, que é a sua desde que a conheço.
    O que eu tento pôr em discussão e é fortemente contestado pelos comentaristas, é que a estrutura (ou o equilíbrio de forças) numa arena política QUALQUER são mais importantes do que saber quais são os programas dos protagonistas. Por duas razões: primeiro, porque entre os programas e a sua realização, vai um largo rio. Lembremos-nos do "programa" dos psd-cds antes das eleições de 2011. O desastre não pôde ser evitado a partir do momento em que os 2 tiveram maioria absoluta no parlamento. Mas em Évora, as coisas, a serem examinadas com seriedade, mostrariam o mesmo, qualquer que seja o partido, entre os 2, que arranque a câmara nas eleições.
    Quanto às excelentes intenções de "chamar todos" para participarem, lembre-se do que dizia os sec. geral do ps, pedindo maioria absoluta... e prometendo que as eventuais coligações seriam para depois: não "fechariam a porta a ninguém". Mas claro, tendo maioria absoluta, com quem eles quisessem e para o que eles quisessem, se quisessem. É muito claro: deem-nos o poder e logo decidiremos. É claro que não se trata da "maldade" dum partido ou dum líder, mas sim da estrutura da situação. Outros, noutros contextos, farão o mesmo: é "natural".
    Segundo ponto: o papel das minorias. Se as minorias, mesmo sendo várias (2 ou 3 partidos), não tiverem peso suficiente, as maiorias esmagam-nas. Em Évora, vemos o PC e o PS apelarem ao "voto útil": "votar nos partidos minoritários é votar inútil", porque eles não terão o poder. Mas o mesmo PC apela a "dar força à 'CDU", como eles dizem, no Parlamento, para que a voz da minoria seja ouvida. O BE tem a mesma posição: não dar votos ao complexo PSD-CDS-PS para reforçar o (seu) partido minoritário. Será absurdo? Serão votos inúteis? É o que clama o PS, partindo do silogismo que eu chamaria "eborense": numa estrutura de poder à qual só um de 2 partidos pode aceder, dar votos às minorias é "esbanjar votos": eles vão fazer perder as eleições a um ou a outro (as especulações variam).
    Resta a consequência porventura mais "escandalosa" da minha análise: para Évora, seria melhor que os dois partidos ultra-minoritários ganhassem força suficiente para impedir o "quero, posso e mando" dos maioritários.
    O quê??? Estou a afirmar que seria melhor para a cidade que tanto o BE COMO O PSD tivessem fortes minorias de intervenção? Passe o BE que não tem feito grande mal a ninguém: mas o PSD dos Coelho e quejandos? Um bando que ao nível nacional tem ocupado o poder como uma máfia asquerosa? Pois sim, aqui, para a cidade, o ciclo PCP-> PS-> PCP- PS, etc., mata a vida local. A abertura é uma questão de poder, ok. Só pela força (das urnas) as minorias podem desestabilizar o trust dos irmãos inimigos, que é é a principal causa de estagnação cívica AQUI.
    Aos comentaristas que me retorquem (anonimamente) que o que conta é saber quem será o próximo presidente da CME e o resto é treta, agradeço a clareza. É contra ESSE pensamento político que me insurjo, porque é ele que nos leva a este estado de falsos dilemas entre falsas alternativas.
    JRdS




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  20. Sendo assim com o JRdS não concorda é com o quadro legal que define as competências e atribuições dos órgãos autárquicos.
    Relembro-lhe que:
    - a câmara é gerida por dois órgãos com atribuições e competências próprias: o Presidente da Câmara (órgão individual) e a Câmara Municipal (órgão colectivo);
    - é ao Presidente da Câmara que compete distribuir pelouros na autarquia;
    - é ao Presidente da Câmara que compete gerir o pessoal, os serviços municipais e uma parte muito significativa da gestão corrente;
    - quando votamos para a Câmara Municipal elegemos estes dois órgãos: os vereadores da Câmara Municipal por voto proporcional e o Pesidente que é o primeiro elemento da lista mais votada.
    É nesse quadro legal, que se disputam as próximas eleições. E nesse quadro legal a eleição do Presidente da Câmara (o primeiro da lista da força política mais votada) é determinante para o que vier a ocorrer no funcionamento futuro da autarquia.
    E não sou eu que quero ou defendo que seja assim. É o quadro legal que está em vigor.

    E ao não reconhecer isto, e ao não reconhecer a importância de ter mais um voto para eleger o Presidente da Câmara que o seu raciocínio está errado. Confunde a Câmara com um Assembleia. E a Câmara tem alguns aspetos de assembleia mas não é uma assembleia.

    É assim que está na lei, e não consta que vá mudar até ao próximo dia 29.
    Por isso, ao ignorar este FACTO essa suas conclusões teóricas não fazem sentido.

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  21. @16:01
    Acho que a frase é "Não votando nem sabes quem apoiaste", mas tens razão, é mesmo o slogan mais parvinho desta campanha. Julguei que era o "fazer melhor" do PS, mas este do BE ainda é pior. O do PS era absurdo, mas ao menos percebia-se.

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  22. Ao "anónimo" das 22:39: Admito as suas razões e argumentos: mas o que discuto situa-se noutro plano. Tentarei responder-lhe com tempo, porque acho que vale mesmo a pena.
    Boa noite.
    JRdS

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  23. 3ª feira, 24 de Setembro, mais um debate CDU, desta vez sobre Educação, às 21h, na sede de campanha, na Praça do Giraldo.

    Mais informações, aqui:


    http://cduevora.wordpress.com/2013/09/18/debate-sobre-a-educacao/

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  24. Caro JRdS:
    Apraz-me confirmar o seu gosto pela participação nos assuntos que têm a ver com o lugar onde vivemos.

    Depois disso, verifico que coincidimos em pontos fundamentais. Primeiro, na importância maior que atribuímos à "estrutura, ou equilíbrio de forças" na vida política, quer nos foquemos no plano local quer no nacional.
    Em segundo lugar, no desinteresse pelas maiorias absolutas.
    Em terceiro, concordamos na importância da valorização do papel das minorias.
    Assim, surge-me uma questão: O JRdS vê a CDU ou o PCP como forças politicas maioritárias ? Como pertencentes ao "arco do poder" que nos tem conduzido nas últimas décadas em Portugal? O exercício do poder, durante alguns anos, nalgumas autarquias do Alentejo, por parte desta estrutura política, confere-lhe um estatuto aproximado aos partidos do governo (considerando aqui como partidos do governo o PS e o PSD) ?
    O exercício do poder autárquico, ou resultados eleitorais ganhadores nas localidades deste país, atribuem aos partidos e aos candidatos respectivos, estatutos similares aos governantes da República? Claro que em termos de legitimidade e ética sim. Em termos de impactos e corresponsabilidade não.
    Ou seja, será comparável o estatuto e nível de corresponsabilidade politica e social de Cavaco Silva com o de Abílio Fernandes ? Ao nível da legitimidade sim. Ao nível do impacto não é comparável.
    Isto para lhe dizer que, a meu ver, em Évora um voto na CDU não é comparável, de modo nenhum, a um voto a nível nacional no PS ou no PSD.
    Um voto na CDU, em Évora, parece-me ser, (mais do que um voto útil) um voto consequente. Já que compromete o eleitor e os eleitos com uma certa forma de governo local, apresentada como "a que conta com todos".
    Como vê, JRdS no essencial estamos de acordo. Pensamos diferente a forma de chegar lá, ou contribuir para que se atinja o essencial. e isso só se conseguirá senão com todos, pelo menos com o maior número possível de cidadãos.

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  25. No essencial também concordo contigo e com o JRdS. Já discordo da tua opinião quando afirmas que a CDU «conta com todos». E isso não é verdade. Vai-se sabendo cá fora que Abílio Fernandes, Raimundo Cabral, Diamantino Dias, Margarida Fernandes e outros como o conselheiro de Pinto de Sá, António Murteira, já preparam a retaliação,o revanchismo,a vingança e a perseguição sobre quantos se lhe opuseram ou criticaram ao longo dos tempos.Se ouvires as conversas que correm em círculos diferentes dos que frequentas terás a percepção de que esse medo assola todos quantos eventualmente vinham admitindo poder votar em Pinto de Sá, por não concordarem com a gestão PS imprimida ao município.E esse medo pode custar a vitória à CDU. Mas se no entanto ela triunfar e enveredar,ao contrário do que anuncia e cozinha nos bastidores, pelo caminho do ódio,da retaliação cega e a eito, como é voz corrente, a sua vitória será uma vitória de Pirro e acentuará uma inultrapassável cisão entre os eborenses, com consequências dramáticas para o futuro da cidade.

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  26. @13:51
    Esse retrato pessimista que você vê, encaixaria perfeitamente naquilo que foram os 12 anos de consulado de José Ernesto Oliveira. Um consulado de vingançazinhas, recalcamentos e ódios que desembocaram naquilo que você, agora, critica: a cisão entre os eborenses.

    Espero e estou convencido que, a partir de dia 29 as coisas irão mudar para muito melhor. Com a participação de TODOS!
    (Como se percebe, a participação de TODOS é também essencial para acabar com os mexericos…)

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  27. Caro José Frota:

    Sei que conheces uma "Évora profunda", pelo tempo que dedicas à pesquisa laboriosa de "lados ainda ocultos". Mas também sei que esse é o território do que não se prova, do que apenas se insinua sem nunca ser possível confirmar. Por outras palavras, terreno do não assumido, do anónimo. Permite-me pois, duvidar do maior valor desses espaços.

    De facto, nos círculos que frequento, avultam preocupações com maior clareza, mais transparência, definição de critérios, construção conjunta. É nisso que acredito, defendo, e invisto.
    Cumprimentos, e obrigada pelo teu comentário assumido.

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  28. Como municipe e eborense entendo em primeiro lugar está a participação democratica em prol da defesa de si propria e dos interesses de TODOS os que em Evora, trabalham, estudam, investem e sobretudo GOSTAM DA SUA CIDADE.
    É por esse motivo e tão só que procuro participar num projeto no qual revejo esses principios. Nele todos PARTICIPAMOS, independentemente da sensibilidade de origem.
    Quanto a questões de politica mais geral, direi apenas que quando propomos um dialogo a esquerda, para contrapor a direita, somos confrontados ou com o projeto de esquerda somos nós,com os outros nunca, com o vosso projeto, venham para a coligação ou com estamos a negociar com o governo, dito pelos outros.
    Cara Dores sobre o argumento do voto util, penso que é o pior argumento que defende para justificar a sua opção, face ao que defendeu anteriormente ao contapor a JRdS. Se pretendem de fato contar com todos, qual a dificuldade de dialogar de uma forma participada com as minorias?
    Se assim fosse não existia o fechamento da politica na nossa cidade.
    A votação no BE é de toda a importancia para os municipes, por forma a permitir melhorar as suas vidas, sem sujeições a outros interesses, venham eles donde vierem.
    Quanto aos argumentos dos anónimos são tão fracos politicamente, salvo uma honrosa exceção que não merecem resposta.

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  29. 14:04

    O José Ernesto Oliveira vingou-se de quem diga lá?
    O que vi foi um homem achincalhado 12 anos por vinganças sobre ele.

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  30. @16:54
    Você desconhece mesmo o comportamento de sacana que ele teve na Câmara de Évora, ou está apenas a tentar tirar nabos da púcara?

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  31. @16:54
    Você desconhece mesmo o comportamento de sacana que ele teve na Câmara de Évora, ou está apenas a tentar tirar nabos da púcara?

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  32. Cara Dores Correia eu não defendi que os espaços onde me movimento e circulo são de maior valor que os teus. São outros,são diferentes e neles há preocupações de diversa ordem. E já agora, devo dizer-te que esse receio de que te falei é real e já levou a que duas pessoas do meu envolvimento familiar inflectissem o sentido do seu voto. E eu nada interferi nessa decisão.
    Cumprimentos para ti,também e já sabes que os meus comentários são sempre assumidos. Aprendemos isso na nossa profissão e tu também por cá passaste ainda que por pouco tempo. É sempre um prazer trocar impressões contigo.

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  33. Cara Dores Correia,

    Estes são os últimos dias em que um círculo mais alargado de pessoas se preocupa com política local, antes de voltar tudo ao statu quo de profundo desinteresse e alheamento. Sei que o lamenta como eu. Não esquivarei as perguntas que me dirige.
    Mas queria sublinhar que o essencial do que escrevi e tento comunicar é que existe uma “geometria do poder” que envolve maiorias e minorais, e que ela é análoga a qualquer escala institucional, desde a mais restrita à mais alargada.
    Num sistema em que pode haver acesso de várias formações políticas a uma instituição, através de voto livre (pluralismo), podem sair das urnas duas figuras extremas: todos os eleitos pertencem ao mesmo partido OU todos os eleitos pertencem a partidos diferentes. No primeiro caso, sete eleitos, um único partido; no segundo, sete eleitos, sete partidos diferentes. São casos teóricos, mas são úteis para entender o que está em jogo. Na realidade, em sistemas pluralistas, vamos ter todos os casos intermédios, como se fosse uma dimensão contínua. Nesta destacam-se alguns pontos notáveis. O primeiro é o das maiorias absolutas: independentemente do número dos partidos minoritários, o maioritário pode decidir sozinho, e assim o faz na realidade (os exemplos são inúmeros). Vem depois outro ponto notável na tal dimensão maioria/minoria: o caso em que um partido é suficientemente forte para precisar dum aliado e apenas um. Os outros estão todos à mercê da sua escolha (exemplo recente: eleições alemãs). As minorias não são suficientemente fortes para poderem aliar-se contra o partido hegemónico e impedi-lo de abusar do poder, ou estão de tal modo divididas que o que as separa é maior do que a distância de cada um em relação ao partido dominante (o caso da Alemanha ilustra-o outra vez).
    Um terceiro ponto notável, é o do bloqueamento da vida política pela alternância entre dois partidos dominantes que se sucedem no poder, esterilizando o jogo político (e a vida cívica) porque só eles conseguem pretender o acesso ao poder (caso frequente: EUA entre Rep. E Dem., Portugal nas últimas décadas, Espanha PS / PP, etc.). A fraqueza das minorias torna-as irrelevantes.
    E como afirmo desde o início, é a forma de distribuição dos votos pelos “partidos” em qualquer instituição, a qualquer escala (uma associação, junta de freguesia, câmara municipal, país, Europa, etc.) que determina a riqueza ou a esterilidade da vida política da instituição.
    Agora já posso responder-lhe sem rodeios:
    (continua)

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  34. Pergunta: “O JRdS vê a CDU ou o PCP como forças politicas maioritárias?”
    Resposta: Sim, ao nível autárquico sem qualquer dúvida, em Évora e noutras autarquias.
    Pergunta: “Como pertencentes ao "arco do poder" que nos tem conduzido nas últimas décadas em Portugal?”
    Resposta: Decerto que não; ao nível nacional o PCP e o BE encontram-se na posição das minorias impotentes, laminadas pelos partidos dominantes. É o que critico a qualquer nível.
    Pergunta: “O exercício do poder, durante alguns anos, nalgumas autarquias do Alentejo, por parte desta estrutura política, confere-lhe um estatuto aproximado aos partidos do governo (considerando aqui como partidos do governo o PS e o PSD)?”
    Resposta: Sim, sem qualquer dúvida; o efeito de poder (depois poderíamos especificar o que é) é homólogo, a uma escala diferente.
    Pergunta: “O exercício do poder autárquico, ou resultados eleitorais ganhadores nas localidades deste país, atribuem aos partidos e aos candidatos respectivos, estatutos similares aos governantes da República?”
    Resposta: Sim, sem qualquer dúvida; o âmbito de competências é muito diferente, mas no âmbito dessas competências o exercício do poder autárquico é homólogo ao do poder a nível nacional.
    A DC responde à sua própria pergunta: “Claro que em termos de legitimidade e ética sim. Em termos de impactos e corresponsabilidade não.”
    Concordo, é sobretudo ao nível de impacto que diferem. Mas mesmo assim, cada um na sua esfera, são análogos.
    Pergunta: “Ou seja, será comparável o estatuto e nível de corresponsabilidade politica e social de Cavaco Silva com o de Abílio Fernandes?”
    Resposta: Não sei porque não diz apenas “responsabilidade” em vez de “corresponsabilidade”. Mas a responsabilidade dum político é relativa ao poder que detém; Cavaco Silva primeiro-ministro, presidente da república, responsável dum partido que governou numerosos mandatos, tem a responsabilidade que corresponde a esses níveis. Na ocorrência, uma pesadíssima responsabilidade pela instalação do sistema mafioso – criminoso - que nos desgoverna.. Os autarcas do Cavaquistão terão as suas, ao seu nível. O Dr. Abílio Fernandes tem a responsabilidade correspondente ao estatuto dum autarca que ocupou o poder durante 25 (?) anos. É a sua, ao seu nível. É comparável, com a dos autarcas do Cavaquistão. Quanto ao balanço substantivo (obra feita ou não), sabemos que as opiniões divergem profundamente. Quanto ao balanço CÍVICO, que é o do incentivo ou inibição da vida política local, penso que esses 25 anos foram catastróficos. Se, por hipótese, tivesse sido qualquer outro partido a exercer assim o poder, teria sido equivalente. Veja os efeitos no já citado Cavaquistão ou onde domina absolutamente o PSD, ou nos chamados “feudos” do PS.
    Continuo a pensar que concordamos no essencial. Só que eu penso que Évora precisa do reforço das minorias para nos libertarmos da dicotomia estéril PCP/PS.
    Os meus cumprimentos. JRdS

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  35. O Frota tem dois familares que alteraram o sentido de voto nos últimos dias.

    E eu tenho quatro familiares que fizeram a mesma coisa, pois estão cansados das mentiras que os pê-esses tem andado a difundir exaustivamente nos últimos dias.

    No Domingo se saberá quem tem mais familares dum lado ou doutro.
    E, felizmente, já não sobra muito tempo, para mais jogadas sujas...

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  36. Ao encapuçado das 19:41

    Não seja abelhudo.A minha conversa era com a Dores Correia, pessoa pela qual tenho estima e consideração. Por isso escrevi que é sempre um prazer falar com ela. Não era extensível a cobardes anónimos nem a lapuzes sem maneiras. Decerto que os seus pais lhe terão ensinado a não se meter em conversas alheias, para os quais não foi tido nem achado. É feio,muito feio e revela falta de educação. Principalmente quando a intromissão revela além do mais, falta de carácter e de coragem.

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  37. @21:13
    Pois é, há muita maneira de propagar boatos. Mas, nem sempre são encapuçados, quem os propaga.

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  38. Num ponto parecem convergir quase todos os comentários: com o PS Évora não progrediu, perdeu o seu papel no contexto regional e tem sido ultrapassada por outros núcleos mais pequenos. Com o PS a qualidade de vida dos eborenses declinou a começar por indicadores tão básicos como a limpeza.
    Com o PS os agentes culturais e desportivos, as freguesias e associações conheceram graves dificuldades financeiras pela falta de compromisso no pagamento das dívidas . Não se trata de subsídios, trata-se de serviços prestados à câmara e que nunca foram pagos . A título de exemplo Associação Idosos e Reformados de S. Manços fez os transportes escolares e não recebeu o pagamento... Como aguentou um ano a pagar ao motorista e a gastar gasóleo?
    Com o PS a participação dos cidadãos foi amputada. Moradores da habévora foram maltratados, mal recebidos e vítimas de grande insensibilidade social. Nas reuniões públicas de Câmara a participação do público foi sempre vista como movimentos de agitadores, de pedintes , de desocupados, aqueles que depois proporcionaram à Câmara receber galardões...
    O PS parasitou das actividades promovidas por todos os agentes que recusou apoiar e conduziu muitos a situações de quase falência.
    Só vejo uma solução : O PS tem que ser erradicado dos centros de decisão. Se tal não acontecer irá assombrar as tentativas de gestão da força política que ganhar a Câmara. Quem perde? Todos nós ! Por isso cabe a cada um de nós penalizar o PS pela péssima gestão de 12 anos e apostar na CDU como única força capaz de tirar o PS do poder. Mais 4 anos de PS ? Évora e o concelho não aguentam!

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  39. Manuel Megão não devia ter suspendido o seu mandato para fazer campanha ? Nunca se percebe se a página do facebook é a do presidente em funções ou do candidato...
    Esta dupla condição permite ao presidente da Câmara utilizar recursos públicos para a sua campanha: fotógrafo, jornalista, obras pagas com o dinheiro de todos nós, anúncios no Diário do Sul pagos com dinheiro da Câmara, isto é com o nosso dinheiro.
    Ninguém fala disto mas este caso configura uma grande desigualdade face às outras candidaturas.

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