terça-feira, 24 de setembro de 2013

Évora: 7º dia de Campanha Eleitoral (pelos olhos da LUSA)


Candidato do PSD/CDS-PP a Évora recusa estar fora da luta pela presidência

O candidato do PSD/CDS-PP à Câmara de Évora, Paulo Jaleco, recusou hoje a ideia de uma “luta a dois” pela presidência do município, entre PS e CDU, considerando que a coligação que encabeça tem “uma palavra a dizer”.
“A luta não é só a dois. Pelo que me tenho apercebido, nós temos uma palavra a dizer, porque as pessoas também estão um pouco desiludidas com o que foi a gestão desta cidade nestes últimos 37 anos”, afirmou.
O cabeça-de-lista da coligação “Évora Primeiro” realçou que “os dois partidos que dizem que estão na luta a dois são os que governaram a cidade nos últimos 37 anos”, referindo que as pessoas “apresentam queixas e estão desiludidas com o que tem sido a gestão do concelho”.
“Eu peço para que as pessoas analisem e ponderem o que tem sido a gestão da nossa cidade nos últimos anos e aquilo que se tem perdido e darem a oportunidade a alguém que nunca lá esteve”, apelou o candidato.
Numa ação de campanha na freguesia de Canaviais, a “meia dúzia” de quilómetros da cidade, Paulo Jaleco defendeu a criação de balcões únicos de atendimento nas freguesias rurais para “corrigir as desigualdades de acesso”.
Essas infraestruturas, apontou, seriam dotadas de “meios informáticos, semelhantes aos que existem nos paços do concelho para que as pessoas não precisem de se deslocar” à câmara municipal.
Por outro lado, disse que é necessário que o município sensibilize as empresas responsáveis para resolver os problemas de cobertura de rede de telemóvel nas aldeias de São Sebastião da Giesteira, Boa-fé, Guadalupe e Valverde. (LUSA)


Candidato CDU a Évora quer saída do sistema multimunicipal de água

O candidato da CDU à Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, defendeu hoje a saída do sistema multimunicipal Águas do Centro Alentejo, considerando que foi “provavelmente o negócio de maior ruína” para o município.
“Todos os meses cai uma fatura de mais de 500 mil euros da Águas do Centro Alentejo, o que significa que a câmara está a pagar mais de 6,5 milhões de euros por ano”, enquanto “a receita é um terço” desse valor, afirmou.
Carlos Pinto de Sá advertiu que “é absolutamente insustentável e impensável” a permanência do município naquele sistema, alegando que “a cada ano que passa o prejuízo da câmara é de quatro milhões de euros”.
O cabeça-de-lista da CDU à Câmara de Évora falava à agência Lusa durante uma ação de campanha na freguesia da Senhora da Saúde, na periferia da cidade, acompanhado por dezenas de apoiantes.
Tendo a saída do sistema multimunicipal de água e saneamento como “ponto assente”, o candidato realçou que pretende fazer primeiro “uma negociação política com o Governo para que a competência da gestão das águas volte ao município de Évora”.
Só depois, disse, pode “renegociar o sistema em alta com, por exemplo, a parceria público-pública que já existe em várias câmaras do Alentejo para garantir um sistema público de água”, em que toda a sua gestão “continua a ser decidida pelas câmaras”.
Outra das possibilidades passa por “recuperar parte do sistema em alta e reafetá-lo ao sistema municipal”, apontou, considerando que “pequenos sistemas em alta de captação de água ou de tratamento de águas não se justifica estarem num sistema de grande dimensão”, porque “os custos são mais elevados”.
A atual gestão da Câmara de Évora já solicitou ao Governo a saída do sistema, por entender que “não é viável”, mas a situação arrasta-se desde 2010. (LUSA)


Candidato do PS aposta no turismo e anuncia novos hotéis em Évora

O candidato do PS à Câmara de Évora, Manuel Melgão, destacou hoje as suas "apostas fortes" no património e no turismo, salientando o empenho na reabilitação do centro histórico e na construção de novas unidades hoteleiras.
Manuel Melgão, que lidera o município desde maio, quando o socialista José Ernesto Oliveira renunciou ao mandato, participou hoje, após uma reunião do executivo municipal, num porta a porta na periferia da cidade, acompanhado por duas dezenas de apoiantes, entre eles um dos mandatários da juventude, Paulo Figueira, atual presidente da Associação Académica da Universidade de Évora.
"O centro histórico tem sido sempre uma preocupação nossa, porque consideramos que faz parte da nossa estratégia de desenvolvimento, nomeadamente na área do turismo e da cultura", afirmou Manuel Melgão, enquanto distribuía propaganda e cumprimentava eleitores.
O candidato e autarca lembrou as intervenções feitas nos últimos anos no centro histórico, como o programa Acrópole XXI e o investimento de quatro milhões de euros na reabilitação de "mais de meia centena de edifícios particulares".
Prometendo continuar a aposta na reabilitação urbana, inclusive com financiamento comunitário, o candidato socialista avançou a possibilidade de lançar um programa de arrendamento jovem, como forma de vivificar o centro histórico da cidade, classificado como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Na área do turismo, Manuel Melgão apontou a prevista construção de duas novas unidades hoteleira em Évora, considerando que "a cidade tem muitas potencialidades e os empresários estão interessadíssimos".
"Estamos no bom caminho", sublinhou. (LUSA)


Candidata do BE a Évora contra "desleixo" no centro histórico

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Évora, Maria Helena Figueiredo, defendeu hoje que o centro histórico, a “joia da coroa” da cidade, precisa “urgentemente” de reabilitação, porque tem existido “desleixo”.
“Até agora, o que tem havido é um grande desleixo”, disse, exemplificando com a limpeza do centro histórico, classificado Património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Segundo a cabeça-de-lista, “as duas ou três principais ruas estão lavadas, mas basta passar pelas paralelas para se perceber o desleixo que tem havido”.
Maria Helena Figueiredo falava à agência Lusa à margem da arruada realizada hoje na zona pela sua candidatura, com a presença da coordenadora do BE Catarina Martins.
“O centro histórico carece urgentemente de uma intervenção de reabilitação a todos os níveis”, defendeu, aludindo à recuperação do património edificado, uma vez que “cerca de 30% dos edifícios” estão devolutos e “muitos estão em estado de grande degradação”.
Maria Helena Figueiredo considerou ainda que, no centro histórico, é preciso “relançar o pequeno comércio, a restauração e os hotéis” e criar “espaços de lazer e de entretenimento”.
“E é necessária reabilitação ao nível cultural, porque Évora é uma cidade da cultura. Precisamos de apoiar os nossos agentes culturais e com eles preparar um programa de animação”, sugeriu.
Na arruada, cujo caminho foi ‘aberto’ pela música de tambores e gaita-de-foles, a cabeça-de-lista à câmara e Catarina Martins, com cerca de 20 apoiantes, entregaram panfletos e trocaram “dois dedos” de conversa com populares.
Numa altura em que a cidade ‘fervilha’ com as praxes aos caloiros da Universidade de Évora, alguns “bichos” (novos estudantes) festejaram a passagem da comitiva e gritaram o nome do BE ou leram em voz alta partes do panfleto da candidatura. (LUSA)

3 comentários:

  1. Hoje, 3ª feira, 24 de Setembro, debate CDU sobre Educação, às 21h, na sede de campanha, na Praça do Giraldo.

    http://cduevora.wordpress.com/2013/09/18/debate-sobre-a-educacao/

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  2. Manuel Megão não devia ter suspendido o seu mandato para fazer campanha ? Nunca se percebe se a página do facebook é a do presidente em funções ou do candidato...
    Esta dupla condição permite ao presidente da Câmara utilizar recursos públicos, isto envolve também funcionários da Câmara, para a sua campanha: fotógrafo, jornalista, obras pagas com o dinheiro de todos nós, anúncios no Diário do Sul pagos com dinheiro da Câmara, isto é com o nosso dinheiro.
    Ninguém fala disto mas este caso configura uma grande desigualdade face às outras candidaturas. Todos nós pagamos a campanha do PS, já perceberam ?

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  3. Porque será que o Melgão não segue o exemplo daquele "democrata" do Abilio e da comunalha que o rodeava, que na altura, tinham um boletim da Câmara, pago por todos nós para fazer capanha descarada, o último número do famigerado pasquim saiu na semana das eleições.

    Portanto àqueles que agora reclamam isenção aconselharei a que vão dar banho ao cão, que o tempo vai propicio.

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