sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Évora: 4º dia de Campanha Eleitoral (pelos olhos da LUSA)


Candidato CDU a Évora propõe programa de resposta rápida às empresas

Um programa municipal de resposta rápida às necessidades das empresas e um novo modelo de gestão para o parque industrial de Évora foram algumas das propostas avançadas hoje pelo cabeça-de-lista da CDU à presidência do município.
Carlos Pinto de Sá prometeu criar um programa municipal de resposta rápida às necessidades das empresas, alegando que há projetos que “demoram dois anos e mais a ter uma resposta do município”.
“Propomos que em 15 dias haja uma resposta às empresas. Não é possível arrastar os projetos das empresas, pondo em causa o investimento”, afirmou o candidato, em declarações à agência Lusa.
A necessidade de um novo modelo de gestão para o Parque Industrial e Tecnológico de Évora foi outra das ideias de Pinto de Sá, que pretende envolver as associações empresariais e alterar o regulamento para “reduzir o custo dos lotes e flexibilizar os prazos e normas para facilitar os investimentos”.
O candidato afirmou que pretende “incentivar as parcerias e as redes entre empresas e outras instituições, concretizar em parceria um centro de desenvolvimento local de ideias e negócios e propor um grande debate público sobre o futuro da Feira de São João”.
Pinto de Sá acusou ainda a atual gestão socialista do município de ter fracassado na área económica, “apesar dos anúncios de investimentos muito significativos e da criação de centenas de postos de trabalho”.
“Tendo o PS elegido a área económica como prioridade entre 2001 e 2011, ou seja, ainda antes da crise, Évora viu os postos de trabalho reduzidos em 1.798”, referiu. (LUSA)


Candidato PS a Évora quer verbas comunitárias para centro histórico

O candidato do PS à Câmara de Évora, Manuel Melgão, defendeu hoje incentivos fiscais para quem reabilite edifícios no centro histórico e apelou ao Governo para assegurar verbas para a regeneração urbana no quadro comunitário 2014-2020.
“A câmara tem feito um esforço, com as mais variadas instituições, para conservar e revitalizar o centro histórico de Évora, mas é preciso uma verdadeira política nacional de reabilitação urbana”, disse.
Manuel Melgão, que é o atual presidente do município, falava à agência Lusa à margem de uma ação de campanha para as autárquicas, agendadas para dia 29, realizada no Bairro de Nossa Senhora da Saúde, na sede concelhia.
Lembrando que o centro histórico, Património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), “tem mais de 100 hectares”, o candidato do PS destacou que a zona “tem sido alvo e continua a merecer atenção particular”.
Nos últimos anos, realçou, foram reabilitados “mais de 50 edifícios”, num investimento superior a “quatro milhões de euros”, através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), autarquia e proprietários.
Vários “edifícios monumentais” também foram recuperados, com a parceria Acrópole XXI, que junta diversas entidades locais.
Contudo, lembrou, o despovoamento do centro histórico acontece “desde 1960” e, para ser contrariado, é “preciso continuar a melhorar as condições de habitabilidade dos edifícios”.
“O apelo que faço ao Governo é para que acautele, no próximo quadro comunitário de apoio para 2014-2020, verbas necessárias para a regeneração urbana”, disse.
Caso existam esses apoios, prometeu Manuel Melgão, o município poderá criar uma Área de Reabilitação Urbana (ARU) para o centro histórico, com “incentivos fiscais, por exemplo ao nível do IMI e do IMT, para proprietários que reabilitem edifícios”.
“E, depois, pensaríamos na forma de tratar o arrendamento jovem. Faz todo o sentido que a câmara atribua incentivos aos jovens se fixarem”, frisou. (LUSA)


JSD entrega na câmara fatura da dívida

Um grupo de elementos da Juventude Social Democrata (JSD) entregou hoje na Câmara de Évora uma fatura “em tamanho gigante” de 80 milhões de euros, simbolizando o alegado valor da dívida do município.
A presidente da concelhia de Évora da JSD, Ângela Caeiro, disse à agência Lusa que juntamente com a fatura gigante seguiu também uma lista de obras que “podiam ter sido evitadas” e que “foi dinheiro mal gasto”.
“O PS endividou o concelho, fazendo com que os jovens tenham de abandonar Évora”, criticou.
Entretanto, o candidato do PSD/CDS-PP à Câmara de Évora, Paulo Jaleco, apelou hoje ao voto na sua candidatura, defendendo que "está na altura" de os eleitores darem uma "hipótese" a quem ainda não governou o município.
"Está na altura de dar hipótese a quem lá não esteve", afirmou hoje o candidato da coligação "Évora Primeiro", durante uma ação de campanha na freguesia rural de Nossa Senhora de Machede, na periferia da cidade.
Cirurgião no hospital de Évora, Paulo Jaleco, de 51 anos, realçou que as pessoas que o abordam na rua se queixam de que "a cidade e o concelho estão parados na área cultural, desportiva e na captação de investimento" e que "acham que a cidade devia mudar".
"Todos os dias as pessoas falam sobre a ausência de um parque desportivo e de cinema", assim como da "falta da atratividade e de ação no centro histórico", disse, considerando que "está na altura de mudar o ciclo e dar um rumo ao concelho".
Observando que "já lá estiveram [na câmara] outras forças políticas", o candidato da coligação PSD/CDS-PP concluiu que o trabalho, quer do PS, quer da CDU, "não foi bem conseguido".
No caso de não conquistar a presidência do município alentejano e for eleito vereador, Paulo Jaleco garantiu que irá assumir o cargo na vereação municipal. (LUSA)

9 comentários:

  1. Hoje foi o BE que ficou sem reportagem...

    ResponderEliminar
  2. Se o primeiro da lista não tem intenção de assumir o cargo, se conseguir votos para ser eleito, quem é realmente o líder da candidatura do PSD (faz de conta em coligação com o PP)?

    ResponderEliminar
  3. "No caso de não conquistar a presidência do município alentejano e for eleito vereador, Paulo Jaleco garantiu que irá assumir o cargo na vereação municipal" (Paulo Jaleco)

    Acho que não leu bem. Paulo Jaleco disse que assumiria o cargo...

    ResponderEliminar

  4. O MELGÃO NÃO TEM TESÃO!

    ResponderEliminar
  5. No Mais Évora

    Turistas que ficam, turistas que passam

    A dado passo no debate da Antena 1 dos candidatos à Câmara de Évora, depois dos 34 minutos, existe um mal entendido à volta do número anual de turistas em Évora. Carlos Pinto de Sá fala em 150 mil e os outros candidatos dizem que é bastante mais, muito mais, afirmando Melgão que são cerca de 600 mil.

    Na verdade tratou-se de um mal entendido. O número de Carlos Pinto de Sá referia-se ao número de turistas que ficam em Évora, enquanto os outros candidatos se referiam ao número de turistas que passam (ou ficam) por Évora.

    A prova disso é que o candidato da CDU, que está a falar da necessidade de revitalizar e reanimar o Centro Histórico, refere os turistas que vão passeando, vão vagueando por ali sem qualquer animação e, mais à frente, se refere à “estadia média destes turistas” em Évora, que diz ser de dia e meio, no que todos concordam.

    Se todos concordam nisto, todos se referem ao turista que fica, pelo menos, uma noite. Mas então, ainda que de modo não completamente rigoroso, é Carlos Pinto de Sá quem tem razão. Pelo menos, é quem está muito mais próximo do número real.

    Isto a avaliar pelos últimos dados disponíveis, retirados do Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011, editado pelo INE.

    Nesse ano de 2011, o número de hóspedes por habitante foi de 3,6. Como a população do concelho era de 56.640 habitantes, o número de hóspedes foi de 203.904. Mas como a proporção de hóspedes estrangeiros era de 40,6%, conclui-se que o número de hóspedes estrangeiros foi apenas de 82.785. São estes que têm uma estada média de 1,5 noite (para os nacionais não são fornecidos dados), mais curta, por incrível que pareça, que no Redondo, Reguengos de Monsaraz ou Vila Viçosa! [Todos os dados foram retirados do Anuário citado, p. 83 q. II.1.2 e p. 419 q. III.11.1].

    Recapitulando. Cerca de 204 mil hóspedes por ano, cerca de 83 mil estrangeiros, cerca de 121 mil nacionais. Destes últimos, parte ficam por motivos de turismo, como por exemplo a família que vai do Porto para o Algarve e decide passar um dia em Évora, mas parte ficam por motivo de trabalho, como por exemplo o professor universitário lisboeta que dá aulas na Universidade de Évora e aqui dorme algumas vezes por semana.

    Os dados do candidato da CDU são os mais aproximados e não devem distanciar-se muito dos turistas, estrangeiros e nacionais, que pernoitam em Évora. Os 600 mil referidos por Melgão são ficção. Mas creio que ambos falavam de turistas de tipo diferente. Um mal entendido, pois.

    O que é indiscutível é que o candidato da CDU foi o que introduziu mais temas, abordou mais matérias, desceu mais ao concreto e se mostrou mais preparado.

    Mleonor

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se o gajo tivesse sido assim tão brilhante como dizes moça nao precisavas de o vir justificar. Aí que os comunas tão a ver a coisa tremida.

      Eliminar
  6. Desculpem-me todos mas a promessa de criação de um programa de apoio para a recuperação do Centro histórico, não me parece com sentido já que este programa existe vai para 10 anos chama-se REABITA, é apoiado pelo governo central, pelos proprietários e pela autarquia. Alguns, poucos pois o programa não foi divulgado e so se sabe dele se se tiver alguém da câmara que diga que ele existe, já efectuaram obras através deste programa. Neste momento os processos de candidaturas entram na câmara e ficam a aguardar pois o município não os pode fazer andar pois não tem dinheiro para pagar a sua parte. O que vai mudar depois das eleições? O presidente não sabe que o programa existe? E porque só agora publicitado?
    Lurdes

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ó minha senhora porque ao contrário das câmaras comunas que esturram orçamento em propaganda esta câmara ps como viveu sempre a gerir a divida usou o dinheiro para fazer pelo conselho. Está visto que fez mal porque nao informou as pessoas e elas agora emprenhem pelos ouvidos.

      Eliminar
  7. @08:59
    Se há coisa onde esta câmara PS nunca poupou foi na propaganda. Ainda há dias, já completamente falida, contratou um jornalista só para encher o Diário do Sul de Comunicados da CME.
    Não é, pois, por falta de informação da CME que as pessoas sentem o sentem. E o que sentem é um concelho a definhar de dia para dia e uma câmara próxima do marasmo. Um marasmo tão evidente que nem a limpeza básica conseguem assegurar com regularidade (e a prova disso são a equipas contratadas externamente a poucos meses da eleições para, em mais uma acção de propaganda, tentar esconder aquilo que os eborenses viram com olhos de ver ao longo dos últimos anos)

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.