sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Eh lá…! (Os nossos gestores municipais formaram-se num leilão de gado.)


73 milhões. Perdão 76 milhões. Será mais 80 milhões. Ou talvez chegue aos 86 milhões.
Os nossos gestores municipais formaram-se num leilão de gado. Parte-se de uma base e depois é sempre a subir, logo se vê até onde.
Só que a base de 73 milhões – 73.243.946,47 com precisão às duas decimais da praxe – refere-se à dívida em euros, dinheiro que foi malbaratado por meia dúzia de eleitos e que os munícipes vão pagar com língua de palmo. Ainda a justificação ia no ar, a caminho da Assembleia Municipal, já lá chegava, para aprovação, com mais 3 milhões em cima. Que importância tem isso – só a visão tacanha e miserabilista de críticos empedernidos pode dar importância a simples três milhões! Esperem, a isto, ainda há que acrescentar mais uns pozinhos, de mais umas participações desastradas numas empresas com participação municipal. De quanto? Francamente… ninguém sabe. À volta de 80 milhões, tudo somado. Ou um pouco mais, eventualmente 86 milhões.
Retiro o que disse: os nossos gestores municipais formaram-se num pátio de recreio. São donos do abafador e não importa de quem são os berlindes nem quantos sejam, muito menos as consequências de, com isso, arrumarem com o jogo e os participantes.
Podem fazê-lo. Porque foram eleitos e as regras do jogo lho permitem: afinal, o que lhes acontece, com tão ruinosa gestão? Na melhor das hipóteses, são penalizados pelos eleitores, numa próxima eleição. O sistema mantém-se, não há entidades fiscalizadoras eficazes. E tribunais para tratar do quê – 73 milhões… 80 e tal milhões…?
Basta! Com isto, comprometeram 20 anos de vida económica do município. Se esta impunidade e incapacidade de gestão ficar por aqui, os bebés que nasceram durante este último mandato camarário terão alcançado a maioridade na mesma altura em que a Câmara vai poder finalmente influir na correcção das distorções sociais e na incentivação de boas práticas ao nível do concelho. Até lá, resta esperar que a União Europeia se aguente, mais os seus Quadros de Apoio; que a gestão municipal melhore ao ponto de não os desperdiçar; e sobretudo, que os cidadãos deixem a posição de assistentes passivos a que a maioria se remete.
Há outras maneiras de gerir. Há maneiras de pôr as pessoas a decidir a melhor maneira de se chegar aos objectivos – a definir os próprios objectivos!
Fazer melhor do que o que fizeram, não é difícil. Difícil é acreditar que os mesmos acordem iluminados no dia 30 de Setembro e façam o que provaram não ser capazes em tantos anos.
Votar é quase o único direito participativo que subsiste: utilizemo-lo e com inteligência!

Ana Cardoso Pires (2ª na lista do do Bloco de Esquerda à Câmara de Évora)
in Diário do Sul

9 comentários:

  1. Ã Silveirinha foi um GRANDE Negócio.......acaba de sair mais uma edição do jornal Avançar Évora(3).

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  2. artigo muito bom!!!!!

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  3. Gosto mais do chapéu.

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  4. admito que tenhas razão, deves mesmo ter estado presente, mas na qualidade de leiloada.

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  5. deves ser irmã do maluquinho da Silveirinha, ele também é filho de uma vaca.

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  6. O quanto a verdade doi. Esta é a realidade a que chegou a nossa cidade por erros crassos cometidos em nome da esquerda.
    O voto no BE tem como objetivo principal tornar verdadeira uma politica de esquerda nas autarquias, em prol dos munícipes (mesmo contando com estes imbecis)e não de outros interesses.
    É quem aqui trabalha, estuda, investe e sobretudo vive que vai o nosso esforço enquanto democratas, socialistas e acima de tudo não setarios.

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  7. Excelente artigo. Põe o dedo na ferida.
    Assim é que se vê que os candidatos do Bloco de Esquerda não estão ao serviço de interesses.

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  8. Excelente artigo. Põe o dedo na ferida.
    Assim é que se vê que os candidatos do Bloco de Esquerda não estão ao serviço de interesses.

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  9. Excelente artigo. Uma boa reflexão sobre a ruinosa gestão que é feita por este país por parte de alguns gestores camarários.

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