domingo, 1 de setembro de 2013

Contributos para o debate autárquico 3: O Bairro da Malagueira


Para quando um olhar para o bairro da malagueira que também pertence a Évora , um bairro simplesmente ignorado , abandonado desde que foi feito , ruas por acabar , largos em terra batida , lixo e ervas por todo o lado . Só uma parte da Malagueira relvada porquê? o resto da Malagueira não tem o mesmo direito de ter as ruas arranjadas e bem ornamentadas ? Falam em ter uma Évora cidade limpa e a malagueira também pertence a cidade de Évora , porque não é limpa e arranjada . Uma vergonha o desleixo da camara de Évora por este bairro desde que foi feito.
Anónimo


O que já fizeram na Malagueira desde que esta foi feita .... NADA... limpeza das ruas pela camara não existe , ao fundo da rua da relva , onde está a relva , existe sim muita erva e um ribeiro a céu aberto que vai desaguar ao lago perto do pingo doce , uma água petrificada que corre a céu aberto , cheia de lixo . Um pouco mais acima na rua dos azuleijos pintados um largo de terra batida de verão levanta uma terraria e de Inverno é um lamaçal, para quando o arranjo deste largo? e muitos mais largos e ruas existem na Malagueira que nunca chegaram a ser arranjados . Évora não é só dentro de muralhas, a periferia também pertence a Évora, os bairros em redor de Évora também fazem parte de Évora . Gastaram milhões para embelezar a murralha circundante de Évora , ornamentando com um bonito jardim e os bairros estão completamente abandonados pela Camara de Évora.

Anónimo
01 Setembro, 2013 00:07

Contributos para o debate autárquico 1: Centro Histórico e extra-muros ou Cidade ?
Contributos para o debate autárquico 2: Valorizar a Assembleia Municipal

21 comentários:

  1. E o que me dizem, sobre a decisão das novas construções do Bairro da Comenda terem de escoar as aguas pluviais para a rua, porque o bairro não tem rede de aguas pluviais e o contrato com a empresa de aguas proíbe a sua integração na rede de esgotos urbanos?

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  2. Com a Malagueira passou-se e passa-se o mesmo que com inúmeras outras coisas e até pessoas em Évora. Serem reconhecidas e ganharem visibilidade em vez de contribuir para uma evolução positiva resulta num obstáculo, e mesmo na asfixia.
    A Malagueira foi alvo das atenções de especialistas (arquitetos, estudantes, planificadores, etc) locais, nacionais e internacionais. Foi considerada por alguns de cá como "a menina dos olhos da gestão que a edificou (CDU)
    Tudo isto serviu para que a gestão seguinte desvalorizasse a Malagueira, não priorizasse qualquer investimento alí, tentasse esquecer que existia. Só não foi possível fazer-lhe o mesmo que se fez por exemplo ao "Viva a Rua" que implodiu. Por isso a Malagueira continua alí fazendo-se de conta que não tem importância, que não carece de intervenções. Esperemos que algum dia as coisas mudem... E já agora que as administrações que vierem não desvalorizem o que antes foi feito.

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    1. As casas do bairro da Malagueira foram feitas por um grande arquitecto ( Siza Vieira ) e leva muitos estudantes de arquitectura e estrangeiros a visitar este bairro , mas o que esta gente não sabe nem mesmo Siza Vieira ou faz que não sabe é que as casas da malagueira são de péssima qualidade , a construção destas casas são das piores que alguma vez foram construidas , chove dentro das casas como na rua , teem repasses e humidades por todo o lado , as janelas e portas estão a cair de podres ,outras empenadas. A maioria das casas em vez de brancas estão cinzentas , pois nunca viram uma pinga de tinta . Muitas destas casas foram entregues em concursos sociais , entregues a familias de parcos recursos . A maior parte dessas casas de rendas sociais estão completamente ao abandono por quem de direito de as manter habitáveis . Para quando um olhar para este bairro que tantos estudantes visitam pensando ser uma obra prima . Chegou a hora dos senhores da Camara de Évora olhar o Bairro da Malagueira com atenção e intervir e fazer deste bairro um bairro bonito onde se dê gosto de viver e de visitar

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  3. A rua Francisco Martins do dito bairro, há meses que tinha um buraco no ínicio da mesma. Um morador com receio de partir a suspensão, e contrariando a legislação que proibe a intevenção particular em espaço público, deitou gravilha e areia para o dito buraco.
    A CME recebe os IMIS do bairro e depois pouca ou nenhuma intervenção têm a nivel dos arruamentos, espaços públicos é triste

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  4. Lutemos pelo dialogo na Síria, NÂO Á GUERRA.
    Que a nossa resposta aos ventos de guerra lançado pelo prémio nobel da "Paz" Barack Hussein Obama II seja de PAZ e não violência

    O Papa Francisco apelou aos fiéis de todas as religiões e a "todas as pessoas de boa vontade" que dediquem um dia de jejum e oração em nome da paz na Síria, no próximo sábado, 7 de Setembro.

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  5. E o abandono e tal do lado da autarquia o bairro da Malagueira, que permite pessoas a viver em carrinhas a vários meses vendendo droga com total normalidade na rua das duas árvores e junto do jardim de infância da cruz da picada ,é uma vergonha que nem parece realidade o ponto de incompetência a que chegamos.
    Pergunto onde anda o serviço de fiscalização da autarquia e a policia?

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  6. A Abstenção não é solução,se GOSTAMOS da nossa TERRA,devemos votar para MUDAR ,o projecto dos últimos 12 ANOS FALHOU,existem 3 projectos Alternativos está nas nossas mãos a MUDANÇA ...........Queremos uma Évora PARA todos ,e que TODOS sejam OUVIDOS e PARTICIPEM.

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  7. À Évora dos últimos 12 anos esteve ligada a NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS,a autarquia está"refem" dos homens do betão.

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  8. PCP

    foram eles os obreiros dos mamarrachos

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  9. A questão da Malagueira não pode ser vista isoladamente. Ela tem por base a ressaca da existência dos Bairros chamados de clandestinos, dos Bairros chamados sociais (Camara, ferroviários, policia e Crus da Picada) e dos Bairros novos como o da Tapada, tudo feito de uma forma não integrada.
    Quanto aos clandestinos foram "consentidos" mas não legalizados pelo regime fascista, por forma a encobrir a incapacidade de dar resposta ao fluxo de trabalhadores vindos do campo para a cidade em busca de trabalho nas industrias emergentes.
    Os ditos "sociais" foram a forma de integrar os funcionários dos departamentos do estado. A Cruz da Picada foi um caso especial pois foi planeada ainda como obra do regime mas acabada e habitada já depois do 25 de Abril.
    Os ditos novos mais planeados acolheram as classes de estatuto e rendimento mais elevado, tudo ainda dentro do regime anterior.
    Tudo isto era o espelho mais ou menos fiel da urbe antes do 25A.
    Vou apenas referir três casos que conheço de perto, a saber: Cruz da Picada, Senhora da Glória, António Sérgio e Malagueira.
    Cruz da Picada - Urbanização horrorosa, com uma estética completamente árida, construção medíocre, etc. Quanto a forma como foi concluída e habitada já no tempo do Dr. Abílio como presidente, apesar da pressão existente a data a mesma foi um desastre. Para agradar a gregos e troianos tudo foi permitido, desde os moradores que tiveram que concluir as obras (o meu caso), passando por não haver agua a partir do 2 ou terceiro andar (no meu caso fiquei no sétimo), os elevadores não funcionarem, falta de iluminação e outros que nem vale a pena referir até aos critérios de atribuição (retornados, pessoas sem rendimento, oportunistas e outras situações) tudo foi possível. Consequências: Desastre urbanístico e social e criação de um gueto.
    António Sérgio - Planeado e construído por uma cooperativa, com discussão pública participada. Estive no seu início mas desisti por não concordar com as ideias rígidas então impostas. Mais uma vez a questão estética, (transição entre um clandestino, Senhora da Glória e um novo, a Tapada), as acessibilidades, parques, não pensados para o transito automóvel. Mas ainda assim a anos luz da Picada.
    Senhora da Glória - Clandestino, legalizado e depois urbanizado na sequência da aprovação do PDM. Burocracia inexplicável (no meu caso dez anos para obter a legalização).Melhorou bastante as condições de vida dos moradores. Apesar de problemas que são próprios de bairros nascidos nestas circunstâncias, era necessário ter ido mais a fundo em questões de infraestruturas e muito em particular aos equipamentos públicos nascidos no seu seio. Que lógica? Eis um caso em que não existiu participação dos habitantes. E tratava-se de um bairro histórico e com história muito próximo das "muralhas" do CH e do A. Sérgio por esse fato prejudicado (construção em altura, ligação ao centro, zonas de lazer e convívio e outras). Muito desleixo por incompetência das cabeças bem pensantes da Praça de Sertório.
    Malagueira - Trata-se do maior embuste em termos de estética. Pode ser discutível esta opinião, mas o resultado aí está a comprovar. Mais uma vez não foi pensado para a existência de transito. Uma conduta completamente inestética. Confusão de acessos (uns desde o início autênticos labirintos, outros atuais sem qualquer critério), construção muito contestada pelos moradores. Trata-se de um verdadeiro tabu pois quem está por traz é uma sumidade premiada aqui, além e pós além. Só falta lá a estátua. Uma vez um estudante italiano finalista em arquitetura veio ver a obra do mestre por indicação de um discípulo deste. Pediu para tirar fotografias de outros ângulos que não os publicitados oficialmente, pois em seu entender a verdade não era toda apresentada nas aulas do dito discípulo. Levou-as para Itália para serem vistas e discutidas com o dito. Resultado foi estudar para outra escola. Os motivos foram óbvios pôs em causa a obra do mestre.

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    1. "A malagueira e o tomar o todo pela parte"

      O que foi premiado na Malagueira foi o projecto e não o que lá está - que aliás já mereceu o repúdio do próprio mestre pelo abandono a que está votada.
      O projecto da Malagueira executado é uma quarta-parte do projecto original. As diversas fases do projecto implicavam uma zona urbana nova com arruamentos decentes, espaços verdes cuidados, etc.
      Sucede, porém, que não só as cooperativas de habitação deixaram de ser o instrumento para a concretização do projecto, como o novo executivo socialista, em 2001, colocou na gaveta todos os projectos Siza - e sei do que falo pois foi-me confidenciado por um eleito local que o alardeava como se fosse um feito!
      Só encontro uma solução: Serem os próprios habitantes a organizarem-se no sentido de valorizarem o próprio espaço com o apoio da Junta de Freguesia. Podem ser organizadas ações com os municípes para o tratamento dos espaços verdes, podem ser sensibilizados os munícipes para o não adulteramento das suas habitações. Enfim, espera-se ação!

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    2. ESTÉTICA DA MALAGUEIRA
      A questão fundamental é a "estética", principal arma de arremesso contra a Malagueira. Valha-nos o bom gosto dos ignorantes.
      Tudo o que é diferente do usual, diferente do que usam os ricos, os paradigmas do sucesso, é atacado por causa da estética. O dinheiro é a medida de todas as coisas, por mais inacessível, injusto, e irracional que seja. Casas sem janelas, sem decoração, sem beirado, sem garagem, sem azulejos aberrantes, sem o leão ou a águia, ... não são casas de boa gente.
      E as zonas verdes da Malagueira são um desperdício, oferecido a gente pobre, desprezível, e sem direitos, incapazes de apreciar a dádiva.
      CARROS DA MALAGUEIRA
      As ruas da Malagueira têm capacidade para um carro por família. E nas transversais há ainda mais lugares.
      Se querem ver o que é anarquia e perigo, gerado pelo estacionamento, vão à Vila Lusitano, só que esse é um Bairro de gente fina e que tem garagens, quintalinho e varanda à frente, à maneira.
      O ESTIGMA DA POBREZA DA MALAGUEIRA
      Os Bairros Sociais foram obviamente necessários para o estado poder realojar as famílias dos "bairros de lata" e dos "loteamentos clandestinos".
      Quem nunca viveu junto a tanta miséria, não pode compreender. Só pode acusar.
      A Malagueira é de facto um Bairro Social que faz muita inveja e raiva aos projectistas e construtores da pimbalhada.
      É uma obra impar, no mundo, e apreciada por quem sabe.
      Os selvagens eborenses não se cansam de atirar pedras.
      Qualquer dia mandam tudo abaixo para provarem que têm razão.
      QUALIDADE DA CONSTRUÇÃO DA MALAGUEIRA
      O Arquitecto Siza Vieira não é responsável pela má qualidade da construção da Malagueira, como é sabido pelas pessoas minimamente informadas.
      A qualidade da construção da Malagueira é da responsabilidade dos construtores, dos próprios moradores que alteram as casas sem saberem o que fazem, e da câmara que não faz a manutenção das condutas.

      Por favor, não escavaquem o meu bairro, o melhor e mais lindo de Évora!

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    3. A Malagueira é um bairro social e só la habitam pobrezinhos e desgraçados, dá para rir se não fosse sério.
      Gaz sobre os selvagens eborenses e sobre os moradores que não sabem o que fazem.
      A estética é uma questão de ricos e de pobres o grande educador(a)??????
      É poe essas e por outras vertigens dos iluminados que aqui chegámos.

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  10. Eu moro na Malagueira há uma década e a ideia que tinha do bairro era a que me era transmitida pela comunicação social. Ao viver aqui, acho que a concepção do Bairro, os materiais utilizados e a forma como ele se organiza são um desastre. Alguns por culpa da concepção original, mas muitos porque a obra nunca foi acabada nem cuidada. Vamos por partes. As ruas , em geral, são estreitas, não tendo passeios nem espaço para estacionar os carros. Siza Vieira, têm-me dito, não quereria carros nas ruas e teria imaginado as garagens - em bateria, longe das casas - para que os moradores aí colocassem os automóveis. Um sonho utópico. Cada vez mais as pessoas parece quererem trazer o carro para casa e o que se vê são ruelas estreitas atravancadas de carros que nem dá para as pessoas passarem, nem os miúdos brincarem.
    As canalizações de água passando pelo tecto das casas poderá ser uma ideia de génio - mas os repasses constantes e as infiltrações fazem apodrecer os tectos das casas, com goteiras permanentes.
    Os próprios "aquedutos" por onde passam os canos entre os prédios estão constante danificados devido aos repasses, colocando em perigo quem passa, e parecem estruturas dos bairros periféricos e degradados das grandes cidades, tal como várias das zonas de garagens.
    Os espaços não construídos, cheios de erva e lixo, com ruas interrompidas, que de repente acabam, ou os ervados onde ninguém brinca ou se deita a apanhar sol porque os dejectos de cão ocupam cada centimetro, são também uma imagem de marca do bairro.
    Tudo isto, cada vez a piorar mais, com a degradação das estruturas, o envelhecimento dos moradores e agora o abandono de muitas casas que estão à venda ou cujos moradores não têm possibilidades económicas para as mandarem pintar ou restaurar.
    Nestes anos em que aqui vivo não tenho sentido qualquer trabalho da Junta de Freguesia (pelo que me dizem também tem recusado todos os protocolos ou transferência de competências pro parte da Câmara). Talvez sirva para passar licenças ou coisa que a valha, mas no terreno nada: o lixo acumula-se, os espaços públicos degradam-se, os cães invadem, com os seus dejectos, todo o Bairro. Na própria zona "comercial", os estabelecimentos comerciais têm vindo a fechar sem que se tenha visto ou notado quase nunca a presença da Junta de Freguesia. Seja qual for a junta que ganhe as eleições de Setembro espera-se uma acção mais interveniente (seja directa ou indirectamente, pressionando quem de direito para que o faça) sobre:
    1. Recuperação e limpeza do espaço público;
    2. Criação de espaços para parqueamento automóvel, libertando as ruas e criando maior segurança rodoviária no bairro
    3. Impedir que os donos de animais continuem a levar os cães para a rua para fazerem as suas necessidades conspurcando a zona de relva, as ruas e todo o espaço público. Impor coimas.
    4. Reabilitar a zona do lago e da mata promovendo iniciativas culturais.
    5. Impermebialização eficaz das condutas aéreas de água
    6. Construção e acabamento das zonas que, ao longo dos anos, ficaram por acabar, como ruas, espaços livres, etc, bem como a manutenção e reabilitação dos espaços de recreio existentes que estão, na sua grande maioria, degradados ou mesmo impossibilitados de serem usados.
    etc., etc.

    joão afonso

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  11. Saindo da discussão da estética, da qualidade da construção, da limpeza, das questões mais "superficiais" e de gestão corrente, para focar a qualidade do planeamento e da gestão urbanística dos bairros.

    Évora não precisa de "novas centralidades", como defendem o PS e o PSD.
    Pensam eles que a centralidade é coisa que se obtém, alinhando centros comerciais à beira da estrada.

    Évora precisa sim, de "reforçar as centralidades" existentes, o centro histórico, os bairros, as freguesias rurais.
    Precisa reforçar a qualidade de vida, urbana e cívica.
    Promover locais centrais, estruturantes, acessíveis, integrados nas zonas residenciais.
    Onde se concentrem os serviços públicos e comércio, onde as pessoas se abastecem, se informam, procuram apoio, se encontram, divertem, e convivem.
    Locais que identifiquem a comunidade bairro, tal como o Centro Histórico identifica e honra a cidade de Évora.

    Cada bairro é específico, e requer uma solução específica.
    Mas o problema de fundo, comum a todos, é a gestão urbanística que lhes caiu em cima nos últimos 12 anos.
    Uma gestão danosa, pelo que omite e não faz, mas sobretudo, pelo que faz mal feito, pelo que desperdiça, pelo que estraga irremediávelmente, comprometendo o futuro da cidade.

    1
    Comércio e Serviços
    - A crise económica - resultado da política do Bloco Central - vai fechando toda a produção e comércio; as rendas, os impostos, os custos fixos, retiraram a rentabilidade da actividade económica;
    - Tal como o comércio no centro histórico, também nos bairros são precisas medidas de apoio, promoção, requalificação, e valorização, do comércio e do respectivo espaço público;
    - É preciso dar melhores condições aos equipamentos centrais; acessibilidade, estacionamento, atendimento humanizado, dignificar o estado ao serviço do cidadão;
    - Mas também é preciso desconcentrar os serviços públicos, levando-os para junto dos cidadãos, nos bairros e freguesias rurais;
    - É preciso reutilizar, em vez de fomentar a construção de mais edifícios; em vez de alimentar a especulação imobiliária;
    - Não são precisas grandes obras e grandes investimentos; basta uma câmara competente, que saiba o que faz, que faça valer cada euro de investimento, em diálogo e cooperação com os produtores, comerciantes, e utentes;
    - Rentabilizar a cidade, incentivando os proprietários a dar uso aos imóveis devolutos, já infraestruturados.

    2
    Áreas de Reserva
    - A câmara tem a competência e obrigação de planear a vida e crescimento da cidade; prevendo e provendo as necessidades urbanas, ao longo do tempo;
    - Por isso tem que constituir reservas de terreno específicas, para construção de equipamentos e serviços urbanos, no sitio certo, com a solução apropriada, dimensão certa, no contexto certo, para estarem disponíveis quando forem necessários; como é óbvio para qualquer leigo;
    - Pelo contrário, assistimos à fúria demente e suicida do Bloco Central municipal, que sistematicamente aliena os terrenos reservados nos planos da CDU, destinados à construção dos equipamentos necessários à cidade e aos bairros; vendidos ao desbarato, a retalho, com uso ao gosto do cliente.
    continua

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    1. 3
      Espaços verdes
      - Os espaços verdes não são para ser implantados em qualquer lugar, para cumprir índice, ou como mera ocupação de espaços residuais, sem valor especulativo;
      - Têm que ter, área, concepção, condições ambientais e técnicas, para poderem ser sustentáveis, com economia de meios;
      - São zonas fundamentais para a qualidade de vida urbana, mas sobretudo, são espaços canal para a drenagem pluvial das zonas urbanas, de forma eficiente, sem encanamentos, e sem causar prejuízo em caso de inundações;
      - Por isso os espaços verdes, sendo localizadas nas zonas naturalmente mais férteis, com maior aptidão, devem formar um continuo ao longo das linhas de água;
      - Por isso se constituem reservas para preservar a natureza e eficiência da rede de drenagem, e ao mesmo tempo, proporcionar um uso urbano, ligado ao lazer e ao desporto;
      - Por isso o município tem que ter uma forma de compensar os proprietários desses terrenos, injustamente prejudicados pela desvalorização, imposta pela especulação imobiliária;
      - Por isso a "excelência" do Bloco Central aniquilou o mecanismo da perequação, que permitia uma gestão urbana mais justa para todos, e que permitia conter a especulação parasita;
      - Por isso a "excelência" vai adiando a construção do Parque urbano, e o inviabiliza, sabotando os planos, e urbanizando o "corredor verde" onde estava previsto.

      4
      Centralidade do Bairro da Malagueira
      - Ao contrário da maioria dos planos urbanisticos, a Malagueira integra magistralmente a estrutura urbana com o território, com o retorno de uma notável qualidade de vida para os moradores.
      - O projecto do Arq. Siza Vieira localiza o largo da Junta de Freguesia no centro do bairro, onde confluem as "arcadas" com comércio e serviços;
      - Prevê a construção da cúpula, espaço publico coberto, marca urbana, e símbolo da comunidade;
      - Prevê uma reserva junto ao largo, para comércio e serviços, a construir quando tal se justifique;
      - A selvajaria do Bloco Central, fechou esta Junta da Freguesia, e certamente que há de vender os terrenos de reserva, e a ver vamos se a zona verde se safa à ganância.

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  12. 15:01

    Mas antes do "Bloco Central", com a CDU na Câmara, a Malagueira não era o que agora é e que agora se critica? Em 12 anos não vi nada a ser modificado. Nem para melhor nem para pior. Ou a ideologia impede a visão? A quem está na Câmara há 12 anos há muito para criticar e na Malagueira também - mas é por não terem feito e não por terem feito. As malfeitorias já vinham de trás.

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    1. Alguns sintomas são superficiais, sentem-se imediatamente - a degradação dos serviços urbanos, a anarquia urbana - e esses podem ser corrigidos.
      Outros são estruturais, e só se percebem as consequências a médio ou longo prazo - o planeamento errado e falacioso - e esses dificilmente poderão ser corrigidos.

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  13. Eu vivo no bairro da Malagueira e não vivem só pessoas que vieram para a Malagueira por concursos sociais . O bairro da Malagueira não é só um Bairro social vive neste bairro pessoas que compraram as casas . Muitas das casas entregues em concurso a pessoas de parcos recursos estão ao abandono sem vestorias nem arranjos pois se as pessoas não podiam pagar rendas altas muito menos podem pintar e mudar portas e janelas que são de madeira e que devido ao clima de Évora ficaram todas estragadas e podres. Sem poderem arranjar as casas que desde que foram para lá morar (24 ou 25 anos chove dentro delas ) e cheias de repasses de Inverno . Isto é culpa sim da camara que entregou casas por isso é o verdadeiro dono e por isso deve mante-las habitáveis.
    As casas da Malagueira projectadas por siza Vieira , no papel era muito bonito para arquitectos , algo diferente , mas para quem vive nelas um verdadeiro fiasco , mais parecendo um bairro de fim do mundo, imundo , destruturado , feio . As condutas sem serem acabadas sem serem rebocadas e pintadas na maioria da malagueira por cima das casas,condutas essas que não foram devidamente impermeabilizados o que faz com que haja repasses para as casas . Estes arquitectos fazem casas em papel e ganham prémios , eles é que deviam habitar estas casas da Malagueira para ver a porcaria que fizeram , casas feitas de tijolos de cimento , casas que de inverno é o mesmo que estar num congelador e no Verão insuportável o calor dentro delas . As ruas estreitissímas , super perigoso . Muitas vezes penso que se houver 1 fogo numa casa nessas ruas e que estejam estacionados carros como entram os carros dos bombeiros , casas com produtos altamente inflamáveis a servir de caixa de ar ( esferovite ) , claro que no papel é tudo muito bonito

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  14. Estou escandalizado, não é que a CDU (PCP) quer 3 Euros pelo seu programa eleitoral?, 3 Euros, ainda se a CDU (PCP) me desse esses três euros para eu ter a paciência do ler, ainda vá lá, agora pagar 3 sim três euros por um programa eleitora. Afinal a crise é maior do que eu imaginava. A ser assim quem irá ler o seu programa eleitoral? certamente que os seus eleitores, reformados trabalhadores com baixos salários não, pois 3 euros fazem-lhe falta para o seu dia a dia. em vez de os deitar fora. Tenham, mas é juízo...

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  15. E não é que hoje andava um grupo enorme de militantes do ps e o cabeça de cartaz a colocar propaganda eleitoral nas caixas de correio no Bairro da Malagueira . Será que não teem vergonha da cara , só agora em campanha eleitoral sabem onde fica situado o Bairro da Malagueira . Nunca fizeram nada por este bairro, assim como o pcp e porque precisam de votos .... Cá aparecem . Cada vez que há eleições para as camaras é ve-los vir pedir votos e dizer que vão fazer isto e aquilo na Malagueira , mas nunca fizeram nada nem pcp nem ps , tudo farinha do mesmo saco , o que querem todos é tacho

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