segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Universidade de Évora assinala Dia Internacional da Música com dois concertos



A Orquestra e o Coro do Departamento de Música da Universidade de Évora reunem-se hoje, vésperas do Dia Internacional da Música, para um concerto comemorativo.

Amanhã, o dia é assinalado, nas Terças Musicais, com Lígia Soares (violino) e Ingeborg Baldaszti (piano). 

Hoje, 30 de Setembro, 21:30 - Auditório do Colégio Mateus de Aranda

Orquestra da Universidade de Évora
Direcção: Christopher Bochmann
Coro do Departamento de Música
Direcção: Ian Mikirtumov
Programa

Water Music – suite nº1                                                        G. F. HANDEL
(1685-1759)
Sinfonia nº 35 “Haffner” – 1º and.                                       W.A. MOZART
(1756-1791)
Gloria – Missa de Sta. Teresa                                               F. J. HAYDN
                                                                                                                             (1732-1809)

Amanhã, 1 de Outubro, 18:30 - Auditório do Colégio Mateus de Aranda

Terças Musicais
Lígia Soares (violino) e Ingeborg Baldaszti (piano)

Programa
 Scherzo da sonata F.A.E.                                                 J. BRAHMS
                                                                                          (1833-1897)
Sonata Nº 3, Op.45 em Dó m                                              E. GRIEG
                                                                                          (1843-1907)
1. Allegro molto ed appassionato
2. Allegretto espressivo alla Romanza
3. Allegro animato

Meditação, Op. 42                                               P. TCHAIKOVSKY
                                                                                          (1840-1893)
Zigeunerweisen, Op. 20                                               P. SARASATE
                                                                                          (1844-1908)

CDU volta a ser a maior força autárquica do Alentejo com vitórias em mais 5 concelhos do que em 2009


* Depois das eleições de ontem, a CDU voltou a ser a maior força autárquica do Alentejo com 19 das 47 Câmaras da Região (há 4 anos tinha ganho 14 munícipios) e com 2 das 3 capitais de distrito, Beja e Évora (Portalegre foi ganha por uma candidatura independente).
* No deve e haver autárquico, a CDU perdeu para o PS Vendas Novas (Évora), Nisa e Crato (Portalegre), mas ganhou Beja, Évora, Alcácer do Sal, Vila Viçosa, Cuba, Grândola e Monforte ao PS e Alandroal aos independentes do MUDA.
* O PS que detinha 21 Câmaras perdeu 3 ficando com 18 em toda a região (perdeu Beja, Évora, Alcácer do Sal, Grândola, Vila Viçosa, Cuba e Monforte, para a CDU e Borba para os independentes, mas ganhou Almodôvar ao PSD, Sines, aos independentes, Vendas Novas, Nisa e Crato, à CDU).
* As listas independentes mantiveram a maioria em 4 concelhos, tantos como há quatro anos - com as mudanças de Sines e do Alandroal (em que a lista independente vencedora em 2009 foi impedida de se candidatar pelo Tribunal Constitucional) que foram ganhas pelo PS e pela CDU, compensadas pelas vitórias de independentes em Portalegre (ao PSD) e Borba (ao PS), mantendo-se as listas de independentes também vencedoras em Estremoz e Redondo.
* O PSD perdeu duas das 8 Câmaras que detinha na região, uma delas Almodôvar, o único município a que presidia nos distritos de Beja e Évora, fica apenas representado no distrito de Portalegre. (A outra Câmara perdida pelo PSD foi a de Portalegre para uma lista independente)
* A nível distrital, em Évora, a CDU tem 6 munícipios (4, em 2009); o PS 5 (tinha 7), os Independentes, 3 (3).
* Em Beja, a CDU tem 8 (6); o PS 6 (7). 
* Em Portalegre, PS 6 (5), PSD 6 (7), CDU 2 (3); Independentes 1 (0)
* No Litoral, CDU 3 (1) e PS 1 (2).
* A nível de votos, saliente-se a vitória expressiva com mais de cinco mil votos da CDU em Évora;
* Os apenas 303 votos que separaram a maioria absoluta da CDU do PS em Beja;
* Os 22 votos que determinaram a vitória da CDU em Moura, um concelho com mais de 13 mil eleitores inscritos;
* A fraca votação do BE em Évora, que apesar de ter tido uma campanha mais expressiva do que há quatro anos, teve apenas mais 200 votos e o facto da lista de Independentes "por Beja com todos" não ter conseguido sequer eleger um vereador (mas ganhando uma junta de freguesia - São Matias - e elegendo um deputado municipal).
* De reter também  a alta taxa de abstenção no concelho de Évora, que se fixou nos 50,31%  (45,48%, em 2009), bem como o elevado número de votos brancos e nulos, 6,14% (2,75%, em 2009)

Primeiro discurso do novo Presidente da Câmara de Évora

" Em conjunto com todos. Repito com todos! "

Eleição em Évora, Beja e Portalegre (resultados finais)

(clique para aumentar)

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todos os resultados aqui: http://www.autarquicas2013.mj.pt 

domingo, 29 de setembro de 2013

                                               Fonte Diana FM

Afluência às urnas às 16 horas


(ACT). A afluência às urnas até às 16:00 situou-se hoje nos 43,43% abaixo dos valores registados nas anteriores eleições autárquicas, segundo a informação publicada pela Direção Geral da Administração Interna (DGAI).
Em 2009, à mesma hora, a afluência às urnas era de 45,03% e em 2005 era de 48%.
O resultado do escrutínio provisório poderá ser consultado em http://www.autarquicas2013.mj.pt a partir das 20:00.
A afluência às urnas até às 12:00 situou-se hoje nos 19,44 por cento (%), abaixo dos valores registados nas anteriores eleições autárquicas, segundo a informação publicada pela Direção Geral da Administração Interna (DGAI).
Em 2009, à mesma hora, a afluência às urnas era de 21,3% e, em 2005, de 20%. (LUSA)

A grande revolução não será feita pelas palavras deles...


MAIS SILÊNCIO MAIS SOMBRA
António Ramos Rosa


Imperceptiblement du jeu se produit dans le système, quelque chose bouge, la vie change.
Le système n’est pas omnipotent, nous changeons en lui, malgré lui. Et qui sait ce que nous serons demain?
Mikel Dufrenne, Subversion Perversion


Sempre falaram alto. Muito alto. Demasiado alto. Todos exemplares e eufónicos, erectos no seu convencimento, na segurança de si, no excesso da personalidade e da expressão. Ouvia-os e não os ouvia, ficava mudo e adiado, admirando-os, invejando-os, anulado definitivamente sem o horizonte de uma palavra. A sua sabedoria era veloz, eléctrica, transbordante. Vozes não eróticas, não silenciosas, não pedestres. Vozes, vozes de ébria sapiência, de chaves e de risos, clamor de evidências. Não os oiço já e continuam sempre, velozmente vitoriosos, incontinentes, insuperáveis. Eles continuarão mesmo depois da minha morte. Mesmo quando a sombra cai, eles continuam o seu discurso fluente e soberano. Onde quer que estejam, falam sempre alto, senhores de si, senhores de tudo. Poderei eu alguma vez dizer uma palavra? O seu discurso anulava-me, eu nunca tinha uma palavra a dizer, a não ser a que ainda seria uma continuação do discurso deles, uma excrescência de mim próprio. Porque eu admirava-os como modelos e queria integrar-me no seu sistema, queria ser como eles, um deles, um senhor também.
Mas que era eu senão a crispada carência do vigor e do rigor da palavra desses senhores? Não, nunca fora capaz de superar a minha rígida mudez quando eu não sabia ainda que o silêncio poderia ser a nascente de outra palavra, uma palavra diferente de todas aquelas vozes que me ofuscavam e me roubavam a mim mesmo. Sim, o silêncio. Que importa que as vozes dos senhores continuem sempre soberanas, sempre fluentes, sempre totalitárias? A grande revolução não será feita pelas palavras deles mas quando o silêncio impregnar as palavras para que nelas transpareça o que está para além das palavras. Sim, nós não sabemos ainda, ainda não começámos sequer. Apenas sabemos que a metamorfose do silêncio mudará o mundo, porque o mundo deixar-se-á ver tal qual ele é, e nós seremos outros. Para que isso possa acontecer, temos de destruir a linguagem, tudo o que na linguagem se interpõe entre nós e o real, para que só a visão nua do silêncio ilumine a realidade. É urgente destruir as palavras para as reconstruir na sua essência inaugural. É urgente inventar a simplicidade extrema de uma palavra viva e nua, a palavra do silêncio. Entramos nas águas vivas da linguagem e do real, unidos e inteiros, no silêncio da palavra e na palavra do silêncio. Não, não se trata de uma profecia. É a nossa própria urgência de viver que nos levará a descobrir a linguagem do silêncio, a única que nos libertará da violência totalitária do sistema. Que importa que os senhores falem e continuem a falar? Sempre alto. Muito alto. Demasiado alto. O silêncio é mais forte, mais puro.
Por enquanto o frenesim domina, estas palavras mesmo. Mas a escrita é a última possibilidade de fuga, a respiração ainda. Porque nós estamos cerrados, ameaçados de esmagamento, de emparedamento e de asfixia. É preciso não perder um só instante, é preciso construir com a sombra e o silêncio. Temos de minar a língua para que ela se abra e nos abra. Não podemos esperar mais. A libertação é possível, talvez nada seja mais simples, mais elementar, mais nu. Deixemos falar os senhores, os que sabem, os que querem dominar. Nós não sabemos mas, na nossa ignorância, sentimos o apelo urgente de um começo, que é o núcleo do silêncio e da palavra. Sim, tudo poderá começar, tudo vai começar. Porque a realidade, na sua verdade primordial, não está perdida, não é um sonho nem uma ilusão nem uma nostalgia. O surgir absoluto da sua presença é a matéria mesma da linguagem salva e da visão liberta. Sim, podemos libertar-nos se soubermos dizer a palavra viva que dá voz ao habitante secreto e primordial do nosso corpo, alguém que é ninguém, ninguém que é alguém, sempre ausente mas vivo nas nossas células, na submersa nascente que inaugura o mundo. É aí, no mais íntimo, que nos apagamos, mas é também aí que o silêncio se incendeia, iluminando a realidade e unindo-nos a ela. É o nascimento de nós mesmos e o nascimento do mundo. Na suprema suavidade desta fusão, somos livres e unos, idênticos e puros. É aí que habita o silêncio primordial e é a partir daí que principia a metamorfose essencial da linguagem e do ser. A pulsação viva da palavra é o fruto desta permeabilidade à silenciosa matriz do corpo. O vocábulo novo, retemperado pela nascente, substituirá o rigor rígido do conceito pela fluidez e fugacidade de uma respiração. Na sua intrínseca transgressão a palavra conduzir-nos-á à nudez viva do silêncio, à transparência do ilimitado.

In JL — Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 14 Ago. 1990; reprod. in Prosas seguidas de Diálogos, Faro, 2011.
aqui: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=537198483018411&id=145567105514886

Em Évora, assembleia de voto na Escola André de Resende abriu com atraso


Em Évora, o início da votação na assembleia de voto instalada na escola André de Resende atrasou entre 10 a 15 minutos, devido à falta de boletins de voto para a Assembleia Municipal, disseram à agência Lusa fontes policiais e autárquicas.
Às 08:00, já havia eleitores a aguardar a abertura das urnas, o que aconteceu depois da chegada dos boletins para a Assembleia Municipal, passando a votação a decorrer normalmente. Este é um dos locais de voto na União de Freguesias de Bacelo e Senhora da Saúde, no concelho de Évora. (Lusa)

Acincotons: em quatro anos, um espaço de eleição


O acincotons faz hoje, dia 29 de Setembro de 2013, quatro anos. Na altura vivia-se também em tempo eleitoral, entre legislativas e autárquicas. O primeiro post teve a ver com uma comunicação inusitada de Cavaco Silva. Dos que começámos o blogue ainda por cá andamos quase todos menos o Luís Serra que, pouco habituado à pressão, abandonou a actividade bloguista alguns meses depois. Outros companheiros por aqui passaram, por este espaço que nunca quisemos confundir com um espaço de informação ou com um órgão de comunicação social, mas sim como um espaço em que cada um de nós vai dizendo, à medida dos nossos desejos e possibilidades, o que muito bem entende. Um espaço de convívio, debate e partilha de ideias diversas e, muitas vezes, diferentes. Mas, acima de tudo, um espaço de liberdade. 
Quatro anos depois com cerca de 600 mil visitas, mais de 6.600 mensagens e de 32.630 comentários publicados, num momento em que o número de páginas vistas por dia ronda as 2.500, o momento é de abrir uma garrafa de bom vinho da Vidigueira.
Estamos aqui para continuar. Parabéns a todos. Sobretudo aos que aqui nos procuram e têm este espaço como um lugar de referência. Bem frequentado, claro, por todos vós que o frequentais.

sábado, 28 de setembro de 2013

Em (re)flexão

Esta tarde, em Évora, para "desembaçar" da política


Romeu e Julieta

Eis "a oportunidade única para ver, aqui no Alentejo, este espetáculo na sua versão completa. Já que Évora está fora do mapa de digressão.

Reserve já o seu bilhete. Com entrada gratuita!”

O convite é da Companhia de Dança Contemporânea de Évora.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Évora: último dia de Campanha Eleitoral (pelos olhos da LUSA)


Capoulas Santos ao lado do candidato do PS em Évora na última arruada

Com uma postura “mais discreta” do candidato do PS à Câmara de Évora, Manuel Melgão, foi o cabeça-de-lista à assembleia municipal, Capoulas Santos, que “assumiu as despesas” da última arruada dos socialistas.
“Temos de ir votar no domingo. E não se esqueça de levar a família toda”, disse Capoulas Santos a uma moradora do centro histórico de Évora que manifestou apoio ao candidato do PS.
A mulher contou que o marido era de outro partido, ao que Capoulas Santos respondeu que ainda tinha “24 horas para o convencer”.
Na última arruada antes das eleições autárquicas de domingo, a comitiva do PS percorreu algumas das principais ruas do centro histórico e foi “inevitável” o encontro com as “equipas adversárias” da CDU e do Bloco de Esquerda.
Com os membros da lista bloquista ainda houve uma “troca de argumentos”, enquanto que com os da CDU apenas se cumprimentaram com um “acenar de mão”.
Quase sempre ao lado do eurodeputado e cabeça-de-lista à assembleia municipal, Capoulas Santos, e do antigo reitor da Universidade de Évora Jorge Araújo, o candidato socialista apelou ao voto na sua candidatura.
“Queremos continuar em prol de Évora”, afirmou Manuel Melgão, no final da arruada, considerando a última iniciativa de campanha “marcante e gratificante”. (LUSA)


CDU em animada arruada em Évora "avança com toda a confiança"

A candidatura da CDU à Câmara de Évora, liderada por Carlos Pinto de Sá, encerrou hoje a campanha eleitoral com uma animada arruada pelo centro histórico, com os apoiantes a gritar "a CDU avança com toda a confiança".
Com Carlos Pinto de Sá à frente, a comitiva, animada por tambores, percorreu o centro da cidade, ao final da tarde, com passagens pela Praça do Giraldo e, simbolicamente, pelo largo onde se localizam os Paços do Concelho de Évora.
"A partir do próximo domingo, vamos ter um novo ciclo político e um novo ciclo de desenvolvimento em Évora", afirmou, no final, o candidato da CDU, coligação que pretende reconquistar o emblemático município alentejano que perdeu para os socialistas há 12 anos.
Considerando ser este "o momento da mudança", o candidato da CDU, acompanhado pelo mandatário concelhio, o deputado comunista João Oliveira, reiterou a convicção numa "grande vitória" nas eleições autárquicas.(LUSA)


Candidatura PSD/CDS-PP otimista quanto a um "bom resultado"

O candidato do PSD/CDS-PP à Câmara de Évora, Paulo Jaleco, manifestou-se hoje otimista quanto a um "bom resultado" nas eleições de domingo, considerando que a coligação pode aumentar o número de eleitos.
"Um bom resultado seria a vitória", admitiu o cabeça-de-lista, que se mostrou confiante no aumento da votação nestas autárquicas.
Paulo Jaleco falava à margem de um churrasco que marca à noite o fim da campanha da candidatura do PSD/CDS-PP, no Rossio de São Brás, depois de a intensa chuva que caiu durante a tarde ter levado à anulação da prevista arruada.
O cabeça-de-lista à câmara municipal, Paulo Jaleco, e vários dos seus apoiantes ainda se deslocaram para a sede de campanha, de onde devia partir a arruada, mas, sempre com os olhos postos no céu, a ação pelo centro histórico acabou por ser cancelada, até porque poucos eram os habitantes que circulavam a pé.
O sol ainda deu ‘um ar da sua graça’ mesmo ao final da tarde, com a Praça do Giraldo como ‘centro nevrálgico’ dos fechos de campanha do PS, CDU e Bloco de Esquerda, mas, para o PSD, já veio tarde.
“Campanha molhada, votação abençoada”, disse à agência Lusa, em jeito de graça, um dos elementos da candidatura do PSD/CDS-PP, fazendo eco da confiança já manifestada pelo cabeça-de-lista de que, no domingo, a coligação pode ter “uma votação quase histórica”.(LUSA)


Candidata do BE aproveita sol da tarde para fechar campanha

O regresso do sol a Évora, ao final da tarde, após a chuva, foi aproveitado pela candidata do Bloco de Esquerda (BE) para uma última ação de campanha, que se cruzou com a do PS, com “picardias” mútuas.
“Voto útil, voto útil”, lançou, em jeito de brincadeira, o eurodeputado e cabeça-de-lista do PS à Assembleia Municipal de Évora, Capoulas Santos, dirigindo-se à candidata do Bloco de Esquerda (BE), quando com ela se cruzou.
Mas o candidato socialista não ficou sem resposta. Na “ponta da língua”, a cabeça-de-lista “bloquista”, Maria Helena Figueiredo, retorquiu-lhe: “Se é voto útil é em nós, não é em quem já lá esteve ou tem estado”, numa alusão à CDU e ao PS.
Em plena Praça do Giraldo, “sala de visitas” da cidade, estas “picardias”, aparentemente, não prenderam a atenção dos transeuntes, mas “abriram” sorrisos nas comitivas do BE e do PS.
A manhã foi passada a distribuir panfletos na freguesia dos Canaviais, debaixo de chuva – “mas não me demoveu, sou muito determinada”, disse -, tendo a candidata do Bloco e alguns apoiantes aproveitado o sol do final de tarde para “fechar” a campanha.
Mais alguns panfletos foram entregues a quem passava, com Maria Helena Figueiredo a deixar apelos ao voto, nas eleições autárquicas agendadas para domingo.
“Estamos confiantes de que podemos chegar a eleger um vereador. E, se as pessoas querem mesmo mudar, é preciso que, no domingo, saiam de casa e votem”, incentivou. (LUSA)

BE/Évora realiza festa de encerramento da campanha

PSD expulsa 26 militantes em Almodôvar


Em comunicado, a concelhia PSD de Almodôvar dá conta do acórdão do Conselho de Jurisdição Distrital do PSD de Beja, que determina a expulsão do Partido dos militantes que lideram ou integram listas de independentes nas autárquicas do próximo domingo. No total são 26 os militantes expulsos na concelhia de Almodôvar, o único concelho liderado pelo PSD no distrito de Beja. (ver aqui)

Não ao absentismo


Dia 29 vamos todos exercer o nosso direito, a nossa obrigação cívica, vamos todos VOTAR.
Diga não ao absentismo, pois essa é a apologia dos partidos do arco do poder, já que contam com os seus correligionários para assegurar o poder.
Vamos votar em liberdade e em consciência.
Mas será que devemos votar naqueles que nos dois últimos anos:
            Elevaram o índice de desemprego para níveis superiores a 16%;
            Praticamente duplicaram a dívida pública, está nos 132% da PIB;
            Conduziram a economia a uma recessão acumulada de 7%;
            Fomentaram a emigração para níveis semelhantes aos anos sessenta;
            Aumentaram todos os impostos;
            Baixaram os salários aos trabalhadores;       
            Roubaram aos reformados;
Sim, o voto é livre e secreto, mas vamos VOTAR em qualquer partido desde que não seja naqueles que nos tem desgovernado.
Vamos dar uma lição aos pseudo-governantes, vamos mostra-lhe não um cartão vermelho, mas antes um cartão NEGRO de revolta e indignação.
Dia 29 vamos todos dirigirmos às urnas utilizar os respetivos boletins de voto para contestar esta politica que leva à destruição do nosso país.
Lembrem-se há várias formas de protestar:
1 - Votar em branco, não aconselhável, pois ainda poderia acontecer que alguém, à socapa, colocar a respetiva cruzinha no seu partido;
2 – Inutilizar o boletim de voto, com uma grande cruz, de alto a baixo, VOTO NULO.
3 – Votar em qualquer outro partido ou coligação, que nada tenha a ver com os atuais governantes.
Já imaginem as caras destes desgovernantes se no dia 29 mais de 70% dos votos expressos não caírem sobre a sua alçada?
VAMOS, TODOS ÀS URNAS NO DIA VINTE E NOVE.
Chega de Abuso


Tonho Dumonte (via email)

Efeito das eleições de domingo?

Câmara de Évora informa os trabalhadores que, para já, não tem "condições" para implementar o novo horário semanal de 40 horas


Câmara Municipal de Évora

INFORMAÇÃO AOS TRABALHADORES

No passado dia 29 de agosto de 2013 foi publicada a Lei nº 68/2013, que estabelece a duração do período normal de trabalho dos trabalhadores em funções públicas.
No que ao período de horário de 40 horas semanais diz respeito, é dito que esta lei entra em vigor no próximo dia 28 de setembro de 2013.
Todos sabemos que várias estruturas sindicais avançaram entretanto para os tribunais administrativos com providências cautelares para tentarem suspender de imediato a aplicação da lei. Este é um processo que decorre em paralelo com a fiscalização sucessiva do diploma no Tribunal Constitucional, a pedido dos partidos da oposição.
A Direção Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), afirma que não há necessidade de audição das comissões de trabalhadores ou da comissão sindical/delegados sindicais na medida em que estas resultam diretamente da norma de prevalência, bastando apenas a comunicação, para conhecimento, àquelas estruturas representativas dos trabalhadores.
Esta não é a posição da Câmara Municipal de Évora.
Neste momento, a confusão é muita e temos Câmaras Municipais que vão implementar os horários com as 40 horas, a partir do próximo dia 28 de setembro e Câmaras Municipais que não vão implementar os horários de 40 horas na data da entrada em vigor da Lei nº 68/2013, de 29 de agosto.
A Câmara Municipal de Évora, através da Divisão de Administração Geral e de Recursos Humanos, após uma consulta a todas as chefias, que se iniciou precisamente no dia 29 de agosto, para que aferissem junto dos trabalhadores de como se deveria proceder à introdução de mais uma hora de trabalho diário aos atuais horários, procedeu à elaboração de uma proposta fundamentada na consulta aos trabalhadores, de forma a que os horários de trabalho não sejam unilateralmente alterados e submeteu-a à consulta dos Sindicatos em que existem trabalhadores associados. A saber: - Sindicato dos Engenheiros; Sindicato dos Trabalhadores da Administração Publica; Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado; Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local; Sindicato Técnicos Administrativos e Auxiliares Educação e Sindicato dos Trabalhadores da Função Publica.
Nunca a Câmara Municipal solicitou aos Sindicatos que se pronunciassem em 3 dias, conforme informado pelo STAL em comunicado distribuído hoje aos trabalhadores.
O assunto é demasiado sério para que se possa dele fazer aproveitamento.
Recusamos aceitar que em política vale tudo e sobretudo no momento em que vivemos, afirmar factos que não correspondem à verdade – confundindo os trabalhadores que devemos defender - não é de todo a nossa actuação. Preferimos pautar-nos pela seriedade.
Por essa razão, informo que neste momento aguardamos que os Sindicatos se pronunciem, pelo que, não estando concluída a negociação com os Sindicatos não temos condições de implementar o novo horário no próximo dia 28 de Setembro.
Enquanto a CME não afixar os novos horários nos locais de trabalho e com a antecedência de 7 dias, estejam seguros que o novo horário não se aplicará.

O Presidente da Câmara


(Manuel Melgão)

Gaiola Aberta (1977): tinha feito falta um cartunista como o José Vilhena nestas eleições em Évora...

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Eh lá…! (Os nossos gestores municipais formaram-se num leilão de gado.)


73 milhões. Perdão 76 milhões. Será mais 80 milhões. Ou talvez chegue aos 86 milhões.
Os nossos gestores municipais formaram-se num leilão de gado. Parte-se de uma base e depois é sempre a subir, logo se vê até onde.
Só que a base de 73 milhões – 73.243.946,47 com precisão às duas decimais da praxe – refere-se à dívida em euros, dinheiro que foi malbaratado por meia dúzia de eleitos e que os munícipes vão pagar com língua de palmo. Ainda a justificação ia no ar, a caminho da Assembleia Municipal, já lá chegava, para aprovação, com mais 3 milhões em cima. Que importância tem isso – só a visão tacanha e miserabilista de críticos empedernidos pode dar importância a simples três milhões! Esperem, a isto, ainda há que acrescentar mais uns pozinhos, de mais umas participações desastradas numas empresas com participação municipal. De quanto? Francamente… ninguém sabe. À volta de 80 milhões, tudo somado. Ou um pouco mais, eventualmente 86 milhões.
Retiro o que disse: os nossos gestores municipais formaram-se num pátio de recreio. São donos do abafador e não importa de quem são os berlindes nem quantos sejam, muito menos as consequências de, com isso, arrumarem com o jogo e os participantes.
Podem fazê-lo. Porque foram eleitos e as regras do jogo lho permitem: afinal, o que lhes acontece, com tão ruinosa gestão? Na melhor das hipóteses, são penalizados pelos eleitores, numa próxima eleição. O sistema mantém-se, não há entidades fiscalizadoras eficazes. E tribunais para tratar do quê – 73 milhões… 80 e tal milhões…?
Basta! Com isto, comprometeram 20 anos de vida económica do município. Se esta impunidade e incapacidade de gestão ficar por aqui, os bebés que nasceram durante este último mandato camarário terão alcançado a maioridade na mesma altura em que a Câmara vai poder finalmente influir na correcção das distorções sociais e na incentivação de boas práticas ao nível do concelho. Até lá, resta esperar que a União Europeia se aguente, mais os seus Quadros de Apoio; que a gestão municipal melhore ao ponto de não os desperdiçar; e sobretudo, que os cidadãos deixem a posição de assistentes passivos a que a maioria se remete.
Há outras maneiras de gerir. Há maneiras de pôr as pessoas a decidir a melhor maneira de se chegar aos objectivos – a definir os próprios objectivos!
Fazer melhor do que o que fizeram, não é difícil. Difícil é acreditar que os mesmos acordem iluminados no dia 30 de Setembro e façam o que provaram não ser capazes em tantos anos.
Votar é quase o único direito participativo que subsiste: utilizemo-lo e com inteligência!

Ana Cardoso Pires (2ª na lista do do Bloco de Esquerda à Câmara de Évora)
in Diário do Sul

DA de hoje


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Évora: 10º dia de Campanha Eleitoral (pelos olhos da LUSA)


Candidata BE em Évora "estranha" apelo da CDU contra voto no Bloco

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Évora, Maria Helena Figueiredo, considerou hoje “estranho” que a CDU apele “a que não se vote no BE”, em vez de “se preocupar a fazer oposição” ao PS.
“Estranho muito que o candidato da CDU, em vez de se preocupar a fazer oposição a quem está na câmara, acabe por apelar a que não se vote no Bloco de Esquerda”, afirmou Maria Helena Figueiredo, em declarações à agência Lusa.
A cabeça-de-lista do BE reagia ao apelo ao voto lançado pelo candidato da CDU à Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, num comício, na quarta-feira à noite, em que afirmou que o voto no Bloco de Esquerda era “um voto perdido”.
À margem de ação de campanha à porta de uma fábrica de Évora, Maria Helena Figueiredo referiu que “o candidato Pinto de Sá tem vindo a dizer que ganha a câmara” e que muitas pessoas comentam o que “acontece se a CDU não ganhar”, nomeadamente se “o candidato Pinto de Sá fica como vereador ou se não aceita esse cargo”.
“É uma questão que deveria preocupar mais a CDU do que propriamente os votos que os eleitos e a confiança que vão depositar na nossa candidatura”, disse.
A candidata bloquista assegurou que “qualquer que seja o figurino”, resultante das eleições de domingo, o Bloco de Esquerda estará “firme e disponível para, na câmara e fora da câmara, defender os interesses da cidade”.
Fazendo “um balanço muito positivo da campanha”, Maria Helena Figueiredo afirmou que espera “poder ter uma representação no órgão executivo municipal e reforçar a presença do BE ao nível das freguesias e da assembleia municipal”.
“Estamos convencidos que há condições para eleger um vereador e, desta forma, influenciar fortemente as políticas que o executivo apresente para termos uma câmara mais transparente, mais solidária e próxima das pessoas”, acrescentou. (LUSA)


Candidato do PS a Évora confiante na vitória e promete mais apoio social

O candidato do PS à Câmara de Évora, Manuel Melgão, mostrou-se hoje "confiante" na vitória nas eleições autárquicas de domingo, deixando na reta final da campanha a promessa de reforço do apoio social.
"As perspetivas são de otimismo, tendo em conta que a mensagem está a passar. Por isso, estou confiante num bom resultado para domingo", disse o cabeça-de-lista do PS, que espera continuar a presidir ao município.
Numa ação de campanha, hoje à tarde no Bairro da Senhora da Saúde, Manuel Melgão percorreu cafés, lojas e mercearias e até encontrou uma colega de escola.
"Eu já tenho 59 anos", desabafou a mulher, ao que Manuel Melgão respondeu, de sorriso nos lábios: "Eu sou ligeiramente mais novo".
Antes, numa tabacaria, o candidato socialista encontrou outro apoiante: "Vamos à luta. Já sabes, cá estaremos", prometeu o comerciante.
Acompanhado pelos candidatos à junta de freguesia, Manuel Melgão mantinha-se sempre à frente da comitiva, que distribuía folhetos e balões, verdes, vermelhos e azuis.
"Não há canetas, nem isqueiros, mas há balões", dizia um elemento da comitiva, enquanto levava a mão ao bolso.
À saída de um café, Manuel Melgão fez à agência Lusa um balanço positivo da campanha eleitoral, dizendo que a "mensagem" da candidatura do PS "tem estado a ser passada".
"A nossa mensagem está a passar bem. As pessoas têm tido uma boa recetividade. Sabemos que as pessoas estão um pouco descontentes, em geral, com a política. Não podemos esconder isso", observou o cabeça-de-lista do PS, notando uma "certa passividade" entre os eleitores.
Atendendo a que foram os problemas sociais a maior preocupação que encontrou na campanha, Manuel Melgão considerou que "a câmara municipal tem de continuar a ter uma grande preocupação social com os reformados, com os desempregados e com os mais vulneráveis".
"Temo-lo feito no passado e penso que estamos no bom caminho", disse. (LUSA)


Candidato PSD/CDS-PP a Évora espera votação "quase histórica"

O candidato do PSD/CDS-PP à Câmara de Évora, Paulo Jaleco, disse hoje esperar uma votação “quase histórica” nas autárquicas de domingo, considerando “alcançável” que a coligação aumente o número de eleitos no executivo municipal.
”Ninguém concorre a pensar que vai perder, por isso, um bom resultado seria ganhar a câmara. Mas, se aumentarmos a votação e o número de eleitos – o PSD neste momento tem um vereador - já é positivo. Acho que é alcançável”, disse.
Paulo Jaleco falava à agência Lusa à margem de uma ação de campanha, ao final da tarde, em algumas freguesias da cidade alentejana, com contactos com a população.
O cabeça-de-lista da coligação disse, em jeito de balanço, que pensava que “as possibilidades” eleitorais “seriam mais reduzidas”, no início, mas agora admite “todos os cenários”.
“Acho que temos conseguido, aos poucos, passar a nossa mensagem. Estou convicto de que podemos ter uma votação quase histórica”, afiançou.
Ainda assim, questionado pela Lusa sobre se, nas urnas, a candidatura não irá sentir os efeitos da atuação do Governo, Paulo Jaleco admitiu ser possível “alguma penalização”.
“Mas estas são eleições locais e o que está em análise é a forma como temos sido governados em Évora e qual a política regional que queremos para o concelho. Espero que seja isso que pese”, apelou.
Ao longo da campanha, o candidato disse ter sido confrontado com “o desânimo e desilusão das pessoas”, mas, lembrou, “toda a gente está descontente com a situação económica do país” e isso “não se deve só à política do atual Governo”, já que o anterior executivo do PS tem “grandes responsabilidades”.
“As pessoas estão, sobretudo, descontentes com o rumo que Évora levou e o que queremos é mudar este rumo. Não nos julguem pelo Governo, julguem-nos pelo que queremos fazer pelo concelho e por Évora, que queremos transformar numa cidade de excelência”, sublinhou. (LUSA)


Candidato da CDU em Évora diz-se convencido de grande vitória nas eleições

O candidato da CDU à Câmara de Évora manifestou-se hoje convencido de que vai conquistar o município ao PS, destacando que uma grande expressão de votos na sua candidatura “dá a garantia” de ser aplicado o seu programa.
Carlos Pinto de Sá traçou como objetivo “ganhar a câmara”, que está há 12 anos nas “mãos” dos socialistas, mas, sem falar em maioria absoluta, afirmou que “quanto maior for a votação na CDU, maior garantia existe” de ser aplicado o seu programa.
“Uma grande expressão de votos na CDU dá essa garantia e permite também outra coisa que é manifestar a vontade de mudança que se sente. Ela tem de ser traduzida em votos”, frisou o candidato comunista, no final de uma visita às piscinas municipais.
A um dia de terminar a campanha eleitoral, Carlos Pinto de Sá disse estar convencido de que “a CDU vai ter uma grande vitória no concelho de Évora” nas eleições autárquicas do próximo domingo.
Na visita às piscinas municipais, o candidato, que esteve acompanhado por alguns apoiantes, entre os quais o deputado do PCP João Oliveira, entregou panfletos e inteirou-se das condições de trabalho dos funcionários.
“Defendemos o emprego público, os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores para que se possam manter os serviços públicos prestados às populações”, vincou, referindo que “tem sido posto correr” que a CDU tinha a intenção de despedir trabalhadores, o que “é obviamente uma calúnia sem sentido”.
Já o PS, acusou, “tenta passar pelos intervalos da chuva”, mas “não está isento de culpas”, porque “tem a sua assinatura no memorando da ‘troika’, que prevê despedimentos de milhares de trabalhadores da função pública e também das autárquicas locais”. (LUSA)

Então o que falha na nossa querida alentejaninha?

Olá amigo, como estás? Hoje vim a Cambridge fazer um levantamento e tive a estranha sensação de estar em algo que me era familiar, como se estivesse numa Évora do norte... Cambridge é pequena e quase exclusivamente académica: uma cidade dedicada ao ensino e à investigação. Esse poderia ser o paralelo com Évora, como a Cambridge do Mediterrâneo... Só que Évora tem muito maior potencial, porque também tem indústria, (para já não falar do clima). Ambas as cidades são isoladas e interiores, cercadas pelo rural... Então o que falha na nossa querida alentejaninha? Iniciativa, dinâmica, políticas! Tudo conceitos abstractos! Na minha óptica, o que estes gajos têm que nós não temos é uma máquina de marketing... Todo o mundo pensa que a Inglaterra funciona como um relógio suíço, que investiga e aborda temáticas que em nenhum outro lado do mundo se abordam mas, na prática, quando nos mudamos para cá, depressa percebemos que o mundo tem uma ilusão romântica em relação ao Reino Unido e eles tiram partido disso... Fica o desabafo! Ambos sabemos que Évora poderia ser uma Shangri-La europeia... Não o é, porque nunca se assumiu como tal... Abraço João
(...)

Falta-nos, como diz o João, iniciativa, dinâmica e políticas: tudo coisas simples e fáceis de obter. Todo o difícil, tudo o raro, (clima, potencialidades, etc.), nós temos! Faltam-nos só as coisas que, estranhamente, todos os outros parecem ter: iniciativa, dinâmica, políticas! Por cá, como é sabido, formar uma empresa e montar um negócio poderá ser incorporado nos 12 Trabalhos de Hércules, cerceando qualquer capacidade de iniciativa; a dinâmica e capacidade de adaptação a novas realidades são conceitos quase inexistentes, “é apelido”, como diriam os brasileiros e finalmente, sobre políticas, apoios, facilitações e clareza de métodos, está tudo dito! Tudo? Talvez não! Creio mesmo que pode ser aí que resida a mola que nos impulsionará, um dia, para a “frente”, para a autonomia, para a vanguarda europeia de que já fizemos parte quando não nos limitávamos, como hoje, a receber ordens de outros. Claro que esses outros só podem é estar interessados em nos manter onde estamos e, se possível, ainda pior! Quando nos capacitarmos que não somos menos que os outros, quando soubermos para onde, como e com quem queremos ir, estaremos finalmente prontos para cumprir o sonho maior do 25 de Abril. Já não do ido de 1974, já não o repisado e passado conceito que muitos ainda insistem em sonhar (para trás), mas um 25 de Abril que seja, com consistência, consciência e trabalho, a consumação dos generosos e possíveis ideais então enunciados. 

Fernando Pinto, escreve hoje uma crónica intitulada "o país que podia ser", aqui.

Dinossauros ou dinossáurios?


De 17 a 26 de Outubro: Beja e Évora acolhem FIKE 2013


A 11ª edição do FIKE (Festival Internacional de Curtas Metragens) vai decorrer entre 17 e 26 de Outubro em Beja e Évora, anunciou esta terça-feira, dia 24 o director do certame, João Paulo Macedo.
O FIKE 2013 contará com a participação da actriz Isabel Ruth, figura incontornável do cinema português nos últimos cinquenta anos, também com uma brilhante carreira internacional. A presença de Isabel Ruth, que integrará o júri do festival, reafirma o empenho do FIKE na valorização do cinema nacional.
O festival decorrerá em Beja a 17, 18 e 19, e em Évora entre 22 e 26 de Outubro. Tratando-se da primeira participação de Beja, este ano o FIKE propõe para essa cidade uma antevisão do festival, bem como sessões de cinema para as escolas.
Em Évora a programação centra-se, como habitualmente, na competição internacional de curtas metragens, que inclui as categorias de Ficção, Documentário e Animação, esta em articulação com a Festa Mundial da Animação.
Inscreveram-se para a pré-selecção 1001 filmes, originários de 53 países, sendo a Ficção a categoria mais concorrida, com 541 curtas metragens. Dos filmes inscritos, 343 não estrearam em Portugal e 212 não tiveram ainda estreia universal. Atestando o interesse de jovens cineastas de todo o mundo, 186 dos filmes inscritos são primeiras obras dos respectivos realizadores.
Uma vez que, no ano passado, o festival não se realizou, os 1001 filmes agora inscritos para pré-selecção correspondem a obras submetidas em 2012 e 2013.
Entre os galardões a atribuir conta-se o Prémio D. Quixote, outorgado por um júri da Federação Internacional de Cine Clubes, cuja rede de festivais parceiros o FIKE continua a integrar.
O programa também incluirá uma sessão comemorativa do centenário do cinema na Índia, o maior produtor mundial de filmes, nomeadamente com a projecção de curtas metragens inéditas em Portugal.
O FIKE 2013 é promovido, como habitualmente, pela Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, pelo Cine Clube da Universidade de Évora e pela Estação Imagem e, pela primeira vez este ano, pela Associação cultural bejense Lêndias d’Encantar.Esta 11ª edição tem o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e do Gabinete do secretário de Estado da Cultura, bem como da Universidade de Évora (UE), que desde a primeira hora vem emprestando o seu valioso contributo. Entre outros apoiantes, o festival conta ainda com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e com a Fundação INATEL. (nota de imprensa).

Declaração enviada via email a todos os trabalhadores da Câmara Municipal de Évora pela ainda vereadora Jesuína Pedreira (CDU)


"Declaração para a Acta da Reunião Pública da Câmara Municipal de Évora de 23 de Setembro de 2013
Nesta reunião pública de câmara, última do actual mandato e última em que participarei enquanto vereadora, gostava de deixar algumas palavras. 
Ao longo destes oito anos, correspondentes a dois mandatos (2005-2009 e 2009-2013), procurei sempre orientar as minhas decisões de acordo com o que julgo ser o interesse público, e não em função de quaisquer outros interesses fossem eles de âmbito pessoal ou político/partidário. Procurei sempre pautar a minha actuação, enquanto vereadora, por elevados padrões de exigência comigo própria, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista pessoal, acreditando que só dessa forma estaria a cumprir o compromisso que assumi com os eleitores. Todas as posições por mim assumidas ao longo destes oito anos resultaram da minha avaliação, em cada momento, de qual o melhor interesse para Évora e para os eborenses, tentando sempre actuar com o maior conhecimento possível das matérias, com ponderação e bom senso, tentando cumprir com isenção as minhas funções.
Foi sem dúvida um privilégio poder servir a minha Cidade e influenciar, tanto quanto é possível a um vereador na oposição, as decisões tomadas nesta Câmara de acordo com os princípios e ideais em que acredito e que defendo, e que são os mesmos que há oito anos, saindo até reforçados depois desta experiência, nova e enriquecedora. Penso poder dizer, apesar de juiz em causa própria, que contribui para uma maior exigência das tomadas de decisão no exercício dos dois mandatos, procurando sempre fazer uma oposição construtiva, responsável e pró-activa. Quero salientar que sempre recebi da parte dos serviços municipais e dos eleitos com responsabilidades executivas, toda a colaboração que solicitei. Não houve nenhuma informação, nenhum dossier, que tenha pedido e que não me tenha sido fornecido sem qualquer restrição, o que muito me ajudou no meu trabalho de preparação das reuniões e análise das matérias.
A Câmara Municipal de Évora, diz-me muito, é como uma casa, é a “minha” casa. Conheço-a desde Janeiro de 1983, quando aqui entrei pela primeira vez como funcionária, e onde me mantive em funções até Janeiro de 2000. Aqui cresci, aqui muito aprendi, aqui vivi e convivi durante 16 anos, por isso muitos dos funcionários, meus colegas, me conhecem desde esses tempos. Voltei em 2005, para exercer funções não como funcionária mas como autarca, tenho por isso este privilégio, talvez único, de conhecer esta “casa” nestas diferentes perspectivas. 
Aos funcionários da Câmara deixo uma palavra de apreço, realçando o respeito, a dedicação e o profissionalismo que sempre senti da sua parte, embora nalguns momentos a par e passo com alguma desmotivação. A todos cumprimento, deixando uma palavra de encorajamento para que nunca desistam de lutar pelos seus direitos, pelos seus interesses, pelos seus ideais, pelo seu trabalho. Muitas vezes me empenhei nesta câmara nessa luta, da qual nunca desisti, apesar de muitas vezes derrotada pela maioria. Uma palavra de agradecimento e especial reconhecimento ao profissionalismo e dedicação dos funcionários com quem mais de perto me relacionei no dia a dia: D. Custódia, Drª. Elizabete, Dr. Pé-leve e Drª. Rosário, dos quais sempre recebi todo o apoio e colaboração.
Aos meus colegas eleitos, gostaria de dizer que, apesar de com ideias diferentes, com discussões mais ou menos acesas, acredito que procurámos cada um à sua maneira, e de acordo com as suas próprias convicções, defender os interesses dos nossos munícipes. Por isso expresso aqui o meu cumprimento ao Sr. Presidente e à Srª. Vereadora Cláudia Sousa Pereira, formulando votos de um bom trabalho para as funções que lhes venham a ser delegadas pelos eleitores, no próximo mandato a que agora se candidatam.
Para os meus colegas vereadores que como eu brevemente terminarão as suas funções de eleitos nesta câmara municipal, Vereador João Brigola, Vereador António Dieb e Vereador Joaquim Soares, desejo os maiores êxitos pessoais e profissionais. 
Independentemente de todas e quaisquer divergências políticas, fica registado o testemunho da minha elevada estima e consideração pessoal por todos vós.
Chego ao fim deste ciclo de cabeça erguida e com a certeza do dever cumprido. Não sinto este fim de mandato como um fechar da porta, até porque não resulta de falta de vontade ou disponibilidade para continuar a trabalhar e poder servir a Cidade, pelo contrário! 
Por isso, vou continuar onde sempre estive, aqui, interessada, disponível e atenta, na luta pela defesa dos interesses da minha cidade e das suas gentes.
Évora é a cidade que me viu nascer e crescer.
Esta é e será sempre a minha cidade, e lutarei sempre, como até aqui, pelos interesses da minha terra. 

Jesuina Pedreira - Vereadora eleita pela CDU"

Elogia a transparência e informação que lhe foi disponibilizada.
Cumprimenta toda a gente excepto o Dr. Eduardo Luciano.
Afirma que a sua saída não se deve a falta de disponibilidade.
É favor retirar as conclusões.

Anónimo

Candidatura do PS só reúne com MDCH depois das eleições...


MOVIMENTO DE DEFESA DO CENTRO HISTÓRICO REUNE COM CANDIDATURAS AUTÁRQUICAS

A Assembleia da República pronunciou-se por unanimidade a favor do reconhecimento da isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis nos Centros Históricos Património da Humanidade, primeiro em 2010 e posteriormente em 2012, reiterando não apenas o carácter automático da lei mas recomendando também ao Governo que desse instruções no sentido de assegurar a sua aplicação em Évora. No entanto, a despeito destas deliberações formais, as Finanças de Évora continuam a negar a isenção aos proprietários de imóveis do Centro Histórico de Évora que a requereram depois de Abril de 2009. 
O MDCH contactou por isso as quatro candidaturas autárquicas do Concelho para lhes apresentar as nossas posições e pedir que nos dessem a conhecer as suas orientações e perspetivas nesta matéria, para as podermos transmitir aos eleitores antes da votação do próximo dia 29. 
A delegação do MDCH foi recebida por representantes das candidaturas do PSD-CDS, do Bloco de Esquerda e da CDU, que incluíram sempre os cabeças da lista candidata à Câmara Municipal. 
Elemento comum a todas as reuniões foi o apoio às posições do MDCH em defesa da aplicação da lei que isenta do pagamento de IMI os proprietários dos imóveis sitos no Centro Histórico de Évora. Foi também geral a preocupação pela defesa e revivificação do casco antigo da nossa cidade, como suporte da nossa identidade mas também como elemento de visibilidade nacional e internacional e base de uma importante atividade económica do nosso Concelho e da Região alentejana. 
Da candidatura do PS recebemos a indicação que, por dificuldades de agenda, só seria possível um eventual encontro após o ato eleitoral. 

MDCH
Évora, 26 de setembro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Évora: 9º dia de Campanha Eleitoral (pelos olhos da LUSA)


Candidato da CDU em Évora convicto na vitória promete chamar todos à participação

O candidato da CDU à Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, manifestou-se hoje convicto numa "grande vitória" nas eleições autárquicas de domingo, prometendo "chamar todos à participação", independentemente das suas posições políticas.
"Para pôr fim ao marasmo e levantarmos Évora da situação tremenda a que a gestão do PS arrastou o concelho é preciso a colaboração de todos", afirmou o candidato comunista, numa festa/concerto hoje à noite na Praça do Giraldo, em que participaram a Ronda dos Quatro Caminhos e o grupo Cantares d´Évora.
Acompanhado pelos candidatos da CDU aos diferentes órgãos autárquicos do concelho e pelo mandatário concelhio, o deputado comunista João Oliveira, Carlos Pinto de Sá garantiu que "a nova gestão CDU estará aberta a colaborar com todas as pessoas, independentemente das suas posições políticas".
"A vontade de mudança atravessa o povo e o concelho", observou o cabeça-de-lista da CDU, coligação que pretende reconquistar o emblemático município alentejano, depois de o ter perdido em 2001 para os socialistas.
Apelando à concentração de votos na CDU para "garantir a mudança", já que o voto no Bloco de Esquerda "é um voto perdido", Carlos Pinto de Sá prometeu "iniciar um novo ciclo político" em Évora e "reconstruir" a cidade. (LUSA)


Candidato do PS em Évora diz que CDU "afasta o investimento"

O cabeça-de-lista do PS à Câmara de Évora, Manuel Melgão, acusou hoje a candidatura da CDU de ter uma “política do quanto pior melhor” e do “protesto”, o que, no seu entender, “afasta o investimento”.
“A CDU, pela política que tem mostrado ao longo dos tempos, afasta o investimento”, afirmou à agência Lusa o candidato socialista, durante uma ação de campanha na freguesia urbana da Horta das Figueiras.
Manuel Melgão deu como exemplo a “ausência” dos eleitos da CDU no atual mandato na inauguração das fábricas da construtora aeronáutica brasileira em Évora, ocorrida há cerca de um ano.
“Quando foi a inauguração do investimento da Embraer, a CDU marcou a diferença pela sua ausência e fez questão de não estar presente. Houve, inclusivamente, uma manifestação da CGTP, ainda que não fosse contra o projeto”, disse.
Para o candidato, esta posição dos comunistas “demonstra que não é com a política do quanto pior melhor, nem com o fazer da Câmara de Évora o palco de protesto permanente, que se consegue atrair o investimento”.
Realçando que a captação de investimento para o concelho “tem sido uma grande prioridade” da sua gestão, Manuel Melgão considerou “fundamental para Évora” que a câmara tenha “uma política de diálogo e de cooperação institucional”.
Os frutos dessa estratégia estão “bem à vista”, defendeu, referindo que, na última reunião de câmara, foi aprovada a atribuição de um lote de terreno a “investimento importante na área da aeronáutica”.
“Estamos no bom caminho. E este é o caminho que queremos continuar, porque é o que traz emprego”, acrescentou. (LUSA)


Candidata do BE a Évora defende política fiscal "muito ponderada"

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Évora, Maria Helena Figueiredo, defendeu hoje uma “política fiscal muito ponderada” da parte do município e o “fim da isenção” do IMI para a banca e fundos imobiliários.
“Há uma distorção na política fiscal desenvolvida pelo município, a qual tem que ser alterada. Essa política deve ser muito ponderada”, disse.
Maria Helena Figueiredo falava à agência Lusa, ao final da tarde de hoje, à margem de uma arruada da sua candidatura em duas freguesias da cidade, Malagueira e Horta das Figueiras.
A candidata lembrou que o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), a que a câmara aderiu, obriga a autarquia “a impor, nos próximos 20 anos, taxas máximas de serviços e de impostos para os cidadãos”.
Reconhecendo que o município tem de “garantir as receitas indispensáveis à prossecução dos serviços públicos que presta”, nomeadamente através de impostos, a cabeça-de-lista “bloquista” defendeu, contudo, que a lógica deve ser diferente da atual.
“É que, ao mesmo tempo, a câmara tem que minorar os impactos da atual situação de crise que toda a gente vive e que onera, especialmente, os cidadãos mais frágeis”, disse.
Como exemplo, Maria Helena Figueiredo aludiu ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), do qual os habitantes do centro histórico, classificado como Património Mundial, “estão isentos por lei, mas que, devido a uma decisão administrativa, têm de pagar”.
“Consideramos essencial que a câmara se dirija ao Governo para que que seja aplicada em Évora a mesma lei do resto do país”, disse, contrapondo que, neste âmbito, é “inadmissível que a banca e os fundos imobiliários estejam isentos de IMI”.
Por isso, o BE reivindica que a banca e fundos imobiliários devem “passar a pagar o IMI das casas e património edificado de que são proprietários”, porque a isenção atual é “discriminatória para a população em geral”. (LUSA)


Candidato do PSD/CDS-PP a Évora quer dar nova cara ao Rossio de S. Brás

O candidato do PSD/CDS-PP à Câmara de Évora propôs hoje uma nova "solução urbanística" para o Rossio de São Brás, defendendo a repavimentação do recinto e a instalação de um centro de acolhimento de turistas.
"A nossa ideia é criar um 'welcome center' para os turistas, uma pequena sala de exposições e uma loja de venda de artesanato", além da "repavimentação para dar dignidade ao espaço", afirmou Paulo Jaleco.
O cabeça-de-lista da coligação "Évora Primeiro" falava à agência Lusa numa ação de campanha eleitoral que passou pelas freguesias rurais de Torre de Coelheiros, São Vicente do Pigeiro e São Manços.
O Rossio de São Brás serve atualmente de parque de estacionamento gratuito e de ‘palco’ para os mercados mensais e para as Festas Populares de Évora, que incluem a secular Feira de S. João.
Paulo Jaleco considerou que o Rossio de São Brás é como se fosse "as portas da cidade" e o que existe "é um parque de estacionamento, que é lamacento no inverno e poeirento no verão".
"É o local onde param os turistas e é a primeira imagem que têm da cidade, mas, se calhar, não é uma imagem muito agradável", disse, prometendo dar "a dignidade que o espaço neste momento não tem".
Com a requalificação que preconiza, o candidato afirma que pretende criar melhores condições para que as festas da cidade se mantenham naquele espaço e "fazer as feiras de atividades económicas noutro local".
"Évora pode ser uma cidade de eventos e criar um calendário de eventos anual, mas, para isso, precisamos de uma espaço que seja multifuncional e que ofereça condições para a organização de feiras económicas, congressos e seminários", apontou. (LUSA)