domingo, 25 de agosto de 2013

Que cidade?



Quando escrevi estas linhas num comentário, e por ser apenas um comentário, não fui mais longe do que o enunciado dum desabafo. O Acincotons "puxou" o comentário para "post", e deu-lhe um relevo que me incita a explicar o porquê dessa afirmação.
Primeiro, ao invés do que certos "comentaristas" vão dizendo, penso que os eborenses nascidos aqui ou não, não são piores que quaisquer outra população; também não serão melhores, e muito esperto quem pudesse demonstrar o contrário.
O senso comum costuma dizer que "são as pessoas que fazem" (a cidade, a universidade, qualquer instituição). Pretendo que a recíproca é mais decisiva: é a instituição que faz as pessoas, a cidade que faz os seus cidadãos (e não "cidadões" como o inenarrável Nabil I repetia na TV), a universidade que forja as pessoas que nela entram, e faz delas jogadores conformes ás regras do tabuleiro, ou as elimina.
Évora é uma cidade com uma história terrível. Os avós da minha avó, falecida em 1974 com quase cem anos ainda conheceram a Inquisição. E a minha avó foi criada com a memória viva dos terrores que lhe estavam associados ("não cortes as unhas nem o cabelo à sexta-feira, filho, que isso são os Judeus": teria eu 7, talvez 8 anos?). O início do século XX desenvolveu em Évora um republicanismo popular, anticlerical, libertário. O meu avô aprendeu a ler com as "escolas republicanas" e terá presenciado (dizia ele) ou participado (desconfio eu) na queima de alguma igreja nos seus anos de jovem adulto (14-15 anos, ainda não havia adolescentes). Mas esse republicanismo foi severamente perseguido pelo "Estado Novo" e na minha juventude o que restava por aí eram uns fragmentos de uma comunidade de ideias que fora décadas antes vigorosa. Fechados num gueto, sem possibilidade de congregar-se nem de exprimir-se, esses republicanos perderam toda e qualquer influência na vida colectiva pública eborense.
Évora, cidade-ferrolho militar, policial e administrativo do Sul, foi retornando à sua natureza mais antiga de baluarte da Igreja e do Estado central. Com dois regimentos de grande dimensão (Artilharia 1 e Infantaria 16), com quartéis de GNR e das polícias, pejada de conventos e controlada por um clero ultra reaccionário, verdadeiro porta-voz da propaganda do regime, Évora empregava sobretudo os administrativos cuja salvação dependia de se manterem calados pelo menos, ou de se alistarem na Legião Portuguesa, essa infâmia, ou em quejandas oficinas.
Entre o cotim do Exército, o cotim da GNR e as sinistras sotainas do clero, restava aos mangas de alpaca do regime uma vida de bisbilhotice, de denúnica (milhares de cartas de denúncia... anónimas, claro), de resignação. 
Évora, cidade ferrolho do deserto, na qual não era o comandante do forte que escrutava a chegada dos Tártaros, mas a meia-dúzia de bárbaros do interior que escrutava a poeira do deserto, à espera do Suão que varresse esse pesadelo.
Évora, cidade onde as coisas eram mesmo como disse o Vergílio, ainda o vejo passar de cabeça inclinada, livro debaixo do braço, como se levasse um peso de toneladas nos ombros, e eram piores do que ele disse. Uma classe de comerciantes servis, ignorantes, uma classe de proprietários de porcos orgulhosos de cheirar a pocilga, escumalha de casca grossa que acreditava na eternidade do seu poder por promessa divina e contava sobretudo com as coronhas das espingardas que o regime, graciosamente, lhes dispensava sempre que fosse preciso. Catarina.
Évora, cidade de cultura? Deixem-me rir. Cidade em que o ódio à cultura estava entranhado nas gretas das ruas, e nem era preciso puxar pela pistola, porque ninguém se atrevia a pensar quanto mais falar de cultura. Ah, as heranças! Nosso, eborense, com direito a uma calçada empinada, o Cardeal das Amas, Grande Inquisidor obcecado com a Ordem, fundador ao que se conta da Universidade de Évora, ou seria o Colégio dos Jesuitas, concebido não como as universidades dos séculso anteriores (Bolonha, Paris, Oxford) e as do seu tempo como lugares de livre saber, mas como máquina de agit-prop, formadora de enviados especiais às almas dos outros povos, cruz numa mão, espada na outra. Universidade desde logo tolhida pela missão de aprender a convencer, não de saber, para quem duvidar era já pecar. Herança, Cardeal. Não vou entrar em mais pormenores, que os há e bem úteis de recordar, mas aqui não cabem.
Quem se lembra do fim dos anos 50, Europa em ebulição, Sarte, Camus, só dois nomes perigosos que vêm assim à primeira, em Évora, quem se lembra do Joaquim Bravo, do Álvaro Lapa, do Joaquim Serrano, este mais jovem, e da clandestinidade a que o interesse pela cultura, pelas leituras, pelas artes os votavam? Sim, havia alguns nomes, o Espanca solitário e bem acima da ralé que o observava nos salões, e a mão-cheia de notáveis suficientes do regime, estilo B. Gromicho, que se davam ares de terem vistas mais largas. 
Mas a população? Évora nunca foi eles, era um mundo à parte, ou melhor de baixo, de gente iletrada ou quase, uma cidade sufocada por uma pseudo-elite provinciana, conservadora não, reaccionária, a olhar para trás e a dar-se ares de viver na eternidade, ainda ela.
Se tivesse havido eleições nessa cidade concentracionária, essa gentinha satisfeita poderia até ter ganho sem previamente encher as urnas com a prudência que se impunha: amanuenses, militares, padres, comerciantes obtusos eram capazes de votar como devia ser. Mas não havia eleições.
Ao fio dos anos 60 os campos alentejanos vão-se despejando das gentes rurais, uma parte para a estranja, a outra para cidades como Évora. Rural e poeirenta, Évora ruraliza-se ainda mais com a chegada des imigrantes de dentro. Imigrantes mais rurais, quer dizer menos instruídos, com taxas de anafabetismo que ainda hoje nos envergonham (ou deviam), obra cultural, essa sim, do Estado Novo. Ler é já estar em perigo. 
Mas esses rurais eram também o suporte social do Partido Comunista. Se este pretende por vezes ter dado à liberdade os únicos verdadeiros combatentes (o que é obviamente falso), o facto é que foi ele a única força que acompanhou durante décadas a vida de quase escravatura que imperava nos Alentejos profundos. Montes, aldeias e vilas, tornaram-se naturalmente nos bastiões político-ideológicos do PC e logo em bastiões eleitorais quando finalmente houve eleições livres. Ao invés do que se passava no país como um todo, em que apesar das euforias de Abril o PC nunca recolheu muito mais de 20% dos votos, no Alentejo as autarquias foram entregues aos comunistas, quase sem partilha: todas e com maiorias absolutas. 
Ao instalarem-se em Évora, os rurais alentejanos oriundos das autarquias vermelhas iriam sem grande surpresa fazer pender a balança eleitoral a favor do PC. Bairros clandestinos geridos com astúcia (legalizar, negociar, ajudar, mas não chocar), utilização judiciosa dos fundos comunitários (a partir de 86 ) destinados às infraestruturas básicas (águas, saneamento, melhoria das condições de habitação, vias, etc.), deram à "base eleitoral instalada" uma solidez semelhante, na duração, ao que se conhecia do antigo regime. Não importa que água corrente, electricidade e casas-de-banho tenham sido construídas pelos outros partidos noutras partes do país. Aqui foi assim, ponto.
A cultura nunca foi a preocupação dessa nova população, como não o era da antiga. Apesar dos 400.000 contos gastos na "cultura" nos dois últimos anos do último mandato comunista, a cultura não fez a diferença. Estava provado, contra o que poderíamos esperar e até desejar, que os incentivos e os gastos a fundo perdido na cultura não são – aqui! - eleitoralmente remuneradores. Pelo contrário. Numa cidade profundamente reaccionária (não falo da clivagem esquerda / direita sobre a qual teremos que voltar), a cultura é igual a esbanjamento, a favorecimento de parasitas, a criação e manutenção de subsidio-dependências. Um dos traços mais salientes do fechamento mental da cidade é o rancor que a população (sim, aquela mesma que aproveita e retira benefícios para adultos e para crianças) mantém contra os "artistas"; alternativos, cabeludos, vagamente ou menos vagamente suspeitos de serem drogados, porque não homossexuais, mais ou menos qualquer coisa de insuportável que cada um quiser, em todo o caso, como um comentarista genial sem querer dizia: "são uns PIMs", ou seja, são uns palhaços. E “palhaços”, é mau, claro. A profissão não foi resgatada por quem, palhaço nesse mau sentido, não brinca com coisas sérias: o poder.

Capítulo 2: A "esquerda" contra a "esquerda": uma esquizofrenia eborense.(proximamente)

José Rodrigues dos Santos,

Évora 23 de Agosto de 2013

37 comentários:

  1. O ps do brilhantina e do melgão são a linha mais à direita que já houve em Évora.

    E nós temos a esquerda contra a esquerda...

    nem para nós somos, porra!

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    1. Esquerda e direita não se resume ao formalismo de uns se sentarem de um ou do outro lado do hemiciclo.
      Esquerda e direita correspondem a determinados conteúdos, conceitos, e prática política.
      Por isso, não se chame esquerda à direita.

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    2. Eu referia-me ao bloco contra o pcp

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  2. Quando a Câmara de Évora foi pioneira na recuperação de bairros clandestinos (havia cerca de 30 bairros espalhados à volta da cidade, a maioria deles sem infraestruturas e sem a divisão de propriedade legalizada) não havia nenhuma Câmara de nenhuma cidade do país que tivesse encetado um tal processo. A CME teve a ousadia e a inteligência de iniciar esse processo. Por isso foi pioneira e serviu de exemplo para muitas outras. Agora é preciso voltar a ser ousado.

    Voltar a ser exemplo a seguir por muitas outras, como já em tempos aconteceu, quando foi a primeira CM a ter um PDM.

    Ou quando foi a primeira CM a regulamentar a PEREQUAÇÃO, que haveria de ser letra de Lei em 1999.

    Está na altura da Câmara Municipal de Évora voltar a ter a ambição e a coragem de resolver os seus problemas. Mas para isso precisa de resolver a incompetência que lá se foi instalando desde 2002.

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    1. Voltar a ser uma referência com o Sásá de Montemor? Deixem-me rir.

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  3. OS EBORENSES AINDA NÃO CONSEGUIRAM LIBERTAR-SE PA PESADA HERANÇA QUE A CDU LHES DEIXOU.

    Em 2001, quando a CDU abandonou a câmara, deixou atrás de si, para além de uma profunda anarquia no apuramento da situação financeira, só ultrapassável com o recurso a uma auditoria externa, uma divida, a fornecedores e ao setor financeiro, a rondar os 70 milhões de euros (14 milhões de contos), que condicionou, e continua a condicionar, a capacidade da câmara para o desenvolvimento de projetos fundamentais para o Concelho.
    Era uma dívida que, a custos de hoje (corrigidos pelos valores da inflação) andaria por volta dos 90 milhões de euros, repito 90 milhões de euros, muito superior, em termos reais, à divida de hoje de 75 milhões.
    Para que melhor se perceba a dimensão destes números, e para desmascarar a campanha de mentiras da CDU e do seu candidato a presidente, basta recordar que os 70 milhões em 2001 correspondiam a 291% do total das receitas, não financeiras, desse mesmo ano (24,07 milhões de euros – Relatório e Contas de 2001). O mesmo rácio calculado atualmente, é de 195% (receitas não financeiras em 2012 – 38,4 milhões de euros – Relatório e Contas de 2012). Fica assim demonstrada à evidência a situação de verdadeiro descalabro da situação financeira que o PS herdou da CDU.
    Para, em 2001, se pagar a dívida da CDU seriam necessários quase 3 anos de receitas da Câmara, para pagar a dívida hoje serão necessários 2 anos de receitas. Os dados são públicos e indesmentíveis e constam dos documentos aprovados pela Câmara e Assembleia Municipal de Évora, nos anos de 2001 e 2012 respetivamente.
    A CDU, pela ausência de propostas, escolheu como tema de campanha a afirmação de que “a Câmara Municipal de Évora se encontra em falência técnica” (afirmação completamente destituída de conteúdo e de grosseira ignorância dos conceitos económico financeiros).
    De facto, face à atual lei de financiamento das autarquias locais, a Câmara Municipal de Évora encontra-se em “desequilíbrio financeiro estrutural” onde sempre esteve durante os últimos mandatos da CDU, a declaração formal dessa situação só não existiu porque, a lei que a prevê, só foi aprovada em 2005 já com a CDU na oposição. A situação de desequilíbrio financeiro, de fato, já existia em 2001 como, aliás, se demonstrou no parágrafo anterior.

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  4. (continuação)

    Para ultrapassar essa situação financeira estrutural, apresentou a atual Câmara Municipal, um programa de reequilíbrio financeiro (PAEL) que prossupõe um empréstimo bancário de longo prazo, no valor de 32 milhões de euros, a amortizar no prazo de 20 anos a uma taxa de juro que andará à volta de 4% ao ano.
    Mas a CDU que votou contra este plano, contraiu só no seu último mandato empréstimos no valor de 41,2 milhões de euros (1998 – 5.7; 1999 – 5.6; 2000 – 12.7; 2001 – 17,1), a taxas de juro muito mais elevadas, e que foram, ou ainda estão a ser, pagos pela gestão do PS, constituindo-se esse compromisso um dos mais importantes condicionantes da atividade da atual gestão camarária.
    A narrativa, da falência técnica da Câmara, escolhida pela CDU, para estas eleições é ainda mais extraordinária se nos lembrar-mos que a CDU governou em tempos de “vacas gordas”, tempos em que as transferências do orçamento de estado para as câmaras municipais eram bem superiores, em percentagem do orçamento.
    Tempos em que era fácil o acesso aos fundos comunitários (sobretudo nos 1º e 2º QCRs). Tempos em que a comunidade permitia o recurso à administração direta na execução dos projetos, advindo desse facto condições ótimas para as câmaras que, dessa forma, executavam obra sem grande necessidade de financiamento nacional para corresponderem ao cofinanciamento a que hoje estão obrigados.
    Eram tempos em que muitos dos municípios, melhor infraestruturados do Alentejo, (Elvas, Reguengos, Portel, etc) souberam aproveitar o vento que soprava favorável. Eram tempos em que a cidade de Évora e os eborenses viam passar ao longe todas as oportunidades. O Concelho nunca mais recuperou das desastrosas políticas da CDU e apresenta ainda hoje um elevado défice infraestrutural, em tempos em que se começa a falar na necessidade das autarquias mudarem de paradigma e encerrarem o processo de infraestruturação, Évora, infelizmente, não pode passar a esta fase. O legado da CDU, ao Concelho, e sua pesada herança continua a penalizar-nos a todos e a amarrar-nos a uma posição onde já não deveríamos estar.

    retirado do Diário do Sul

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    1. O Diário do Sul, essa luminária da independência jornalística, do rigor informativo e da qualidade dos seus cronistas!

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    2. Quem é o autor do embuste?

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    3. Mentiras em que já poucos acreditam. E bastaria consultar os Relatórios de Contas para perceber que a dívida em 2001 era de cerca de 6 MILHÕES de euros. E com muito Património e Receitas para cobrir essa dívida.

      Se a dívida fosse aquilo que os mentirosos do PS dizem, os relatórios de contas, a partir de 2002, deviam traduzir essa realidade. Mas o que nos dizem não é nada disso.

      O que dizem os Relatórios de Contas é o seguinte:

      Em 2001 (câmara CDU) a dívida era de 37 milhões de euros.

      A partir de 2002, a câmara passou a ser gerida pelo PS.
      Eis a evolução do passivo exigível (a dívida):
      2002 - 39 milhões de euros
      2003 - 38 milhões de euros
      2004 - 41 milhões de euros
      2005 - 42 milhões de euros
      2006 - 44 milhões de euros
      2007 - 45 milhões de euros
      2008 - 49 milhões de euros
      2009 - 69 milhões de euros
      2010 - 68 milhões de euros
      2011 - 78 milhões de euros
      2012 - 74 milhões de euros

      Os 70 milhões só aparecem em 2009! E a acrescentar à dimensão estratosférica destes números, há que não esquecer que câmara PS alienou quase todo o Património municipal.
      Os NÚMEROS não enganam. A propaganda PS, sim!


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  5. o brilhantina e o resto dos palermas dos turcos fomentam um ódio muito grande entre o PS e o PCP. é gente que pisa e não presta. estão a criar odio entre os eborenses

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  6. Haja coragem para enfrentar o corno nos cornos, JRdS


    Rui M Fialho

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    1. ...o touro nos cornos...

      Rui M F

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    2. Pensei que quereria escrever o corno dos cromos!

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  7. Objetivamente:
    1.Alguém tem dúvidas de que a qualidade de vida em Évora era em 2002 muito superior à atual?
    2. Quais as grandes negociatas e suspeições que recaem sobre o poder autárquico da CDU em Évora? E sobre o poder PS?

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    1. A qualidade de vida era em 2002 em todo o país melhor do que hoje.

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    2. Queres ver que foi o comunismo que trouxe qualidade de vida desde a adesão à CEE em todo o país..

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    3. O que ei sei é que as ruas foram arranjadas e andavam limpas. Agora, nem isso...

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  8. Évora é uma cidade dominada por caciques,a dita comunicação social é controlada pelo poder instalado,a Universidade é dirigida por inquisidores tipo Ausendas.....realmente esta cidade ainda não se libertou da inquisição e dos fascismos.

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    1. Vê lá o que sabes que a Ausenda já não lá está vai para 4 anos!

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    2. "tipo ausendas" poderia querer dizer martas?

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  9. Intelectuais criminosos
    - fazem citações de escritores, que muito poucos conhecem, para promoverem e "sustentarem" as suas falácias e embustes;
    - fartam-se de escrever, mas quase nada tem a ver com a realidade;
    - distraem e confundem as questões que nos atormentam;
    - inventam, valorizam, e invocam formalismos, para atacar os competentes e honestos;
    - caluniam e rebaixam os políticos impolutos, até ao nível dos criminosos e incompetentes;
    - trabalham para os criminosos, que lhes dão de comer.
    São lacaios do crime que nos consome.

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  10. Uma cidade de MEDOS, onde os Corruptos se movimentam com toda a facilidade,o poder regional e local está nas mãos de parasitas e oportunistas,Mediocres e arrogantes,esta é a cidade dos nossos dias dominada pela santa aliança do Bloco central/opus dei/maçonaria.

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    1. Bloco Central / Opus Dei / Maçonaria / PCP

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  11. Deves ser um dos "honestos". E vê-se que és versado em filosofia antiga ou, pelo menos, na escola "sofista". Também tens uma verdade que é (quase) só tua e que andas a espalhar afanosamente. Valha-te São Gregório. Não bebas tanto que isso consome-te.

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  12. E eu que pensava que a dívida do PCP era de 15 milhões de contos. Afinal era de 14...Ok.
    São menos 5 milhões de Euros.

    Onde é que os gajos escavacaram tanto papel?

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    1. Os papagaios não pensam. Papagueiam aquilo que ouvem.

      Se tu pensasses saberias que isso não passa de uma das maiores invenções/mentiras do PS/Évora. Mentiras em que já poucos acreditam. E bastaria leres os Relatórios de Contas para perceberes que a dívida em 2001 era de cerca de 6 MILHÕES de euros. E com muito Património e Receitas para cobrir essa dívida.

      Se a dívida fosse aquilo que os mentirosos do PS dizem, os relatórios de contas, a partir de 2002, deviam traduzir essa realidade. Mas o que nos dizem não é nada disso.

      O que dizem os Relatórios de Contas é o seguinte:

      Em 2001 (câmara CDU) a dívida era de 37 milhões de euros.

      A partir de 2002, a câmara passou a ser gerida pelo PS.
      Eis a evolução do passivo exigível (a dívida):
      2002 - 39 milhões de euros
      2003 - 38 milhões de euros
      2004 - 41 milhões de euros
      2005 - 42 milhões de euros
      2006 - 44 milhões de euros
      2007 - 45 milhões de euros
      2008 - 49 milhões de euros
      2009 - 69 milhões de euros
      2010 - 68 milhões de euros
      2011 - 78 milhões de euros
      2012 - 74 milhões de euros

      Os 70 milhões só aparecem em 2009! E estes, depois da câmara PS ter alienado quase todo o Património municipal.
      Os NÚMEROS não enganam. A propaganda PS, sim!

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    2. Hoje não foram trabalhar para a festa do Avante? Baldaram-se?

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  13. A cidade de cultura "inexistente" neste post, não pode ter a minha concordância, embora o autor tenha razão em muitas das coisas que diz! Sim, esta ainda é a cidade de guetos, dos medos, da influencia dos fortes sobre os fracos e da Igreja! A memoria da inquisição ainda impregna o ar que respiramos, a Universidade, a câmara e a fundações, que poderiam ser pontos fortes de desenvolvimento cultural e educacional, não cumprem esse papel e sim o papel de caciques, protegendo os seus clãs não a cidade no seu todo!
    Mas a cidade de cultura existiu... não vou falar de um tempo que não vivi ( e das muitas companhias e colectividades que existiam em Évora nos anos 50 e 60), não vou falar da historia de pintura ou da fotografia ( que nos anos 20 e 30) aqui tinham grandes e importantes profissionais. Não vou falar dos grandes grupos de escritores e pintores que aqui desenvolveram e realizaram o seu trabalho (na década de 40 e 50).
    Não, falo do tempo da minha adolescência, o tempo que vivi. E nesse tempo (na década de 70 e 80) Évora viu aqui aparecer o 1º Festival Jovem, encontros de Jazz internacionais, Jornadas clássicas e Mediterrâneas. Encontros de tradição Europeia, as primeiras recriações históricas do País, grandes jornadas literárias e conferencias Internacionais sobre muitos temas. Mostras e exposições de pintura de nomes internacionais de grande importância mundial, isto para alem do aparecimento de um dos primeiros festivais de verão internacionais (grátis e publico), que trouxe a Évora nomes de referencia mundial na área da musica, teatro e arte contemporânea. Também aqui se instalou uma das primeiras companhias teatrais da descentralização! Se isto não é cultura, desculpe mas não sei que seja! Se mais deveria ter sido feito, é provável, mas é sempre possível fazer mais e melhor! O que sei é que se esta fosse uma cidade sem cultura a minha geração não teria tido contacto com tantas e boas coisas nesta área!
    Lurdes

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  14. Lurdes, filha

    No tempo das vacas gordas havia papel à fartazana para festas e outras coisas culturais em qualquer esquina por esse país fora. Lembro-me muito como alguns dos agentes supostamente culturais não profissionais, tiravam férias do trabalho e conheceram toda a URSS, Cuba, países de Leste, etc e tal.

    Vacas gordas minha jovem. Outros tempos em que a lei do endividamento era generosa.

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    1. Chama-lhe 'vacas gordas' e não olhes para a incompetencia e compadrios que se instalaram na CME, onde se têm gasto rios de dinheiro.
      A começar pelo elefante branco a que chamam Arena.
      A continuar pelo enterrar de dinheiro inutil, como acontece na zona dos Leões
      A terminar pelo gasto em estudos e projectos inúteis (alguns deles em duplicado (!!!) como aconteceu com a Acrópole XXI).
      Não houve falta de dinheiro (pois a dívida está lá...), mas sim incompetência e desvario na forma como o gastaram.

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    2. E os 14 milhões de contos que o PCP cá deixou para as calendas?

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    3. Não sejas papagaio e aprende a fazer contas. 37 milhões de euros são 6,5 milhões de contos.

      E, além disso, tens de fazer contas ao Património que existia e foi alienado ao desbarato. Os terrenos do PIC, centenas de lotes para construção e sobretudo as infra-estruturas de águas e esgotos entregues à AdCA que valiam muitas dezenas de milhões de euros, mas que o PS resolveu 'oferecer' aos amigalhaços...

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    4. por vaca gorda estará a dirigir-se a alguém da presente vereação?

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  15. ...para coisas públicas contam os tostões e para festas para alguns nem por isso , foi em 2011 ... 2012 ... 2013 ...será em 2014 ... 2015 ...

    Pode ser ?

    No ano de 2011 o IFAP atribuiu subsídios no valor de €9.823.004,34 às empresas e membros das famílias da tauromaquia.
    Ortigão Costa - 1.236.214,63 €
    Lupi - 980.437,77 €
    Passanha - 735.847,05 €
    Palha - 772.579,22 €
    Ribeiro Telles - 472.777,55 €
    Câmara - 915.637,78 €
    Veiga Teixeira - 635.390,94 €
    Freixo - 568.929,14 €
    Cunhal Patrício - 172.798,71 €
    Brito Paes - 441.838,32 €
    Pinheiro Caldeira - 125.467,45 €
    Dias Coutinho - 389.712,42 €
    Cortes de Moura - 313.676,87 €
    Rego Botelho - 420.673,80 €
    Cardoso Charrua - 80.759,12 €
    Romão Moura - 248.378,56 €
    Brito Vinhas - 53.686,78 €
    Romão Tenório - 283.173,89 €
    Sousa Cabral - 318.257,79 €
    Varela Crujo - 188.957,35 €
    Assunção Coimbra - 330.789,44 €
    Murteira - 137.019,76 €

    Andam os canis municipais a matar cães e gatos porque não têm mais espaço para os acolher e há 10 milhões de euros aplicados na tourada só no ano de 2011? As associações vivem de CARIDADE! Tal como os velhotes que nem têm dinheiro para pagar os medicamentos com a porcaria de reforma que recebem! Este Verão vamos ver mais e mais florestas a arderem porque as câmaras não têm subsídios para a limpeza das mesmas, e Portugal não tem dinheiro para comprar helicópteros. Andam as esquadras da polícia podres e os carros enfiados em garagens porque não há fundos para os arranjar. Andam as crianças a ir para a escola sem tomar o pequeno almoço porque há famílias que só têm dinheiro para pagar a porcaria das rendas para não dormirem na rua. Foram cortados subsídios de Natal para ajudar a pagar a dívida portuguesa ao estrangeiro. Não há dinheiro para nada mas há 10 MILHÕES DE EUROS para a tauromaquia só num ano?





    ... podem continuar assim sempre !!!!


    Jorge

    ( ciclista )

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    1. ò Jorge és mesmo inteligente. Preocupa-te que haja "10 MILHÕES DE EUROS para a tauromaquia só num ano" mas já não achas importante que a Câmara de Évora esteja a DEVER umas centenas de milhar pelo que contratou com os agentes culturais...

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