domingo, 25 de agosto de 2013

Proposta PSD/Évora: criar um polo de animação comercial no Centro Histórico e requalificar o Rossio...


As notícias sobre as dificuldades de exploração (até agora a 60%) do novo espaço comercial de Badajoz, permitem-me voltar à carga com a minha defesa desde há mais de uma década: nem aquele modelo, nem o fórum eborense (à moda do Montijo) com construção parada e que será mais um elefante branco da gestão socialista, são adequados a Évora, cidade que tem um centro histórico classificado como património da humanidade pela UNESCO.
O pior é que a CME, presidida pelo PS, teve a oportunidade de, por iniciativa do PSD, implementar a solução adequada, depois de ter prometido 5 centros comerciais a todos os possíveis e imaginários promotores de projetos comerciais durante as 3 campanhas eleitorais dos últimos 12 anos, resultando na perda de milhões de € dos mesmos, devido à ilusão criada pelo PS de Évora.
Foi em tempos solicitado pela CME, por iniciativa do PSD, a um Centro de Estudos associado a uma Universidade portuguesa, a elaboração do estudo de "Avaliação dos Impactos dos Centros Comerciais na cidade de Évora", com vista a ajuizar politicamente mas com algum fundamento técnico e científico, os pedidos de instalação dos 5 projetos de investimento comercial para Évora que entretanto lhe chegaram à mão.
A principal preocupação era a de perceber se seria possível sustentar, em Évora, tal quantidade de intenções de investimentos, com formatos e dimensões disparatadas logo à vista desarmada e, mais ainda, a de equacionar a melhor localização para os empreendimentos, à luz da necessidade harmonia com a valorização turística do comércio tradicional e genuíno (e não os chineses) em pleno Centro Histórico, de forma a dar escoamento aos produtos regionais associados a uma marca Évora e Alentejo, de cariz local e regional, porque Évora é a mais importante cidade do Alentejo.
Infelizmente, como em tudo o resto durante as últimas décadas, a inteligência não foi visível nos paços do município PS, embrulhado nas promessas/compromissos assumidos de forma leviana com os potenciais investidores durante a campanha eleitoral, os quais eram pura ilusão e, por isso, uma vigarice eleitoral.
O estudo elaborado sobre a viabilidade dos espaços comerciais em Évora, apontou uma proximidade ao Centro Histórico como a mais adequada para um (e apenas um) espaço comercial e de lazer a criar em Évora, promovendo dessa forma, por via da complementaridade, a revitalização do pequeno comércio daquela área e a requalificação urbana da Rua de Avis e Rua do Muro. 
E o que fez o PS na CME? Não aproveitou para negociar a deslocalização da intenção de investimento comercial da zona industrial de Almeirim, para o espaço que tinha ficado vago (por devolução de terreno da Universidade de Évora) entre as rotundas da Lagoa e de Avis, onde acabou por fazer aquela coisa hibrida das hortas urbanas com uma vergonhosa taxa de abandono e, antes insistiu em deixar continuar a construção do fórum comercial que sabia não seria viável nem servia os interesses de Évora, pela sua localização.
Criar um polo de animação comercial numa ponta do Centro Histórico e requalificar o Rossio (na outra ponta), continua a ser urgente para dinamizar todo um corredor que inclui as ruas da Lagoa, de Avis, da República, o Jardim das Canas, a Praça do Girado, o Mercado 1º de Maio. O PSD sempre o defendeu e… continuará a lutar por essa solução.

5 comentários:

  1. Na matéria do post, tenho a mesma opinião de Palma Rita.
    Creio que as 'novas centralidades' do PS e a passagem do 'Centro' para o Parque Industrial, não passaram de um disparate para a cidade.
    Évora precisa de se recentrar, se quiser salvar o seu Centro Histórico mantendo-o vivo, com habitação, e também com actividades económicas e culturais sustentáveis.

    Temos de inverter a situação de declinio dos últimos anos. E na maior parte das matérias é possível haver consensos e trabalhar em conjunto para o bem da cidade e dos eborenses.

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  2. A mim que não sou do PSD também me parece uma boa ideia. Mas o que é que se pode fazer agora: fazer implodir o Centro Comercial ainda em obras (era um bom espectáculo!) e já agora juntar o Eborim (que está numa ponta do Centro Histórico e teve que fechar) e também fazê-lo implodir? E porque não implodir logo a sede do PSD, e mais a do PS que estão ali logo à mão de semear? E implodir a cidade, as muralhas, a sé, o palácio da inquisição? Implodir tudo e reconstruir de novo que é o que este governo do sr. Rita anda a fazer, como antes o do senhor Zorrinho fez. Implosão por implosão impludam-se vocês que eu fico a ver - para que a coisa resulte é sempre preciso haver alguém que fica a tomar conta da ocorrência para ver se resultou ou se é preciso voltar a acender a mecha da carga de dinamite. Eu voluntario-me para esse papel.

    e.u.

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  3. É o embuste do costume.

    O terreno no Parque Industrial foi adquirido pela câmara CDU, para instalar o parque de exposições da cidade.
    Quando tomaram o poder, PS e PSD alienaram o terreno para instalar as "grandes superfícies", sabendo à partida que não há em Évora consumo suficiente para as suportar. E, no processo, levaram à falência o pequeno comércio da cidade.
    Aí o PSD e o Palma Rita ficaram caladinhos, votaram a favor, e deixaram o negócio correr.

    Agora que o mal está feito, que os negócios estão a falir, o Palma Rita quer mais do mesmo.
    Quer alienar o terreno da câmara na Porta de Avis, para fazer mais um mamarracho, falido à partida.
    Quer permitir mais um negócio com os terrenos da câmara, para lucro dos especuladores amigalhaços do PS e do PSD.
    E a cidade que pague todos os prejuízos.

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  4. Em todo o lado abrem centros comerciais sem impedimentos e até quase se tocam lado a lado uns dos outros .

    Em Évora existe uma situação camuflada como existia no Porto com o futebol , foi preciso Rui Rio separar as águas .

    Em Évora existem uma dezenas de xuxas que na parte económica comandam os destinos da Cidade , pertencem a organizações e assembleias votantes .


    A CME tem medo deles e só faz o que eles na mesa redonda ordenam !!!


    Jorge
    ( ciclista )

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  5. Évora não precisa de mais elefantes brancos. O que precisa é que os órgãos locais sintam o que os seus que aqui trabalham, estudam, investem, ouçam os seus problemas e apreciem as soluções que propõem e finalmente apresentem uma solução integradora de todas as atividades económicas. É para isso que a Camara e demais órgãos servem e não para as negociatas por baixo ma mesa. Quem aqui vive deve determinar o seu destino e dos vindouros respeitando o que os antepassados fizeram.

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