sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Évora: tudo em aberto a um mês das eleições


Fiquei "siderado" com o tom cordial, amigável, construtivo desta conversa entre a Dores Correia e José Rodrigues dos Santos, nada habitual em Évora, seja por falta de espaços, seja pela falta de qualidade humana e argumentativa. Era disto que se deviam fazer as campanhas eleitorais: discussão concreta de situações. O porquê do voto nesta ou naquela força política, pelas suas qualidades e não pelo demérito do adversário. Estão de parabéns e espero que o exemplo frutifique.
A um mês exacto das eleições em Évora faltam debates, inicativas, conversas que não estejam apenas viradas para dentro de cada uma das forças políticas em confronto nestas eleições. Que a cidade, na sua diversidade, possa participar. Mas o que se passa é o mesmo de sempre: todas as forças políticas a falarem para dentro, nas suas zonas de conforto, a "convencerem" quem já está convencido. Nesta perspectiva a prestação dos partidos políticos é paupérrima: passam a campanha em pequenas acções, sem discussão nem debate, quase como as vendedoras de "tupperwares" de antigamente - vão pelos bairros e num porta a porta que, sendo de proximidade, não deixa uma ideia, uma sugestão, um olhar que seja sobre a cidade. Ele são festas e festinhas, "bejecas" ao fim da tarde na tasca de bairro, enquanto se distribue um folheto, não batas a essa porta que esse não é dos nosssos e vamos embora que o bairro "já está feito". Repetem as apresentações de candidatos para a Câmara ou para as juntas, mas sempre com o mesmo discurso de cátedra: nós somos os melhores, o resto ou não existe ou são uns anormais que para aí andam... 
Sem conseguirem respeitar o adversário, duvido que se respeitem a si próprios.
E para acrescentar a este estado de indigência eleitoral - a que não será estranha a escolha dos cabeças de lista quer da CDU, quer do PS, que não são, claramente, escolhas naturais - aí está a sondagem da SIC/Expresso de há uma semana a prová-lo: ao contrário do que as hostes do PCP julgavam (que tudo estaria ganho) e daquilo que muitos militantes do PS pensavam (a Câmara estava perdida) afinal a "luta" ainda pode ser renhida e os dois principais partidos estão, nesta altura, empatados. Mas a sondagem (é uma sondagem!) tem alguns outros dados interessantes: o PSD/CDS mantêm a votação de há quatro anos sem parecer terem sido "arranhados" pela governação central e o BE sobe quase para os dois digitos - quadruplicando os votos de há 4 anos - podendo mesmo alcançar um lugar na vereação. E mais importante do que isso: segundo esta sondagem, grande parte dos votos do BE (ao contrário daquilo que os arautos do PCP/Évora afirmavam aqui mesmo neste blogue) vêm do PS (que desce sensivelmente na mesma proporção dos votos ganhos pelo BE). Ou seja: se o BE eleger um vereador será sempre "à custa" do PS e não da CDU.
Trocando por miúdos, segundo esta sondagem, se a CDU ganhar a Câmara de Évora ao PS será porque teve a "ajuda" do BE no "roubo" de votos ao PS. Não se percebe assim a animosidade caceteira e controleira que o PCP em Évora tem vindo a manifestar contra o Bloco de Esquerda que, pela sua parte, só teria a ganhar se definisse claramente a importância que teria a eleição dum veredor seu no elenco camarário. Deixo este conselho: as próximas semanas, para o BE, devem ser focalizadas sobre a importância para os cidadãos de Évora em terem o BE representado na Câmara (é treta vir dizer que ganham a Câmara. Mas que diferença poderá fazer uma vereadora do BE na autarquia? - este sim é o ponto chave e diferenciador para o voto de muitos eborenses na Maria Helena Figueiredo). Mais ainda, independentemente dos resultados do BE nestas eleições, acho que está aberto o caminho para a construção de um espaço independente e alternativo para daqui a quatro anos, sem dependências partidárias, que consiga romper com o bipolarismo doentio a que o bipartidarismo conduziu a cidade de Évora. Será que os "independentes" do BE estarão dispostos a dar esse passo? Vamos a ver: uma boa votação hoje no BE poderia ser útil para a construção amanhã de uma alternativa local, sem espartilhos partidários.
No mais, está tudo em aberto e dentro de um mês se saberá. Bom resto de campanha a todos. Eu não votarei. Mas acho que quem quer votar o deve fazer em plena liberdade e sem qualquer tipo de constrangimento. Só as ditaduras - de um e outro tipo - é que impedem o voto e as candidaturas plurais, de uma forma livre e universal.

24 comentários:

  1. Independentes ou não no BE (quase todos deram "barraca" a começar pelo Sá Fernandes em Lisboa) é complicado sair daquela cartilha ideológica que define os bloquistas, como comunistas "mansos".

    Qualquer independente nunca terá pensamento próprio dentro do BE a menos que tenha alguma coisa a ver com socialismo utópico, Trotsky e toda essa panela ideológica pró comunista/anarquista inspirada no inicio do Séc. XX. No BE a base ideológica continua a ser o anti capitalismo.

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  2. «a prestação dos partidos políticos é paupérrima: passam a campanha em pequenas acções, sem discussão nem debate...»

    Parece-me que quem não aceitou debates, com uma desculpa estapafúrdia, foi o PS. Por isso não dar o nome ao boi e meter tudo no mesmo saco é, no mínimo, pouco sério.

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  3. «ao contrário do que as hostes do PCP julgavam (que tudo estaria ganho) e daquilo que muitos militantes do PS pensavam (a Câmara estava perdida)»

    Conseguirá o articulista indicar uma fonte, um texto ou simples declaração que fundamente esta afirmação de que as "hostes" de uns julgavam "tudo ganho" e de outros "tudo perdido".
    Claro que não. Mas ele precisava de INVENTAR uma boutade para justificar a sua tese estapafúrdia... e dar uma forcinha aos seus amigalhaços.

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  4. Que a eleição seria renhida, já há muito se sabe.
    Que a disputa é entre PS e CDU também não há dúvidas.
    Que o BE não terá votos suficientes para eleger um vereador, a não ser que os conquiste ao PS, também já se sabia.

    Há apenas uma incógnita: a Decisão do TC sobre a interpretação da lei das acumulações de mandatos. E é aqui que ainda se pode jogar muita coisa.

    Se a decisão for favorável ao BE, este ainda pode ambicionar a conquista de um vereador... A disputa final dependerá de quem a CDU indicar para substituir Pinto de Sá. Mas o prato da balança penderá para o PS.

    Se a decisão for desfavorável ao BE, este bem pode despedir-se da hipótese de eleger um representante. Por sua vez a CDU terá nesta decisão um trampolim que dará a vitória em 29 de Setembro.

    Nos primeiros dias de Setembro se saberá, quem ganha e quem perde com a arriscada estratégia do BE...
    Eu no lugar deles não estaria muito confiante.

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    1. Nem se trata de ser uma decisão favorável ao BE!
      Trata-se de esclarecer toda uma Nação acerca da ambiguidade e da leviandade com que se fazem as leis neste país, onde até os Juízes não se entendem quanto à sua interpretação.

      Particularmente, se o BE dobrar a votação para a câmara, assembleia ou freguesias, mesmo não elegendo nenhum vereador (é certo - mas nunca se sabe - que não elegerá nenhum) é já uma claríssima vitória deles.

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    2. Convém não esquecer que a 'ambiguidade' e a 'leviandade' teve o voto favorável do BE e do PS.
      Não esquecer que o PS se recusou a clarificar a 'leviandade' no local onde deveria ter sido clarificada: a Assembleia da República.

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    3. O Bloco de Esquerda presta-se a este papel porque a sua implantação autárquica é próxima de zero (1 presidência de câmara, 4 presidências de junta e 9 vereadores). Como não consegue implantar-se no terreno tão pouco nas urnas de voto, tenta fazê-lo na secretaria e nos tribunais.

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    4. De acordo quanto a primeira parte. Seria muito triste que um partido fosse prejudicado nas urnas, por ter apresentado uma contestação legitima junto dos Tribunais face ao não cumprimento da lei existente. Não se trata só de uma questão formal, trata-se de uma questão politica. Estão em causa princípios éticos e republicanos. Quem defende a perpetuação no poder sob a capa da competência, no fundo o que pretende e servir-se a si próprio e não a democracia. Só são competentes os já eleitos em dois mandatos consecutivos? Não existem outros quadros competentes no seu seio ou na sociedade?.
      Outros propagam que são cortados direitos civis e democráticos com a proibição plasmada na lei. Outro argumento perigoso. Então só o cargo de presidente é que conta. A isto chama-se fobia pelo poder e também não largar o "tacho".
      O Bloco de Esquerda e a associação cívica têm toda a razão.
      Quanto a segunda parte o que é certo é que andam todos aflitos. É só contas de merceeiro. O que interessa é que existe uma alternativa a esquerda e ela é corporizado pela candidatura do BE. Cabe-lhe demonstrar a justeza e importância das suas propostas. Os munícipes eleitores podem julgar nas urnas todas as propostas politicas exequíveis para melhorar as suas vidas e não os jogos de interesses, muitos deles obscuros, que infelizmente existiram e continuariam a existir caso continua-se tudo como tem estado até aqui.

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    5. Sim...o BE e o PS (mais o PSD) votaram a favor da lei e o CDS absteve-se.
      Mas o PCP? Porque se opõe a toda e qualquer lei que impeça a eternização dos mandatos?

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    6. E o povo, pá!
      Não deve ser o povo que vota, a decidir sobre a dita 'eternização' dos mandatos?
      Então para que serve a democracia, se o voto do povo não serve para escolher os candidatos que quer?

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    7. Também serve para os Isaltinos, as Fátimas, os V. Loureiro e outros serem reeleitos, para já não falar do tira PS coloca PSD, tira PSD coloca PS nas eleições nacionais. Se não percebes, tenho pena pá.

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    8. Os Isaltinos, as Fátimas e os Loureiros, devem ser impedidos de concorrer por corrupção e gestão danosa. Não por terem atingido o limite de 3 mandatos. Aliás, a Fátima Felgueiras foi apanhada na corrupção logo no primeiro mandato.
      O que é preciso é haja leis, fiscalização e Justiça para apanhar e condenar os corruptos, impedindo-os de voltar a concorrer. Não esta legislação que equipara os corruptos com gente séria e honesta. Uma legislação que permite que os corruptos continuem a roubar como vereadores, ministros ou noutros cargos públicos. Uma lei destas não presta. E só o Bloco arece não perceber e querer meter esta trapalhada pelos olhos dentro dos portugueses...

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    9. Não responde ao resto e isso é que é o importante. Claro que é preciso que todos (cá no burgo também os há a décadas)sejam condenados quando cometem crimes, mas infelizmente não é isso que acontece porque é o fim da linha e está muita gente envolvida, os tais interesses que geram o caciquismo e que no antigamente permitiu e contribuiu para manter uma ditadura em plena Europa, apenas acompanhados pela Grécia dos coronéis e a Espanha.
      O problema é o início da linha se não existir prevenção, como democrata também me custa a aceitar, mas não temos outra solução enquanto os partidos permitirem que tais fenómenos aconteçam. Penso que esta lei deveria ter sido publicada em 1974 após o 25 de Abril, dado os antecedentes, acompanhada de leis penalizadoras e inibidoras de os criminosos continuarem nos tachos. Hoje se calhar seria dispensável.

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  5. Cãmara contrata empresas para "limpar" a cidade,PS/Évora envia documentos por correio aos cidadãos..................de onde apareceu tanto dinheiro?

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  6. Os Patos Bravos ainda têm MUITA Força.

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  7. E ganharam MILHÔES nos últimos 12 anos.

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  8. A Silveirinha........refeitório da CME.......urbanização junto ao Garcia de Resende..........tantos milhões..........

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    1. investiga mas é as negociatas da CDU com a construtora HCI e já agora a construção do Mar de Ar Muralhas, de passagem investiga os grupos musicais que vinham ao, defunto, viva a rua, pagos pelo PCP pelo dobro do cachet para depois irem atuar à borla à festa do avante.

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  9. Se o Luis Bernardes vivesse em Évora, viesse a Évora e não tecesse considerações com base no que encontra na net, muito especialmente nos posts e comentários do A Cinco Tons, diria certamente muito menos disparates.

    Hoje o que leva o troféu é, sem dúvida, o seguinte:

    «Não se percebe assim a animosidade caceteira e controleira que o PCP em Évora tem vindo a manifestar contra o Bloco de Esquerda»

    Fica o Luis Bernardes desafiado a indicar os abundantes comunicados oficiais do PCP, as abundantes declarações dos seus dirigentes, dos seus candidatos ou mesmo dos seus militantes que possam fundamentar tão falsa, preconcebida, absurda e disparatada afirmação.

    Já se der uma vista de olhos aos comunicados bloquistas, aos artigos e crónicas dos candidatos bloquistas e às contas do facebook (abertas por opção dos próprios) dos candidatos bloquistas pode ser que tenha uma surpresa quanto a quem anda obcecado com quem.

    E depois já era altura dos Luises Bernardes deste mundo (visto que a ignorância que evidencia da campanha no concelho é mais que reveladora de que aqui não vive) descessem lá das nuvens dos seus preconceitos e das suas formatações mentais e tivessem a sobriedade e a modéstia de encarar os factos, crus e nus, tal como são cá em baixo, no terreno.

    Não foi a CDU que impugnou (impugnou, reclamou da sentença e recorreu para o Tribunal Constitucional) a principal candidata do Bloco. Foi, isso sim, o BE que impugnou o principal candidato da CDU.

    Felizmente o tribunal aqui em Évora (tal como anteriormente em relação ao Movimento Revolução Branca) frustrou por duas vezes essa anti-democrática tentativa. Senão, enquanto se aguarda a decisão definitiva do TC, o principal candidato da CDU (que, a propósito, foi, sim, uma "escolha natural", dada a sua capacidade e experiência, as provas dadas e o entendimento partidário do que, inserido no trabalho colectivo característico da CDU, poderia dar como presidente ao Concelho de Évora), senão o candidato da CDU, repito, pura e simplesmente, estaria neste momento judicialmente excluído da candidatura (e da campanha).

    Mesmo que, como previsivelmente se espera, o TC viesse a "readmiti-lo", visto que se teria violado o direito fundamental de um cidadão se candidatar (pela primeira vez, note-se) à presidência deste município, o Luis Bernardes pode imaginar, especialmente no contexto renhido de disputa com a candidatura socialista que refere, o efeito arrasador e possivelmente os danos irreparáveis que teria tido na opinião pública e eleitoral a exclusão ilegal e ilegítima do principal candidato? Se, mesmo apesar das decisões favoráveis do tribunal eborense, a permanência da controvérsia legal alimentada pelo BE, a ser definitivamente resolvida na primeira semana de Setembro, penaliza o candidato e a candidatura, imagine o Luis Bernardes o que seria se as tentativas antidemocráticas do Bloco tivessem vingado provisoriamente no concelho.

    A tentativa administrativa de afastar um concorrente eleitoral, a insistência em conseguir por portas travessas o que não se consegue no confronto político, é, sem dúvida, a maior mancha destas eleições autárquicas em Évora.

    A, nas palavras empregues por Luís Bernardes com destinatário errado, "animosidade caceteira e controleira" do Bloco de Esquerda em afastar Carlos Pinto de Sá é nódoa que não se apagará com as esfarrapadas desculpas que se aguardam quando sair a decisão definitiva.

    Perto disto, só as toneladas de mentiras infames que o PS tem vertido sobre a acção camarária da CDU. Interrompida há doze anos, para grande perda da nossa terra, mas que o PS, virando o bico ao prego, deturpa e maldiz miseravelmente como cortina de fumo da posterior decadência da cidade e do concelho, muito especialmente no último mandato, de que, surpreendentemente nunca fala.

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  10. Oh camarada anterior, assim é que é falar.
    Viva, tens o discurso bem preparado.
    Tal é o medo tens dos Luis Bernardes.
    Foram Estalines como tu, que criaram na Sibéria, os gullags.
    E se o TC, disser que o BE tem razão.
    Deves fugir, concerteza, do país.
    Pensava que no PC, havia cabeças pensadoras, um pouco superiores à tua.
    António Gomes

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  11. Oh camarada anterior, assim é que é falar.
    Viva, tens o discurso bem preparado.
    Tal é o medo tens dos Luis Bernardes.
    Foram Estalines como tu, que criaram na Sibéria, os gullags.
    E se o TC, disser que o BE tem razão.
    Deves fugir, concerteza, do país.
    Pensava que no PC, havia cabeças pensadoras, um pouco superiores à tua.
    António Gomes

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  12. Farto-me de rir com os calimeros do PCP e essa sua superioridade moral para falar em democracia, liberdade, direitos e garantias, e bla bla bla.

    É obvio que o PCP está incomodado, seja com o Bloco, seja com quem denunciar aos tribunais esta questão.
    Estou até convencido que todos os casos duvidosos - O PCP tem 3 ou 4 - serão resolvidos como se resolve tanta coisa em Portugal: passa-se uma borracha pelo assunto, e não se fala mais nisso.

    Mas o Bernardes está certo. O BE deveria mais lutar pela vereação e menos pela presidência. Para isso, a candidata (ou o BE se ele quem manda na coisa) tem que mostrar fibra, ideias concretas e contemporâneas e acima de tudo, dizer ao que vêm e não vêm, sem hesitações.

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  13. Uma cidade governada por trolls comunas seria uma cidade perdida. Sejam do PCP ou do BE.

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  14. Já é uma cidade perdida : foi governada durante 12 anos consecutivos pelo PS e aí está o resultado ! Dívidas de mais de 80 milhões de euros, um programa de empréstimo pior do que aquele que os governos PS/PSD/CDS contrairam com os credores externos, resultados líquidos negativos em 2012 de quase 11 milhões de euros, declínio do centro histórico , investimentos duvidosos em empresas que de um momento para o outro fecham as portas e se deslocalizam, investimentos em propriedade privadas ( praça de toiros), abandono de imagens de marca : centro histórico, classificação como património mundial, cultura, gestão participada, descentralização, entre outras.
    Quem não pode continuar é o PS. A alternativa é claramente a CDU é deste tipo de governação que os eborenses sentem faltam e que anseiam que regresse à cidade e ao concelho

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