quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Escolhas pela positiva


FALTA APENAS UM MÊS para as eleições autárquicas... 
Daqui a um mês vamos eleger quem pretendemos ter a governar os nossos territórios. 
Muitos, muitas vezes, usam este direito, mais do que para escolher quem querem, para manifestar o seu descontentamento em relação a quem está a governar a nível nacional ou local ou relativamente a qualquer situação que lhes provocou revolta - e existem tantas situações que estão a provocar esse tipo de reacção -, ou, ainda e que é mais grave, porque já não acreditam nos partidos ou, pior ainda, nesta democracia, que tem vindo a ser limitada, em vez de qualificada. Muitos nem sequer votam, optando por se abster, por comodidade uns e outros por já não querer "dar mais para este peditório"... 
Todas estas razões são compreensíveis para estes tipos de atitudes perante um acto que nos devia interessar e mobilizar a todos. Infelizmente, esta conquista fundamental de Abril - o voto livre e universal -, tem vindo a ser condicionada e desacreditada por quem tudo tem prometido e tão pouco tem feito para cumprir - as promessas e o sonho de Abril. 
Como membro de um movimento independente e plural - Por Beja Com Todos -, depois de ter militado mais de 35 anos no PCP, estou convencido que estes movimentos podem resgatar a Política, na sua forma mais importante - a de serviço público, a de "interesse desinteressado", como referia um amigo meu para significar um grande empenho na resolução dos problemas dos territórios e das pessoas mas sem interesses pessoais. 
É fundamental que as pessoas participem activamente e exerçam a sua cidadania. E isso tanto pode acontecer nos partidos, nos movimentos independentes, no movimento associativo, no voluntariado, no dia-a-dia. 
É igualmente fundamental encarar a política na sua forma mais nobre, como atrás referimos, combatendo a politiquice, o carreirismo, o uso da política para resolver os problemas pessoais e, quantas vezes, o enriquecimento, se não ilegal, pelo menos imoral... 
Eu continuo a ter sonhos, que acredito que poderão ser concretizados quando, em vez de apenas mostramos os nossos descontentamentos, afirmarmos as nossas convicções, fizermos as nossas escolhas pela positiva. 
Quem sabe se isso não poderá já acontecer daqui a um mês...

Lopes Guerreiro (aqui)

1 comentário:

  1. O Povo é sereno, gritava uma vez o General Pinheiro de Azevedo a acalmar a multidão.
    E a multidão acalmou.
    E vai acalmando sempre, guiado por políticos da treta.
    Vai-se amochando deixando-se enrabar por este por aquele e depois vem de dia para a Praça do Giraldo ou outra praça de qualquer cidade queixar-se que foi enrabado.

    Isto tudo porque está de chegada mais uma daquelas enrabadelas que até fazem arder as bordas do cú.

    OS MANUAIS ESCOLARES
    A escola vai começar e os livros vão ter de ser comprados, sim, porque isto do ensino gratuito é só conversa.
    E de novo vem a temática dos manuais que numa escola são uns e noutra escola são outros.

    Passo a explicar:
    Na Gabriel Pereira, disciplina de (por exemplo) português 8º ano, foi escolhido o manual X.
    Já a Severim de Faria, mesmo ano escolar, mesma disciplina, o manual é outro o Z.
    A André de Gouveia tem o Y

    Ora, porque é que o Estado, detentor da Pasta da Educação e do Ensino Gratuito, antes de começar o ano lectivo e muito antes até, não reúne os manuais de todas as editoras e nomeia uma comissão de estudo que averigue qual o manual escolar que melhor servirá o ensino de cada disciplina?
    Esse manual, de cada disciplina, serviria para o mesmo ano de estudo, desde a primeira classe, até ao 12º, ano, para TODAS AS ESCOLAS DO PAÍS, em cada ano escolar.
    Todos os anos, ou melhor até, de 3 em 3 anos, a comissão reunir-se-ia

    Penso eu que à partida, todos os alunos iriam aprender da mesma maneira, a melhor maneira, com base do estudo feiro pela comissão de manuais,
    De norte a sul, os alunos dariam exatamente a mesma matéria.

    E o preço? Bem sempre ouvi dizer que se comprar em maior quantidade fazem o preço mais barato.
    Ora se a editora nomeada para um certo manual em vez de produzir 10.000, produzir 100 0u 200.00, ou mais ainda, o preço poderá ser muito mais reduzido.
    Agora podem perguntar. E as outras editoras que vão fazer aos manuais???
    Não os editem.
    Façam apenas a edição de estudo - 1 manual- para ser apreciado pela comissão. Se ganharem, muito bem, avancem.

    Mas o pior é que por detrás disto há grandes negócios estado-editoras-autores.

    Quando conseguirem que esse negócio acabe, podemos dizer que gastámos dinheiro para comprar os manuais escolares de nossos filhos, mas que desta vez pagámos muito menos.

    VAlves

    ResponderEliminar

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.