terça-feira, 27 de agosto de 2013

Entre ditos e não ditos há uma decisão por tomar em Évora


Foto tirada daqui
Da primavera até finais de Setembro, em muitas casas alentejanas fazem-se “as limpezas”. Estão-lhe associadas caiações ou pinturas, arrumações, implicando muitas vezes pequenas ou maiores mudanças. Cabe, quase sempre, às mulheres promover, decidir e executar estas operações, com ou sem ajuda, mais especializada ou indiferenciada. Os outros habitantes da casa, ou lugar de vida, costumam reagir “às limpezas” e ao incómodo processo de desarrumação e arrumação, ou seja à mudança mesmo que pequena. Umas vezes entusiasmam-se e colaboram; muitas outras alheiam-se, resmungam críticas mais ou menos válidas, distanciam-se simbólica ou mesmo fisicamente. Quando “a casa fica arrumada”, uns expressam o seu agrado pelo “novo” ar limpo e arranjado, outros exibem a sua indiferença, e há mesmo os que manifestam o seu desagrado por não encontrar agora, no lugar do hábito, um certo objecto ou peça do seu quotidiano; mostram o incómodo ou estranheza que experimentam em sua própria casa “por causa das mudanças”.

Este ano, no final de Setembro, as cidades são convidadas a promover “processos de limpeza” e rearrumação nos seus governos locais. Acontece assim de 4 em 4 anos. Nestas ocasiões, uns defendem que todas as peças fiquem no mesmo lugar, outros adiantam que algumas pessoas ou ideias devem ser substituídas, e outros ainda desejam mudanças mais profundas com grandes renovações.

Compreende-se que quem não quer mudar use as suas posições para fazer prevalecer. Estes são, quase sempre, os que estão ao comando das operações, mas contam com os seus pares, e com os mais receosos ou avessos a toda a mudança.

Quem quer mudar experimenta, de facto, as maiores dificuldades. Não são os donos da casa e a mudança depende mais dos outros do que de si próprios, a inércia do poder é-lhes desfavorável.

A decisão cabe aos outros habitantes da cidade, chamados cidadãos.

Os mais empenhados e defensores da limpeza maior, assim como os adeptos da mais suave passagem, andam ansiosos, preocupados, muito focados (ou mesmo sufocados) em todos os pormenores ou nos mais leves indícios do que poderá vir a ser a decisão final. Uma sondagem de opinião publicada pela SIC no final da semana passada era por isso aguardada em Évora com grande expectativa. Com os resultados quase tudo ficou na mesma. Confirmou-se a certeza de que a decisão só será tomada a 29 de Setembro. Se se vai "limpar" mais ou menos profundamente, ou passar apenas “ao de leve” a casa que é conhecida como lugar do poder autárquico, isso só será decidido à última hora. Por agora expressam-se apenas em circuitos pequenos e de confiança pessoal os que já decidiram. Assim, os partidários das limpezas mais profundas comunicam nos circuitos da mudança. Os defensores da mais leve passagem manifestam-se no interior do grupo da continuidade. Uns e outros surpreendem-se com o entusiasmo e com a quantidade de apoios que lhes chegam até porque não acedem ao que se passa nos outros circuitos. Avulta em Évora a falta de espaços de comunicação, para pôr em comum, com urbanidade, tolerância e transparência, o que é relativo à cidade. Assim, entre ditos e mais não ditos, resta-nos esperar até ao fim de Setembro para decidirmos se há limpezas ou se dizemos que não é preciso e deixamos a "trabalheira" para depois.

32 comentários:

  1. Os Eborenses tem uma boa razão para não votar PS:
    O NEGÒCIO da Água,arruinou o concelho em várias DEZENAS de MILHÔES de EUROS,o próprio José Ernesto afirmou ter sido ENGANADO por um camarada seu do governo/PS.Durante 20 ANOS vamos PAGAR uma FACTURA bem pesada,o PS não merece os votos dos EBORENSES.

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  2. e antes do negócio da água, durante os anos de gestão CDU, passavam-se meses e meses, no verão, sem que houvesse água nas torneiras, o que só ficou resolvido com a construção da nova adutora, mas se a solução era assim tão má porque é que os 4 municípios do PCP no Distrito integram um sistema em tudo semelhante à Águas do Centro Alentejo?

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  3. Vamos limpar a casa correndo com toda essa gentinha? Ou só os que não são do nosso grupo é que sujam a casa com os seus pés enlameados?

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  4. Dores Correia, bom dia
    O esquema que nos apresenta distingue "Os ... defensores da limpeza maior" aos "adeptos da mais suave passagem". Para si, existem dois graus de "limpeza" necessitada, se bem a entendi, pela situação política e social da cidade, e dois apenas. Um, a limpeza "ao de leve", a da "continuidade", será a do PS que pretende "fazer melhor" do que fez, continuando no poder. A outra, a do PC, seria a da "limpeza da casa" mais radical, à qual se oporia um natural receio da mudança, etc.
    A sua análise aceita como limite a definição da "sujidade" ou da "desarrumação da casa: o que se trata de "limpar" parece evidente?
    Pois penso que não é. Tanto a máquina partidária do PS como a máquina partidária do PC esgotaram o crédito que tinham. Basta examinar com atenção o processo de designação dos candidatos para perceber a que ponto essas máquinas deixaram de ser não só alternativa uma à outra, mas mesmo simples alternativa. Não são as ideias que estão em liça, mas os velhos e usados dirigentes que conseguiram fazer o vazio à sua volta, com motivos circunstanciais diferentes no PC e no PS.
    Tenho amigos, como sabe, que se revêm em cada um desses dois velhos partidos. Penso que a ansiedade perante a mudança reside, sim, no receio de ter que encontrar soluções e fórmulas políticas alternativas e viáveis depois da casa "varrida", se a "limpeza" como diz, for mais profunda: libertar a cidade do dueto fratricida e da insuportável repetição do mesmo. Não sei como tal seria possível, sei que é necessário.
    Conforme escreve, e muito bem, "Avulta em Évora a falta de espaços de comunicação, para pôr em comum, com urbanidade, tolerância e transparência, o que é relativo à cidade". Pergunto: porquê? Qual o esquema de jogo político que suprimiu os espaços que podiam existir e inibe a criação de outros novos? A minha interpretação é que são os dois "grandes" (ou velhos) partidos, em conjunto e solidariamente que são responsáveis por esse estado de coisas.
    Mudança? Sim! "Limpeza"? a fundo. Cumprimentos.
    JRdS

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  5. O «cinco tons» continua a fazer fretes aos seus amigos do Bloco de Esquerda com publicações ocas que suscitam comentários de gente vaidosa, como eu. Não se compreende como é que há gente que sabe que em Évora a alternativa se desenha entre PS e CDU. Por muito que custe a muita gente esta é a realidade ! Mesmo em 2013 as sondagens, criticáveis sem dúvida, continuam a alimentar esta bipolarização. Então, fazer guerra à CDU significa que estes «belatores» preferem o marasmo dos últimos 12 anos, a regressão, a sujidade, a pasmaceira, a falta de democracia e a mentira. Pior do que tudo isto, preferem um partido que agora nos toma por tolos com limpezas apressadas e campanhas parolas e com um candidato que foi a 3ª ou 4ª escolha. Até o Zorrinho preferiu a Assembleia Municipal de Montemor ! É isto que preferem porque sabem que nem o PSD nem o BE conseguem um número de votos para ganhar o município e que os votos no BE, tão defendidos por este blogue, apenas vão criar dispersão sem que cheguem a eleger um vereador sequer. Então o que pretendem estes bloguistas e estes comentadores? Manter o PS na câmara ? É isto? Não basta ? Então continuem a denegrir a única força capaz de tirar o PS do poder !

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    1. Filho: quero ver-te nas legislativas votar no PS que é a única força capaz de tirar o PSD/CDS do governo. Vou gostar de ver. Como se o voto tivesse apenas um sentido e se a bipolarização fosse o mais importante! O importante é cada qual votar segundo as suas convicções e julgo que uma vereadora do BE na Câmara poderia fazer (alguma) diferença.

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    2. @17:16
      Que droga é que andas a injectar?
      Ou és bicéfalo?

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    3. Bicéfalo és tu porque pensas que a Câmara de Évora se diz apenas a duas vozes. Há outras. E é preciso que se oiçam. O PCP perdeu a vez porque não se soube abrir nem construir uma alternativa; trouxe um mau candidato e entregou o partido aos mesmo de sempre; reduziu a sua base eleitoral e teve quatro anos para fazer o contrário. Fez mal e não soube criar um espaço próprio de intervenção que lhe desse a conquista da Câmara. Só se tem que penitenciar a si própria. Não à abstenção, não ao BE, nem ao PS. Se não ganhar a Câmara a culpa só as pode atribuir a quem dirige o partido, localmente, neste momento, por em vez de ter contribuido para alargar o espaço de intervenção partdário só o soube reduzir. Comparar os resultados de 2009 com os de 2013 vai ser curioso. Vou gostar de ver os responsáveis pelo descalabro (que estou certo que vai haver) a serem responsabilizados. Melhor: a assumirem as suas responsabilidades.

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  6. Eu acho que o BE na Camara podia fazer não alguma mas toda a diferença. Acabavam os jogos e os favores às escondidas.

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    1. Fazia toda a diferença ? ou queres que o PS continue a destruir a cidade ?

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    2. Entre o PS e o PCP só o BE faz a diferença.

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    3. Dia 29 de Setembro há duas opções;
      - os que gostam do estado a que chegou a CME e o concelho, e que votam no PS:
      - Os que querem a mudança, e por isso votam na CDU.

      Votos noutros partidos, são votos perdidos. E o resto é conversa.

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  7. A cidade definha porque: lhe impuseram ser "Património Mundial"; ser cultural mas a companhia profissional ser subsídio-dependente e secar o que as amadoras faziam; fizeram um parque industrial para empresas comerciais localizarem os seus armazéns; mudaram os centros de decisão para fora dos muros e espartilhados, matando a vida da cidade e o respetivo comércio; alteraram o transito sem qualquer nexo; legalizam Bairros ditos clandestinos e criaram os chamados Bairros modernos (Malagueira, António Sérgio, Bacelo) cujas urbanizações e estruturas base são o que se vê. Mais recentemente foi a onda da urbanização desbragada, atirando em todas as direções, sabe-se lá porquê (necessidades de pagar favores); festivais aéreos, musicais e de moda que deram alguns centros de consumo e a ultima hora a Embraer.
    Tudo feito dizendo ter sido tido em conta o interesse dos munícipes.
    O que vemos hoje: Os munícipes completamente aliados da cidade; a vida cultural estar reduzida a um espaço muito restrito e dito "intelectual"; muito reduzido investimento; fecho de imensas atividades económicas; desordenamento urbanístico total; fuga dos jovens da cidade (tal como há quarenta anos), encerramento de estruturas culturais e desportivas seculares.
    TUDO ISTO MATA A CIDADE. PARA INVERTER A STIUAÇÃO SÓ HA UMA SOLUÇÃO, PERGUNTAR AOS MUNÍCIPES O QUE PRETENDEM PARA A SUA CIDADE.
    Nota: É evidente que foi feita alguma obra, mas era melhor que não fora (tantos milhões de fundos e já agora de impostos).

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  8. JRdS:

    Fiquei muito grata pelo seu comentário. Porque promove a discussão no sentido de tornar mais claras as ideias que nos habitam; e porque é frontal, assumido com o seu nome e rosto.

    Sim, defendo mudanças mais aprofundadas do que superficiais. Propositadamente não me referi especificamente nem ao PS nem à CDU para deixar a cada um a interpretação de quem melhor poderá promover “as limpezas necessárias”.

    “O que se trata de limpar parece evidente?” Concordo consigo que não só não é evidente, como esta será mesmo a questão mais nebulosa quer para quem elege, quer para quem for eleito.
    Mas num ponto muitos, muitos mesmo, parecem estar de acordo: Estamos mesmo a precisar destas limpezas,de uma volta geral à organização da casa, definindo claramente o que é proposto à cidade, e que prioridades são assumidas para além dos actos de gestão que são estruturantes mas só na medida em que permitirem (ou não)responder melhor às pessoas, no tempo e espaço do concelho.
    Sobre isto somos chamados a escolher no dia 29. E a escolha será, sem margem de dúvida, entre o PS ou a CDU. Concordo consigo quando diz que estes dois partidos são responsáveis, por exemplo, pela falta de espaços de comunicação livre e aberta. Mas, mesmo assim sou chamada a escolher. Para essa escolha, no meu caso pessoal, levo exactamente 12 anos de observação participante numa gestão CDU (já que tomei contacto muito directo com a CME, por razões profissionais,a partir de 1988) e outros 12 de gestão PS.
    No exercício de cidadania a que tenho direito não me resta qualquer dúvida. Não foram só doces de um lado e todos os amargos do outro. Mas os últimos 12 anos foram muito mais difíceis,menos participados, menos dialogados, menos tolerantes, menos claros. Por isso, a minha escolha irá, sim, para a CDU.
    Levo em conta que me disse que "Tanto a máquina partidária do PS como a máquina partidária do PC esgotaram o crédito que tinham. Basta examinar com atenção o processo de designação dos candidatos para perceber a que ponto essas máquinas deixaram de ser não só alternativa uma à outra, mas mesmo simples alternativa. Não são as ideias que estão em liça, mas os velhos e usados dirigentes que conseguiram fazer o vazio à sua volta, com motivos circunstanciais diferentes no PC e no PS."
    Compreendo que escreva assim e concordo, em parte, consigo. Mesmo assim mantenho a minha escolha e explico-lhe porquê. Porque o problema da bipolaridade que se vive nesta cidade, a que JRdS tão assertivamente aludiu nos seus textos anteriormente publicados neste blog, e que José Frota oportunamente complementou com testemunhos históricos, não é possível resolver a 29 de Setembro próximo. Não é directamente sobre isso que os cidadãos se vão pronunciar.
    Acompanhei com grande interesse esse debate sobre a cidade "sufocada de ódios" que aqui promoveu. Penso que é por demais relevante discutir esta e outras perspectivas de quem lê, escreve, sente e habita esta cidade, mas é mesmo para isso que vou votar na CDU. Esperando que estes promovam espaços para essas e outras diferentes abordagens. Aquilo a que chamamos participação. Penso que só com esta participação de muitos, necessariamente diferentes, será possível evoluirmos para uma cidade menos atomizada por tais ódios e outros constrangimentos.
    Votar CDU, não é assim, para mim, resolver o problema de uma penada, mas apenas aumentar as condições de poder fazer melhores evoluções. Não porque este partido esteja, ou seja, imaculado ou livre de erros e responsabilidades, mas fundamentalmente porque está sujeito(dada a sua natureza e contextos históricos) a um muito mais elevado grau de escrutínio, de acompanhamento crítico, de vigilância, por parte dos cidadãos e dos eleitores. E só por isso é obrigado de permitir e promover mais e melhor participação.

    Votar no PS é votar na continuação do que têm sido... e por isso não o farei.
    (continua)

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  9. (continuação)

    Por outro lado, votar no Bloco de Esquerda não é para mim uma hipótese válida, fundamentalmente porque não está esta candidatura em condições de assumir a tarefa de promover as mudanças, as limpezas que me parecem inadiáveis. Mesmo admitindo a muito vaga hipótese de Maria Helena Figueiredo ser eleita, sei por observação continuada, quais são as possibilidades de intervenção da oposição na gestão da Câmara. Se António Dieb pesou nos últimos anos nas decisões da Câmara, e conseguiu por vezes alterar-lhes o rumo, isso ficou principalmente a dever-se à sua posição na CCDR e ao papel do seu partido no contexto nacional.
    Maria Helena Figueiredo é uma pessoa que conheço pessoalmente e por quem nutro grande respeito e admiração, para além de estima. Pela sua postura politica ética e frontal; pela sua marca pessoal de mulher culta e atenta. Mas considero que a sua candidatura teria maior genuinidade se fosse uma candidatura independente. Sei que isso implicaria um tempo e estruturas de apoio de que MHF não dispunha. Ficará então o testemunho desta experiência. Poderá servir, eventualmente para inspirar futuras candidaturas e intervenções políticas, o que só por si poderá ser bem relevante, deixar sementes.
    Mas para fazer mudanças e limpezas na Câmara, no curto e médio prazo, a fundo, e com possibilidades reais, só vejo de facto, como possibilidade concreta, a CDU.

    É um enorme prazer trocar opiniões consigo, JRdS. Espero que possamos continuar a fazer isso.
    Cumprimentos
    DC

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    1. Cara Dores Correia,
      Há duas coisas que tenho que lhe dizer para começar: primeiro, que o vosso blogue ( frequento, como leitor, vários), conseguiu ao longo do tempo, e com que dispêndio de energia, de tempo e de paciência para aturar muito do lixo que lhe dirigem, ser um dos tais espaços de comunicação que refere (e concordo): são raríssimos aqui. A segunda é que a sua atitude pessoal é um exemplo de serenidade, de clara distinção entre o que é discutível (as ideias, os projectos, as avaliações que fazemos sobre as coisas) e o que deveria ser indiscutível (as pessoas, no seu ser e na sua dignidade). Por isso tento responder-lhe e é com gosto que o faço.
      Não discuto a sua opção de voto pelo PCP e respeito-a muito sinceramente. Como sabe, essa é a posição de outros entre os meus amigos pessoais, e não é a minha. Mas parece-me mais importante (embora possa achar inútil na perspectiva do voto a 29 de Setembro) colocar algumas questões sobre o devir da nossa cidade. Parto de pressupostos, que sendo consensuais, deveriam ser (e espero que sejam mesmo) banalidades.
      1. A questão essencial é a do bem-viver dos habitantes de Évora, a do bem-estar de TODOS, a começar pelos mais carenciados e os mais frágeis.
      2. O devir da cidade enquanto espaço social tem que ser pensado no seu conjunto: Centro Histórico (CH) + periferia. Não pode haver soluções viáveis para o primeiro se não se pensar a sua articulação com a segunda.
      3. A estrutura urbana de Évora (no total) é um desastre que tem sido agravado pelas sucessivas vereações. só um ou dois exemplos, sem atacar o problema no conjunto agora: as "variantes" circulares em torno do centro e ligando as periferias pelo exterior esperam há quase um século; constroem-se bairros no exacto percurso que deveria prolongar um troço (C. Picada); constrói-se uma estação rodoviária a km da estação de CF, quando a estação podia (deveria) ser multimodal e concentrada;
      4. O CH perdeu habitantes tanto sob PC como sob PS; as dificuldades decorrentes dos constrangimentos no CH empurram naturalmente as pessoas a sair e repelem eventuais novos habitantes; (continua)
      JRdS

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  10. (Continuação)
    5. O que é que sufocou o CH? Duas coisas, de ordem bem diferente.
    O automóvel, e a patrimonialização / redoma museal.
    O automóvel, e a patrimonialização / redoma museal. Quando se fala de queda dos nº de habitantes, costumam responder que o CH já não poderia acolher os 17 ou 20.000 habitantes de outrora. Penso que é errado (basta multiplicar o nº de alojamentos vazios por 2 ou 2,3 hab.). O principal pb é o automóvel: se o CH não estava preparado para acolher mais uns milhares de habitantes, ainda menos o estava para acolher os milhares de carros (estacionamento), mais o absurdo fluxo quotidiano. O automóvel transformou o CH num inferno para os peões (sem falar em pessoas com dificuldades de locomoção, em ciclistas, etc.).
    6. Mas reduzir a pressão do automóvel sobre o desgraçado do CH quer dizer redistribuir no conjunto do espaço as funções que motivam e acentuam essa pressão. Tem sido tema de amargas críticas a desconcentração dos Serviços técnicos da CME para o parque industrial. Ela teve um defeito: não foi pensada como elemento dum plano de conjunto (veja o mesmo defeito com a IMTT).
    Desconcentrar TODAS as funções administrativas correntes para uma "cidade administrativa" ampla, com estacionamento conveniente.
    Desconcentrar TODAS as instituições de saúde (hospitais, clínicas, etc.) para uma "cidade da saúde" (onde deveria ser central o novo hospital se um dia ele vier a existir.
    Ambas, ligadas ao CH por vai-vem frequente e cómodo.
    Restituir o essencial do espaço urbano do CH (ruas e travessas) aos peões, reservando a circulação e o estacionamento no CH aos residentes e às funções técnicas (entregas, etc.).
    Reservar para o CH as funções propriamente políticas e cidadãs e apenas elas, assim como o comércio de proximidade, dito "tradicional".
    7. Rever a religião da "volumetria" musealizante que impede o particular de acrescentar um piso à sua casita mas autoriza barbaridades como S. Domingos, enorme bloco de betão na zona de "protecção", ou os caixotes da "fundação" pegados à muralha no largo das alterações, o que se fez no palácio da Inquisição, etc.
    Bem, há aqui matéria para discordarmos uns dos outros, há, sim senhora. De que partido vem a aprovação ou a reprovação destas e de outras ideias? Não sei, e se calhar, não é uma pergunta pertinente. Mais pertinente seria, talvez, pormo-nos a pensar concretamente. E quem, como eu, pensa que as escolhas que nos são propostas pelos dois partidos nos deveriam levar ao voto branco ou ao voto nos "pequenos" partidos, não tem por isso que abandonar o espaço público. Ou, modestamente, contribuir para construí-lo. Cumprimentos. JRdS

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  11. Eu penso que é pertinente saber quem aprova, ou reprova, as intervenções que são feitas no centro histórico porque desta tomada de decisão depende muito aquilo em que Évora se tornou. Não é por acaso que Évora atrai turistas, é porque soube manter o centro histórico atractivo do ponto de vista turístico. Relativamente a outras questões como a habitação e as acessibilidades penso que ainda há muito a fazer para atrair moradores que hoje optam pelos bairros. O que se conclui da gestão PS é que não teve uma ideia clara para a cidade nem soube ouvir os cidadãos. Foi o exemplo de uma gestão de costas viradas para quase tudo excepto para alguns interesses privados

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    1. O PS tudo o que faz é para o interesse privado, dos cabecilhas do partido ou dos financiadores do partido.
      São iguais ao PSD e CDS.
      A diferença é que os do PS fazem-no pela calada e dizem que defendem o povo, enquanto que os outros são gatunos assumidos.

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  12. Caro José Rodrigues dos Santos:

    Concordo plenamente consigo quanto à “pertinência de nos pormos a pensar concretamente”.
    Partilho igualmente do ponto de partida para esse “pensar” quando identifica como “questão essencial é a do bem-viver dos habitantes de Évora, a do bem-estar de TODOS, a começar pelos mais carenciados e os mais frágeis”.
    Parece-me construtivo e valioso o seu contributo, expresso neste e noutros espaços públicos em que o tenho encontrado, para essa reflexão que deve ser pública, alargada, plural.
    Também considero que esta altura de pré campanha eleitoral é um bom momento para questionar e reelaborar pontos estruturantes da vida da cidade como os que acaba de enumerar, entre outros.
    Bem relevante ainda me parece a inclusão e consideração de todos nestas reflexões, discussões, considerações públicas – quer se posicionem eleitoralmente mais próximo dos “pequenos” ou dos “grandes partidos”, ou mesmo de nenhum partido. “Abandonar o espaço público”, desistir dele, ou valorizá-lo menos, são as atitudes que enquanto cidadãos teremos de evitar a todo o custo, despromover, já que é, em meu entender, o que vem permitindo o estado de coisas que menos nos agradam.
    Quanto aos pontos concretos que elencou, proponho que cada um seja aqui publicado como “post” separado dos outros para que permita a emissão de opinião de quem entender pronunciar-se… o que vos parece?

    Cumprimentos cordiais
    dc

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  13. Seria uma bela iniciativa! e... vamos ao concreto!
    só assim podemos ultrapassar a esquizofrenia bi-partidária.
    Quer exemplos que vêm logo à mão?
    - Privatização das águas? Concordo com o PC
    - Orçamentos e processos participativos? Concordo com o BE
    - Desconcentração dos serviços? Concordo com o PS
    - Limitação dos mandatos? Concordo com o BE e o PS...
    - Dar às políticas parciais um horizonte ecológico? Concordo com o BE, discordo do PC e do PS...
    então... discutamos ponto por ponto !( (e no a5t se os responsáveis quiserem :) )
    Cordialmente,
    JRdS

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    1. Fiquei "siderado" com o tom cordial, amigável, construtivo desta conversa entre a Dores Correia e José Rodrigues dos Santos, nada habitual em Évora, seja por falta de espaços, seja pela falta de qualidade humana e argumentativa. Era disto que se deviam fazer as campanhas eleitorais: discussão concreta de situações. O porquê do voto nesta ou naquela força política, pelas suas qualidades e não pelo demérito do adversário. Estão de parabéns e espero que o exemplo frutifique.
      A um mês exacto das eleições em Évora faltam debates, inicativas, conversas que não estejam apenas viradas para dentro de cada uma das forças políticas em confronto nestas eleições. Que a cidade, na sua diversidade, possa participar. Mas o que se passa é o mesmo de sempre: todas as forças políticas a falarem para dentro, nas suas zonas de conforto, a "convencerem" quem já está convencido. Nesta perspectiva a prestação dos partidos políticos é paupérrima: passam a campanha em pequenas acções, sem discussão nem debate, quase como as vendedoras de tupperware de antigamente - vão pelos bairros e num porta a porta que, sendo de proximidade, não deixa uma ideia, uma sugestão, um olhar que seja sobre a cidade. Ele são festas e festinhas, "bejecas" ao fim da tarde na tasca de bairro, enquanto se disribue um folheto, não batas a essa porta que ese não é dos nosssos e vamos embora que o bairro "já está feito". Repetem as apresentações de candidatos para a Câmara ou para as juntas, mas sempre com o mesmo discurso de cátedra: nós somos os melhores, o resto ou não existe ou são uns anormais que para aí andam... Sem conseguirem respeitar o adversário, duvido que se respeitem a si próprios.
      E para acrescentar a este estado de indigência eleitoral - a que não será estranha a escolha dos cabeças de lista quer da CDU, quer do PS, que não são, claramente, escolhas naturais - aí está a sondagem da SIC/Expresso de há uma semana a prová-lo: ao contrário do que as hostes do PCP julgavam (que tudo estaria ganho) e daquilo que muitos militantes do PS pensavam (a Câmara estava perdida)afinal a "luta" ainda pode ser renhida e os dois principais partidos estão, nesta altura, empatados. Mas a sondagem (é uma sondagem!) tem alguns outros dados interessantes: o PSD/CDS mantêm a votação de há quatro anos sem parecer terem sido "arranhados" pela governação central e o BE sobe quase para os dois digitos - quadruplicando os votos de há 4 anos - podendo mesmo alcançar um lugar na vereação. E mais importante do que isso: segundo esta sondagem, grande parte dos votos do BE (ao contrário daquilo que os arautos do PCP/Évora afirmavam aqui mesmo neste blogue) vêm do PS (que desce sensivelmente na mesma proporção dos votos ganhos pelo BE). Ou seja: se o BE eleger um vereador será sempre "à custa" do PS e não da CDU.
      (continua)

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    2. (continuação)

      Trocando por miúdos, segundo esta sondagem, se a CDU ganhar a Câmara de Évora ao PS será porque teve a "ajuda" do BE no "roubo" de votos ao PS. Não se percebe assim a animosidade caceteira e controleira que o PCP em Évora tem vindo a manifestar contra o Bloco de Esquerda que, pela sua parte, só teria a ganhar se definisse claramente a importância que teria a eleição dum veredor seu no elenco camarário.Deixo este conselho: as próximas semanas, para o BE, devem ser focalizadas sobre a importância para os cidadãos de Évora em terem o BE representado na Câmara (é treta vir dizer que ganham a Câmara. Mas que diferença poderá fazer uma vereadora do BE na autarquia? - este sim é o ponto chave e diferenciador para o voto de muitos eborenses na Maria Helena Figueiredo). Mais ainda, independentemente dos resultados do BE nestas eleições, acho que está aberto o caminho para a construção de um espaço independente e alternativo para daqui a quatro anos, sem dependências partidárias, que consiga romper com o bipolarismo doentio a que o bipartidarismo conduziu a cidade de Évora. Será que os "independentes" do BE estarão dispostos a dar esse passo? Vamos a ver: uma boa votação hoje no BE poderia ser útil para a construção amanhã de uma alternativa local, sem espartilhos partidários.
      No mais, está tudo em aberto e dentro de um mês se saberá. Bom resto de campanha a todos. Eu não votarei. Mas acho que quem quer votar o deve fazer em plena liberdade e sem qualquer tipo dre constrangimento. Só as ditaduras - de um e outro tipo - é que impedem o voto e as candidaturas plurais, de uma forma livre e universal.

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    3. Dia 29 de Setembro há duas opções para liderar a CME;
      - os que gostam do estado a que chegou a CME e o concelho, e que votam no PS:
      - Os que querem a mudança, e por isso votam na CDU.

      Votos noutros partidos, são votos perdidos. E o resto é conversa.

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    4. Tenho estado a acompanhar o debate. Concordo com a proposta da DC e com o "concreto" do JRdS. Há contudo muitos mais temas: Políticas para o investimento público e privado; Desporto; Cultura; Importância das Juntas de Freguesia urbanas e rurais; espaço público; que agentes trazer a colocação dos serviços de apoio social que podem e devem ser disponibilizados pelos órgãos do poder local. A questão do CH deve deixar de ser tabu, há que discuti-la.
      Como candidato a Assembleia Municipal de Évora pelo Bloco de Esquerda, gostaria que fosse discutida a sua importância na definição das politicas e na respetiva fiscalização da sua implementação. Funcionamento e formas de participação dos munícipes.
      É obvio que todas as forças politicas tem ou devem ter os seus programas, mas tal não invalida que os munícipes tenham ideias e sugestões e até criticas que devam colocar. Uma questão prévia é que todos sejam respeitados e o MEDO não deve condicionar os eleitores a votar em A ou B. Como eu a compreendo DC, mas não me parece ser essa a forma correta de influenciar os seguidores. Dar a cara é difícil face aos interesses instalados, mas é assim em DEMOCRACIA não se pode ESCONDER O MEDO, é a vida. No dia 29 de Setembro o soberano ditará quem deve cumprir o que prometeu.
      Respeitosos cumprimentos,
      JD

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    5. Bom dia, JD,
      Acho as suas sugestões muito importantes. Quando proponho (e aliás a DC propôs) debates ponto por ponto, dando parcos exemplos, não dou, nem podia dar uma lista limitativa.
      Concordo consigo: (...)" gostaria que fosse discutida a sua importância na definição das politicas e na respetiva fiscalização da sua implementação. Funcionamento e formas de participação dos munícipes". Seria um bom ponto de partida e pedagogia democrática, começar por lembrar quais as principais regras e funções da AM. É possível que o reforço das capacidades de fiscalização pelas AM das políticas das câmaras represente uma alavanca para travar a ditadura das maiorias (que por o serem têm tendência a jogar o "quero posso e mando"), ou a redução do poder de controlo cívico sobre a actuação das CM à eventual sanção pelo voto de quatro em quatro anos. Note que o facto que seja um ou outro partido o detentor dessa maioria (aqui e nas CM do país), o problema é idêntico. No âmbito do enquadramento legal actual, que modalidades de intervenção sugere?
      Se considera que o quadro actual não é suficiente, o que propõe?
      Cordiais cumprimentos
      JRdS

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    6. Caro JRdS
      Penso que pela minha experiência enquanto munícipe há muito a alterar no funcionamento da AM quer do ponto de vista formal quer do informal.
      Há trinta anos a AM pouco mais fazia que aprovar os "cozinhados pré-preparados" noutros locais. Ainda que tecnicamente razoavelmente preparados poucas ou nenhumas alterações sofriam pois as tais maiorias absolutas pouca margem deixavam a participação construtiva da oposição e esta salvo raras exceções também pouco contribuía para alterar a situação.
      Por outro lado era afirmado que os munícipes eram parte ativa e participativa nesses decisões. Nada mais ilusório. Com Ordens de Trabalho extensíssimas, a acrescentar moções por tudo e por nada e pontos prévios antes do inicio dos trabalhos propriamente ditos, quando algum presente não eleito queria apresentar alguma proposta já a noite ia longa o cansaço era enorme e a paciência já se tinha esgotado para se ouvir o que o outro tinha a dizer. Quer a primeira razão quer a segunda afastaram os munícipes de toda e qualquer participação nas discussões.
      Hoje o panorama não se alterou significativamente em relação a primeira razão e piorou em relação a segunda.
      Quanto a primeira continuam a aparecer os "cozinhados" agora com outros preparos e ingredientes, mas o resultado é o mesmo. Em relação a oposição mais uma vez salvo honrosas exceções (deputado do BE e alguns outros do PC e PSD)é igual o seu comportamento. Só que agora para além do bota abaixo e da troca de galhardetes há também a má preparação das questões em debate. Há vários motivos: desmotivação, pois já se sabe que muito pouco do que é proposto é aprovado (lei da maioria absoluta); tempo reduzido para estudo e preparação dos dossiês face a quantidade de legislação a consultar; impreparação técnica de muitos deputados dada a tecnicidade de muitos assuntos; deficiente apoio dos serviços por falta de recursos humanos, técnicos, e financeiros ao dispor do órgão tão importante.
      Em relação a segunda razão tudo piorou. Ordens de trabalho com excessivo número de assuntos a tratar, perca de tempo e de recursos com acusações sistemáticas de quem é a culpa do estado lastimoso a que o município chegou, pouca informação e limitação do tempo de intervenção provocaram o completo alheamento dos munícipes. (continua)

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    7. (continuação)
      Penso que algumas medidas deveriam ser tomadas por forma a melhorar o desempenho da AM.
      Em primeiro lugar deveria ser dada politicamente a maior relevância a AM. (a começar já na campanha eleitoral). Afinal quem é o órgão legislativo e fiscalizador ou seja o mais importante. Só candidaturas apetrechadas politica e tecnicamente estarão a altura de fazer parte de órgão tão importante nos destinos do bem estar dos munícipes.
      Em segundo lugar apetrechar com recursos humanos e técnicos existentes na camara o apoio aos deputados e comissões (que vou propor sejam criadas. Aprovar o orçamento adequado as funções que a AM tem que desempenhar.
      Exigir o máximo de transparência nas propostas apresentadas pelo executivo, através da mais ampla divulgação das mesmas quer interna quer externamente.
      Exigir que em matérias estruturantes para o desenvolvimento do município (aquisições ou alienações de património, orçamentos, planos urbanísticos, contratos de financiamento e outros), seja feita a maior divulgação para o exterior com as posições completas assumidas pelos deputados.
      A lei deveria ser alterada para que em algumas destas matérias fossem necessárias maiorias qualificadas para a sua aprovação ou modificação e inclusivamente serem propostos referendos. Por exemplo a aprovação de um projeto como o da exploração de minérios no espaço territorial do município.
      Constituição de comissões temáticas, eleitas em plenário, com representantes de todas as forças politicas com assento na assembleia na proporção da sua representação tendo em atenção a capacidade politica e técnica dos deputados. Estas comissões teriam como objetivo acompanhar e fiscalizar mais de perto cada um dos pelouros, analisar as propostas e preparar e apresentar ao plenário proposta de resolução aprovadas por maioria simples em sede de comissão. Ficaria reservado o direito a quem se tinha oposto a apresentar as suas posições e propor a sua votação em plenário.
      Devia ser apresentado pelo presidente da Mesa, um relatório de periodicidade anual, elaborado por uma comissão composta por um representante de cada força politica, com o desempenho de cada um dos deputados, com as presenças, propostas, intervenções e outros critérios a serem definidos no início de cada sessão legislativa.
      (continua)

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    8. (continuação)
      Finalmente mas mais importante que todas - a participação dos munícipes. Aqui está quase tudo por fazer. Existem limites impostos pela lei. Contudo há questões que se deviam alterar.
      - Uma das comissões deveria atender os munícipes e entidades coletivas, tomar nota dos seus anseios, propor ao plenário medidas com respostas concretas a serem aprovadas e remetidas ao órgão executivo para implementação dentro do quadro orçamental aprovado.
      - Aprovar o regulamento de funcionamento por forma a que os munícipes possam participar na discussão de cada assunto, fazer propostas, sugestões, criticas, antes das votações em plenário.
      - Se possível agrupar os assuntos similares ou complementares, por forma a criar sessões especializadas, muito menos extensas e por força dessa característica mais participadas e assertivas.
      - Em questões que afetem em termos ambientais, quer o bem estar das humanos ou dos outros animais, deveriam ser previamente ouvidos obrigatoriamente os especialistas de cada área e as populações afetadas.
      - Dar a voz aos munícipes através de referendos para situações estruturantes como já anteriormente propus, está dependente de alterações a lei mas deve ser discutida e proposta pela AM aos diversos órgãos de soberania.
      Embora limitado penso ter dado um contributo para o debate sobre o papel da AM em Évora

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  14. JD
    Obrigada pelo seu contributo. É um prazer sabê-lo por aqui.
    Concordamos que aos pontos inicialmente sugeridos por JRdS (longe de esgotarem uma eventual agenda de debate)se podem e devem juntar outros,de acordo com as sugestões que os visitantes deste blog queiram deixar.
    Assim proponho discutir os primeiros pontos indicados seguindo pela ordem de chegada. A sua proposta é bem vinda, assim como o avanço em simultâneo desta discussão aqui, tal como JRdS já encorajou, podendo ser mais à frente reeditada em post.
    Cumprimentos

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    Respostas
    1. Obrigado pela sua atenção. Não é a primeira vez que ando por aqui e até já me tinha identificado noutros debates. Por outro lado tenho já colaborei anonimamente quando respondo a anónimos.
      Como sabe sou candidato pelo BE a AM, mas tal não me inibe de expressar as minhas opiniões pessoais sobre qualquer tema, pois foi exatamente assim que aconteceu nos debates que deram origem a candidatura Alternativa.
      Quanto ao método nada a opor.
      Retribuo cumprimentos

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  15. Para alguns "cronistas" votar no BE é um desperdício e só serve o PS,isto claro segundo os seguidores do PCP. Pois para mim. antes pelo contrário, votar no BE é retirar votos ao PS, e passo a justificar, já que o que se passa comigo, certamente se passará com centenas senão milhares de eleitores.Não sendo filiado em nenhum partido, tenho porém alguma simpatia pelo PS, no entanto isso não me obriga a votar naquele partido, já que em autárquicas o que conta é o candidato em si e não o partido. Para mim votar neste momento em Melgão era votar na continuidade ou seja no imobilismo. Por outro lado votar neste momento em Pinto de Sá é votar no princípio da incompetência de Peter, um bom professor certamente não será um bom presidente de Câmara, alem de que o PC está esquecidos, mas os eleitores não estão, de que os últimos anos de Abílio foram de estagnação, dai que só vejo uma solução, votar no BE será uma forma de rejuvenescer o pensamento vigente, pois todo a gente sabe o que um vereador eleito pelo PSD não passaram de um capacho do futuro Presidente de Câmara. Um vereador do BE será como uma pedrada no charco, pelo menos agitará as águas e certamente irá dar muitas dores de cabeça ao futuro Presidente e não um yes man do mesmo. Já votei, PS, já Votei PC e agora vou votar BE..
    MdM

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