quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DINOSSAUROS: UM POUCO DE HISTÓRIA PARA REFLECTIR


A propósito ou a despropósito da profissionalização da função

de Presidente de Câmara ou do seu exercício ad aeternum (vulgo Dinossauros)

SABE QUEM FORAM OS ÚLTIMOS

PRESIDENTES DA CÂMARA DE ÉVORA?

1. Durante o Estado Novo

Nomeação pelo Governo Central de membros do Partido Único
(Inscrição na União Nacional e a partir de 1969 na Acção Nacional Popular)

Miguel Fernandes Soares (1937-1941)
Júlio Fernandes Rudolfo Potes ( 1941-1942)
Miguel Pádua Rodrigues Bastos ( 1942-1946)
Henrique da Fonseca Chaves (1946-1952)
José Luís Zagalo Vieira da Silva (1952-1960)

Entre 1960-64 o cargo foi ocupado oficiosamente pelo Governador civil José Félix de Mira.

Serafim de Jesus da Silveira Júnior ( 1964-1969)
António de Freitas Mascarenhas Lima Duarte Gerald ( 1969-1972)
Carlos Garcia Fialho (1972-1974) 

RESUMO -   Em 37 anos 8 presidentes de Câmara e um hiato de 4 anos com o cargo ocupado provisoriamente. Não havia limitação temporal para o exercício do cargo.

2. Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974 e até à realização de eleições no âmbito da nova definição do poder local pela actual Constituição os municípios foram geridos por Comissões Administrativas. A nomeação para as respectivas presidências era da responsabilidade dos Governos Provisórios. No caso de Évora a mesma veio a ser exercida por:

Manuel Tierno Bagulho (1974-75)
Maria Ana Queiroga Dias (1975-1975)
Humberto Carlos Pereira Paixão (1975-1976)

3. III República
Eleições de quatro em quatros anos a que concorrem partidos políticos, também o podendo fazer em condições ligeiramente desiguais, movimentos de cidadãos independentes.
Candidatos designados pelas oligarquias partidárias.

Abílio Miguel Joaquim Dias Fernandes (1976-2001)
Partido Comunista Português em coligações diversas que receberam a designação de APU, FEPU e CDU.
José Ernesto Ildefonso Leão d’Oliveira (2002-2013)
Partido Socialista, embora na condição de independente no primeiro mandato.

RESUMO  - Em 37 anos 2 presidentes de Câmara.

OS FACTOS SÃO SOBERANOS; AS INTERPRETAÇÕES SÃO LIVRES.

José Frota (via mail)

43 comentários:

  1. E o povo, pá?...
    O facto de uns se submeterem regularmente ao escrutinio dos eleitores, e outros não, não conta para nada?
    As eleições, onde o povo escolhe quem quer para presidir aos destinos da autarquia deixou ser importante?

    Caro Frota, deixe-me que lhe diga, mas a comparação entre uns e outros, colocando ao mesmo nível eleitos e nomeados por um regime fascista, chega a ser insultuosa para a democracia.

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    1. E o Povo Pá?
      O pouco Povo que ainda vota não tem outra alternativa para alem de votar em branco, riscar o voto ou ter de gramar os candidatos que lhe são servidos pela partidocracia instalada. Aliás, nem os indefectíveis devotos partidários têm alguma na indicação dos candidatos: isso é privilégio de comités restritos que vão decidindo o que é melhor para o Povo.
      E AGORA, ONDE ESTÁ O POVO, PÁ?

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    2. «O pouco Povo que ainda vota não tem outra alternativa...»

      Bastam 5 mil assinaturas para formar um partido, visto que não se revem nos existentes.
      E, por muitas menos assinaturas, podem formar uma lista de independentes e candidatar-se à sua autarquia.

      Portanto, essa desculpa esfarrapada de ver culpa SEMPRE nos outros, e ver malandros "partidocratas" por todos os lados, só serve para enganar papalvos!

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  2. Além de que as atribuições e competências de uma Câmara Municipal são muito diferentes nos períodos citados.
    Antes do 25 de Abril as câmaras eram pouco mais que 'secretarias' do Governo. Após o 25 de Abril passaram a ter um poder local real e efectivo e, em algumas matérias, praticamente autónomo.
    Na verdade, embora mantenham o nome e a área georáfica, as diferenças são mais que as semelhanças.

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    1. Aliás, como se sabe, a maioria dos Presidentes da Câmara dessa altura nem ocupavam o cargo a tempo inteiro. Que mandava efectivamente nessas câmaras era o Chefe da Secretaria!
      Por isso, a comparação é, no mínimo, descabida.

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  3. E quanto ao título: "profissionalização da função", se conseguir indicar-me uma única profissão que esteja sujeita ao voto regular e universal dos cidadãos eu até o perceberei.
    Se não conseguir, como suspeito que não consiga, resta-me lamentar a demagogia e a forma algo extravagante (para ser prudente nas palavras) como se encara o exercício democrático e a livre expressão da vontade dos eleitores.

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  4. Acho que percebo onde o J Frota quer chegar, mas o caminho é tortuoso se formos ao período do Estado Novo. Aliás, o comentador - 23 Agosto, 2013 00:13 já explicou porquê.

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  5. Tem razão o José frota. 25 anos de presidente de camara como o Abilio se não é profissão é o quê? Só falta a EPRAL fazer um curso para a junta e a universidade para presidente da camara.

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    1. Não será, antes, o resultado de 7 actos eleitorais, onde os eleitores fizeram as suas escolhas!

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  6. tinham era pouca saída, porque os que lá estão não querem deixar o lugar aos outros

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  7. Centenas de autarcas escapam à limitação de mandatos
    Mesmo que o Tribunal Constitucional considere nulas candidaturas de autarcas com mais de três mandatos, as que não foram alvo de pedido de impugnação já não podem ser travadas.

    Mesmo que o Tribunal Constitucional (TC) delibere que a limitação de mandatos se deve aplicar à função e não apenas ao território, há centenas de candidatos autárquicos com mais de três mandatos cumpridos que já podem respirar de alívio. Isto porque a decisão do TC só terá efeitos nas candidaturas que foram alvo de pedidos de impugnação. As restantes ficarão de fora. Armando Vieira, presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre), estima que "a limitação de mandatos podia colocar em causa cerca de 700 candidatos que, com três ou mais mandatos, se estão a recandidatar".

    Já Pedro Santana Lopes, que esta semana levantou esta questão publicamente, aponta para um número mais conservador, mas preciso. Pelas contas do ex-primeiro ministro, há 104 candidatos a juntas de freguesia que, independentemente de terem cumprido três ou mais mandatos, já têm lugar garantido nos boletins de voto. "Para o TC se pronunciar é preciso que exista um recurso para o candidato. Portanto, não se aplica aos casos que não foram alvo de processo", diz ao Económico.

    ver em DIARIO ECONOMICO: http://economico.sapo.pt/noticias/centenas-de-autarcas-escapam-a-limitacao-de-mandatos_175817.html

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  8. Pois definitivamente comparar nomeados a eleitos, comparar representantes do governos sem competências atribuídas a autarquias pós 25 de Abril com uma série de competências atribuídas...e com as quais se têm realizado mais e melhortes obras e serviços em prole das populações, denota uma ignorância sobre o poder local confrangedora... reflicta um pouc mais antes de babosar!!!

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    1. Não seja insultuoso que eu também o não fui. Tal como coloquei no fim OS FACTOS SÃO SOBERANOS e as OPINIÕES SÃO LIVRES. EU PRÓPRIO NÃO TECI QUAISQUER CONSIDERAÇÕES. DEIXEI-OS À REFLEXÃO GERAL...

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    2. Não seja insultuoso que eu também o não fui. Tal como coloquei no fim OS FACTOS SÃO SOBERANOS e as OPINIÕES SÃO LIVRES. EU PRÓPRIO NÃO TECI QUAISQUER CONSIDERAÇÕES. DEIXEI-OS À REFLEXÃO GERAL...

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    3. Há por aí uma classe de intelectuais vaidosos, que jogam com as palavras para confundir e enganar, jogadores da vermelhinha, sofistas ao serviço da gatunagem no poder. Sempre que há eleições ficam na expectativa, lutam pelo tacho lançando a confusão.
      Parasitas, dinossauros da mentira, Mentirossauros.
      (isto é uma ideia geral, não se aplica a ninguém em particular)

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    4. É intelectual? Mata-se já. É poeta? Ponha-se já no olho da rua. Músico? Desde que não escreva letras. Todos ao serviço do CC e mais nada, que isto da liberdade de pensar, escrever e dizer são apenas formalidades burguesas.

      o funcionário

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    5. @14:31
      Isso já é o efeito da azia provocada pela sondagem da SIC, ou é apenas o efeito do líquido que ingeriste a acompanhar o almoço?

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    6. @14:36
      É só um Sofistassaurus, da classe dos Mentirossauros, que distorce os argumentos alheios, para fazer valer os seus embustes e calunias.

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    7. Em véspera das eleições, estes sáurios, parasitas e necrófagos, mantém-se às ordens dos antigos donos, predadores no topo da cadeia alimentar, mas preparam-se para ir a correr meter-se por baixo dos próximos, que ganharem as eleições.
      Fazem-se independentes de ideologia, invocam elevados princípios éticos, que normalmente omitem, violam, e submetem ao serviço de quem lhes dá de comer.
      (uma ideia que me surgiu, não se aplica a ninguém em particular)

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    8. 15:59

      Estás a falar de ti?

      (Não é por nada de especial, mas ocorreu-me que podia ser)

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    9. José frota, tem razão, é insultuoso dizer que babosou, as minhas desculpas. Mas mantenho que denota ignorância sobre o poder local, as autarquias, e o seu processo de democratização com o 25 de Abril...se não for uma questão de ignorância será uma questão de demagogia...o que me parece mais grave!!!

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    10. Aceito as suas desculpas. E está no seu direito de dizer que sou ignorante em matéria de poder local ou que sou demagogo. Mas se me conhece minimamente, como parece, sabe que não sou uma coisa nem outra. Limitei-me a coligir dados históricos e a confrontá-los. Tirei as minhas conclusões que aqui não expus. Mas decidi que os devia colocar na sua singularidade, à disposição de todos, para uma reflexão geral, utilizando um processo que remonta a Sócrates, o filósofo grego.E nada mais. De qualquer forma foi salutar ter provocado a discussão num espaço de debate de ideias, o qual não se pode confinar a ser um vazadouro de grosserias, obscenidades e insultos, fruto de ódios mal paridos e invejas por
      digerir. "Sans rancune".

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    11. Aceito as suas desculpas. E está no seu direito de dizer que sou ignorante em matéria de poder local ou que sou demagogo. Mas se me conhece minimamente, como parece, sabe que não sou uma coisa nem outra. Limitei-me a coligir dados históricos e a confrontá-los. Tirei as minhas conclusões que aqui não expus. Mas decidi que os devia colocar na sua singularidade, à disposição de todos, para uma reflexão geral, utilizando um processo que remonta a Sócrates, o filósofo grego.E nada mais. De qualquer forma foi salutar ter provocado a discussão num espaço de debate de ideias, o qual não se pode confinar a ser um vazadouro de grosserias, obscenidades e insultos, fruto de ódios mal paridos e invejas por
      digerir. "Sans rancune".

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    12. Mas como sabe coligir dados, fora do seu contexto, é distorcer a realidade... a História ensina-nos isso. não o conheço, nem minimamente, respondi à discussão porque este é um blogue público, e achei que mais do que suscitar discussão ´pretendia provocar...respondi à sua provocação. Quando coligiu os dados sabia que as competência e as responsabilidades de um presidente da Câmara antes do 25 de abril, não eram comparáveis às de um autarca pós Constituição de 76? mantém o nome mas as realidades associadas são dispares, por isso não camparáveis sem advertências!!!

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  9. Este exemplo põe a nu as falácias da lei de limitação de mandatos:
    - como se o número de mandatos fosse mais importante que a qualidade da gestão
    - como se a democracia fosse posta em causa pelo número de mandatos.

    Será mais democrático mais justo e mais eficiente
    - partido único?
    - presidentes de câmara escolhidos pelo governador civil?
    - de entre as "famílias" ricas locais?
    - com a bênção da igreja e da PIDE?
    - nomeados pelo primeiro ministro?
    - eleitos numa fantochada chamada "eleição"?
    - para cumprir os desígnios das "famílias" ricas?
    - como no fascismo?

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  10. Se o número de mandatos é um elemento assim tão importante para a tomada de decisão dos eleitores, porque não fazem aquilo que é esperado: não votem neles.

    Agora, esta de quererem ganhar à força (nas secretarias e nos tribunais) é que não lembraria nem ao diabo.
    Ou será que, lá bem no intímo, não acreditam na livre escolha dos eleitores, nem na democracia?

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  11. Bem visto, Frota.
    Mais uma vez cirúrgico.

    Porque é mesmo da profissão de autarca que se trata, juntando à sede que os partidos em Portugal têm para controlar tudo.
    Um tipo que não já não se pode candidatar a determinado cargo num concelho e vai para outro, trata-se efetivamente de concorrer a uma espécie de "concurso público eleitoral" na sua profissão. E se perder as eleições, o seu anterior cargo publico espera por si!

    Eu até ia mais longe embora correndo o risco de me chamarem fascista. Se fulano optou pela profissão de autarca, ministro ou deputado, uma vez cessado o mandato, não deveria ter mais lugar no funcionalismo público.
    Eu se abandonar (ou suspender) o meu emprego para me dedicar à politica, a minha empresa terá que colocar alguém no meu lugar porque não pode sobreviver à espera que determinado funcionário complete o tempo ao serviço na sua grande paixão que é a politica.

    Isto dum gajo suspender mandatos para regressar à universidade (ao hospital, às repartições, etc) momentaneamente e depois voltar à politica e andar nesta coisa a vida inteira e ainda por cima ganhar duas reformas, é tratar os outros Portugueses abaixo de burro.
    Faltam-me adjetivos para definir esta canalhice.


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    1. «E se perder as eleições, o seu anterior cargo publico espera por si!»

      E o que é que preconizas?
      Que só se possam candidatar os desempregados, ou que os candidatos, para o serem, se tenham de despedir dos seus empregos e abandonar as suas profissões?

      E se o fizessem, o que dirias, então, sobre a "profissionalização" dos políticos, ignorando olimpicamente as eleições a que estes se submetem com regularidade?

      Ou, afinal, no que não acreditas é na democracia e na livre expressâo do eleitorado?

      Não há dúvida que a demagogia (ou será apenas imbecilidade) tomou conta de de certas meninges.

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    2. preconizo: vai pra politica, vai para uma fábrica ou vai para onde quiser, perde qualquer direito adquirido de reocupar o lugar de funcionário publico que tinha antes, a menos que concorra com outros por esse lugar em igualdade de circunstâncias.

      Fazer como o Ernesto - que subiu de escalão automaticamente no serviço nacional de saúde sem dar uma consulta no hospital há uma mão cheia de anos - ou fazer como o Pinto de Sá que pregou uma mentira dizendo que ia dar aulas - como se dar aulas e entrar fosse a casa da sogra onde qualquer um sem lecionar aos anos pode entrar quando quiser - mas que acabou vou estar a candidatar-se a um lugar pelo menos para mais uns potenciais 12 anos.

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  12. O Dr. José Frota,lançou a bisca e ficou tudo a olhar para ver quem tinha o Ás...
    É óbvio que não se podem comparar (exerça-se aqui alguma pedagogia) «colocações» no cargo de presidente da câmara, de figuras sinistras,que não se submetiam a votos populares, mas sim, de alguma forma a um certo critério cencitário de contornos ditatoriais, ao jeito do Estado Novo, com o escrutínio a partir de decisões do povo.

    O que resultou mal, a seguir,perpetuando-se de alguma forma no poder,alguns presidentes de câmara (reparem que eu disse DE CÂMARA)foi aquilo a que muitos chamam a idiossincrasia de um povo inculto, alienado e perverso,que deixou que tudo isto acontecesse.

    E deixou porquê?

    Deixou porque é sonhador e só os sonhadores podem ser perversos,distantes da realidade, amorfos, gentios de soberanos,lacaios ou caciques.Capazes de viver uma vida inteira a morder nas canelas de quem lhes dá de comer,sem questionarem essa dádiva, movidos apenas pelo raciocínio Pavloviano.

    No outro tempo,era um luxo ter direito a uma casa de banho numa habitação no centro histórico,qual buraco vazadouro da incúria de uns, senhorios,e «submissão activa» dos inquilinos.

    Com a revolução de alguns, veio a inércia de outros,contemplativos,ignorantes,ainda sonhadores,distantes do saber fazer,opacos,servis com dificuldade em manter o boné na cabeça à passagem do homem eleito por si...

    -«Teatro??..aquilo é só para maricas!!....»

    Nem o teatro os convenceu a entender a polivalência do homem nos seus distintos papéis e continuaram e continuam,Objectos, das acções de Sujeitos hediondos,conhecedores da vulnerabilidade dos seus governados e mesmo assim, rectificando a cada passo da sua governação, o saldo positivo da mesma, a seu favor,ou da instituição partidária que representam.

    -«Filhos da Pu..!!!»- Ouve-se em surdina queixarem-se os que criaram e alimentaram o polvo, eles próprios combustível da sua dupla façanha enquanto autores e actores deste espectáculo macabro da eleição de alguém que os governe...

    Emanuel


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    1. «…um povo inculto, alienado e perverso, que deixou que tudo isto acontecesse…»
      «…contemplativos, ignorantes, ainda sonhadores, distantes do saber fazer, opacos, servis com dificuldade em manter o boné na cabeça»

      Em suma:
      Resolva-se a DEMOCRACIA na secretaria e nos Tribunais, porque este Povo de “incultos”, de “alienados”, de “perversos”, de “contemplativos”, de “ignorantes” e de “ servis” não consegue ser capaz de exprimir a sua vontade através de um simples voto, secreto e universal.
      Para quem ainda não tinha percebido o que estava em jogo, não podia ter sido mais elucidativo.

      Muito esclarecedor, Emanuel.

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    2. Emanuel: tinha má imagem de ti. Agora melhorou muito. Dizes: -«Filhos da Pu..!!!»- Ouve-se em surdina queixarem-se os que criaram e alimentaram o polvo, eles próprios combustível da sua dupla façanha enquanto autores e actores deste espectáculo macabro da eleição de alguém que os governe..."
      Estou contigo. E vou gostar de ver os números da abstenção em Évora. Acho que vão andar perto dos 60 por cento. É gente que já está farta de serem sempre os mesmos a darem as cartas para a bisca lambida. Como dizia o Saramago: o melhor é o voto em branco (neste caso a abstenção) a ver se eles percebem que já poucos vão no jogo deles.

      artur

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  13. Um RESUMO sério seria assim:
    - Em 37 anos, 2 presidentes de Câmara…
    E 10 eleições onde o povo livremente expressou a sua vontade.

    - em 48 anos, 8 presidentes da Câmara,
    Nomeados pelo governo, sem que tenha existido um único acto eleitoral onde o povo pudesse manifestar a sua vontade.

    É que a DEMORACIA e a palavra do povo, através do voto, fazem toda a diferença!
    Mas pelos vistos para alguns isso não significa nada!

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  14. Sem dúvida que não será «através de um simples voto, secreto e universal» que se resolve a democracia.

    Já os cidadãos atenienses a discutiam na praça pública,alheios à tortura a que a mesma viria a ser submetida.

    O governo do povo tem e deve ser feito pelo povo.De outra forma, parte desse povo sucumbirá,perante os aristocratas do poder.

    Reforço a ideia de que as nomenclaturas instaladas nos partidos políticos, na sua ânsia de protagonismo entre si,passaram do esquecimento à ignorância dos mais altos interesses da governação:Servir a causa comum a todos os homens e mulheres.Servir a democracia.
    A continuidade da eleição de homens e mulheres, que subvertem os objectivos da democracia é a maior prova de incapacidade do povo eleitor se manter em democracia.Tem sido esse o seu papel,por ignorância, alimentada pelos partidos políticos de esquerda,com grandes responsabilidades nesse tipo de obscurantismo.


    Emanuel

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  15. Novamente sem tecer quaisquer comentários deixo agora cinco citações:
    «O segundo obstáculo (ao projecto participativo de cidadania) é a extrema profissionalização da política nas sociedades democráticas.(...)Ora a profissionalização da vida política encerra um risco evidente de captação oligárquica do poder».
    « A organização do partido não deixou de desmentir a retórica liberal em que ela se envolve. O poder de decisão é aqui confiscado por uma minoria que ocupa uma parte considerável da sua energia a conservá-lo e se possível alargá-lo. Esta burocracia é naturalmente avessa ao debate,à controvérsia e ao de debate».(...)
    «Finalmente, a subida de Hitler ao poder,em 1933, alertará para o facto de que os processos democráticos, nomeadamente o sufrágio universal, não previnem por si mesmos contra a tirania»
    In «Introdução à Sociologia Política», Jean Baudouin, Editorial Estampa, Lisboa, 2000

    «Todos as organizações (partidos políticos e sindicatos) mesmo aquelas que em teoria se dizem mais comprometidos com a democracia-socialistas e comunistas são de facto oligárquicas e dominadas por um pequeno grupo de liderança que subtilmente assume o seu controlo e depois as bloqueia interna e externamente» É a chamada lei de bronze das oligarquias enunciada pelo sociólogo alemão Robert Michels (1876-1936).Dicionário de Sociologia, Plátano Editora,

    «Um homem do Partido é alguém que deve a sua carreira ao Partido e que portanto defende os interesses do Partido nas controvérsias com as outras hierarquias,independentemente do que possam ser os interesses do Volk (Povo).O Partido, no início, era concebido como um movimento,um agente de mobilização do Volk (Povo), agora é uma burocracia como as outras.» In " As Benevolentes", Jonathan Littell. Dom Quixote,2007.

    Posto isto pergunto vivemos em DEMOCRACIA ou em PARTIDOCRACIA?

    Nota final: Não sou intelectual, nem nunca o desejei ser. Não passo de um mero jornalista que procura entender o mundo que o rodeia e está preocupado com o futuro do Alentejo e de Évora.

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    1. Bem visto Frota

      É isso mesmo. Oligarquia partidária.

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  16. Novamente sem tecer quaisquer comentários deixo agora cinco citações:
    «O segundo obstáculo (ao projecto participativo de cidadania) é a extrema profissionalização da política nas sociedades democráticas.(...)Ora a profissionalização da vida política encerra um risco evidente de captação oligárquica do poder».
    « A organização do partido não deixou de desmentir a retórica liberal em que ela se envolve. O poder de decisão é aqui confiscado por uma minoria que ocupa uma parte considerável da sua energia a conservá-lo e se possível alargá-lo. Esta burocracia é naturalmente avessa ao debate,à controvérsia e ao de debate».(...)
    «Finalmente, a subida de Hitler ao poder,em 1933, alertará para o facto de que os processos democráticos, nomeadamente o sufrágio universal, não previnem por si mesmos contra a tirania»
    In «Introdução à Sociologia Política», Jean Baudouin, Editorial Estampa, Lisboa, 2000

    «Todos as organizações (partidos políticos e sindicatos) mesmo aquelas que em teoria se dizem mais comprometidos com a democracia-socialistas e comunistas são de facto oligárquicas e dominadas por um pequeno grupo de liderança que subtilmente assume o seu controlo e depois as bloqueia interna e externamente» É a chamada lei de bronze das oligarquias enunciada pelo sociólogo alemão Robert Michels (1876-1936).Dicionário de Sociologia, Plátano Editora,

    «Um homem do Partido é alguém que deve a sua carreira ao Partido e que portanto defende os interesses do Partido nas controvérsias com as outras hierarquias,independentemente do que possam ser os interesses do Volk (Povo).O Partido, no início, era concebido como um movimento,um agente de mobilização do Volk (Povo), agora é uma burocracia como as outras.» In " As Benevolentes", Jonathan Littell. Dom Quixote,2007.

    Posto isto pergunto vivemos em DEMOCRACIA ou em PARTIDOCRACIA?

    Nota final: Não sou intelectual, nem nunca o desejei ser. Não passo de um mero jornalista que procura entender o mundo que o rodeia e está preocupado com o futuro do Alentejo e de Évora.

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    1. Os partidos socialista e social democrata não são nem uma coisa nem a outra. São partidos lacaios do Capital, da Banca, e da Finança, inimigos do Estado e dos Cidadãos. Ideologicamente e na prática são associações de criminosos.

      A lei da limitação de mandatos, de forma inocente e ineficaz, pretende transferir a responsabilidade dos partidos, pela escolha de candidatos corruptos e incompetentes, para os Tribunais. Retira o direito aos eleitores de elegerem quem melhor defende os seus interesses.

      De facto os partidos do bloco central seleccionam, promovem, elegem e sustentam, políticos aldrabões, corruptos e gatunos. Com total impunidade.
      O problema da governação nacional, não é o número de mandatos dos presidentes de câmara, mas a qualidade da governação, dos bens e do interesse publico, gestão danosa levada a efeito pelo bloco central.

      Não é preciso ser intelectual, e ler os teóricos, para conseguir ver estas evidências.

      Somos governados por gatunos e incompetentes.
      Deixem-se de "paninhos quentes".
      A prioridade é levá-los perante a justiça, e puni-los exemplarmente.

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    2. Os do partido PCP também não são melhores. Carreiristas, ditadores e mediocres, é dificil encontrar um que seja sério.

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  17. Eu que já não voto no partido comunista há pelo menos 25 anos, não me importava de votar num tipo como Andrade Santos, homem de pensamento próprio que não precisa de fazer fretes ao partido. Já o provou em várias ocasiões.
    Votar no Pinto de Sá e na equipa (excluindo o Dr. Jara que atualmente mais não pode do que dar a cara porque já tem idade para estar sossegado no conforto da aposentadoria), seria votar na voz do aparelho e no autarca de profissão.

    Estou curioso, não com a sondagem - estou convencido que o Melgão está na frente embora com pouca margem - mas com o resultado das eleições na noite de 29 de Setembro.

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    1. «Eu que já não voto no partido comunista há pelo menos 25 anos, não me importava de votar num tipo como Andrade Santos....»
      Apanha-se mais depressa um xuxa mentiroso que um coxo sem pernas.
      Então, quando o Andrade Santos foi candidato, há uns 8 anos, porque não votaste nele?

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    2. Porque votei no Ernesto e dei-lhe o beneficio da dúvida.

      Infelizmente o PCP e o comité não deixou mais o Andrade Santos concorrer.

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    3. Isso não abona nada a teu favor.
      Pois bastaria um bocadinho de senso para perceber que as promessas do Ernesto nunca passaram de trapalhadas (e mentiras) de quem nunca soube o que era gerir uma câmara como a de Évora.
      E, portanto, depois má dessa decisão, a tua opinião está obviamente desvalorizada.

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