sexta-feira, 30 de agosto de 2013

À discussão (1) Centro Histórico e extra-muros ou Cidade ?




O "a cinco tons" inicia aqui uma sequência de post's" que se estenderá segundo o ritmo das propostas e respostas que aqui forem deixadas.

Esta sequência de post's é inspirada  na ideia de que participar é, desde logo, mudar. Discutir e pensar o espaço público em Évora é responsabilidade de todas as forças políticas, principalmente das que se candidatam à gestão deste território comum. Mas também dos cidadãos- munícipes que aqui são convidados  a expor ideias, sugestões e opiniões criticas.

 Assim, é sugerido que "O devir da cidade enquanto espaço social tem que ser pensado no seu conjunto: Centro Histórico (CH) + periferia. Não pode haver soluções viáveis para o primeiro se não se pensar a sua articulação com a segunda." (JRdS)
Ou, ao invés, o Centro Histórico de Évora e território exterior às muralhas devem ser pensados e  planeados segundo lógicas diferenciadas?

20 comentários:

  1. O Centro Histórico não pode ser separado do resto da cidade. Tem que ser mais bem tratado, mas os bairros também. Por exemplo a Malagueira continua por acabar 30 anos depois de ter sido começada. Não se admite, nem o desprezo do Centro Histórico nem o esquecimento dos bairros.

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  2. O aforismo devia dizer:
    "A cidade, em todas as suas valências, tem que ser pensada no seu conjunto, como um todo. Não há soluções, viáveis para uma zona, que não se articulem com as restantes."
    Considerando que cada zona é diversa, na forma e no uso, as soluções, regras, e procedimentos, terão que ser adaptados à especificidade de cada zona.

    Tal como um organismo.
    Se um órgão ou função falhar, o indivíduo fica sujeito ao colapso, ou a viver com deficiência, em sofrimento, sem produzir.
    Sendo o organismo composto por órgãos distintos, cada órgão requer um tratamento específico.

    Por isso se fazem planos, que, de forma integrada, analisam, diagnosticam, corrigem, e prevêem, a manutenção e o crescimento saudáveis, das partes e do todo.
    E que, tal como qualquer organismo tem que viver em harmonia com o ambiente e com os seus recursos vitais, também a cidade só pode viver se a relação com a sua área vital, peri-urbana, for saudável, complementar, e sustentável.

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    1. A perspectiva do anónimo das 23:05 parece ser excelente ponto de partida.
      Orienta uma linha de conduta técnica e política capaz de gerar consenso, até mesmo alargado. Pelo menos do ponto de vista teórico e principalmente em tempo de campanha eleitoral. Mas manter essa linha, só aparentemente simples, na gestão urbanística da cidade não foi ainda conseguida até hoje em Évora.
      Tempos houve que Évora era referenciada pela sua gestão urbanística e mesmo então esta era uma meta por atingir. Mais recentemente, este objectivo de integração e harmonização de diferentes planos foi, de facto, completamente abandonado mesmo que retoricamente não tenha sido.
      A verdade é que para assegurar uma relação saudável e equilibrada entre as várias partes são necessários "planos, análises, diagnósticos correções e prevenções" que para além de exigirem elevada quantidade e qualidade de trabalho técnico não dispensam, de forma alguma, um acompanhamento e empenhamento político que garanta resultados.
      Ora na Évora dos últimos anos isto "não nos tem assistido". Não tem sido notada qualquer gestão urbanística. São dadas apenas, quando são, com atrasos desesperantes, respostas pontuais e desarticuladas a solicitações de pessoas e empresas.
      Resta agora saber qual será o compromisso politico que a futura administração autárquica assumirá de futuro. Não parecem ser conhecidas as propostas das várias candidaturas, o que espero não seja indício de continuação da ausência.

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  3. Este post é de um primarismo e maniqueísmo atroz. Ele revela o desconhecimento da cidade e do que foi e poder ser o papel do planeamento no desenvolvimento e ordenamento de uma cidade.
    Como se a Cidade não tivesse sido sempre pensada no seu conjunto e houvesse algum idiota a defender a separação ou o isolamento entre Cidade Intramuros e Cidade Extramuros.

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    1. Com uma frase palavrosa e medíocre, abriram a esperança de uma discussão, que podia ser interessante e pedagógica, e pretexto para confrontar os programas eleitorais.
      Afinal nada.

      Será que a "cidade educadora" não educou nada?

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  4. E para quando um balanço das muitas promessas feitas pela lista vencedora em 2009?
    O que prometeram para o Centro Histórico e o que cumpriram...
    Será assim tão difícil confrontar o PS com as suas promessas não cumpridas?

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  5. Não vale a pena!
    Sempre que alguém lança um tópico para a discussão, começa a regurgitação de ódios e ressentimentos sobre pessoas que mais não pretendem do que fomentar a discussão e o diálogo!
    Democracia, qual democracia, venha já o pau!
    Volta Salazar que estás perdoado!


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  6. Considero que mais relevante do que pensar a cidade como um todo - asserção dada como adquirida - é de que modo os instrumentos de planeamento de que dispomos contêm a estratégia adequada e de que modo a gestão urbanística tem respeitado esses planos.
    Lembro que o nosso PDM ainda assenta em pressupostos de crescimento populacional e habitacional completamente desfasados da situação atual e que a gestão urbanística realizada dos mesmos tem sido casuística e pouco fundamentada.

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    1. Mas, será que os planos actuais, alterados pelo PS e PSD, pensam a cidade como um todo?
      Porque se fizeram loteamentos e urbanizações que são guetos, sem ligação com as área envolventes, e a comprometer ligações estruturantes da cidade?
      Porque se compromete a cidade com o critério único e cretino, de maximizar a área de urbanização, terreno a terreno, prejudicando todos e os próprios?
      Porque se fez aquela ligação demente, entre a Vila Lusitano e a Av. Túlio Espanca?
      Porque não ligam a Escola Conde Vilalva à Estrada da Chaínha?
      Porque não fazem a ligação da Av. Leonor Fernandes à Lagril? E da Lagril à Horta das Figueiras?
      Porque fizeram quilómetros de infraestruturas nos Leões, em terreno privado, em vez de construírem a Circular Nascente?
      Porque fizeram quilómetros de infraestruturas para a Embraer, nos terrenos da FEA, em vez de usar os terrenos municipais já infraestruturados?

      Que interesses privados presidem a estas decisões flagrantemente danosas do interesse público, e da qualidade de vida?
      Que gestão urbanística nos impõe tanta mediocridade e prejuízo, e compromete irremediavelmente o futuro da cidade?

      Mas não. Isto aqui não interessa discutir. O que é preciso é continuar a atacar os comunistas, para garantir a continuação da ruína eborense. E sobretudo garantir os tachos distribuídos pelos gatunos do bloco central.
      O que é preciso é dividir a esquerda para garantir a vitória da direita.

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    2. 15:01

      Um comentário interessante, mas a verborreia e a politiquice de vão de escada no final dão cabo de tudo. É como se, por se ser gatuno, se imaginasse que todos os demais também tivessem que ser gatunos. Ou se, por ser-se de uma parte da esquerda, se imaginasse que o resto da esquerda tinha que beber do mesmo xarope. Assim não há discussão que lhes possa valer.

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    3. «Lembro que o nosso PDM ainda assenta em pressupostos de crescimento populacional e habitacional completamente desfasados da situação atual ...»

      Ora aí está uma discussão que seria interessante fazer.
      Desde logo o AINDA. E no AINDA teríamos pano para mangas. Seria interessante saber onde o autor do comentário foi buscar e o que quer dizer com "AINDA".

      Em segundo lugar, recordo que os crescimentos populacionais da revisão do PDM, promovida pelo PS, já estavam completamente desfasadas da realidade na altura em que foram propostos (2003/2007). E por isso foram denunciados publicamente. E, por isso, a aprovação só foi possível graças à aliança PS/PSD que tem governado a CME.

      Em terceiro lugar este tema de discussão surge fora de tempo (devido ao rebentamento da bolha da especulação imobiliária) e fora das prioridades do município, assoberbado pelos problemas financeiros decorrentes da falência para onde foi arrastado pela gestão desastrosas dos últimos 12 anos.

      Nos próximos anos, não haverá expansões urbanísticas nem crescimentos urbanos, independentemente daquilo que dizem os Planos. Os próximos anos vão ser anos de contenção financeira e de conservação e reabilitação daquilo que existe. O próximos anos vão ser anos de fazer omeletas com poucos ovos. Ou seja: anos em que não se podem continuar a estragar ovos sem fazer omeletas nenhumas.
      Ou, se quiserem ainda, anos em que só é possível recuperar do desastre, se a administração que lá está for posta na rua no próximo dia 29. Se isso não acontecer, o declínio da cidade de Évora será irreversível.

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    4. 15:42
      Provavelmente a dita "verborreia e a politiquice de vão de escada" resulta do conhecimento da prática intriguista e politiqueira, que tem sido apanágio deste blogue ao longo dos tempos. Agora não fica bem estarem a queixar-se do resultado dessa prática. É que as pessoas não são tontas, conhecem bem a Cidade e sabem pensar pela sua própria cabeça.

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    5. @15:42
      O ultimo parágrafo é a realidade, e é a conclusão lógica para os parágrafos prévios.
      Porque, na altura da mudança, há quem aqui lute afincadamente, com mentiras e calúnias, para que tudo continue na mesma, sempre para pior, irremediavelmente.
      Fingem defender grandes princípios, prometem tudo mudar, para que, de facto, nada mude.

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  7. Existe um PDM aprovado e como tal há que cumpri-lo na medida das possibilidades.

    Eu, sem grandes demagogias, começaria por propor um alargametno das vistas da cidade para Nascente, descongestionando a tendência cada vez maior e demolidora de Norte-Sul e vice versa.
    Ao criar-se a Circular Nascente, criar-se-ía assim uma solução para o estrangulamento urbano cada vez maior na cidade, ao mesmo tempo que se criariam condições(tal como previsto no PDM)para que ao longo dessa Variante, nascessem polos de atracão económica,tal como foi o exemplo da Variante Sul.

    Tenho a certeza que ganharia a cidade com o maior fluxo de transito fora da cidade,a criação de postos de trabalho e dinamismo económico de que a cidade tanto precisa.

    Matavam-se assim vários coelhos, com uma única cajadada e deixavamos de andar aqui com conversas parvas

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  8. para quando um olhar para o bairro da malagueira que também pertence a Évora , um bairro simplesmente ignorado , abandonado desde que foi feito , ruas por acabar , largos em terra batida , lixo e ervas por todo o lado . Só uma parte da Malagueira relvada porquê? o resto da Malagueira não tem o mesmo direito de ter as ruas arranjadas e bem ornamentadas ? Falam em ter uma Évora cidade limpa e a malagueira também pertence a cidade de Évora , porque não é limpa e arranjada . Uma vergonha o desleixo da camara de Évora por este bairro desde que foi feito .

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  9. O que já fizeram na Malagueira desde que esta foi feita .... NADA... limpeza das ruas pela camara não existe , ao fundo da rua da relva , onde está a relva , existe sim muita erva e um ribeiro a céu aberto que vai desaguar ao lago perto do pingo doce , uma água petrificada que corre a céu aberto , cheia de lixo . Um pouco mais acima na rua dos azuleijos pintados um largo de terra batida de verão levanta uma terraria e de Inverno é um lamaçal , para quando o arranjo deste largo? e muitos mais largos e ruas existem na Malagueira que nunca chegaram a ser arranjados . Évora não é só dentro de murrarras , a periferia também pertence a Évora , os bairros em redor de Évora também fazem parte de Évora . Gastaram milhões para embelezar a murralha circundante de Évora , ornamentando com um bonito jardim e os bairros estão completamente abandonados pela Camara de Évora

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  10. Redefinir as funções do Centro Histórico
    Centro histórico (CH) e periferia de Évora devem ser pensados em conjunto: não haverá banalidade de base mais consensual, em abstracto. Na realidade, parece que esta verdade se torna impensável. Decerto, existem PDMs e vários se sucederam, e TODOS assentam na retórica da "melhor integração do CH na periferia e reciprocamente", criar "porosidades no recinto amuralhado", melhorar as ligações, etc. Mas no terreno, o que vemos é um alastramento (diferente de expansão integrada) das "urbanizações" que, em muitos casos pouco têm de urbanas. O "problema do centro histórico" que se declina em "desertificação", abandono dos edifícios, sobrecarga com o estacionamento, dificuldades de circulação automóvel, dificuldade em arbitrar entre o uso pedonal (que todos advogam) e o acesso aos automóveis (contraditório) que todos prometem salvar (não vão os comerciantes ralhar..). esse "problema" agravou-se sem pausa nos últimos 35 anos. Mesmo que doa a uns e a outros, tanto a "excelência" que uns reivindicam (mas lhes é negada) como as "glórias" passadas que outros se inventam (mas outros negam) foram incapazes de inflectir o curso das coisas.
    O CH tem continuado o seu caminho para a degradação, para o desconforto, e portanto para o abandono pelas populações que procuram fora o que dentro lhes é recusado.
    Na óptica que aqui defendo, o que explica uma grande parte das dificuldades urbanas do CH a canalização de praticamente todo o investimento público em habitaçãço social para as novas construções extra-muros.
    Outro factor importante, que aliás resulta em parte do primeiro é o seu esmagamento pela pressão que a periferia sobre ele exerce.
    O investimento público, quer em subsídios a fundo perdido (dotações de terrenos, outros subsídios) quer em bonificação dos créditos respeitante à introdução no mercado de novos fogos foi, como todos sabemos, sistematicamente atribuído a projectos de "urbanizações", bairros, quer eles fossem de índole cooperativa quer fossem públicos. O resultado foi que, junto com a fuga do investimento privado (subsidiado ou não) para as periferias, foi nelas que se criaram ou renovaram as habitações. É claro que o CH não teria podido conter senão uma pequena parte dessas habitações: mas podia ter recebido muitas delas, construídas ou renovadas. Foi uma grave lacuna, que não se tivesse concebido um programa, por exemplo de cooperativa de habitação, no interior do CH.
    O crescimento da população nas periferias (e portanto no total da área urbana) alterou o equilíbrio entre funções de habitação, comércio e serviços e administração no CH.
    Não foi apenas o crescimento da população, foi também o crescimento da administração pública em geral (central, regional, autárquica) e dos serviços equiparados, que contribuíram para o aumento da pressão sobre o CH. Mais habitantes (fora do CH), mais administrações e serviços públicos ou semi-públicos, significaram mais deslocações entre as periferias e o CH, mais problemas de estacionamento e de circulação, mais açambarcamento pelo automóvel do espaço urbano (ruas, praças e travessas). Os passeios minguam, por vezes desaparecem, o estacionamento torna a circulação dos peões cada vez mais difícil (passar entre paredes e retrovisores, ziguezaguear entre carros colados uns aos outros, etc.).
    As duas vereações preocuparam-se com este fenómeno, que identificaram, embora de modo marginal. As soluções que tentaram implementar não resultaram (ex. o SITEE, que, como muitas outras coisas daqui, foi elogiado pelo extrerior enquanto aqui vivíamos o seu rotundo falhanço).

    (continua)

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  11. (continua)

    A pressão automóvel pareceu imparável. Não só não se conseguiu reduzi-la, como vai piorando. A razão está no facto que a concentração das funções administrativas no CH, que correspondia a uma velha ideia de "centralidade" (em que a presença do Estado era símbolo de prestígio e luzia por ser presença do Poder), essa concentração. dizia, traz com ela um afluxo de tráfego que nada parece poder conter.
    É tempo de repensar a localização das funções que são "aspiradores de tráfego", sem que a sua presença no CH seja indispensável. Sugiro muito esquematicamente que é necessário criar um "campus administrativo" completo, que associe administração de base (autarquia, finanças, segurança social, etc., etc.), e Campus da Justiça. (note-se que este já esteve no papel, mas os corporativismos judiciais terão conseguido impedi-lo). Eventualmente separado, por motivos de segurança sanitária, um Campus da Saúde: retirar do CH hospitais, clínicas, etc.
    Cada um destes Campus deveria ter bons acessos automóveis (que não obriguem os cidadãos a passar pelo CH), boas ligações (entre bairros e com o CH) em termos de transportes públicos, amplos estacionamentos, e acessibilidade impecável para pessoas com mobilidade limitada.
    Só este descongestionamento do CH permitiria motivar as pessoas a vir viver no interior das muralhas, com qualidade de vida. A "libertação" do CH e relação à pressão da periferia permitiria encarar a realização de projectos de habitação social (como os das cooperativas), e redistribuir profundamente o espaço urbano a favor dos peões, das bicicletas... e dos carrinhos de bébé.
    É evidente que o investimento público (sobretudo nos tempos que correm) não pode fazer tudo. Mas para que haja o necessário investimento privado a par com o investimento público, o CH tem que se tornar (de novo!) atractivo, em termos de facilidade logística (incluindo o automóvel mas só para residentes). e qualidade do espaço urbano.
    A construção que em muitos, certamente na maioria, dos casos seria reconstrução ou reabilitação de fogos existentes (existem no concelho cerca de 4000 fogos não habitados), realizada com condições de acesso "social", ou seja, de modo a torná-la acessível também aos menos favorecidos, teria uma imensa vantagem, na qual raramente se pensa: Manter a diversidade social da população intra-muros, que vai inexoravelmente tender a reduzir-se: só quem tem (muito) dinheiro pode investir na reabilitação. A esse processo de substituição da diversidade pela homogeneidade social com os mais ricos a reservarem-se os CH chamou-se "gentrificação". Na minha óptica, esse processo destrói a urbanidade do tecido urbano.

    (continuação)

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  12. (continuação)

    Alguns leitores dirão: mas foi algo parecido que se tentou com a reabilitação, nos últimos dez, doze anos! E é verdade. Mas se considerarmos os números (que conheço só como ordens de grandeza, mas quem melhor sabe melhor dirá), entre 2000 e 2012 foram reabilitados 45 edifícios correspondendo a cerca de 120 fogos. Se tomarmos como base uma estimativa de cerca 1200 habitações (fogos) a necessitar reabilitação, vemos que a este ritmo será preciso um século para efectuar toda a reabilitação. Mas é aqui que O Tempo impõe respeito: dentro de cerca de 20 ou vá lá, 30 anos, todos os que já foram reabilitados, para além dos outros, precisarão de novas intervenções. Conclusão: a este ritmo de renovação, o parque habitacional continuará a degradar-se. O nível de investimento realizado (1? 2? 3 milhões de euros em dez anos? depende do que se inclui) no CH, equivale... a um abandono. Parece difícil de acreditar: façam-se as contas. Não está em causa a boa vontade das vereações sucessivas, mas sim a visão das prioridades. Entre a retórica "património mundial" etc., e "revitalizar o CH", etc., e a realidade, temos que o reconhecer: há que mudar de escala.
    Então e o PS, então o PCP, o que fizeram? nem um nem outro (que os meus amigos desses partidos me perdoem, mas não há aqui espírito polémico) se deram conta do que estava a acontecer e da reformulação dos objectivos que se impõe.
    Utópico, o que proponho? Talvez. O que não será utópico é discutir seriamente e serenamente os objectivos e indagar os meios de os realizar.

    José Rodrigues dos Santos (via email)
    Évora, 1 de Setembro de 2013

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  13. Vão !

    Isso , peguem nas pernas e VÃO espreitar o portão de acesso à Universidade no Espirito Santo .

    E ?

    Encontram lá na entrada a motivação e razão de ser do Centro Histórico de Évora !

    Centenas , sim ; Centenas de anuncios de quartos e casas para arrendar no centro de Évora .

    Portanto , o centro de Évora não está desabitado , está sim adquirido por alguns para darem a golpada na Autoridade Tributária .

    Centenas e centenas de habitações arrendadas por baixo da mesa sem qualquer imposto pago ao Estado .

    É um caso de Polícia Judiciária !

    Já para lá enviei as fotos !

    Jorge

    ( ciclista )

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